1279: 11 mortes e 2.499 casos. Aumento de internados é o maior desde 12 de Julho

– Estatísticas até hoje, Domingo:

21.11.2021 – 2.499 infectados – 11 mortos
20.11.2021 – 2.333 infectados – 10 mortes
19.11.2021 – 2.371 infectados – 5 mortos
18.11.2021 – 2.398 infectados – 12 mortos
17.11.2021 – 2.527 infectados – 9 mortos
16.11.2021 – 1.693 infectados – 9 mortos
15.11.2021 – 0.974 infectados – 8 mortos

Total da semana: 14.795 infectados – 64 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Portugal registou mais 11 mortes e 2.499 casos confirmados de covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) deste domingo.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Portugal registou mais 11 mortes e 2.499 novos casos confirmados de covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) deste domingo.

Os dados mais recentes mostram que há agora 597 internados (mais 53 que no dia anterior), dos quais 88 em unidades de cuidados intensivos (mais um do que no dia anterior).

Este é o maior aumento de internados desde 12 de Julho, data em que o boletim da Direcção-Geral da Saúde apresentou um aumento de 57 internados em relação ao dia anterior, num total de 729 internados, dos quais 163 nos cuidados intensivos. Esse boletim dava ainda conta da existência de 1.782 novos casos.

No que diz respeito aos números deste domingo, Lisboa e Vale do Tejo é a região com mais óbitos (4) e mais novos casos (873). A região Norte é a segunda com mais novos casos (641), mas não registou qualquer óbito, tal como o Algarve.

A zona Centro (3) é a segunda região com mais óbitos, seguida do Alentejo (2).

Manifesta tendência de subida

Nos últimos sete dias registaram-se em Portugal 14.795 casos, o que representa que, quando comparando com os sete dias anteriores, houve um aumento de 4864 casos.

Também no que diz respeito ao número de mortes, a tendência é de subida: nos últimos sete dias, foram declaradas 64 mortes, enquanto que na semana anterior o registo foi de 54 óbitos.

Esta tendência de aumento também se nota nos internamentos e nas unidades de cuidados de intensivos – este domingo estão internadas 597 pessoas, 89 das quais em UCI, já no domingo passado o número de internados era de 465, 75 dos quais nos cuidados intensivos.

O cenário ascendente verifica-se igualmente na incidência nacional e no R(t), que no domingo passado era de 134,2 casos por 100 mil habitantes e um R(t) nacional de 1,15 e o boletim da DGS de hoje aponta para uma incidência nacional de 191,2 casos e um R(t) nacional de 1,17.

Mortes desnecessárias no Reino Unido

Este domingo, no programa de Andrew Marr na BBC, o ministro da Saúde britânico afirmou que o preconceito racial nos oxímetros poderá ter causado mortes desnecessárias por covid-19.

“O que descobri foi um preconceito racial em alguns instrumentos médicos. Não é intencional, mas existe e os oxímetros são um bom exemplo disso”, declarou Sajid Javid, que é de origem paquistanesa. “Se eu tivesse um oxímetro portátil aqui, e se você o usasse, ele daria uma leitura precisa. Se for eu a colocar o meu dedo, é mais provável que dê uma leitura imprecisa. Isso não é aceitável a nenhum nível”, afirmou o ministro, citado pelo The Guardian.

Marr perguntou então a Javid se morreram pessoas devido as estas leituras imprecisas. “Penso que é possível, sim. Não tenho todos os factos”. “Muitos destes aparelhos médicos – e existem mesmo alguns medicamentos e procedimentos e livros didácticos – são fabricados em países de maioria branca. E eu acho que este é um problema sistémico”.

“Um terço das pessoas nas unidades de cuidados intensivos covid eram de minorias étnicas negras, o dobro da representação na população geral. Quero garantir que fazemos algo em relação a isto”, declarou o ministro da Saúde no programa de Andrew Marr.

Na edição de hoje do The Sunday Times, é noticiado que Sajid Javid ordenou a abertura de uma investigação ao preconceito racial em equipamento médico devido ao receio de que milhares de doentes pertencentes a minorias étnicas morreram de covid quando deviam ter sobrevivido.

Esta investigação surge depois de dados da Public Health England mostrarem que as mortes por coronavírus entre pessoas de cor foram duas a quatro vezes mais altas do que entre a população branca em Inglaterra.

Diário de Notícias
DN
21 Novembro 2021 — 14:08

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1278: Falta de pessoal e de organização atrasaram reforço da vacinação para 800 mil pessoas

– Pelos vistos, o novo grupo de trabalho, designado como Núcleo de Coordenação para a Vacinação (NCV), encabeçado pelo médico veterinário militar, Coronel Carlos Penha Gonçalves, não está a ser competente por estar a funcionar com 11 elementos, ou seja, “nestes 20 dias poderiam ter sido vacinadas 40 mil pessoas por dia, o que representa um total de 800 mil pessoas a mais, que ficaram por vacinar”. Na minha modesta opinião porque razão não voltam a chamar o vice-almirante para por tudo na linha? Afinal de quem é a culpa das 800.000 pessoas que ficaram por vacinar nestes 20 dias? Será que a pasquinzada que representa o lixo existente na comunicação social sai debaixo do tapete aquando da proximidade de eleições?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO

No tempo da task force havia uma equipa de 32 elementos a trabalhar com o vice-almirante. O novo núcleo deveria ter uma equipa de 16, mas ainda faltam colocar cinco técnicos da Saúde. Houve também atrasos na identificação e agendamento das pessoas elegíveis para receber simultaneamente a dose de reforço contra a covid e a vacina para a gripe.

Especialistas têm alertado para o facto de os mais idosos e os mais vulneráveis serem vacinados o mais rápido possível.
© Rui Manuel Fonseca Global Imagens

Desde o fim da task force para a vacinação, no mês de Setembro, que era liderada pelo vice-almirante, Gouveia e Melo, que o novo grupo de trabalho, designado como Núcleo de Coordenação para a Vacinação (NCV), encabeçado pelo médico veterinário militar, Coronel Carlos Penha Gonçalves, deveria estar a trabalhar com uma equipa de 16 elementos, metade do que tinha inicialmente, oito deles militares dos três ramos das Forças Armadas, que ao longo do tempo deveriam começar a ser substituídos por técnicos civis dos vários organismos do Ministério da Saúde (MS).

Mas, segundo apurou o DN, este grupo está a funcionar com 11 elementos, oito militares, dois técnicos do MS e um do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH). Nesta fase, a necessidade de reforço da equipa executiva é ainda maior, dado que “os objectivos definidos foram alargados esta semana”, referiu ao DN fonte ligada ao processo.

Segundo a mesma fonte, a equipa executiva para a vacinação já deveria incluir na sua composição elementos da Direcção-Geral da Saúde, do Infarmed, dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais, mas ainda não tem de todas as áreas.

Na opinião das fontes do DN, não é que a falta de pessoal tenha atrasado a execução da tarefa, mas esta situação, associada a alguma desorganização por parte dos serviços da saúde, fez com que se perdessem, pelo menos, 20 dias a lançar a nova fase da vacinação de reforço contra a covid e contra a gripe. Ou seja, explicaram-nos, “nestes 20 dias poderiam ter sido vacinadas 40 mil pessoas por dia, o que representa um total de 800 mil pessoas a mais, que ficaram por vacinar”.

Tal como o DN avançou na semana passada, o plano deixado pelo coordenador da task force, Gouveia e Melo, não foi logo posto em prática, tendo a nova equipa que ficar à espera de indicações sobre a co-administração da vacina de reforço contra a covid-19 e para a gripe. Depois, referem ao DN, “os serviços centrais do Ministério da Saúde não conseguiram fazer rapidamente o agendamento das pessoas elegíveis para as duas vacinas, havendo a necessidade de recorrer à modalidade Casa Aberta, o que gerou filas e confusão indesejáveis”.

Agora, que já foi lançado o auto-agendamento e Casa Aberta para os maiores de 65 anos, a DGS aumentou em 1,8 milhões de pessoas o grupo de elegíveis para reforço de vacina contra a covid-19, ao anunciar na quinta-feira que todos os maiores de 18 anos que levaram a vacina da Janssen terão de levar uma dose de reforço e que os infectados que recuperaram terão de levar as duas doses.

Na reunião do Infarmed, entre peritos e políticos, o coordenador do NCV, coronel Penha Gonçalves, alertou o Governo para a necessidade de mais meios no terreno para executar até ao fim a tarefa da vacinação e concluí-la no prazo previsto, 19 de Dezembro.

“Desde quinta-feira que, pela norma da DGS, estamos a considerar outros grupos populacionais. Estamos a falar de 1,8 milhões de pessoas. Esta nova ambição, com o alargamento da população-alvo, indica-nos que é preciso fazer um reforço da estrutura executiva, que administra a vacina. É nesse equilíbrio de aumento da capacidade no terreno que vamos atingir os objectivos”, disse, sublinhando que os novos critérios de elegibilidade para a dose de reforço vêm “duplicar o esforço de planeamento” que tinha sido feito e impor a reprogramação do plano”.

O DN contactou o MS para saber a razão por que ainda não estava a ser reforçada a equipa executiva do NCV e se iriam ser colocadas mais pessoas nesta fase em que se está a reprogramar o planeamento e a calendarizar os grupos. A resposta remeteu-nos para as declarações do secretário de Estado Adjunto da Saúde e do coronel Penha Gonçalves às televisões após a visita de ontem ao centro de vacinação de Mafra.

Lacerda Sales confirmou que vai haver reforço de meios para se avançar com o processo e Penha Gonçalves, que reafirmou a necessidade de reforço da equipa executiva e dos meios no terreno, admitiu que tal já vem a acontecer. Contudo, o DN ficou sem resposta à questão enviada ao MS: por que razão ainda não foram colocados os técnicos que deveriam estar a integrar a equipa executiva há dois meses?

De acordo com o plano deixado pela task force, deveriam ser vacinadas 2,5 milhões de pessoas, maiores de 65 anos com duas doses de vacinas há mais de seis meses e elegíveis para a vacina da gripe, além dos profissionais de saúde, de lares e bombeiros. Agora, há mais 1,8 milhões. Penha Gonçalves referiu na reunião do Infarmed que a vacinação “tem vindo a evoluir no tempo, contando agora com 304 pontos de vacinação, com capacidade de administrar 460 mil vacinas por semana”.

Em termos de cobertura conseguida na vacinação contra a gripe, o coronel explicou que a população elegível foi dividida essencialmente em três grupos: os maiores de 80 anos, os idosos entre os 70 e os 79 e, finalmente, as pessoas entre os 65 e os 69 anos. Nesse sentido, foram já alcançadas coberturas vacinais de 73%, 42% e 20%, respectivamente, havendo ainda “cerca de 730 mil vacinas para dar, o que se traduz em cerca de 25 mil vacinas por dia, perfeitamente dentro daquilo que temos estado a dar”, observou.

Sobre a dose de reforço contra a covid, o médico militar adiantou que cerca de 630 mil pessoas já a receberam, numa população igualmente elegível para a vacina da gripe e que. A adesão actual é de 80%, com cerca de 600 mil pessoas para vacinar até 19 de Dezembro, a uma média de 20 mil inoculações diárias.

No Infarmed, o coronel lembrou ser necessário avançar de imediato com “opções de planeamento” para a organização dos novos grupos elegíveis, bem como a importância do “acesso a dados de vacinação, infecção e hospitalização”.

A rápida vacinação dos mais idosos e dos mais vulneráveis tem sido defendida pelos especialistas como fundamental para que se consiga passar a quinta vaga da doença de forma moderada.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio e Valentina Marcelino
21 Novembro 2021 — 00:02

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