1262: Governo diz que hospitais estão preparados para Natal e Ano Novo

– Espero bem que sim, dadas as estatísticas diárias que já ultrapassaram os dois mil infectados. Mas podem agradecer à deficiente “fiscalização” sobre os acéfalos indigentes intelectualóides, os negacionistas, os Walking Deads merdosos & afins, que continuam nas suas vidinhas “sociais” sem se importarem com o que se passa à sua volta. E a “libertação” oferecida a toda essa choldra, está agora a surgir em pleno.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/FESTIVIDADES

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde afirmou que o Governo está preparado para dar a resposta a todos os cenários que se coloquem nos hospitais durante o período de Natal e de Ano Novo.

Lacerda Sales
© Diana Quintela/ Global Imagens

“A grande maioria dos hospitais já enviou as escalas de Natal e de Ano Novo para o Ministério [da Saúde] e os seus planos de contingência. Temos planeamento e estamos preparados para o que puder vir aí. Esperemos que seja o melhor, mas temos que nos preparar para o pior”, afirmou António Lacerda Sales.

O governante, que falava aos jornalistas no final de uma sessão sobre o Dia Europeu do antibiótico, realizada hoje à tarde na Fundação Calouste Gulbenkian, escusou-se a adiantar medidas que venham a ser decididas pelo Governo para travar a propagação de covid-19, sublinhando a reunião de sexta-feira com os especialistas que vai decorrer na sexta-feira no Infarmed.

“Não vamos antecipar qualquer tipo de decisão. No entendimento do Governo, o que é importante neste momento é ter a percepção e passar a mensagem que é muito importante reforçar as medidas que já hoje temos e que todos conhecemos, uso de máscara, distância social, higienização das mãos”, apontou.

António Lacerda Sales destacou também a importância da testagem massiva, assegurando que “as farmácias estão preparadas para dar resposta aos pedidos de testes”.

“Vai ser possível dar resposta. Temos muitos testes e não haverá dificuldades”, sublinhou.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Novembro 2021 — 18:48

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1261: Vacinados com a Janssen também vão receber dose de reforço

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAS

“A melhor forma de nos protegermos e de passarmos um inverno mais seguros e tranquilos é vacinar, vacinar, vacinar”, reforçou a directora-geral da Saúde, Graça Freitas.

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas
© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou, esta quinta-feira, “três grandes novidades” no processo de vacinação contra a covid-19. Uma delas é que, na população actualmente elegível – maiores de 65 anos, profissionais de saúde, do sector social e os bombeiros – “o intervalo entre a última dose e uma pessoa tornar-se apta para a vacinação é, neste momento, de cinco a seis meses. Resumindo, encurtamos este intervalo para em segurança vacinarmos mais pessoas mais precocemente”. Ou seja, anteriormente, o intervalo entre a última dose e a de reforço era de seis meses (180 dias). Esse período é agora reduzido, podendo variar entre os 150 dias e os 180 dias.

Durante a conferência de imprensa, a responsável pela DGS esclareceu que, em relação ao encurtamento do período entre a última dose e a de reforço, “tem de haver um intervalo mínimo de cinco meses e um intervalo ideal de seis meses, se puder ser”. Desta forma, será possível chamar à vacinação mais pessoas, repetiu.

Neste grupo dos mais de 65 anos e dos profissionais acima mencionados, “os recuperados também passam a ser vacinados”. “Com uma única excepção: os recuperados que tendo tido a doença já levaram duas doses da vacina” com cerca de cinco a seis meses de intervalo. “Esses recuperados estão já naturalmente com o seu reforço feito. Mas regra geral, os recuperados vão ser vacinados dentro deste tecto dos 65 ou mais anos de idades e dos profissionais”.

A vacinação dos doentes recuperados vai “começar pelos mais velhos”, sendo que o total do grupo corresponde a cerca de 140 mil pessoas.

A terceira novidade, anuncia Graça Freitas, diz respeito aos utentes que tomaram a vacina da Janssen. “Essas pessoas vão fazer um reforço”, 90 dias depois de terem levado a dose da vacina desta farmacêutica.

A dose de reforço para quem tomou a vacina da Janssen destina-se a quem tem 18 ou mais anos de idade, acrescentou a directora-geral da Saúde. “Todas as pessoas que vão fazer reforço, vão fazê-lo com uma vacina mRNA”, disse, referindo-se à vacina da Pfizer e a da Moderna.

A norma com as alterações no processo de vacinação vai ser ainda hoje publicada, referiu Graça Freitas. Ainda não se sabe quando é que vão começar a ser chamados aqueles que tomaram a dose da vacina da Janssen.

Disse que com a vacinação das pessoas que tomaram a vacina da Janssen há agora mais um milhão de elegíveis para o reforço. A directora-geral da Saúde sublinha que esta dose de reforço é para, quando chegarmos ao inverno, “voltar a haver uma subida de anticorpos”.

Esclareceu que mesmo aqueles que tiveram a doença e depois receberam uma dose da Janssen também vão ter uma dose de reforço. A única excepção é para quem tomou uma segunda dose para poder viajar ou por outro motivo, explicou Graça Freitas.

“Vamos estar a vacinar sete dias por semana”, destacou, referindo-se aos regimes de casa aberta para os mais de 75 anos e de auto agendamento que começou hoje para os mais de 65 anos.

Graça Freitas voltou a alertar que a “pandemia ainda não acabou. Nem em Portugal nem em nenhum lugar do mundo”.

“Assiste-se na Europa a uma intensa circulação do vírus SARS-CoV-2. Mesmo em Portugal, que tem 86,5% da sua população vacinada, assiste-se a um aumento do número de casos. A melhor forma de nos protegermos e de passarmos um inverno mais seguros e tranquilos é vacinar, vacinar, vacinar”, sublinhou.

Graça Freitas referiu que “estão, de facto, a morrer, predominantemente, pessoas com muita idade, com 80 ou mais anos”. O perfil habitual é de terem uma “carga de doença muito grande”, ou seja com muitas comorbilidades associadas. “Estando esta população praticamente toda vacinada, a maior parte das pessoas que morre é vacinada, não quer dizer que sejam todas”, disse a directora-geral da Saúde.

Sublinhou que o nível de protecção foi diminuindo ao longo do tempo e, portanto, “as pessoas devem fazer um reforço para que continuem a ter protecção”. “Quero aqui deixar bem claro para manterem a confiança nas vacinas. Nós sempre dissemos que não sabíamos quanto tempo durava a imunidade”, destacou.

Imunidade diminuiu mais nos vacinados com a dose única da Janssen

Afirmou ainda que as estruturas estão todas montadas e que Portugal tem “capacidade de dar resposta” nesta fase da vacinação.

“Todas as pessoas, independentemente da vacina que levaram na primeira fase, fazem reforço com vacinas mRNA. Tenham feito Pfizer, Moderna, AstraZeneca ou Janssen, os reforços são sempre com vacina mRNA”, alertou Graça Freitas, admitindo que, segundo os estudos, internacionais a imunidade diminuiu mais em vacinados com a dose única da Janssen.

Questionada sobre se tem dados que estabeleçam uma ligação entre o aumento de casos e as pessoas que receberam uma dose única da Janssen. Respondeu dizendo que é por esse motivo, tendo em conta que “há estudos internacionais que vão nesse sentido”, que a DGS recomenda que os reforços “comecem a ser feitos numa idade tão precoce, a partir dos 18 anos, incluindo os 18”.

“Os estudos internacionais indicam que o tal decaimento, a tal diminuição da imunidade verifica-se mais nesta vacina do que nas outras”, reconheceu Graça Freitas.

Com a dose de reforço, já foram vacinadas cerca de 600 mil pessoas. Mais de um milhão recebeu a vacina da gripe e cerca de 400 mil fizeram a co-administração das duas vacinas.

Diário de Notícias
DN
18 Novembro 2021 — 18:29

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1260: Portugal com mais 12 mortes e 2.398 casos nas últimas 24 horas

– Estatísticas até hoje, Quinta-feira:

18.11.2021 – 2.398 infectados – 12 mortos
17.11.2021 – 2.527 infectados – 9 mortos
16.11.2021 – 1.693 infectados – 9 mortos
15.11.2021 – 0.974 infectados – 8 mortos

Total da semana: 7.592 infectados – 38 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Dados da DGS indicam que estão agora 523 pessoas internadas devido à covid-19, das quais 72 em unidades de cuidados intensivos

© Paulo Cunha/Lusa

Portugal registou mais 12 mortes e 2.398 casos confirmados de covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira.

Os dados mais recentes mostram que há agora 523 internados (mais 9 que no dia anterior), dos quais 72 em unidades de cuidados intensivos (menos 3).

O Algarve é a região com mais mortos nas últimas 24 horas, mais quatro. Contudo é a Região de Lisboa e Vale do Tejo com o maior número de casos (+773).

Existem agora 41.135 casos activos em Portugal, mais 1.335 do que ontem.

Morte atinge idosos com mais de 70 anos e vírus é transmitido por crianças e jovens

Quem está a morrer em Portugal com covid-19? A pergunta tem sido feita por especialistas e não só. Mas os dados concretos, disponibilizados diariamente pelas autoridades de saúde, só permitem perceber em que faixas etárias é que se morre mais. O bastonário dos médicos já pediu publicamente à Direcção-Geral da Saúde (DGS) que divulgue a informação com mais detalhes (por exemplo, se estas pessoas estavam ou não vacinadas e há quanto tempo ou se sofriam de outras doenças), até para apoiar a comunidade científica na análise da evolução da doença. Mas isso não tem acontecido.

O problema é que a esta questão juntam-se outras, como em que idades está a ocorrer o maior número de casos, quem está a chegar aos hospitais para internamento em enfermarias e nas unidades de cuidados intensivos? Quantos dos infectados e internados estavam ou não vacinados e há quanto tempo? O DN também enviou estas perguntas à DGS , mas a resposta que chegou foi que tais dados só são actualizados mensalmente, devendo ser conhecidos na sexta-feira.

No entanto, uma consulta aos boletins diários da DGS sobre a doença permite tirar algumas conclusões, nomeadamente: quem está a morrer são pessoas da faixa etária acima dos 70 anos e quem está a transmitir a doença são, principalmente, as crianças dos 0 aos 9 anos e os jovens adultos dos 20 aos 29.

Quem está nos hospitais confirma que a mortalidade está atingir os idosos, mais vulneráveis, com comorbilidades e vacinados há muito tempo. E que a nível da transmissão são os mais novos, uns porque não estão vacinados, outros porque são jovens adultos ainda sem vacinação completa e com mais comportamentos de risco. “São resultados que já tínhamos detectado, mas é preciso termos dados mais concretos para se fazer uma avaliação”, disse ao DN o matemático do Instituto Superior Técnico (IST), Henrique Oliveira, que integra a equipa que faz a modelação da doença a longo prazo juntamente com a Ordem dos Médicos.

De acordo com os mesmos dados, desde o dia 1 de Outubro – data em que foram levantadas todas as medidas restritivas em vigor até essa altura, nomeadamente o uso de máscara na rua, dentro de restaurantes, bares, discotecas e em locais de trabalho – e até ontem, 17 de Novembro, morreram mais 304 pessoas em Portugal com covid-19, passando o total de óbitos de 17.979 para 18.283.

A esmagadora maioria dos óbitos ocorreu acima dos 70 anos. Ou melhor, 205 pessoas tinham mais de 80 anos, 65 estavam entre os 70 e os 79 e 25 entre os 60 e os 69 anos. Houve ainda duas mortes na faixa dos 50 aos 59 anos, seis entre os 40 e os 49 anos e uma entre os 30 e os 39 anos. As outras não registaram qualquer óbito neste período. Apesar de tudo, o número de mortes demonstra que a doença nesta fase é menos grave do que nas vagas anteriores.

Governo volta a comparticipar testes rápidos de antigénio

Os testes rápidos de antigénio efectuados nas farmácias e laboratórios aderentes ao regime excepcional de comparticipação vão voltar a ser gratuitos a partir de sexta-feira, anunciou esta quinta-feira o Ministério da Saúde.

A portaria que prorroga o regime aprovado em Junho é publicada esta quinta-feira em Diário da República, adianta o ministério numa nota enviada à agência Lusa.

A comparticipação continua a ser limitada ao máximo de quatro testes por mês e por utente.

O Ministério da Saúde justifica esta renovação do regime tendo em conta a actual situação epidemiológica e a importância de voltar a intensificar a realização de testes para detecção do SARS-CoV-2 de forma progressiva e proporcionada ao risco, que contribuam para o reforço do controlo da pandemia.

Segundo os últimos dados divulgados pela Task Force para a promoção do Plano de Operacionalização da Estratégia de Testagem para SARS-CoV-2, já foram feitos em Portugal mais de 20 milhões de testes de diagnóstico à covid-19 desde o início da pandemia em Março de 2020.

Este ano foram efectuados cerca de 48 mil testes por dia, em média, mais de 70% do total de testes de diagnóstico realizados desde o início da pandemia, adiantam os dados divulgados a 06 de Novembro.

Diário de Notícias
DN
18 Novembro 2021 — 15:01

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1259: Fauci acredita que covid-19 se tornará endémica até à próxima primavera (e aponta dois factores cruciais)

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19

Kevin Dietsch / EPA Pool

Um dos principais peritos em doenças infecciosas da Casa Branca, Anthony Fauci, acredita que será possível controlar a pandemia. Para isso, aponta dois factores cruciais.

Anthony Fauci crê que os Estados Unidos vão conseguir controlar a pandemia de covid-19 e começar a viver com o novo Sars-Cov-2 como endémico. Para isso, aponta, é preciso acelerar a vacinação e reforçar as terceiras doses.

Descartar completamente o vírus está fora de questão para o especialista. “Se queremos que se torne endémico temos que ter um nível de infecção tão baixo que faça com que não tenha qualquer impacto na sociedade, na nossa vida, na nossa economia”, explicou, citado pelo The Guardian.

“As pessoas vão continuar a ficar infectadas. Haverá ainda quem necessite de ser hospitalizado, mas o nível de infecção será tão baixo que não teremos de pensar nisto a toda a hora e não irá influenciar a nossa vida”, acrescentou.

Para isso, é preciso que mais pessoas comecem o esquema vacinal ou aceitem as doses de reforço, reforçou o consultor para a saúde na Casa Branca, num momento em que o país tem mais de 70% de adultos totalmente vacinados.

Actualmente, as doses de reforço estão disponíveis – pelo menos seis meses após a segunda toma – para os imuno-suprimidos, maiores de 65 anos e pessoas com elevado risco de doença grave ou exposição frequente ao vírus.

Alguns estados norte-americanos e a cidade de Nova Iorque já expandiram a disponibilidade das doses de reforço.

Na próxima sexta-feira, um painel de especialistas que aconselha os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) irá discutir o alargamento da elegibilidade para as vacinas de reforço a todos os adultos, o que poderia tornar estas doses disponíveis já este fim de semana.

  ZAP //

ZAP
17 Novembro, 2021

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1258: Do teletrabalho parcial à testagem em massa. Vem aí um “reforço acentuado” de medidas

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MEDIDAS

José Sena Goulão / Lusa
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales

António Lacerda Sales admite um “reforço acentuado” de medidas, como teletrabalho parcial, uso de máscara e reforço de testagem.

Face ao aumento de novos casos diários, António Lacerda Sales admitiu, esta quarta-feira, um “reforço acentuado” das medidas de combate à pandemia de covid-19.

O secretário de Estado adjunto e da Saúde adiantou algumas das medidas, entre as quais o teletrabalho parcial, o uso de máscara em espaços fechados e em abertos com “grandes aglomerações” e possivelmente “uma testagem mais acentuada”.

Ainda assim, em linha com os restantes governantes que se têm vindo a manifestar ao longo desta semana, Lacerda Sales remeteu para a reunião dos peritos do Infarmed, esta sexta-feira, antes de se tomar qualquer decisão efectiva. O Governo quer não só ouvir os especialistas como também os partidos políticos.

Portugal registou hoje 2.527 novos casos confirmados de infecção com o coronavírus SARS-CoV-2, o número mais alto desde 26 de Agosto. A nível nacional, Portugal está com uma incidência a 14 dias de 173,7 casos casos por 100 mil habitantes e um índice de transmissibilidade R(t) de 1,17.

Em declarações à RTP3, António Lacerda Sales disse que “a campanha de vacinação está a ser um sucesso” e que “garantidamente atingiremos as nossas metas”. São 560 mil as pessoas que já receberam uma dose de reforço contra a covid-19 e 1,3 milhões as pessoas que já tomaram a vacina da gripe.

Marcelo Rebelo de Sousa também se pronunciou, adiantando que não está previsto um novo estado de emergência no país, apesar ser “possível constitucionalmente mesmo com a Assembleia dissolvida”.

À saída da cimeira da COTEC Europa, onde reuniu com os chefes de Estado de Espanha e Itália, em Málaga, o Presidente da República explicou que apesar do agravamento dos números, estes ainda estão distantes dos valores que o levaram a renovar o estado de emergência no passado.

“Quando renovei o estado de emergência, o país estava em fasquias que considerava relevantes, que estão muito, muito longe dos números actuais, quer nos internados quer nos infectados”, disse Marcelo, citado pelo Expresso.

“Há um movimento a que os portugueses têm aderido, e queria congratulá-los por isso, porque é sensato”, prosseguiu o chefe de Estado. “Esta campanha da 3.ª dose, a qual todos devem aderir, é do seu interesse e do interesse da saúde pública”.

Esta terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa disse ser “evidente” que o uso obrigatório de máscara na rua deve ser reposto. Confrontado com estas declarações, Marcelo indicou que essa medida só entrará em vigor “com a indicação do Governo” e depois das recomendações dos peritos do Infarmed.

“O Presidente não governa, portanto respeita a competência própria do governo”, atirou.

  Daniel Costa, ZAP //
Daniel Costa
17 Novembro, 2021

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1257: Morte atinge idosos com mais de 70 anos e vírus é transmitido por crianças e jovens

– Não culpem apenas os novos. A velhada acéfala (eu tenho 75 anos mas cumpro as regras sanitárias e pratico confinamento voluntário de meses) também é culpada pela transmissibilidade infecciosa do coronavírus. Porque andam na rua SEM MÁSCARA ou com ela pendurada no pescoço ou no braço. Estarão vacinados? Desconheço.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES/IDOSOS

De 1 de outubro até ontem, morreram mais 304 pessoas devido ao SARS CoV-2. Destas, 205 tinham mais de 80 anos e 65 estavam entre os 70 e os 79 anos. Estes dados resultam de uma análise aos boletins diários da DGS, que revela ainda que o maior aumento percentual de novas infeções foi registado no grupo dos 0 aos 9 anos (7,5%) e que o maior número de casos ocorreu no grupo entre os 20 e os 29 anos (mais 6654). Especialistas dizem que o ritmo de crescimento é elevado.

Quem está a morrer com covid-19 em Portugal tem mais de 70 anos, outras doenças e muitos estão vacinados.
© Artur Machado – Global Imagens

Quem está a morrer em Portugal com covid-19? A pergunta tem sido feita por especialistas e não só. Mas os dados concretos, disponibilizados diariamente pelas autoridades de saúde, só permitem perceber em que faixas etárias é que se morre mais. O bastonário dos médicos já pediu publicamente à Direção-Geral da Saúde (DGS) que divulgue a informação com mais detalhes (por exemplo, se estas pessoas estavam ou não vacinadas e há quanto tempo ou se sofriam de outras doenças), até para apoiar a comunidade científica na análise da evolução da doença. Mas isso não tem acontecido. O problema é que a esta questão juntam-se outras, como em que idades está a ocorrer o maior número de casos, quem está a chegar aos hospitais para internamento em enfermarias e nas unidades de cuidados intensivos? Quantos dos infetados e internados estavam ou não vacinados e há quanto tempo? O DN também enviou estas perguntas à DGS , mas a resposta que chegou foi que tais dados só são atualizados mensalmente, devendo ser conhecidos na sexta-feira.

No entanto, uma consulta aos boletins diários da DGS sobre a doença permite tirar algumas conclusões, nomeadamente: quem está a morrer são pessoas da faixa etária acima dos 70 anos e quem está a transmitir a doença são, principalmente, as crianças dos 0 aos 9 anos e os jovens adultos dos 20 aos 29.

Quem está nos hospitais confirma que a mortalidade está atingir os idosos, mais vulneráveis, com comorbilidades e vacinados há muito tempo. E que a nível da transmissão são os mais novos, uns porque não estão vacinados, outros porque são jovens adultos ainda sem vacinação completa e com mais comportamentos de risco. “São resultados que já tínhamos detetado, mas é preciso termos dados mais concretos para se fazer uma avaliação”, disse ao DN o matemático do Instituto Superior Técnico (IST), Henrique Oliveira, que integra a equipa que faz a modelação da doença a longo prazo juntamente com a Ordem dos Médicos.

De acordo com os mesmos dados, desde o dia 1 de outubro – data em que foram levantadas todas as medidas restritivas em vigor até essa altura, nomeadamente o uso de máscara na rua, dentro de restaurantes, bares, discotecas e em locais de trabalho – e até ontem, 17 de novembro, morreram mais 304 pessoas em Portugal com covid-19, passando o total de óbitos de 17 979 para 18 283.

A esmagadora maioria dos óbitos ocorreu acima dos 70 anos. Ou melhor, 205 pessoas tinham mais de 80 anos, 65 estavam entre os 70 e os 79 e 25 entre os 60 e os 69 anos. Houve ainda duas mortes na faixa dos 50 aos 59 anos, seis entre os 40 e os 49 anos e uma entre os 30 e os 39 anos. As outras não registaram qualquer óbito neste período. Apesar de tudo, o número de mortes demonstra que a doença nesta fase é menos grave do que nas vagas anteriores.

Recorde-se que, na edição de ontem do DN, o director do Serviço de Infecciologia do Hospital Curry Cabral, que integra o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC), Fernando Maltez, confirmava que no dia anterior tinha apenas 15 doentes com covid na sua enfermaria, com uma média de idades que rondava os 70 anos, mas a maioria são idosos acima dos 80, havendo alguns casos extremos, de 50 e 89 anos, e já com comorbilidades, o que Também “é normal para estas idades”, disse. “Muitos deles tinham vacinação completa, mas já há algum tempo”. Apesar de tudo, “são doentes que não têm a gravidade que vimos nos casos das ondas anteriores. Têm predominantemente pneumonia e dificuldade respiratória, mas sem grande necessidade de cuidados intensivos”, acrescentou.

Do lado dos cuidados intensivos, o relato é o mesmo, segundo afirmou ao DN Philip Fortuna da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital São José, que integra o CHULC: “Não têm chegado muitos doentes com covid. Neste dia, temos quatro”, acrescentando que sobre a mortalidade “o que está a acontecer é que, numa altura destas, de frio, mesmo a doença que não é grave, como uma constipação, pode matar um idoso, porque são os que estão mais vulneráveis”.

Transmissão cresceu mais no grupo dos 20 aos 29 anos

Os dados obtidos através dos boletins diários da DGS, nestes 48 dias, revelam ainda que a transmissão está a ocorrer maioritariamente em duas faixas etárias: dos 0 aos 9 anos, que registou neste período mais 4.955 casos, um aumento percentual de 7,5%, e na dos 20 aos 29 anos, que teve mais 6.654 casos, um aumento percentual de 3,8%.

Dados que fazem o matemático do IST reforçar a necessidade de informação mais detalhada para se avaliar a evolução da doença e até para a tomada de decisões. Recorde-se que o governo decidiu nesta semana, e devido ao aumento do ritmo de crescimento dos casos, agendar para amanhã uma reunião com peritos no Infarmed para avaliação da situação.

Ao DN, Henrique Oliveira explica que, no espaço de sete dias, a realidade ultrapassou as suas estimativas. “Estamos com um ritmo de crescimento, numa média a sete dias, da ordem dos 5,6%, o que é muito. Neste momento, e sempre tendo em conta uma média a sete dias, estamos com 1.677 casos, mas este ritmo de crescimento vai fazer que, no dia 25 de Novembro, a média já esteja nos 2600 casos”, quando as anteriores previsões apontavam para números dessa grandeza só na altura do Natal.

Tendo em conta que as mortes estão a ocorrer na faixa etária acima dos 80 anos, Henrique Oliveira sublinha “a necessidade extrema em se acelerar o reforço de vacinação nos mais idosos e nos profissionais de saúde”. “São quase 3 milhões de pessoas que deveriam estar vacinadas até ao dia 10 de Dezembro para se conseguir travar o crescimento da doença”, explicou. E, reforça ainda, “se não quisermos ter mais mortalidade em Janeiro, após a época natalícia, é preciso que o governo analise a situação e, se calhar, que tome algumas medidas.”

Ontem, Portugal ultrapassou de novo a barreira dos 2 mil casos diários – foram 2527 e nove óbitos -, o que não acontecia desde 2 de Setembro. Ainda assim, Henrique Oliveira lembra que, em termos de mortalidade, e numa média a sete dias, estávamos piores em Agosto. “Em Agosto, estávamos com uma média a sete dias de 13 mortes e agora estamos abaixo das nove mortes.” Ontem subiu também o número total de internamentos, para 514, mais 28 do que no dia anterior. Destes, 75 estão em cuidados intensivos, menos cinco do que na véspera. A incidência por 100 mil habitantes passou de 156,5 casos para 173,7. O ritmo de transmissibilidade R(t) passou de 1.16 para 1.17.

Se olharmos para os dados de 1 de Outubro, temos noção do crescimento da doença, já que nessa altura a incidência era de 101,7 por 100 mil habitantes, e o R(t) de 0,89. Agora, os dois indicadores são bem mais elevados. E já há especialistas a defender que o reforço vacinal contra a covid deveria ser dado a mais idades, como a partir dos 50 anos, tal como está a ser feito no Reino Unido, ou que não deveria haver um intervalo de seis meses para a terceira dose, após a vacinação completa. Por exemplo, há quem considere que, nas camadas mais idosas, acima dos 70 anos, ninguém deveria aguardar pelos seis meses, devendo, pelo contrário, ser vacinados com a dose de reforço o mais rapidamente possível. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) decidiu nesta semana retirar os intervalos definidos para a dose de reforço para as idades mais avançadas.

O infecciologista do Curry Cabral, Fernando Maltez, defendeu mesmo ao DN que, num futuro muito próximo, prevê que “este reforço tenha de ser dado a toda a população”.

Nesta semana têm-se multiplicado os apelos dos especialistas para que a população volte a cumprir com rigor as medidas profilácticas que já todos conhecemos, como o uso de máscara, a higienização das mãos e o distanciamento social.

anamafaldainacio@dn.pt

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
18 Novembro 2021 — 00:18

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