1299: Agravamento da pandemia obriga a novas medidas restritivas

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MEDIDAS RESTRITIVAS

A pandemia covid-19 volta hoje a ser o tema principal do Conselho de Ministros. Ouvidos os partidos, o Governo prepara o anúncio de novas medidas de mitigação pandémica

O primeiro-ministro, António Costa, anunciando conclusões do Conselho de Ministros quando os números desciam (Setembro)
© Tiago Petinga/Lusa

Regresso do controlo de fronteiras, regresso da exigência de certificado digital para acesso a restaurantes, máscara obrigatória em grandes eventos (jogos de futebol, por exemplo) e espaços comerciais, reforço das necessidades de teste, reforço da operação de vacinação – e recomendação reforçada ao regresso do teletrabalho.

Face ao aumento dos números da pandemia covid-19, o Conselho de Ministros irá anunciar hoje novas medidas de mitigação. Ontem, o primeiro-ministro completou a ronda de reuniões com os partidos parlamentares que tinha iniciado na terça-feira.

Quem falou do regresso do controlo de fronteiras foi o secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, depois de reunir com António Costa.

“O recurso ao teletrabalho para efeitos de protecção e de apoio familiar, caso venha a ser julgado necessário, é com certeza um dos recursos que devemos ter à nossa mão.”

É muito importante todos termos uma consciência da nossa responsabilidade individual, colectiva, e estarmos preparados para medidas de reforço, nomeadamente em relação ao uso da máscara, testagem no acesso aos recintos fechados e espaços interiores, necessidade de fazermos do certificado de vacinação e da testagem um procedimento regular nas nossas vidas e também estarmos preparados para a necessidade do reforço das entradas e das saídas do país, portanto, do controlo das fronteiras.”

De acordo com o socialista, esta questão das fronteiras prende-se com o facto de Portugal ser “um país aberto ao mundo”, o que faz com que esteja exposto “aos riscos que proveem de regiões onde a vacinação ainda não alcançou níveis” como o do país.

“O recurso ao teletrabalho para efeitos de protecção e de apoio familiar, caso venha a ser julgado necessário, é com certeza um dos recursos que devemos ter à nossa mão, não colocando em causa o funcionamento essencial dos serviços e da oferta de bens públicos essenciais”, adiantou ainda.

Questionado sobre o modelo, José Luís Carneiro respondeu que se trata da “recomendação do teletrabalho como já ocorreu em determinados períodos da pandemia”, tendo que ser avaliado “os termos, o âmbito e a intensidade”. O dirigente socialista sublinhou ainda a importância de se continuar “a reforçar este esforço de vacinação” que Portugal tem feito. “Este esforço de vacinação é um esforço para o qual todos temos o dever de concorrer porque está provado que a vacinação é mesmo a melhor e maior prioridade”, afirmou.

Ontem, através do secretário de Estado ajunto e da Saúde, o Governo anunciou que vai autorizar a contratação de todos os profissionais que venham a ser necessários com o reforço da vacinação contra a covid-19

“Vão ser dadas indicações, através de norma, para que se possam contratar todos os recursos humanos, quer médicos, enfermeiros, assistentes técnicos, assistentes operacionais, os que são necessários nos centros de vacinação”, afirmou António Lacerda Sales, em conferência de imprensa. O reforço da vacinação em Portugal vai ser acelerado até ao final do ano, estando previsto que em Janeiro tenham já sido vacinadas 2,5 milhões de pessoas, incluindo os maiores da 50 anos que tenham recebido a dose única da Janssen.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
24 Novembro 2021 — 22:58

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