Vacinação em “casa aberta” aberta para maiores de 75 anos

– Penso que a informação que estão a passar, para os idosos e para a terceira dose da vacina Covid-19, não está a ser devidamente clarificada. Isto porque e por exemplo no meu caso, 75 anos, tomei a segunda dose em 24 de Julho de 2021 e só devo estar elegível para a terceira dose em 24 de Janeiro de 2022. Será que todos os idosos estão nas mesma situação que eu ou que tomaram a segunda dose, por exemplo, em Maio de 2021? A da gripe já cá canta.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/VACINAÇÃO/CASA ABERTA/ IDOSOS

Os utentes devem consultar o respectivo horário de funcionamento no portal covid-19 do ministério da Saúde.

© MÁRIO CRUZ/LUSA

A vacinação contra a gripe e de reforço contra a covid-19 está disponível a partir desta terça-feira para as pessoas com 75 ou mais anos na modalidade de `casa aberta´, anunciou a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Em comunicado, a DGS adiantou que, antes de se dirigirem aos centros de vacinação da sua área de residência, os utentes devem consultar o respectivo horário de funcionamento no portal covid-19 do ministério da Saúde.

Em 09 de Novembro, esta modalidade de vacinação, que não requer marcação prévia, ficou disponível para os idosos com 80 ou mais anos.

“Está também disponível o agendamento local para os utentes elegíveis, sendo dada prioridade às pessoas com mais idade e abrangendo, gradualmente, faixas etárias mais baixas, até chegar aos 65 anos”, adiantou ainda DGS.

Os utentes continuam a ser convocados através de uma mensagem SMS para a toma em simultâneo da vacina contra a gripe e contra a covid-19 ou apenas para a vacina contra a gripe, nos casos em que não são elegíveis para receber o reforço de imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2.

Paralelamente, encontra-se disponível o auto-agendamento para toma das vacinas para idosos com 70 ou mais anos.

Podem receber a dose de reforço contra a covid-19 as pessoas que tenham 65 ou mais anos, que não tenham tido a infecção e que tenham a vacinação completa há pelo menos 180 dias.

“A DGS mantém o apelo à vacinação contra a gripe e contra a covid-19. Esta é melhor forma de protecção dos mais vulneráveis, especialmente nesta altura do ano, em que as temperaturas são mais baixas”, salientou o comunicado.

Segundo os dados hoje divulgados, 548 mil pessoas já receberam a terceira dose ou a dose adicional da vacina contra a covid-19, tendo sido ainda administradas mais de 1,2 milhões de vacinas contra a gripe, cerca de 350 mil das quais em farmácias.

Cerca de 356 mil vacinas foram administradas em simultâneo, avançou a DGS.

A covid-19 provocou pelo menos 5.105.488 mortes em todo o mundo, entre mais de 253,71 milhões infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.274 pessoas e foram contabilizados 1.110.155 casos de infecção, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus ​​​​​​​SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Novembro 2021 — 20:11

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1253: 1.693 casos de covid-19 e 9 mortes nas últimas 24 horas

– Estatísticas até hoje, Terça-feira:

16.11.2021 – 1.693 infectados – 9 mortos
15.11.2021 – 0.974 infectados – 8 mortos

Total da semana: 2.667 infectados – 17 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Dados da DGS indicam que estão 486 pessoas internadas devido à covid-19, das quais 80 em unidades de cuidados intensivos.

Campanha de vacinação contra a covid-19 no pavilhão António Feliciano Bastos, na Amadora
© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Foram confirmados, em 24 horas, 1.693 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há também a registar mais nove mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2, indica o relatório desta terça-feira (16 de Novembro).

Os dados mais recentes mostram que há agora 486 internados (mais 16 que no dia anterior), dos quais 80 estão em unidades de cuidados intensivos (mais quatro).

Na distribuição dos novos casos por regiões, Lisboa e Vale do Tejo contabilizou mais 556 infecções nas últimas 24 horas, enquanto o Norte registou 472, seguido pelo Centro com 388, Algarve com 131, Madeira 64, Açores com 46 e Alentejo com 36.

No que diz respeito a óbitos, Lisboa e Vale do Tejo e a região Centro declararam três mortos cada, sendo que dois foram na Madeira e um no Algarve.

Portugal contabilizou nas últimas 24 horas mais 1.557 contactos em vigilância, num total de 34.541, tendo sido dados 1.770 doentes como recuperados da doença.

Perante o aumento do número de casos de covid-19 em Portugal, o primeiro-ministro, António Costa, admitiu novas restrições para travar a propagação da infecção.

“Quanto mais tarde actuarmos, maiores serão os riscos”, afirmou o chefe do Governo, à margem de uma visita a uma escola de Rio Maior, no âmbito das celebrações do Centenário de Saramago. “Não podemos ignorar os sinais”, disse, mais tarde, aos jornalistas, manifestando preocupação pelo agravamento da pandemia no país e em vários países europeus.

O primeiro-ministro referiu que na sexta-feira vai decorrer a reunião com especialistas no Infarmed “para avaliar a situação e ver que medidas têm de ser tomadas”. “Obviamente não é previsível que se tenham de tomar medidas com a dimensão que tivemos no passado”, afirmou, referindo os benefícios da vacinação.

Disse que o “melhor é prevenir agora”, mas não antecipa que se tenha de adoptar medidas que impliquem a existência do estado de emergência.

o ministro de Estado, Economia e Transição Digital, Siza Vieira, disse estar convencido de que não serão necessários novos confinamentos nem “cenários radicais” como está a acontecer noutros países para conter a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal.

Referiu que, “do ponto de vista de saúde pública”, o país está “numa situação bastante diferente” relativamente ao ano passado com uma “elevada taxa de vacinação” que protege a população portuguesa “relativamente a uma maior incidência grave da doença” e ao número de óbitos.

“Portanto, não me parece que estejamos em cenários radicais que até alguns outros países europeus com mais baixas taxas de vacinação estão a encarar”, sublinhou Siza Vieira.

Hospitais de Coimbra abrem mais camas para doentes covid-19

​​​​​​​Também nesta terça-feira, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) fez saber que abriu mais camas para doentes covid-19 devido ao aumento do número de internados provocados por surtos internos e nos lares da região.

De acordo com o director clínico, Nuno Deveza, a pressão vinda do serviço de urgência e dos lares “aumentou bastante”.

“Para terem uma ideia, a média de casos positivos na semana de 31 de Outubro a 6 de Novembro foram nove casos por dia e na semana de 7 a 15 de Novembro já foi de 15 casos por dia”, frisou.

De acordo com os últimos dados, o CHUC contabiliza 44 internados em enfermaria de não críticos e seis pessoas nos cuidados intensivos, entre elas uma adolescente de 16 anos, que sofre de obesidade mórbida e não estava vacinada por opção.

Dos internados em enfermaria, 30% são doentes não críticos provenientes de lares da região, em que “mais de metade está parcialmente dependente ou com grau de dependência elevada e quase todos com comorbilidades significativas e outras doenças associadas”, refere Nuno Deveza.

Bastonário alerta para exaustão dos médicos numa altura em que vão ser necessários

Um agravamento da situação nos Hospitais de Coimbra conhecido no dia em que o bastonário da Ordem dos Médicos alertou que há muitos médicos em exaustão, com burnout e em “sofrimentos médico”.

“Temos que começar a criar já as condições para o período que se aproxima”, uma “altura crítica” em que circulam vários vírus respiratórios, como o da gripe, em que há doentes crónicas a descompensar e estão a aumentar os casos e internamentos por covid-19, defendeu Miguel Guimarães, em declarações à Lusa.

Esta situação vai aumentar a pressão sobre os serviços de saúde, nomeadamente as urgências, num período em que os médicos estão exaustos após quase dois anos de pandemia e muitos estão a deixar o Serviço Nacional de Saúde.

Segundo o bastonário, há também vários especialistas “mais velhos” a sair do SNS. “Vamos ter aqui uma carga de excesso de trabalho no Serviço Nacional de Saúde, que devia estar já a ser acautelada, mas não sei se está”, disse Miguel Guimarães.

Além disso, observou: “Temos, neste momento, profissionais que estão cansados. Muitos não fizeram férias ou fizeram só uma semana, alguns estão em exaustão, temos vários médicos em ‘burnout‘, e não são poucos, e que têm de parar”

Diário de Notícias
DN
16 Novembro 2021 — 15:13

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1252: Covid-19: Federação Portuguesa Pulmão pede regresso de máscaras obrigatórias e teletrabalho

– Máscaras e distanciamento social/físico não cabem no léxico dos acéfalos indigentes intelectualóides merdosos. E a “gripezinha” vai continuar de boa saúde por força destes Walking Deads continuarem a chafurdar no pântano da ignorância e estupidez criminosas.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/REGRAS SANITÁRIAS

A FPP defende ainda que se devem renovar “as recomendações públicas sobre a importância das outras medidas de protecção individual: distanciamento social e lavagem e desinfecção das mãos”.

© PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

A Federação Portuguesa do Pulmão defende o regresso do uso obrigatório de máscaras em todos os espaços públicos interiores e do teletrabalho para inverter a tendência crescente nos novos casos de covid-19 em Portugal.

Numa carta que vai enviar esta terça-feira à ministra da Saúde e à Direcção Geral da Saúde (DGS), a que a Lusa teve acesso, a federação considera que a situação epidemiológica da covid-19 “é de novo geradora de preocupação”, lembrando que o índice de transmissibilidade (Rt) se mantém acima de 1 e que a taxa de notificação é moderada e “com tendência crescente”.

“Na nossa opinião estas medidas já deviam ter sido adoptadas. Basta olhar para o relatório da situação diária que tem sido divulgado e ver que o Rt tem estado há quatro semanas a subir e há duas semanas sempre acima de 1”, disse à Lusa o vice-presidente da Federação Portuguesa do Pulmão (FPP), Jaime Pina.

O responsável avisou que os casos vão continuar a crescer e que a matriz de risco “já está novamente no vermelho”.

“Estes gráficos mostram que a situação da covid-19 em Portugal está a degradar-se e vai continuar pelo menos mais duas semanas. Nesta altura não se devem estar a discutir cenários, mas sim a aplicar medidas”, defendeu.

Para inverter o crescimento da pandemia em Portugal, a FPP pede ao Governo e à DGS que voltem a tornar obrigatório o uso de máscaras de protecção facial, não só em espaços públicos interiores, mas também no exterior, quando não se consegue garantir o adequado distanciamento.

A federação defende ainda que se acelere o actual processo de reforço da vacinação (3.ª dose) aos grupos que já foram seleccionados (doentes imuno-comprometidos e pessoas com idade acima dos 65 anos), que se estenda esse reforço a todos os profissionais de saúde e que se acelere a administração da 2.ª dose da vacina àqueles que já tiveram covid-19.

“O facto de termos tido um enorme sucesso na campanha de vacinação não impedirá que se verifique um acréscimo de casos mais graves, que impliquem mais hospitalizações, maior recurso aos cuidados intensivos e maior índice de mortalidade”, refere a missiva, sublinhando a necessidade urgente de medidas para travar a progressão da pandemia.

A FPP defende ainda que se devem renovar “as recomendações públicas sobre a importância das outras medidas de protecção individual: distanciamento social e lavagem e desinfecção das mãos”.

Em declarações à Lusa, Jaime Pina deu o exemplo do jogo de futebol de Portugal com a Sérvia, no domingo, com mais de 60 mil pessoas no Estádio da Luz: “Estava tudo sem máscara. Mesmo em espaço aberto, as pessoas estão lado a lado e sem máscara”.

“É um dos exemplos dos locais onde se deve voltar a tornar obrigatório do uso de máscara. É dar dois passos atrás para depois poder dar um passo à frente”, acrescentou.

Diário de Notícias
Lusa
16 Novembro 2021 — 12:24

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1251: Médicos alertam para sinais de alarme da DPOC e defendem reforço na vacina covid-19

– Infelizmente conheço a situação da D.P.O.C. – Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (A DPOC, ou doença pulmonar obstrutiva crónica, ocorre devido a uma inflamação ou obstrução crónica no revestimento dos brônquios ou bronquíolos, dificultando a troca de gases da respiração. Essa inflamação pode ser causada por bronquite crónica ou enfisema pulmonar.). Minha esposa além da doença de Alzheimer também tinha DPOC (e não era fumadora) e chegámos a ter em casa duas botijas de oxigénio medicinal para as crises que se tornaram constantes ao longo do dia e da noite. A origem começou nas alergias à Primavera e foram-se agravando ao longo dos anos. Não é só aos fumadores que esta doença acontece, conforme menciona a notícia. E foi a partir desta doença, aliada à demência de Alzheimer e à forma com que foi acompanhada e tratada, que deixei de acreditar em muitos desses charlatães que se intitulam “médicos”. Nem para veterinários possuem competência quanto mais para tratarem de seres humanos!

SAÚDE PÚBLICA/D.P.O.C.

O director do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra considerou que faz sentido que os doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) diagnosticada sejam prioritários na vacinação da gripe, da pneumonia e também no reforço da vacina contra o SARS-CoV-2.

© Rui Manuel Ferreira / Global Imagens

Os pneumologistas alertam para a importância de não desvalorizar sintomas como alterações das características da tosse ou expectoração, porque podem ser sinal de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), e defendem o reforço da vacina contra a covid-19 nestes doentes.

Em declarações à Lusa a propósito do Dia Mundial da DPOC, que se assinala na quarta-feira, e do estudo que a Escola Nacional de Saúde Pública vai fazer para conhecer melhor a dimensão da doença em Portugal, o director do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Carlos Robalo Cordeiro, considerou que faz sentido que os doentes com DPOC diagnosticada sejam prioritários na vacinação da gripe, da pneumonia e também no reforço da vacina contra o SARS-CoV-2.

“Faz sentido que sejam objecto da vacinação gripal, pneumocócica, que é muito importante (…), e deverão também fazer parte do reforço da vacinação SARS-CoV-2”, afirmou o pneumologista, sublinhando que os doentes com DPOC normalmente “têm uma idade mais avançada e, por isso, muitas vezes apresentam outras doenças associadas, como a diabetes ou a insuficiência cardíaca”.

A DPOC resulta da exposição continuada a substâncias tóxicas, maioritariamente o fumo do tabaco.

Sinais de alarme. Cansaço, falta de ar, dificuldade em fazer esforços e alterações das características da tosse e expectoração

Questionado sobre os sinais de alerta, o especialista explicou que, muitas vezes, como estas pessoas são fumadoras e já têm tosse e expectoração por causa do tabaco, acabam por desvalorizar alguns sintomas.

“Os fumadores muitas vezes já têm alguma tosse e expectoração, o chamado catarro respiratório, e desvalorizam o agravamento de queixas”, afirmou o especialista, que insiste na importância de estar atento a qualquer alteração das características da tosse ou expectoração, assim como a sensação de cansaço que se vai instalando de forma progressiva.

“São sinais de alarme para que [as pessoas] percebam que não e só bronquite tabágica, mas que estão a caminhar para este problema [DPOC]”, acrescentou.

O também presidente da Sociedade Respiratória Europeia – a maior sociedade científica global dedicada à investigação e formação em torno das patologias respiratórias — lembrou ainda que a doença é crónica e evolutiva e “precisa de diagnóstico e enquadramento terapêutico”.

“Como as pessoas desvalorizam, a DPOC é muitas vezes diagnosticada tardiamente, muitas vezes já com grande condicionamento na capacidade de esforço e com necessidade de oxigénio”, acrescentou.

Cansaço, falta de ar e dificuldade em fazer esforços, além das alterações das características da tosse e expectoração, que se torna persistente e permanente, devem levar a procurar um especialista para um diagnóstico.

“Isto deve conduzir os doentes para o estudo da função respiratória, porque é aí que se faz o diagnóstico da DPOC”, insistiu Carlos Robalo Cordeiro.

Carlos Robalo Cordeiro lembra que a doença tem tratamento, – “não pode ser curada mas pode ser tratada” -, sobretudo para melhorar a evolução e reduzir complicações.

Escola Nacional de Saúde Pública e AstraZeneca realizam estudo

Para conhecer melhor a realidade da doença no país, a Escola Nacional de Saúde Pública, com o apoio da farmacêutica AstraZeneca, vai realizar um estudo sobre a DPOC, que contará com a participação de vários peritos na área, com o intuito de “aumentar a evidência científica e conhecimento na identificação dos principais constrangimentos no seguimento de doentes e estratégias de atenuação”, explicou Ana Rita Pedro, coordenadora deste trabalho.

“O estudo dos desafios específicos da gestão de DPOC, quer seja a nível da relação doente-médico, institucional e do sistema de saúde são ainda insuficientes”, reconhece a responsável.

Ana Rita Pedro diz que a estimativa indica que em Portugal a doença tenha uma prevalência de 14,2% em pessoas com mais de 40 anos, o que equivale a aproximadamente 800.000 pessoas.

“A progressão da DPOC está relacionada com a gravidade e frequência de exacerbações e pode levar a consequências clínicas a curto e longo prazo, desencadeando padrões clínicos mais graves da doença”, alertou.

Segundo a OMS, a DPOC afecta mais de 200 milhões de pessoas no mundo. A maioria dos estudos mostra que 72% a 93%, do universo dos doentes que apresentam critérios de DPOC são sub-diagnosticados.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Novembro 2021 — 08:11

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Costa admite novas restrições. “Quanto mais tarde actuarmos, maiores serão os riscos”

– Esta choldra acéfala, socialmente indigente e sem princípios de civismo e de cidadania, que fura constantemente as regras básicas sanitárias, desde o INÍCIO da pandemia, não vai lá com paninhos quentes! Terão de ser SEVERAMENTE PUNIDOS porque é CRIME andar a contagiar quem se dá ao “trabalho” de perseverar a sua saúde e, concomitantemente, a comunidade. Não estou na disposição de me resguardar sanitariamente, enquanto uns atrasados mentais, sem carácter, sem nada de positivo na puta da vida deles, andam a passear pelos campos, pelas discotecas, pelos futebóis, pelos concertos & afins. É o mesmo princípio dos infractores ao Código da Estrada, ou seja, diariamente entram em transgressões sucessivas mas como as autoridades competentes não aplicam as leis existente, continuam a prevaricar, saindo ilesos das infracções cometidas. Portugal, desde há muito, que é uma república dos e das bananas!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/INFECÇÕES/MORTES

O primeiro-ministro diz, no entanto, que não deverão ser tomadas “medidas com a dimensão que tivemos no passado”.

“É motivo de preocupação para todos nós a evolução que se está verificar”, afirmou, esta terça-feira, o primeiro-ministro António Costa, sobre o aumento de casos de covid-19 em Portugal. Perante este agravamento da pandemia, o chefe do Governo admite novas restrições para travar a propagação da infecção por SARS-CoV-2

“Quanto mais tarde actuarmos, maiores serão os riscos”, afirmou Costa, à margem de uma visita a uma escola de Rio Maior, no âmbito das celebrações do Centenário de Saramago. “Não podemos ignorar os sinais”, disse aos jornalistas.

O primeiro-ministro referiu que na sexta-feira vai decorrer a reunião com especialistas no Infarmed “para avaliar a situação e ver que medidas têm de ser tomadas”. “Obviamente não é previsível que se tenham de tomar medidas com a dimensão que tivemos no passado”, afirmou, referindo os benefícios da vacinação.

“Em muitos países da Europa, o crescimento [do número de casos] está a ser acentuado. Felizmente, em Portugal, graças a termos uma taxa de vacinação muito superior à dos outros países, o impacto ainda não está a ser tão grande, mas temos de ter em conta que o frio vai aumentar, a época da gripe vai aumentar e, portanto, temos de ter cuidados redobrados”, afirmou.

Perante este cenário, o Governo decidiu marcar uma nova reunião no Infarmedpara eventuais medidas, referindo que “não se pode descansar à sombra da vacinação”. Costa reitera o apelo para se manter o hábito do uso das máscaras, a higiene das mãos, “temos de procurar arejar os locais fechados”. “Todas essas medidas são necessárias, senão, como se vê, os casos vão aumentar”, considera o primeiro-ministro.

​​​​​​Sem querer antecipar as medidas que irão sair da reunião no Infarmed, Costa afirmou que “assim que que há um sinal de alerta devemos convocar os especialistas, avaliar a situação, devemos ver quais são os riscos efectivos” e, em função disso, “adoptar as medidas que são adequadas”.

Medidas essas que devem cumprir a regra de “perturbar o mínimo possível a vida das pessoas, mas sem correr o menor risco”. O primeiro-ministro afirmou também que vai ouvir os partidos sobre possíveis medidas a adoptar perante o aumento de infecções.

António Costa disse que o “melhor é prevenir agora”, mas não antecipa que se tenha de adoptar medidas que impliquem a existência do estado de emergência.

Recordou que nenhuma vacina tem uma cobertura de 100% da sua efectividade ​​​e que há uma ínfima parte da população que não se vacina por opção e depois há todos aqueles que, neste momento, não elegíveis para participarem no processo de vacinação, as crianças com menos de 12 anos,​ pelo que devem manter-se as medidas preventivas.

“O vírus circula”, disse em tom de alerta. “Aproxima-se o Natal e somos o país que temos milhões de compatriotas nossos que vivem no exterior, muitos visitam as suas famílias de países onde a taxa de vacinação é muito inferior à nossa. Sabemos que no Natal todos gostamos de nos reunir à mesa”, diminuindo, assim, o nível de protecção.

É, por isso, necessário, segundo Costa, “agir já de forma a chegar ao Natal com menos receios”. Defende, no entanto, que não se deve agir de forma precipitada.

Questionado sobre a possibilidade de restrições nas fronteiras, o primeiro-ministro referiu que primeiro é preciso que haja uma avaliação da actual situação epidemiológica e então definir “quais as medidas adequadas e depois ver as que cabem e não cabem nos diferentes quadros legais que temos”.

Em actualização

Diário de Notícias
16 Novembro 2021 — 12:17

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“Temos de saber quando colocar um travão, corremos o risco de replicar ondas anteriores”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19

Raquel Duarte foi convidada pelo Governo para liderar a equipa que elaborou as propostas de desconfinamento que o país viveu até ao início de Outubro. Médica pneumologista, com formação académica em Saúde Pública e Economia da Saúde, secretária de Estado da Saúde do XXI Governo, diz ao DN, quase dois meses depois do desconfinamento, estar preocupada com “o relaxamento das medidas de protecção individual” a que se assiste. Defendendo que o travão para a doença pode ser “o nosso comportamento”. Cada um de nós, individualmente, ou cada empresa, empresários, autoridades tem de ter a percepção do risco e do que fazer para se viver em segurança. E alerta: “Não podemos chegar ao Natal com os casos a crescer a este ritmo”.

A médica pneumologista Raquel Duarte diz estar preocupada com a forma como estamos a desleixar algumas medidas de protecção.
© David Tiago Global Imagens

A pedido do Governo liderou a equipa que elaborou as propostas de desconfinamento para o país. Desde há dois meses que Portugal tem todas as actividades económicas a funcionar e neste momento regista de novo um aumento significativo de casos. Esta subida era previsível ou os portugueses não estão a ter o comportamento que era esperado?

Há duas situações importantes. Por um lado, temos o comportamento exemplar da população que aderiu muito bem à vacinação, a taxa de cobertura é de mais de 86%. Isto fez com que tivéssemos alcançado muito bons resultados, quer na incidência da doença quer na redução das suas formas graves – com a redução de internamentos e de mortes. Mas isto também deu muita confiança à população, parecia que a pandemia tinha desaparecido, mas não. A pandemia está aí e precisamos de manter as medidas de protecção individual. Portanto, o que houve foi um certo relaxamento na adopção destas medidas. A vacinação é muito importante, confere-nos protecção da gravidade da doença, e, por isso, a dose de reforço para os mais vulneráveis também é fundamental, mas não podemos voltar a ter uma sobrecarga nos serviços de saúde. A transmissão está a acontecer, há um aumento na incidência, mas ainda não estamos a ter repercussão nos serviços, mas é preciso percebermos que não a podemos voltar a ter.

O plano do Governo é vacinar todos os maiores de 65 anos, com seis meses de vacinação completa, com a dose de reforço, até 19 Dezembro. Os profissionais de saúde vão começar já na próxima semana. Acha que é só desta forma que conseguimos controlar a pandemia?

Como já disse, a vacinação é muito importante na redução do número de casos graves, o que também reduz a sobrecarga ou peso nos serviços de saúde, mas é preciso percebermos que não é só a vacinação das populações mais idosas e dos profissionais de saúde que vai evitar o aparecimento de novos casos ou travar o aumento da incidência. Nós só conseguiremos evitar que tal aconteça se a par da vacinação mantivermos as medidas de protecção que conhecemos bem e que já provaram reduzir em muito a transmissão da doença. Todos sabemos quais são: o uso de máscara, o distanciamento, o evitar estar com grandes grupos de amigos, o evitar estar com colegas de trabalho quando há sintomas respiratórios, etc.

“A auto percepção do risco é fundamental nesta fase. Cada um de nós tem de perceber o contexto que está a viver”.

Por isso pergunto, e perante a fase que estamos a viver, se não é tempo de se começar equacionar algumas medidas restritivas?

As medidas restritivas devem ser ajustadas e proporcionais à situação que se vive. Foi sempre o que defendemos. Portanto, é preciso perceber quais são as pessoas que estão doentes, as que desenvolvem formas graves, quais as que precisam de ficar hospitalizadas e as que têm apenas sintomas ligeiros. Pelos resultados que temos visto diariamente, penso que não se justifica estar a implementar medidas restritivas obrigatórias de forma transversal. Temos as medidas de protecção individual que podem e devem ser aplicadas por cada um de nós. A auto percepção do risco é fundamental nesta fase. Cada um de nós tem de perceber o contexto que está a viver. Por exemplo, se estamos a trabalhar num espaço fechado, temos de colocar a máscara. Se estamos num contexto de grande concentração populacional, mesmo ao ar livre, só temos de a evitar ou protegermo-nos com o uso de máscara e o distanciamento. Estas medidas e a percepção do risco individual nunca deixaram de ser importantes. Pelo contrário, nesta fase, são fundamentais. O vírus continua a circular. Aliás, enquanto a população mundial não estiver vacinada continuaremos a estar em risco. Portanto, para nos protegermos a nós próprios e aos outros são precisos estes dois ingredientes: vacinação e protecção individual.

A auto percepção do risco é fundamental, mas isso significa que agora tudo depende da responsabilidade individual e da comunidade?

A vacinação é uma responsabilidade colectiva, mas as autoridades têm de garantir que há vacinas para todas as pessoas e que tudo está organizado de modo a que a sua acessibilidade ao processo seja fácil. Por outro lado, cabe a cada de um de nós aderir à vacinação, embora isso tenha acontecido nas fases anteriores, mas é importante que tal também se mantenha para a dose de reforço e para a vacina da gripe. Por exemplo, quando olhamos para a curva da doença percebemos que há uma faixa etária, a dos 20 aos 29 anos, que sobressai claramente. É preciso que todos os grupos etários, mesmo os que têm menor risco de desenvolver formas graves da doença, assumam medidas de protecção individuais, porque ninguém está livre de perigo. Estamos perante uma doença que é transversal a todos os grupos etários e estratos sócio económicos, e enquanto houver vírus todos temos de tomar cuidados para conseguirmos proteger os mais vulneráveis. Senão não conseguimos.

Mas a própria sociedade no seu conjunto não tem de ter cuidados?

A auto percepção do risco e a adopção de estratégias individuais são fundamentais, mas há também o outro lado da sociedade, os locais de trabalho, as empresas, as escolas, as actividades económicas – nas nossas propostas de desconfinamento sempre defendemos que deveria haver um investimento na qualidade do ar e na climatização destes espaços. É preciso que as empresas e as escolas, por exemplo, garantam que os seus funcionários trabalham em locais seguros e confortáveis.

Está definido que o pico para a adopção de medidas medidas restritivas é a partir dos 240 casos por 100 mil habitantes numa avaliação a 14 dias. Nesta fase, esta situação não é transversal no país, mas a incidência está a 134 por 100 mil habitantes e o R (t) a 1.15. Deveremos aguardar o pico definido ou com o que já sabemos já se deveria estar a tomar medidas?

É preciso ter em conta o funcionamento dos serviços de saúde. É preciso garantir que o SNS dá resposta à doença covid e à doença não covid. Esta resposta tem de ser mantida. Nesta altura, ainda temos condições para o fazer. É esta a análise que tem de ser feita para se tomar outras medidas.

A colocar-se um travão tem de ser antes do Natal, que é um época de grande mobilidade e de forte concentração de pessoas, famílias e amigos.

Já se do Natal e da necessidade de estarmos protegidos, mas se continuarmos a crescer ao ritmo de agora, a pandemia pode voltar-nos a surpreender-nos nesta época?

Não podemos chegar ao Natal com os casos a crescer a este ritmo. Porquê? Porque o Natal é inevitavelmente uma época em que temos um aumento grande de mobilidade e uma elevada concentração de pessoas, famílias e amigos, o que só por si pode gerar uma explosão de casos. Portanto, não podemos continuar a crescer assim até ao Natal. E a colocar-se um travão tem de ser antes do Natal.

Mas como é que esse travão pode ser colocado?

Através de medidas gerais. A vacinação, mais uma vez, é fundamental para se proteger as formas graves da doença, mas per si não coloca um travão à doença. O travão vai ter de ser colocado no nosso comportamento. Através da redução da lotação de pessoas nos espaços, no desfasamento de horários nos locais de trabalho ou, sempre que possível, na opção pelo teletrabalho, no uso de máscara em ambientes fechados, no evitar áreas de grande concentração, etc. Estas são as medidas que já sabemos que nos permitem ter uma vida normal e que conseguem cortar e reduzir substancialmente as cadeias de transmissão.

Todas essas são medidas já não são obrigatórias. Têm de ser as pessoas, por exemplo da restauração a assumir, as empresas ou o Governo deveria começar a recomendar a adopção destas?

As medidas para se travar a pandemia são bem conhecidas. Agora, a força que tem de se colocar no travão, mais lenta ou a fundo, tem de ser proporcional à situação que se vive. Nesta altura, há uma série de medidas que podem ser implementadas pela população e que podem permitir a redução e a estabilização da situação, mas têm que começar a ser já implementadas. Se não forem, então a força com que se irá aplicar o travão vai ter de ser aumentada. Portanto, tanto a população, como empresas, autoridades têm de fazer esta análise, porque com a incidência a crescer desta forma, mesmo com a população protegida pela vacinação, vamos ter um aumento da procura dos serviços de saúde, mais internamentos e letalidade.

Há algumas regiões que já estão no limite dos 240 casos por 100 mil habitantes, outras que já ultrapassaram. As autoridades locais já deveriam estar a tomar medidas de restrição?

Em cada um desses locais há autoridades de Saúde Pública que já estão a monitorizar essas situações e a fazer a avaliação de risco. Isto sempre foi assim em Saúde Pública, mesmo antes da pandemia, e continua a ser feito. Portanto, nesta altura já devem ter feito o diagnóstico da situação, a identificação de cadeias de transmissão e a toma das medidas necessárias para cortar a transmissão. Isto tem de ser localmente.

“Não vivemos numa bolha. É bom que estejamos preparados para responder a situações semelhantes que estão a ser vivida sem outros países”.

Há países da Europa que atravessam uma situação grave a nível da pandemia, por exemplo a Alemanha. Mas a Noruega, a Dinamarca e a Holanda também e já anunciaram que vão regressar às medidas restritivas. Os eventos desportivos não vão ter público, os restaurantes e bares vão fechar mais cedo e regressa o teletrabalho. Portugal não corre o risco de passar por uma situação assim?

Não vivemos numa bolha. Estamos em permanente contacto com o resto do mundo e, inevitavelmente, o que se passa do lado de lá da fronteira também nos irá afectar. E é bom que estejamos preparados para enfrentar situações semelhantes às que atingem o outro lado das fronteiras. O facto de termos aderido muito à vacinação, de termos a mais alta taxa de cobertura na população, confere-nos uma redução na transmissão e protecção nas formas graves da doença, mas é preciso percebermos que inevitavelmente vamos sentir os efeitos do que se passa do lado de lá da fronteira. É preciso garantir que, por um lado, se mantém as medidas de prevenção, que cada um de nós, individualmente, tem uma boa percepção do risco, mas que os organismos também têm essa percepção. Não sou só eu que tenho de tomar as medidas de protecção, a minha entidade patronal também tem. Isto é fundamental. Só assim conseguiremos, de certa maneira, tirar usufruto de todas as medidas e trabalho anteriores. A pandemia é dinâmica e, mais uma vez, as respostas à pandemia também têm de ser dinâmicas e proporcionais. Temos de ter noção de quando o travão deve ser colocado. Não podemos chegar ao Natal com números elevados, porque corremos o risco de estar a replicar ondas anteriores.

O que mais receia mais neste momento?

Não receio, não tenho medo, mas preocupa-me que a nível nacional esteja a haver um relaxamento de algumas medidas de protecção, que se esteja a desvalorizar a situação que vemos estar a acontecer. A nível mundial preocupa-me muito a iniquidade da vacinação, porque enquanto a população mundial não estiver toda vacinada corremos riscos permanentemente.

anamafaldainacio@dn.pt

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
15 Novembro 2021 — 00:21

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