1304: Limitação de contactos entre 2 e 9 de Janeiro: teletrabalho obrigatório

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/RESTRIÇÕES

O Conselho de Ministros reuniu-se esta quinta-feira e anunciou que passa a ser obrigatório o certificado digital para entrar em restaurantes, alojamentos, eventos e ginásios. Teste negativo passa a ser obrigatório para entrar em Portugal.

© TIAGO PETINGA/LUSA

A obrigatoriedade de máscaras em espaços fechados e de testes negativos à covid-19 e certificado digital em recintos desportivos, bares, discotecas, grandes eventos e a implementação de uma semana de contenção de contactos entre 2 e 9 de Janeiro de 2022 foram as principais medidas anunciadas esta quinta-feira por António Costa para mitigar o aumento de casos. Para tal, Portugal vai entrar em estado de calamidade a partir de 1 de Dezembro.

Paralelamente, o certificado digital volta a ser obrigatório no acesso a restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local, assim como à entrada de ginásios e eventos com lugares marcados.

O acesso a lares, estabelecimentos de saúde e grandes eventos culturais ou desportivos passa a exigir a apresentação de teste de detecção do vírus SARS-CoV-2 com resultado negativo, mesmo para pessoas vacinadas contra a covid-19.

Consulte aqui o documento completo do Governo com as medidas

Na semana de contenção de contactos, no início do próximo ano, creches e escolas estarão encerradas, assim como bares e discotecas, enquanto o teletrabalho será obrigatório.

Em termos de controlo das fronteiras, o primeiro-ministro anunciou que será obrigatório o teste negativo em todos os voos que cheguem a Portugal, sendo que As companhias aéreas que transportem passageiros sem teste negativo à covid-19 incorrem em multas de 20 mil euros por pessoa.

Leia o minuto a minuto da conferência de imprensa

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Actualização
25 nov18:12
António Costa: “Tenho confiança na responsabilidade individual de cada um”

“Mais do que confiança nas normas, eu tenho confiança na responsabilidade individual de cada um. Todos sabem o que podemos fazer e o que não podemos fazer. Se assim for, estas medidas serão suficientes”

25 nov18:05
António Costa: “As creches também estarão encerradas entre 2 e 9 de Janeiro”

“As creches também estarão abrangidas pela medida de encerramento das escolas entre 2 e 9 de Janeiro, assim como o ensino particular. Os apoios é algo que está a ser avaliado pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social”

25 nov18:02
António Costa: “Há hoje muitos mais profissionais no SNS do que em 2015”

“Não corre tudo bem no SNS. Mas o Governo tem feito por isso. Há hoje muitos mais profissionais no SNS do que em 2015. O que seria se a pandemia tivesse acontecido nessa altura? O SNS tem estado a cumprir a sua função, que é responder a doentes (covid e não covid)”

25 nov17:57
António Costa: “Legislativas? Nas campanhas anteriores, não houve registo de surtos”

“As regiões autónomas gozam da sua autonomia”

“Legislativas? As actividades dos partidos têm de ser responsáveis. O processo eleitoral vai decorrer em segurança. Nas campanhas anteriores, não houve registo de surtos”

25 nov17:53
António Costa: “Certificado digital é uma garantia de segurança para todos”

“Temos de estar atentos à situação, procurar antecipá-la sempre que possível e ouvir a comunidade científica. Certificado digital é uma garantia de segurança para todos”

25 nov17:51

25 nov17:44

25 nov17:43
Semana de contenção de contactos entre 2 e 9 de Janeiro

“Não queremos repetir a trágica experiência de Janeiro do ano passado. Teremos uma semana de contenção de contactos entre 2 e 9 de Janeiro: teletrabalho obrigatório, recomeço das aulas a 10 de Janeiro e encerramento de discotecas”, anunciou o primeiro-ministro.

25 nov17:41

25 nov17:39
Testes negativos obrigatórios para todos os voos que cheguem a Portugal

“Será exigido teste negativo obrigatório para todos os voos que cheguem a Portugal. As sanções serão fortemente agravadas para as companhias de aviação”, revelou António Costa.

“Vamos reforçar o controlo nos aeroportos. Serão contratados seguranças privados”, acrescentou.

25 nov17:37
António Costa anuncia medidas assentes em máscaras, certificado digital e testes negativos:

“Conselho de Ministros elevou nível de alerta para calamidade, a partir de 1 de Dezembro, para podermos adoptar as medidas adequadas e proporcionais ao risco que vivemos”

“As máscaras passam a ser obrigatórias em todos os espaços fechados e todos os recintos não excecionados pela DGS”

“O certificado digital passa a ser obrigatório no acesso a restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local, eventos com lugares marcados e ginásio”

“Teste negativo obrigatório (mesmo para vacinados) no acesso a visitas a lares e pacientes internados em estabelecimentos de saúde, grandes eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e recintos desportivos e em discotecas e bares”

25 nov17:33
António Costa recomenda auto-testes e teletrabalho:

“Sempre que possível, devemos fazer auto-testes, nomeadamente nas vésperas do Dia de Natal. E sempre que possível, o teletrabalho é recomendável”

25 nov17:32
António Costa: “A vacinação tem servido para salvar vidas”

“Temos o plano de vacinação em curso e é preciso reforçar esse esforço. A vacinação tem servido para salvar vidas. A vacina oferece segurança, mas tem existido uma evolução negativa nos novos casos e nos internamentos”

25 nov17:25
António Costa: “Novos casos e internamentos de hoje são significativamente inferiores aos do ano passado”

“Portugal é mesmo o país da Europa com a maior taxa de vacinação, que é largamente superior à generalidade dos países europeus, o que tem consequências benéficas, como o menor número de internamentos, internamentos em unidades de cuidados intensivos e menos óbitos”

“O número de novos casos de hoje [3150] é significativamente inferior aos do ano passado [5290], assim como os internamentos (691 contra 3251)”

25 nov16:49
Governo propôs apresentação simultânea de certificado digital e e teste negativo em bares, discotecas e grandes eventos

Entre as medidas comunicadas pelos partidos à saída da reunião com o chefe do executivo, o Chega avançou que o Governo deverá impor a apresentação do certificado e de um teste negativo para a entrada em bares, discotecas e grandes eventos.

A restauração deverá ficar de fora desta medida, segundo André Ventura, sendo que, nesses casos, só será exigido o certificado, “independentemente da hora e do dia”.

25 nov16:47
Controlo de fronteiras e regresso ao teletrabalho entre as possibilidades

Entre terça e quarta-feira, o primeiro-ministro chamou à residência oficial, o Palacete de São Bento, todos os partidos com assento parlamentar para recolher os seus contributos e perspectivas.

Os últimos a serem recebidos foram PSD e PS, tendo o líder da oposição, Rui Rio, defendido ser preciso fazer tudo para proteger a população da evolução da pandemia sem voltar a situações de confinamento ou fecho da economia, rejeitando “medidas mais pesadas” neste momento, mas mostrando disponibilidade do PSD para, no futuro próximo e em caso de necessidade, apoiar medidas com maior alcance.

Já o PS apontou a possibilidade do reforço do controlo das fronteiras para mitigar o avanço da pandemia, considerando que a recomendação do teletrabalho como já ocorreu noutros períodos é um instrumento que deve estar disponível.

25 nov16:46
Conselho de Ministros decide novas medidas para travar pandemia

O Conselho de Ministros reuniu-se esta quinta-feira para decidir novas medidas para travar a evolução da pandemia de covid-19, devendo ser o primeiro-ministro, António Costa, a apresentá-las, depois de dois dias a receber os partidos.

A reunião do executivo, que será presidida por António Costa, começou às 09.30, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, que desde o início da pandemia tem sido o “quartel-general” das reuniões do Conselho de Ministros.

Diário de Notícias
David Pereira
25 Novembro 2021 — 17:22

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1303: 15 mortes no segundo dia consecutivo com 3.150 novos casos

– Estatísticas de hoje, Quinta-feira:

25.11.2021 – 3.150 infectados – 15 mortos
24.11.2021 – 3.773 infectados – 17 mortos
23.11.2021 – 2.560 infectados – 14 mortos
22.11.2021 – 1.475 infectados – 18 mortos

Total da semana: 10.958 infectados – 64 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/5ª. VAGA/INFECÇÕES/MORTES

Boletim diário da DGS indica que há agora 691 internados, mais 10 que ontem, devido à covid-19, 103 dos quais em unidades de cuidado intensivo.

Utentes aguardam para tomar a terceira dose da vacina contra a covid-19, no centro de vacinação da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano
© NUNO VEIGA/LUSA

Em dia de reunião do Conselho de Ministros, onde serão aprovadas novas medidas de combate à pandemia, Portugal registou, em 24 horas, 3.150 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Relatório desta quinta-feira (25 de Novembro) indica ainda que morreram mais 15 pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Os dados mostram que há agora 691 internados (mais 10 que ontem), dos quais 103 em unidades de cuidados intensivos, menos dois que no dia de ontem, quarta-feira.

Perante estes números, Portugal tem, ao dia de hoje, 49.525 casos activos de covid-19.

A região com o maior número de novos casos é Lisboa e Vale do Tejo com mais 1 906 casos.

Portugal continental e os Açores foram hoje colocados na categoria de risco elevado para covid-19 no mapa do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), que suporta decisões sobre viagens na União Europeia, juntando-se à Madeira.

EMA aprova uso da vacina da Pfizer em crianças dos 5 aos 11 anos

Antes da divulgação dos números mais recentes da pandemia em Portugal, a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) fez saber que recomenda a aprovação da vacina da Pfizer para crianças dos 5 aos 11 anos, sendo a primeira na União Europeia (UE) para esta faixa etária.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considera o parecer do regulador europeu “uma boa notícia” que obriga a um reforço da estrutura de vacinação.

“O Comité dos Medicamentos para Uso Humano da EMA recomendou a concessão de uma extensão da indicação para a vacina covid-19 Comirnaty para incluir a utilização em crianças dos 5 a 11 anos”, lê-se no comunicado do regulador europeu. A vacina, desenvolvida pela BioNTech e Pfizer já foi aprovada para uso em adultos e crianças com 12 ou mais anos, recorda a EMA.

“Em crianças dos 5 aos 11 anos de idade, a dose de Comirnaty será inferior à utilizada em pessoas com 12 ou mais anos de idade”, indica a EMA, referindo que, “tal como no grupo etário mais velho”, a administração deve ser feita com “duas injecções nos músculos do antebraço, com três semanas de intervalo”.

OMS alertada para nova variante com “elevado número de mutações” na África do Sul

Também esta quinta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que foi alertada para a “ocorrência de uma nova variante de covid-19” na África do Sul e Botsuana, com “elevado número de mutações“, anunciou a directora da OMS para África, Matshidiso Moeti.

“Fomos alertados ontem (quarta-feira) para a ocorrência de uma nova variante de covid-19, que a OMS classifica como variante em monitorização, a B.1.1.529, acerca da qual precisamos de obter mais informação”, indicou a responsável na conferência de imprensa semanal da organização através da Internet.

Moeti destacou que “é importante saber até que ponto esta variante se encontra em circulação na África do Sul e no Botsuana” e que a organização está igualmente muito atenta ao que se conseguir saber sobre as “características deste vírus”, que está agora no centro das preocupações dos laboratórios de análise e investigação dos daqueles países.

“Há uma preocupação de que apresenta um elevado número de mutações na proteína ‘spike’ (usada pelo coronavírus para entrar nas células), que poderá ter implicação no seu grau de infecciosidade”, acentuou Moeti.

“Isto significa que todas as medidas colocadas no terreno têm de ser reforçadas, incluindo a aceleração da vacinação, em particular das populações mais vulneráveis”, rematou a directora da OMS para África.

De acordo com o jornal The Guardian, esta variante apresenta 32 mutações na proteína “spike”, a parte do vírus que a maioria das vacinas usa para proteger o sistema imunológico contra a covid-19.

Tom Peacock, virologista do Imperial College em Londres escreveu no Twitter que o “incrivelmente alto número de mutações na proteína spike sugere que a variante pode ser verdadeiramente preocupante”.

Diário de Notícias
DN
25 Novembro 2021 — 14:55

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1302: Ordem dos Enfermeiros não recomenda vacinação de crianças dos 5 aos 11 anos

– Tinha de ser do contra… O habitual para não variar… Muito gosta esta Ana Rita Cavaco de ser notícia… O curioso é que em toda a notícia é apenas mencionada a “Ordem dos Enfermeiros” e não o da bastonária… Curioso…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO INFANTIL

Num parecer enviado à directora-geral da Saúde, Graça Freitas, os enfermeiros defendem que se deve aguardar por mais provas científicas antes de se iniciar a vacinação em crianças dos 5 aos 11 anos.

© EPA/AHMED JALIL

A Ordem dos Enfermeiros defendeu esta quinta-feira que não se deve avançar já com a vacinação das crianças contra a covid-19, considerando que a prioridade deve centrar-se na vacinação dos adultos da “forma mais célere possível”.

Num parecer enviado a Graça Freitas, directora-geral da Saúde, sobre a vacinação universal de crianças entre os 5 e os 11 anos, a Ordem do Enfermeiros (OE) defende que não se deve iniciar, para já, a vacinação deste grupo etário, “mas sim aguardar por uma maior evidência (prova) científica quantos aos custos-benefícios a médio e a longo prazo”.

A OE sublinha no seu parecer que os benefícios de saúde individuais decorrentes da vacinação de crianças saudáveis serão “limitados”, face aos dados conhecidos até ao momento.

“Desta forma, face à situação epidemiológica que se mantém, considera-se que a prioridade deve centrar-se no processo de vacinação de pessoas com idade igual ou superior a 18 anos da forma mais célere possível, bem como reforçar o uso generalizado das medidas de protecção conhecidas, as quais apresentam resultados clinicamente demonstrados”, lê-se no parecer.

A Ordem dos Enfermeiros recorda que todos os estudos indicam que “ao vacinar adultos se reduz o risco de exposição das crianças e adolescentes”.

“Considera a OE que o benefício da vacinação para as crianças entre os 5 e os 11 anos não constitui, por si, fundamento bastante para o processo de decisão”, conclui a Ordem dos Enfermeiros, na sequência do afirmado na reunião de peritos sobre esta matéria e após auscultação do Colégio de Especialidade em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou hoje a administração da vacina contra a covid-19 da BioNTech/Pfizer, a crianças dos 5 aos 11 anos, sendo a primeira na União Europeia (UE) para esta faixa etária.

“O Comité dos Medicamentos para Uso Humano da EMA recomendou a concessão de uma extensão de indicação para a vacina Comirnaty [nome comercial da vacina do consórcio farmacêutico BioNTech/Pfizer] para incluir a utilização em crianças dos 5 aos 11 anos de idade”, informa o regulador europeu em comunicado. A vacina já era utilizada a partir dos 12 anos.

A EMA explica que, para as crianças dos 5 aos 11 anos de idade, a dose de Comirnaty “será inferior à utilizada em pessoas com 12 ou mais anos”, mas “tal como no grupo etário mais velho, é administrada como duas injecções nos músculos do antebraço, com três semanas de intervalo”.

Esta é a primeira vacina aprovada na UE para crianças desta faixa etária, numa altura em que se verificam aumentos de casos nestas idades e quando os Estados Unidos já a administram.

Actualmente, a vacina Comirnaty está autorizada a partir dos 12 anos, após ter sido pela primeira vez aprovada em Dezembro de 2020 para adultos na UE.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Novembro 2021 — 13:47

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1301: EMA recomenda a aprovação da vacina da Pfizer para crianças dos 5 aos 11 anos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO INFANTIL

Aprovada a administração da vacina contra a covid-19 a crianças dos 5 aos 11 anos.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) recomendou, esta quinta-feira, a aprovação da vacina da Pfizer para crianças dos 5 aos 11 anos.

“O Comité dos Medicamentos para Uso Humano da EMA recomendou a concessão de uma extensão da indicação para a vacina covid-19 Comirnaty para incluir o uso em crianças de 5 a 11 anos”, lê-se no comunicado do regulador europeu. A vacina, desenvolvida pela BioNTech e Pfizer já foi aprovada para uso em adultos e crianças com 12 ou mais anos, recorda a EMA.

“Em crianças dos 5 aos 11 anos de idade, a dose de Comirnaty será inferior à utilizada em pessoas com 12 ou mais anos de idade”, indica a EMA.

Diário de Notícias
DN
25 Novembro 2021 — 11:53

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1300: Estudo constata aumento gradual de risco de infecção após 90 dias da segunda dose

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/RISCOS

Para este estudo foram examinados os registos electrónicos de saúde de 80.057 adultos​​, Investigação confirma que a vacina Pfizer/BioNTech forneceu “excelente protecção” nas primeiras semanas após vacinação, mas sugere que isso diminui para alguns indivíduos com o tempo.

© EPA

Um estudo constatou um aumento gradual no risco de infecção por covid-19 começando 90 dias após receber uma segunda dose da vacina da Pfizer/BioNTech.

Os resultados sugerem que poderia estar justificada a consideração de uma terceira dose, assinalam os responsáveis do estudo publicado na revista The BMJ.

O estudo do Leumit Health Servisses Research Institute, em Israel, confirma que a vacina Pfizer/BioNTech forneceu “excelente protecção” nas primeiras semanas após vacinação, mas sugere que isso diminui para alguns indivíduos com o tempo.

Examinar o tempo desde a vacinação e o risco de infecção pode fornecer pistas importantes sobre a necessidade de uma terceira injecção e o melhor momento a fazê-lo, explica um comunicado da revista.

Os pesquisadores examinaram os registos electrónicos de saúde de 80.057 adultos (com idade média de 44 anos), que se haviam submetido a um teste de PCR pelo menos três semanas após a segunda dose e que não tinham evidencia de infecção anterior por covid-19.

De estes 80 057 participantes, 7973 (9,6%) tiveram um resultado positivo na prova – estes indivíduos foram emparelhados com controlos negativos da mesma idade e grupo étnico que se submeteram à prova na mesma semana.

Segundo o estudo, a taxa de resultados positivos aumentou com o tempo decorrido desde a segunda dose.

Por exemplo, em todos os grupos etários, 1,3% dos participantes deram positivo entre os 21 e 89 dias depois da segunda dose, mas este número aumentou para 2,4% depois de 90-119 dias, para 4,6% depois de 120-149 dias, para 10,3% após 150-179 dias e para 15,5% depois de 180 dias ou mais.

Após ter em contra outros factores potencialmente influentes, os cientistas encontraram “um risco significativamente maior” de infecção com o tempo decorrido desde uma segunda dose, concluiu a nota.

Os investigadores reconhecem que a interpretação dos seus resultados está limitada pelo desenho observacional e não podem descartar a possibilidade de outros factores não medidos, como o tamanho da amostra, a densidade de população ou a variante do vírus, possam ter contribuído para o efeito.

No entanto, este é um grande estudo de pessoas que receberam a mesma vacina e uma análise detalhada dos dados foi possível, “o que sugere que os resultados são sólidos”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Novembro 2021 — 07:26

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1299: Agravamento da pandemia obriga a novas medidas restritivas

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MEDIDAS RESTRITIVAS

A pandemia covid-19 volta hoje a ser o tema principal do Conselho de Ministros. Ouvidos os partidos, o Governo prepara o anúncio de novas medidas de mitigação pandémica

O primeiro-ministro, António Costa, anunciando conclusões do Conselho de Ministros quando os números desciam (Setembro)
© Tiago Petinga/Lusa

Regresso do controlo de fronteiras, regresso da exigência de certificado digital para acesso a restaurantes, máscara obrigatória em grandes eventos (jogos de futebol, por exemplo) e espaços comerciais, reforço das necessidades de teste, reforço da operação de vacinação – e recomendação reforçada ao regresso do teletrabalho.

Face ao aumento dos números da pandemia covid-19, o Conselho de Ministros irá anunciar hoje novas medidas de mitigação. Ontem, o primeiro-ministro completou a ronda de reuniões com os partidos parlamentares que tinha iniciado na terça-feira.

Quem falou do regresso do controlo de fronteiras foi o secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, depois de reunir com António Costa.

“O recurso ao teletrabalho para efeitos de protecção e de apoio familiar, caso venha a ser julgado necessário, é com certeza um dos recursos que devemos ter à nossa mão.”

É muito importante todos termos uma consciência da nossa responsabilidade individual, colectiva, e estarmos preparados para medidas de reforço, nomeadamente em relação ao uso da máscara, testagem no acesso aos recintos fechados e espaços interiores, necessidade de fazermos do certificado de vacinação e da testagem um procedimento regular nas nossas vidas e também estarmos preparados para a necessidade do reforço das entradas e das saídas do país, portanto, do controlo das fronteiras.”

De acordo com o socialista, esta questão das fronteiras prende-se com o facto de Portugal ser “um país aberto ao mundo”, o que faz com que esteja exposto “aos riscos que proveem de regiões onde a vacinação ainda não alcançou níveis” como o do país.

“O recurso ao teletrabalho para efeitos de protecção e de apoio familiar, caso venha a ser julgado necessário, é com certeza um dos recursos que devemos ter à nossa mão, não colocando em causa o funcionamento essencial dos serviços e da oferta de bens públicos essenciais”, adiantou ainda.

Questionado sobre o modelo, José Luís Carneiro respondeu que se trata da “recomendação do teletrabalho como já ocorreu em determinados períodos da pandemia”, tendo que ser avaliado “os termos, o âmbito e a intensidade”. O dirigente socialista sublinhou ainda a importância de se continuar “a reforçar este esforço de vacinação” que Portugal tem feito. “Este esforço de vacinação é um esforço para o qual todos temos o dever de concorrer porque está provado que a vacinação é mesmo a melhor e maior prioridade”, afirmou.

Ontem, através do secretário de Estado ajunto e da Saúde, o Governo anunciou que vai autorizar a contratação de todos os profissionais que venham a ser necessários com o reforço da vacinação contra a covid-19

“Vão ser dadas indicações, através de norma, para que se possam contratar todos os recursos humanos, quer médicos, enfermeiros, assistentes técnicos, assistentes operacionais, os que são necessários nos centros de vacinação”, afirmou António Lacerda Sales, em conferência de imprensa. O reforço da vacinação em Portugal vai ser acelerado até ao final do ano, estando previsto que em Janeiro tenham já sido vacinadas 2,5 milhões de pessoas, incluindo os maiores da 50 anos que tenham recebido a dose única da Janssen.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
24 Novembro 2021 — 22:58

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