Lacerda Sales: “Queremos ter 2,5 milhões de pessoas vacinadas com terceiras doses em Janeiro”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO

Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, e o Coordenador do Núcleo de Coordenação do Plano de vacinação contra a Covid-19, Coronel Carlos Penha-Gonçalves, fazem esclarecimentos em conferência de imprensa

O Ministério da Saúde tem como objectivo vacinar 2,5 milhões de pessoas com terceiras doses de vacinas contra a covid-19 em Janeiro, revelou o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales.

“Mais de 800 mil foram vacinadas com dose de reforço da covid-19 e mais de 1 milhão e 600 mil foram vacinas contra a gripe. São pessoas que hoje estão mais protegidas. Estamos a promover um incremento de doses diárias. Vacinaremos 1 milhão e 500 mil pessoas na primeira fase e alargaremos o plano para que em Janeiro tenhamos 2,5 milhões de pessoas vacinadas com terceiras doses. Para isso, abriremos os centros de vacinação nos dias 5, 8, 12 e 19 de Dezembro para pessoas com mais de 50 anos que tenham sido vacinados com a vacina da Janssen. Vamos vacinar primeiro os mais vulneráveis”, afirmou em conferência de imprensa.

“Ontem fizemos mais de 90 mil pessoas, que correspondem a 60 a 70 mil pessoas, porque há quem esteja a fazer dupla inoculação”, acrescentou o governante, admitindo uma pressão suplementar na vacinação na época de Natal.

Já a Directora-Geral da Saúde, Graça Freitas, revelou que a “Agência Europeia do Medicamento (EMA) vai publicar amanhã um parecer sobre a vacinação de crianças entre os cinco e os onze anos”. “É uma vacina pediátrica”, acrescentou, defendendo “fortemente” a vacinação e garantindo ter total confiança na vacinação, ainda que admitindo “alguma reacção adversa” como “todos os medicamentos”.

“Apesar de a EMA decidir a aprovação da vacina, cada país tem de olhar para a sua realidade. Não é automático. Cada país tem o seu próprio timing e as suas indicações”, referiu, explicando que Portugal está dependente dos prazos de entrega da Pfizer para saber quando vai começar a vacinar crianças entre os cinco e os onze anos.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) anunciou a 18 de Outubro que começaria a avaliar a administração da vacina Comirnaty, da farmacêutica Pfizer/BioNTech (actualmente autorizada em pessoas com 12 ou mais anos), em crianças entre os 5 e os 11 anos.

Outras duas vacinas para crianças abaixo dos 12 anos estão já a gerar dados: Spikevax (Moderna) e Vaxzevria (AstraZeneca).

O parecer da EMA deve ser conhecido na quinta-feira e será depois transmitido à Comissão Europeia, que emitirá uma decisão final.

A generalidade dos países tem optado por não vacinar as crianças antes dos 12 anos, mas há excepções, desde logo a China, epicentro do vírus Sars-CoV-2, em Dezembro de 2019.

Em Junho deste ano, o regulador chinês autorizou a administração de duas das suas vacinas – Sinopharm e Sinovac – em crianças entre os 3 e 17 anos e, em Agosto, aprovou outra marca.

O Cambodja já está a usar as vacinas chinesas em crianças entre os 6 e os 11 anos.

Cuba também já começou a imunizar crianças pequenas, com as vacinas produzidas nacionalmente, e a Venezuela iniciou a vacinação de 3,5 milhões de crianças entre os 2 e 11 anos, com a cubana Soberana II.

O Chile tornou-se no primeiro país da América Latina, e o segundo no mundo (a seguir à China), a autorizar o uso da vacina chinesa CoronaVac em crianças e, na Argentina, a vacina da Sinopharm pode ser administrada em crianças a partir dos 3 anos.

O caso de maior notoriedade de vacinação infantil é o dos Estados Unidos, onde a taxa de imunização global é baixa e os casos de infecções em crianças aumentaram dramaticamente desde que a variante Delta se propagou no país.

Também o Canadá já aprovou a vacina infantil da Pfizer e, à semelhança dos Estados Unidos, reduziu as doses para um terço da quantidade administrada a adolescentes e adultos.

Na Europa – actualmente a única região geográfica com aumento de casos de infecção -, ainda são poucos os casos de administração em crianças menores de 12 anos.

Duas centenas de crianças com idades entre os 5 e os 11 anos começaram a ser vacinadas em Viena, capital da Áustria, como parte de um projecto-piloto, mas o alargamento à escala nacional está dependente da luz verde da EMA.

Em Itália, aguarda-se a mesma indicação para dar início à vacinação a partir dos 5 anos.

Já na Alemanha, que enfrenta a maior incidência semanal de infecções desde o início da pandemia, ainda não se recomendou a vacinação de menores de 12 anos e isso não deve acontecer antes de meados de Dezembro.

Ainda que a EMA emita um parecer favorável à vacinação de crianças entre os 5 e os 11 anos (e que a Comissão Europeia o valide), tal não implica que os Estados avancem nesse sentido, tratando-se apenas da indicação do regulador sobre a segurança e a eficácia da vacina.

Diário de Notícias
DN
24 Novembro 2021 — 16:41

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1297: As medidas propostas para combater a quinta vaga da pandemia

“- Transportes públicos: deve ser assegurado sistemas de ventilação e climatização adequados, assegurado o distanciamento sempre que possível e a utilização obrigatória de máscara.”. Na Carris, por exemplo, quer nos eléctricos, quer nos autocarros, existe o formato sardinha em lata. Janelinhas abertas para circulação do ar? NOP! Climatização a funcionar? NOP! Higienização das viaturas? NOP! É por isso que sempre que tenho de ir à rua, uso luvas de Nitrilo, além da máscara, seja em que situação for. Aliás, quando saio de casa, já levo a máscara colocada.

– E ainda acrescento uma medida às que são apresentadas abaixo, especialmente para os idosos: saiam de casa apenas para tratarem de assuntos inadiáveis. Não saiam para simplesmente “laurear a pevide” e USEM A MÁSCARA, PORRA!!! Não andem com ela pendurada nos queixos ou no pulso!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/5ª. VAGA

Com a grande maioria dos dias de Novembro acima das mil infecções diárias e um aumento progressivo dos internamentos, os especialistas defendem a aceleração do ritmo da administração da terceira dose de reforço da imunização contra a covid-19.

As medidas propostas para combater a quinta vaga da pandemia (Imagem de arquivo)
© LUSA

Com Portugal na quinta vaga da pandemia, o Governo deve aprovar na quinta-feira novas medidas, cerca de uma semana depois de o grupo de peritos ter proposto um plano para conter o aumento de infecções.

Apresentado na reunião do Infarmed de 19 de Novembro por Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, este plano defende a necessidade de adoptar as medidas antes do período de Natal, para minimizar o risco de aumento exponencial de casos, que podem duplicar ou triplicar em poucas semanas.

Quais os factores que aumentam o risco

O grupo de peritos que aconselha o Governo na gestão da pandemia considera que a vacinação incompleta, o contacto regular com pessoas não vacinadas e a frequência de espaços com aglomerações ou sem a ventilação adequada são alguns dos factores de aumentam o risco da pandemia da covid-19.

Quais as ameaças que requerem atenção

O contexto pandémico dos países vizinhos, a diminuição do efeito protector das vacinas, a redução da percepção de risco, associado a um alívio das medidas protectoras, a elevada transmissibilidade do coronavírus e a chegada do inverno, propício à propagação de vírus respiratórios, constituem algumas das ameaças identificadas pelos especialistas.

A estas acresce o facto de Portugal ter uma das populações mais envelhecidas da Europa, assim como o ritmo da administração da terceira dose da vacina e a época de Natal, com grande mobilidade de pessoas e concentrações familiares.

Adaptar a estratégia à situação da pandemia

Face à evolução da pandemia em Portugal, o grupo de peritos avança com a adaptação da estratégia de controlo da covid-19 assente em cinco eixos: vacinação, qualidade do ar interior, distanciamento social, utilização de máscara e testagem regular.

Recomendações gerais

Como recomendações gerais os especialistas defendem a necessidade de acelerar o processo de reforço da vacinação e a testagem voluntária e gratuita, incluindo das pessoas vacinadas, dos grupos vulneráveis e em situações de maior concentração de pessoas ou em situações de risco.

Além disso, recomendam que o certificado digital passe a incluir o resultado do teste das últimas 48 horas nas situações em que isso seja justificado, como nos casos de aglomerações em espaços interiores sem máscara.

Preconizam ainda a monitorização das variantes em circulação do coronavírus, mas também que o certificado digital seja utilizado como uma garantia adicional de segurança no controlo das fronteiras.

Medidas gerais

Estas medidas de carácter geral são propostas para serem aplicadas a todos os contextos e incluem a utilização obrigatória de máscara em ambientes fechados e em eventos públicos.

Para adopção generalizada é ainda proposta a ventilação e climatização adequadas dos espaços fechados, a utilização do certificado digital com teste recente nos espaços públicos, de acordo com o que for definido pela Direcção-Geral da Saúde, e a auto-avaliação de risco e respectiva adopção das medidas de protecção.

Os peritos avançam ainda com a proposta da realização de actividades no exterior ou por via remota, sempre que possível, o cumprimento do distanciamento físico, com a definição do número de pessoas por metro quadrado, e a evicção (afastamento com fundamento legal por doença contagiosa) de todas as situações não controladas de aglomeração de pessoas.

Medidas específicas a cada sector

Estas medidas são propostas para aplicação no caso do agravamento dos indicadores da pandemia.

Para as escolas, comércio – incluindo centros comerciais -, restauração e bares, hotelaria e alojamento, assim como para as actividades desportivas e celebrações como casamentos e baptizados, os peritos propõem que sejam aplicadas as medidas gerais.

Já para os restantes sectores e eventos, além do cumprimento das medidas gerais, os especialistas defendem:

– Actividade laboral: desfasamento de horários e teletrabalho, sempre que possível.

– Eventos de grande dimensão: no exterior, devem ser definidos circuitos de circulação e a identificação de locais onde as pessoas podem permanecer, respeitando o distanciamento. Nos casos em que não for possível o controlo dos eventos, através do cumprimento das medidas gerais, os mesmos não devem ser realizados, tanto no exterior, como no interior.

– Circulação nos espaços públicos: deve ser mantida da distância e a auto-avaliação de risco com a utilização da máscara.

– Lares de idosos: deve ser identificado o risco de acordo com o grupo etário, as comorbilidades e a vacinação dos utentes e devem ser promovidas medidas de prevenção individual. Além disso, deve ser feita uma testagem regular de funcionários e visitas.

– Transportes públicos: deve ser assegurado sistemas de ventilação e climatização adequados, assegurado o distanciamento sempre que possível e a utilização obrigatória de máscara.

Diário de Notícias
Dinheiro Vivo/Lusa
24 Novembro 2021 — 18:19

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1296: OMS. Variante Delta reduz para 40% eficácia das vacinas contra transmissão

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VARIANTE DELTA

Director-geral da OMS alertou para a redução da eficácia da vacina contra a variante delta para 40%.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da OMS.
© Global Imagens

A variante Delta, a mais contagiosa das variantes do coronavírus que causa a covid-19 e dominante no mundo, reduziu para 40% a eficácia das vacinas contra a transmissão da infecção, alertou esta quarta-feira (24 de Novembro) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Há dados que sugerem que antes da chegada da variante Delta as vacinas reduziam a transmissão em cerca de 60%, com a Delta tal caiu para 40%”, afirmou o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a videoconferência de imprensa regular sobre a evolução da pandemia da covid-19.

As vacinas contra a covid-19 em circulação previnem a doença grave e a morte, mas não evitam a infecção e a transmissão do coronavírus SARS-CoV-2, uma situação para a qual os especialistas e a OMS têm advertido recorrentemente, aconselhando as pessoas, mesmo as vacinadas, a manterem as medidas de protecção, como a lavagem das mãos, o uso de máscaras e o distanciamento físico.

A Europa é de novo o epicentro da pandemia, que, segundo a OMS, poderá causar no continente 700 mil mortos adicionais até à primavera.

Em Dezembro de 2020, a Europa foi o primeiro continente a ultrapassar a fasquia dos 500 mil mortos por covid-19.

A pandemia da covid-19 provocou pelo menos 5.165.289 mortes em todo o mundo, entre mais de 258,29 milhões de infecções, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa AFP.

Na Europa, o número total de mortos ascende a 1,5 milhões.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.370 pessoas e foram contabilizados 1.130.370 casos de infecção, de acordo com dados actualizados da Direcção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Novembro 2021 — 17:45

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1295: Apenas 52,6% dos portugueses usam sempre máscara em espaços fechados

– E nos espaços abertos? Quantos labregos indigentes sociais acéfalos NÃO USAM máscara? Já fizeram as contas?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS

Estudo da Escola Nacional de Saúde Pública analisou comportamentos de proteção dos portugueses

A maioria dos portugueses (83%) continua a utilizar máscara em espaços fechados, mas apenas 52,6% diz usá-la sempre, revela o “Barómetro Covid-19: Opinião Social”, segundo o qual somente 14% dos inquiridos reportou cumprir o distanciamento físico recomendado.

Segundo o estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), que analisou o período entre 30 de Outubro e 12 de Novembro, tem-se verificado “uma redução generalizada na adesão a comportamentos de protecção, incluindo a higiene das mãos, o distanciamento físico e a utilização de máscara”.

Em declarações à agência Lusa, a investigadora da ENSP e coordenadora do estudo, Ana Rita Goes, ressalvou que, apesar desta redução, “as pessoas continuam a aderir bastante a estes comportamentos de protecção”, mas não de uma forma tão sistemática.

Segundo a investigadora, esta mudança de comportamentos é consistente com a evolução epidemiológica, a cobertura vacinal que dá “uma sensação de protecção” e as medidas restritivas que foram alteradas.

“A questão agora é que estamos a observar um agravamento na situação portuguesa do ponto de vista epidemiológico e reconstruir rotinas que as pessoas já tinham muito interiorizado pode não ser a coisa mais fácil deste mundo”, disse, considerando ser essencial ajustar a percepção de ameaça, mas também facilitar o regresso aos comportamentos que a população foi sistematizando.

No seu entender, “muito mais do que investir fortemente em obrigatoriedade de restrições, que naturalmente são mais difíceis de integrar pela população (…) é garantir que tudo aquilo que está à volta das pessoas facilita a adopção de comportamentos de protecção”.

“Precisamos novamente de colocar em marcha uma série de mecanismos nos ambientes que recordem as pessoas de uma forma mais sistemática, por um lado, termos sinais, termos os próprios recursos muito disponíveis, como o gel, a sinalética sobre a distância física, os lembretes para a utilização da máscara, mas também do ponto de vista social reforçar-mos um bocadinho esta noção de esforço colectivo que deve ser valorizado”, defendeu.

Os dados refletem uma redução gradual no cumprimento do distanciamento físico desde o início de Junho. Na última quinzena, cerca de 14% dos participantes reportaram cumprir sempre o distanciamento e 44% a maior parte das vezes. Os investigadores observam que o aumento da mobilidade e as alterações à lotação de espaços podem tornar mais difícil cumprir esta medida.

No caso do uso de máscara no exterior, verificou-se “uma redução substancial” a partir do início de Outubro, coerente com o fim da sua obrigatoriedade em Setembro, sendo que actualmente apenas 24% dos participantes afirma usá-la sempre, contrastando com os cerca de 40% anteriores.

Nos espaços fechados, embora a maioria reporte continuar a utilizá-la a maior parte das vezes ou sempre (83%), houve uma redução, sendo que na última quinzena apenas 52,6% disse usá-la sempre, contrastando com os cerca de 70% verificados até ao início de Setembro

“Este dado sugere que os comportamentos de protecção não são independentes uns dos outros. Cada um de nós foi introduzindo nas suas rotinas estes comportamentos e, com muito treino e pistas no ambiente, fomos sendo cada vez melhores a adoptá-los de forma sistemática”, referem.

Contudo, alertam, “quando aligeiramos um deles, corremos o risco de nos ir distraindo com os outros porque, de alguma forma, quebramos as rotinas que fomos instituindo e com elas os automatismos que desenvolvemos”.

“Isto não significa que precisamos necessariamente de imposições, mas que podemos precisar de construir novas rotinas, de novas pistas que nos recordem”, defendem.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Novembro 2021 — 18:28

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ECDC alerta para situação de “risco muito elevado” na UE em breve

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/UE

O ECDC reitera ainda os apelos para um reforço das medidas não médicas, como o uso de máscara e a limitação dos contactos sociais.

A União Europeia (UE) estará em Dezembro e Janeiro numa situação de “risco muito elevado” da pandemia de covid-19 devido à baixa taxa de vacinação, alertou esta quarta-feira o Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC).

“Sem alterações nas taxas de contacto em relação aos níveis actuais, estimamos que os países com o nível mais elevado de cobertura vacinal de mais de 80% estão em ‘risco acrescido’, enquanto os com os níveis de cobertura vacinal inferiores a 80% estão em ‘alto risco'”, adverte o mais recente cenário traçado pelo ECDC.

A direcção da entidade salienta, numa nota de imprensa, que os cenários de modelização do ECDC “indicam que o peso potencial da doença na UE/EEE [Espaço Económico Europeu] a partir da variante Delta será muito elevado em Dezembro e Janeiro, a menos que sejam agora aplicadas medidas de saúde pública em combinação com esforços contínuos para aumentar a administração de vacinas na população total”.

O ECDC apela a um reforço na vacinação contra a covid-19 em todo o espaço comunitário, salientando que na UE/EEE as taxas são de 65,4% da população total vacinada e de 76,5% da população adulta, destacando ainda a necessidade de uma dose de reforço a todos os adultos, com prioridade aos maiores de 40 anos.

O ECDC reitera ainda os apelos para um reforço das medidas não médicas, como o uso de máscara e a limitação dos contactos sociais.

“A situação epidemiológica actual é, em grande parte, impulsionada pela elevada transmissibilidade da variante Delta [do coronavírus SARS-CoV-2], que contraria a redução da transmissão conseguida pela vacinação na UE/EEE”, indica o relatório de avaliação de risco.

Numa altura em que a Europa enfrenta um novo agravamento da pandemia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu, esta quarta-feira, a administração da dose de reforço da vacina contra a covid-19 a todos os adultos, com “prioridade para as pessoas vulneráveis e para as que têm mais de 40 anos”.

Vários países da Europa, entre os quais Portugal, registam um aumento no número de infecções, com alguns governos a aplicar, no novamente, medidas restritivas para travar a propagação da covid-19.

Perante esta realidade, a presidente da Comissão Europeia não tem dúvidas: a nova “avaliação de risco do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças [ECDC] é clara: devemos intensificar a vacinação para controlar a pandemia”, escreveu na rede social Twitter.

Na terça-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a doença covid-19 poderá provocar mais cerca de 700.000 mortes na Europa até à primavera se a tendência actual de contágios continuar.

A covid-19 provocou pelo menos 5.165.289 mortes em todo o mundo, entre mais de 258,29 milhões infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse (AFP).

O mesmo balanço dá conta que a Europa totaliza, até à data, 1.495.319 mortes em 81.955.159 casos de infecções pelo novo coronavírus.

Diário de Notícias
Lusa
24 Novembro 2021 — 13:14

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1293: Mais 3.773 casos de covid-19 e 17 mortes nas últimas 24 horas

– Estatísticas de hoje, Quarta-feira:

24.11.2021 – 3.773 infectados – 17 mortos
23.11.2021 – 2.560 infectados – 14 mortos
22.11.2021 – 1.475 infectados – 18 mortos

Total da semana: 7.808 infectados – 49 mortos

– Repito o que escrevi no artigo anterior: Ao ultrapassar hoje, a fasquia das 3.000 infecções por Covid-19 (3.773 – uma capicua), todos aqueles que desde o início da pandemia, em Março de 2020 SEMPRE cumpriram as regras sanitárias declaradas pela DGS e pela governança, os diversos tipos de confinamento, os estados de emergência, calamidade, podem agradecer o não esforço, a imbecilidade, a falta de civismo, de cidadania, dos acéfalos labregos indigentes intelectualóides, negacionistas, Walking Deads & afins, que contribuíram para que esta meta fosse atingida, não de melhoria mas do pior que uma situação pandémica a nível mundial pode conceber.

Será que estes labregos dementes não têm um mínimo de consciência (sabem o que é isso?) e continuam a contribuir para o aumento, novamente, do número de infectados e de mortos, embora estes últimos em menor quantidade devido à vacinação em Portugal?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Há agora 681 pessoas internadas devido à covid-19, indica o boletim diário da Direcção-Geral da Saúde.

Pessoas aguardam junto a um dos vários centros de testes de despiste à covid-19 instalados na cidade do Funchal, na Madeira
© HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Portugal superou, esta quarta-feira, a fasquia dos três mil novos casos de covid-19. De acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde, foram confirmados, em 24 horas, 3.773 casos de infecção por SARS-CoV-2. Desde o dia 23 de Julho que não se registavam tantos casos, sendo que na altura foram 3.794.

O relatório divulgado hoje (24 de Novembro) indica ainda que morreram mais 17 pessoas devido à doença.

Sobre a situação nos hospitais, os dados mostram que há agora 681 internados, mais 32 doentes que no dia anterior, dos quais 105 estão em unidades de cuidados intensivos, ou seja mais 12. A última vez que Portugal teve mais de uma centena de doentes em UCI foi em 16 de Setembro (103).

O boletim refere ainda uma significativa subida na taxa de incidência que é agora de 251,1 casos de infecção por 100 mil habitantes a nível nacional, quando na anterior actualização era de 228,9 casos. Se nos cingirmos ao continente, a incidência é de 251,3 casos por 100 mil habitantes (era de 228,8).

Na distribuição das novas infecções por regiões, há a destacar que foram registados nas últimas 24 horas mais de mil no Norte (1.090) e em Lisboa e Vale do Tejo (1.126). No Centro foram contabilizados 912 novos casos, no Algarve foram atingidos os 284, o Centro chegou aos 186, os Açores chegaram aos 105 e os Açores ficaram nos 70.

O número de mortes foi maior na região Centro, onde foram declarados sete óbitos, aos quais se juntam seis em Lisboa e Vale do Tejo, dois no Norte e outros dois na Madeira.

Com esta actualização, Portugal tem, actualmente, 48.032 casos activos de covid-19, refere o boletim da DGS na véspera da reunião do Conselho de Ministros, na qual o Governo deverá aprovar novas medidas para controlar a pandemia.

Isto numa altura em que vários países da Europa enfrentam um crescimento da incidência da infecção e um aumento de casos, entre os quais Portugal. “Temos uma pandemia que continua a crescer”, referiu a ministra da Saúde, Marta Temido, durante uma comissão parlamentar.

“Temos cuidados para recuperar, e temos um conjunto de respostas para dar, em mais um inverno, que será naturalmente mais um inverno com lutas e desafios para superar, mas para o qual estamos cá para responder, juntamente com os profissionais de saúde”, admitiu a governante.

ECDC alerta para situação de “risco muito elevado” na UE em Dezembro e Janeiro

Já esta quarta-feira, o Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) alertou que a União Europeia (UE) estará em Dezembro e Janeiro numa situação de “risco muito elevado” da pandemia de covid-19 devido à baixa taxa de vacinação.

“Sem alterações nas taxas de contacto em relação aos níveis actuais, estimamos que os países com o nível mais elevado de cobertura vacinal de mais de 80% estão em ‘risco acrescido’, enquanto os com os níveis de cobertura vacinal inferiores a 80% estão em ‘alto risco'”, adverte o mais recente cenário traçado pelo ECDC.

A direcção da entidade salienta, numa nota de imprensa, que os cenários de modelização do ECDC “indicam que o peso potencial da doença na UE/EEE [Espaço Económico Europeu] a partir da variante Delta será muito elevado em Dezembro e Janeiro, a menos que sejam agora aplicadas medidas de saúde pública em combinação com esforços contínuos para aumentar a administração de vacinas na população total”.

O ECDC apela a um reforço na vacinação contra a covid-19 em todo o espaço comunitário, salientando que na UE/EEE as taxas são de 65,4% da população total vacinada e de 76,5% da população adulta, destacando ainda a necessidade de uma dose de reforço a todos os adultos, com prioridade aos maiores de 40 anos.

O ECDC reitera ainda os apelos para um reforço das medidas não médicas, como o uso de máscara e a limitação dos contactos sociais.

Von der Leyen defende dose de reforço para todos os adultos, com prioridade para os vulneráveis e maiores de 40 anos

Perante esta avaliação de risco do ECDC, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu a administração da dose de reforço da vacina contra a covid-19 a todos os adultos, com “prioridade para as pessoas vulneráveis e para as que têm mais de 40 anos”.

Para a líder do executivo comunitário, a nova “avaliação de risco do ECDC é clara: devemos intensificar a vacinação para controlar a pandemia”, escreveu na rede social Twitter.

“Queremos convencer as pessoas a vacinarem-se”, acrescentou Von der Leyen, que destacou também a necessidade de se manterem algumas medidas preventivas como a distância e o uso de máscara de protecção individual.

Diário de Notícias
DN
24 Novembro 2021 — 14:15

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