1270: Morreram 132 pessoas com covid-19 que estavam vacinadas. Grande maioria com mais de 80 anos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MORTES/IDOSOS

Divulgado relatório relativo a Outubro Desde o início da vacinação que foram registados mais de 66 mil casos de infecção em pessoas com esquema vacinal completo. Destas, 467 morreram, sendo que a esmagadora maioria das vítimas estava acima dos 80 anos. Os dados são hoje revelados pelo relatório semanal do INSA sobre as Linhas Vermelhas da pandemia.

Mais idosos são os mais afectados pela mortalidade por covid-19, mesmo estando vacinados

No mês de Outubro, ocorreram 132 óbitos em pessoas com esquema vacinal completo contra a covid-19 e 33 em pessoas não vacinadas ou com vacinação incompleta. Este dado é hoje revelado no relatório semanal divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) sobre as linhas vermelhas da pandemia.

No entanto, e segundo o mesmo documento, o risco de morte, que é medido através da letalidade por estado vacinal, é muito baixo – ou seja, quatro vezes menor nas pessoas com vacinação completa do que nas pessoas sem esquema vacinal completo.

O INSA realça haver uma estabilidade na letalidade nas pessoas com esquema vacinal completo nos últimos dois meses, que está a atingir especialmente os grupos dos 70 aos 79 anos (0,7% em Julho; 1,9% em Agosto; 2,2% em Setembro; e 2,1% em Outubro ) e dos 80 e mais anos (5,7% em Julho; 7,5% em Agosto; 7,5% em Setembro; e 7,4% em Outubro). Estes resultados devem ser enquadrados com os estudos de efectividade, já que estes permitem avaliar o efeito protector das vacinas em condições reais de utilização.

E no que toca aos estudos nacionais, realizados entre Fevereiro e Outubro, demonstram que na população com 30 e mais anos há uma efectividade moderada das vacinas na redução de infecção sintomática (superior a 50%) e elevada na redução das hospitalizações e óbitos associados (superior a 80%). Ou seja, e como têm vindo a explicar muitos especialistas, as vacinas têm uma eficácia superior em travar a doença grave e a mortalidade, mas uma eficácia moderada na transmissão da infecção.

No mesmo relatório, pode ler-se que, desde o início do processo de vacinação, já foram identificados 66 343 casos de infecção por SARS-CoV-2 entre um total de 8.925.907 indivíduos com esquema vacinal completo. Deste total de vacinados infectados, resultaram 467 óbitos, 1,1%, tendo a esmagadora maioria dos óbitos ocorrido em pessoas com mais de 80 anos (345). Entre as pessoas infectadas, 1.292 pessoas (1,9%) foram internadas com diagnóstico principal de covid-19, destas 51% tinham mais de 80 anos, e 346 pessoas internadas com diagnóstico secundário de covid.

De acordo com o mesmo documento, a mortalidade geral por covid-19 atingiu a 17 de Novembro o valor de 11,1 óbitos em 14 dias por 1.000.000 de habitantes, o que corresponde a um aumento de 39% relativamente à semana anterior (8,0 por 1.000.000), e uma tendência crescente.

Contudo, este valor é inferior ao limiar de 20,0 óbitos em 14 dias por 1 000 000 de habitantes, definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), mas superior ao limiar nacional de 10,0 óbitos em 14 dias por 1 000 000 de habitantes. Tendo em conta, quer os valores definidos pelo ECDC e pelas autoridades nacionais, os técnicos do INSA consideram haver nesta fase da pandemia um “impacto moderado” na mortalidade.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
19 Novembro 2021 — 19:17

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1269: 89 concelhos em risco elevado e muito elevado

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/RISCOS

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) avança que Mora e Murça entraram esta semana no nível de risco extremo de infecção.

O número de concelhos em risco elevado e muito elevado de infecção pelo vírus SARS-CoV-2 aumentou substancialmente esta semana de 55 para 89, estando em risco extremo quatro municípios, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) avança que Mora e Murça entraram esta semana no nível de risco extremo de infecção, com uma incidência acumulada a 14 dias (entre 04 e 17 de Novembro) de 1.338 e 982 casos respectivamente, mantendo-se nesta categoria os concelhos de Marvão (2.451) e Pampilhosa da Serra (967).

O risco extremo de infecção ocorre quando um concelho tem uma incidência cumulativa a 14 dias acima dos 960 casos de infecção por 100 mil habitantes.

Nos concelhos em risco muito elevado de infecção, ou seja, com uma incidência de entre 480 e 959,9 casos por 100 mil habitantes, o número de municípios neste nível duplicou numa semana, passando de oito para 19.

Também a subir estão os concelhos em risco elevado (entre 240 e 479,9 casos por 100 mil habitantes a 14 dias), já que o boletim contabiliza hoje 70 concelhos nessa categoria, enquanto no relatório anterior eram 47.

Segundo o boletim, entre os 120 e os 239,9 casos por 100 mil habitantes a 14 dias estão 96 concelhos, mais 15 do que na semana anterior.

O número de concelhos com uma incidência de zero casos continua a diminuir e são agora 13, menos cinco do que o registado pela DGS há sete dias.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa “corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada”.

Portugal regista hoje 2.398 novos casos confirmados de infecção com o coronavírus SARS-CoV-2, com doze mortes associadas à covid-19, e um aumento de internamentos em enfermaria, segundo dados oficiais.

De acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje, estão agora internadas 523 pessoas, mais nove do que na quarta-feira, das quais 72 em unidades de cuidados intensivos, menos três do que nas últimas 24 horas. Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.234 pessoas e foram contabilizados 1.104.189 casos de infecção, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A covid-19 provocou pelo menos 5.130.627 mortes em todo o mundo, entre mais de 255,49 milhões infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Diário de Notícias
Lusa
19 Novembro 2021 — 17:00

1268: Incidência dispara em dia com mais 2.371 casos e 5 mortes

– Estatísticas até hoje, Sexta-feira:

19.11.2021 – 2.371 infectados – 5 mortos
18.11.2021 – 2.398 infectados – 12 mortos
17.11.2021 – 2.527 infectados – 9 mortos
16.11.2021 – 1.693 infectados – 9 mortos
15.11.2021 – 0.974 infectados – 8 mortos

Total da semana: 9.963 infectados – 43 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Dados da DGS indicam que estão agora 528 pessoas internadas devido à covid-19, das quais 79 em unidades de cuidados intensivos

Portugal registou mais 5 mortes e 2.371 casos confirmados de covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira.

Os dados mais recentes mostram que há agora 528 internados (mais 5 que no dia anterior), dos quais 79 em unidades de cuidados intensivos (mais 7).

A incidência continua a aumentar. É agora de 191, 2 a nível nacional e 190,9 no continente. Quanto ao R(t) os valores estão agora nos 1,17 valores nacionais e 1,18 no continente.

Peritos querem máscara de volta, teletrabalho quando possível e menos pessoas em eventos

Portugal foi dos primeiros países do mundo a atingir uma cobertura vacinal de quase 90%. Um feito que tem permitido que o aumento significativo de casos de infecção que se vem a registar quase há duas semanas não esteja ainda a ter reflexo na gravidade da doença, em termos de internamentos e de óbitos. Ao DN, especialistas que desde o início da pandemia tratam e acompanham a evolução da doença dizem estar garantido que, apesar do aumento de casos, qualquer onda que se venha a gerar não terá o impacto das anteriores.

No entanto, e dado a época que se aproxima, o Natal e o Ano Novo, todos concordam que “não podemos manter este ritmo de crescimento” e que “é preciso tomar medidas que travem a propagação”. Senão, como explicava ontem ao DN um epidemiologista, se a média a sete dias é agora de quase dois mil casos, em Dezembro será de três mil e, embora a doença tenha menos gravidade, mais tarde ou mais cedo, a situação vai reflectir-se nos cuidados de saúde”.

Portanto, e segundo afirmaram ao DN, na reunião desta sexta-feira entre peritos, Presidente da República, governo, forças parlamentares e parceiros da concertação social, deverá ser feito um balanço do estado em que se encontram os serviços de saúde e a apresentação de, pelo menos, quatro medidas que podem ser tomadas e que “não têm grande interferência no funcionamento da economia e da sociedade”. A opinião geral é a de que o regresso ao confinamento “está fora de questão”.

Ou seja, por agora, e para travar a propagação da doença basta tornar o uso de máscara obrigatório em espaços fechados, como restaurantes, pastelarias, locais de trabalho, escolas, etc., e até ao ar livre, desde que haja concentração populacional, nomeadamente em eventos desportivos e culturais; o teletrabalho, sempre que possível e sem prejuízo para a actividade empresarial e para a vida das pessoas, de forma a “reduzir-se a mobilidade populacional e os contactos”; e ainda “a redução de lotação em alguns eventos e espaços, se não houver condições para que se mantenha 1,5 m de distanciamento”. Há ainda uma quarta medida que, na opinião geral dos especialistas, é fundamental, mas que o governo ontem mesmo voltou a aprovar: “A gratuitidade dos testes antigénio nas farmácias para mais rapidamente se detectar casos, passá-los a isolamento e à vigilância dos contactos.”

Especialista diz que covid-19 tem característica sazonal com duas ondas anuais

A covid-19 apresenta características sazonais, com duas ondas anuais no inverno e no verão, estando a começar agora a vaga do inverno do próximo ano, afirmou à Lusa o especialista Henrique Barros.

“Temos dois anos de infecção. Isso já nos permite perceber que a infecção tem uma característica sazonal. Na realidade, tivemos duas ondas no primeiro ano, a de inverno e de verão, e tivemos duas ondas neste ano. Agora irá começar a onda do inverno do próximo ano”, adiantou o presidente do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).

Segundo o médico e um dos peritos que hoje intervém na reunião no Infarmed de avaliação da situação da epidemia em Portugal, o vírus continua a circular com um “carácter de sazonalidade” no inverno, por ser um período típico das doenças respiratórias, mas também no verão, devido à grande mobilidade nessa altura do ano.

Apesar disso, Henrique Barros salientou que, no próximo inverno, a pandemia “não atingirá nunca” a situação registada no início deste ano, mesmo sendo previsível que aumentem significativamente as infecções respiratórias, “das quais uma proporção relativamente pequena será de covid-19”.

“Existe uma relação clara entre as infecções nos vários países e a proporção de vacinados. Por isso é que Portugal, no conjunto dos países europeus, é dos que tem menos casos e menos mortes”, adiantou o especialista, para quem a previsível duplicação do número de infecções não significa que “dobre o número de casos internados”.

De acordo com presidente do Conselho Nacional de Saúde, “vale a pena manter algumas medidas de precaução”, considerando que a “regra de ouro” é não sair de casa com sintomas de covid-19.

Diário de Notícias
DN
19 Novembro 2021 — 16:03

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1267: Especialista diz que covid-19 tem característica sazonal com duas ondas anuais

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/CARACTERÍSTICAS

Henrique Barros defende que o vírus continua a circular com um “carácter de sazonalidade” no inverno, por ser um período típico das doenças respiratórias, mas também no verão, devido à grande mobilidade nessa altura do ano

Henrique Barros
© Pedro Correia/Global Imagens

A covid-19 apresenta características sazonais, com duas ondas anuais no inverno e no verão, estando a começar agora a vaga do inverno do próximo ano, afirmou à Lusa o especialista Henrique Barros.

“Temos dois anos de infecção. Isso já nos permite perceber que a infecção tem uma característica sazonal. Na realidade, tivemos duas ondas no primeiro ano, a de inverno e de verão, e tivemos duas ondas neste ano. Agora irá começar a onda do inverno do próximo ano”, adiantou o presidente do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).

Segundo o médico e um dos peritos que hoje intervém na reunião no Infarmed de avaliação da situação da epidemia em Portugal, o vírus continua a circular com um “carácter de sazonalidade” no inverno, por ser um período típico das doenças respiratórias, mas também no verão, devido à grande mobilidade nessa altura do ano.

Apesar disso, Henrique Barros salientou que, no próximo inverno, a pandemia “não atingirá nunca” a situação registada no início deste ano, mesmo sendo previsível que aumentem significativamente as infecções respiratórias, “das quais uma proporção relativamente pequena será de covid-19”.

“Existe uma relação clara entre as infecções nos vários países e a proporção de vacinados. Por isso é que Portugal, no conjunto dos países europeus, é dos que tem menos casos e menos mortes”, adiantou o especialista, para quem a previsível duplicação do número de infecções não significa que “dobre o número de casos internados”.

De acordo com presidente do Conselho Nacional de Saúde, “vale a pena manter algumas medidas de precaução”, considerando que a “regra de ouro” é não sair de casa com sintomas de covid-19.

“Penso que uma medida equilibrada é, com sintomas, nunca saia de casa. Esta é primeira e a regra de ouro”, avançou o especialista, ao defender ainda a higienização das mãos e o uso da máscara em espaços fechados e de maior risco de contágio.

Em declarações à Lusa, Henrique Barros adiantou ainda que se está a “caminhar para uma situação de endemia”, apesar de haver ainda “muita gente susceptível” de contrair a infecção pelo novo coronavírus.

“Estamos a caminhar para uma situação de endemia. A infecção não vai desaparecer, vai ficar seguramente. Seria totalmente inesperado que isso não acontecesse, mas ainda estamos muito perto da epidemia para haver uma separação clara”, disse o especialista.

A covid-19 provocou pelo menos 5.122.682 mortes em todo o mundo, entre mais de 254,95 milhões infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.295 pessoas e foram contabilizados 1.115.080 casos de infecção, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Novembro 2021 — 08:09

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1266: Açores não avançam por enquanto com novas medidas restritivas

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/AÇORES/MEDIDAS RESTRITIVAS

O secretário regional da Saúde dos Açores, Clélio Meneses, disse esta quinta-feira que a tutela está a acompanhar a evolução da pandemia de covid-19 na região, mas não prevê aplicar, para já, medidas adicionais de controlo.

© Jornal Açores

“A região tem tomado decisões por si e se for necessário tomará, entendendo nesta fase que ainda não há motivo que justifique algo que altere a vida das pessoas, a não ser aquilo que voltamos a recomendar: vacinação, vacinação, vacinação, algum cuidado nos contactos e sobretudo na identificação de algum sintoma”, afirmou, em declarações aos jornalistas, o titular da pasta da Saúde nos Açores.

Clélio Meneses falava, em Angra do Heroísmo, à margem de uma reunião com o conselho de administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT).

Nos últimos dias, o número de novos casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, registou um crescimento nos Açores.

Entre terça-feira e hoje foram contabilizados 121 novos casos, quase tantos como os registados na semana passada (de 08 a 14 de Novembro): 134.

O governante disse que a tutela está a “avaliar a situação”, mas considerou o aumento de casos “normal”.

“Decorre da inexistência de medidas restritivas, decorre de chegarmos ao período de inverno. Tudo isso leva a que naturalmente haja uma maior incidência de casos, como existe noutras patologias e como está a acontecer, de resto, em todo o mundo”, apontou.

Para já não estão previstas novas medidas restritivas, mas, consoante a avaliação epidemiológica, o secretário regional da Saúde admitiu retomar a obrigatoriedade de uso de máscara em alguns espaços e reforçar os rastreios.

“O que se pondera é que haja um alargamento do uso de máscaras a outros espaços e também alargamento de rastreios em algumas circunstâncias, em algumas situações, em termos de locais, de estabelecimentos, sobretudo ao nível daquilo que são as populações mais vulneráveis: lares, estabelecimentos de saúde e estabelecimentos de educação”, revelou.

Clélio Meneses admitiu, no entanto, que algumas medidas, como a obrigatoriedade de uso de máscara, “dependem de deliberação da Assembleia da República”.

Ressalvando que a evolução da pandemia nem sempre é “previsível”, o titular da pasta da Saúde afastou para já um cenário de implementação de medidas de confinamento mais restritivas.

“Neste momento, não nos parece que num curto espaço de tempo haja necessidade de uma restrição deste nível”, afirmou.

Apesar do aumento do número de casos, Clélio Meneses considerou que a situação epidemiológica na região não é alarmante.

“Os próprios internamentos não cresceram de forma exponencial. Temos tido entre dois e seis internamentos nos últimos dias, nenhum deles em cuidados intensivos. Isso para nós é que é relevante. Não há um impacto severo na vida e na saúde das pessoas do aumento da incidência de casos”, frisou.

Questionado sobre a vacinação da dose de reforço contra a covid-19 em maiores de 65 anos, o governante admitiu que se têm registado algumas recusas, mas apelou à adesão dos mais vulneráveis.

“Há ilhas onde decorre com maior rapidez do que noutras. Já ultrapassámos 7.000 pessoas com a terceira dose e é mais um passo de reforço de protecção das pessoas. Há pessoas que levaram as duas doses e não aceitam levar a terceira, no entanto, é importante que, sobretudo os mais vulneráveis, aceitem esse reforço, porque garante a sua saúde”, sublinhou.

Os Açores têm actualmente 294 casos de infecção activos, sendo 236 em São Miguel, 18 em São Jorge, 18 na Graciosa, nove no Faial, sete na Terceira e seis no Pico.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Novembro 2021 — 17:00

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1265: Madeira em situação de contingência a partir de sábado. Uso de máscara passa a obrigatório

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MADEIRA/RESTRIÇÕES

Perante o aumento de casos de covid-19, o presidente do Governo Regional da Madeira anunciou também a testagem massiva da população, que será feita semanalmente.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque
© Lusa

O Governo Regional da Madeira anunciou, esta quinta-feira, novas medidas para travar o aumento de casos de covid-19. Foi determinado que o arquipélago entra em situação de contingência a partir de sábado, às 00:00, e que o uso de máscara passa a ser obrigatório. O presidente do Governo regional, Miguel Albuquerque, anunciou ainda a testagem massiva da população, que será feita semanalmente.

O governante começou por dizer que foi decidido “manter a obrigatoriedade de todas as medidas básicas de protecção individual dos cidadãos, e também colectiva, em ambientes abertos e fechados. O uso de máscara passa a ser obrigatório, a higienização e desinfecção das mãos e o distanciamento de 1, 5 metros”.

Recomendar novamente a vacinação a todos os cidadãos com mais de 12 anos, designadamente com uma, duas ou terceiras doses, de acordo com o esquema vacinal recomendado”, continuou Miguel Albuquerque.

“Neste momento, temos disponíveis 84 mil vacinas”, disse o governante, reforçando: “Temos um número de vacinas não só para vacinar aqueles que ainda não iniciaram o processo, mas também para a terceira dose”.

O presidente do Governo regional anunciou também “a testagem massiva da população com teste rápido antigénio, com periodicidade semanal”. Antes, a testagem era feita de 15 em 15 dias e passa a ser feita de sete em sete dias, detalhou. O arquipélago, com cerca de 251 mil habitantes, sinaliza 452 casos activos de covid-19, num total de 12 804 confirmados desde o início da pandemia, e 84 óbitos associados à doença.

Os testes com periodicidade semanal “permitem um controlo da infecção”, justificou Miguel Albuquerque referindo que os testes rápidos de antigénio são gratuitos e financiados pelo Governo regional.

Ficou também determinado a apresentação de certificado de vacinação ou comprovativo de testagem de teste rápido antigénio “para acesso a qualquer evento”.

“Para exercer/ frequentar actividades ou eventos no sector público e privado- desporto, restaurantes, hotéis, cabeleireiros, ginásios, bares, discotecas, eventos culturais, cinemas, actividades nocturnas, jogos, casinos e outras actividades sociais similares” -, os cidadãos devem “estar vacinados e testados com teste rápido antigénio, com periodicidade semanal”, explicou Albuquerque.

Em relação aos lares de idosos, vai vigorar, a partir de sábado, “a obrigatoriedade de testes semanais a funcionários e residentes, restrição de visitas”, passando agora a ser permitida uma visita por residente, “sendo obrigatório estar vacinado e testado”, especificou o presidente do Governo regional. Os planos de contingência devem estar novamente activados nestas estruturas, disse.

Sobre supermercados e grandes superfícies, é recomendado que os clientes apresentem certificação de vacinação ou um teste rápido, com resultado negativo à covid-19, de periodicidade semanal.

Miguel Albuquerque indicou que a apresentação conjunta do certificado de vacinação e do teste antigénio só não é obrigatória para acesso a supermercados e locais de culto religioso, onde basta apresentar um dos documentos.

No que se refere aos portos e aeroportos, “vacinados ou recuperados ou testados com teste rápido antigénio”, com necessidade de repetição um teste à covid-19 no “quinto ou sétimo dia” para residentes, estudantes e emigrantes e respectivos familiares. Os residentes não vacinados, serão encaminhados para a vacinação.

A situação contingência na Madeira “entra em vigor às 00h00 do dia 20 de Novembro, o próximo sábado, considerando a evolução da pandemia na Europa e no mundo”, avançou Albuquerque.

Em relação às actividades de Natal, nomeadamente o circo e os parques de diversão, todos os intervenientes devem estar vacinados e ser testados semanalmente, com excepção das crianças com menos de 12 anos, que deverão ser apenas testadas.

Para acesso à feira de Natal instalada no centro do Funchal, será criado um circuito, controlado mediante a apresentação de comprovativo de vacinação e testagem semanal, incluindo não residentes.

Madeira volta a ser considerada de risco elevado para viagens na União Europeia

As novas medidas de contenção da pandemia da Madeira foram anunciadas no mesmo dia em que o Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) colocou o arquipélago na categoria de risco elevado para covid-19 no mapa que suporta decisões sobre viagens na união europeia (UE), passando do laranja para vermelho.

A categoria vermelho significa que, nestas regiões europeias, a taxa cumulativa de notificação de casos de infecção nos últimos 14 dias varia de 75 a 200 por 100 mil habitantes ou é superior a 200 e inferior a 500 por 100 mil habitantes e a taxa de positividade dos testes de é de 4% ou mais.

“Eu não tenho nenhum problema com a lista vermelha”, afirmou Miguel Albuquerque, referindo que as circunstâncias agora são diferentes, porque cerca de 85% da população insular está vacinada.

E reforçou: “A Madeira continua a ser encarada pelos mercados emissores como um destino seguro, onde as medidas são tomadas e o controlo da situação está a ocorrer”.

Apesar da elevada taxa de vacinação, a Madeira tem registado, nas últimas semanas, uma média diária superior a 50 novos casos de infecção e também um aumento do número de mortos associados à doença, que é actualmente de 84 óbitos.

De acordo com os dados mais recentes, as autoridades de saúde da Madeira sinalizaram mais 52 casos de covid-19 e uma morte. Há ainda a assinalar 43 pessoas hospitalizadas, sete das quais em cuidados intensivos.

Com Lusa
Notícia actualizada às 22:26

Diário de Notícias
DN
18 Novembro 2021 — 17:44

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