Ministra admite mais confinamentos. “Todos os cenários estão em aberto”

– Hoje, fui com minha filha a um Centro de Vacinação para a vacina da gripe e o pavilhão estava menos de metade da lotação.

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Marta Temido espera que Portugal possa controlar a pandemia e sobre a nova fase de vacinação admitiu que possam vir a existir “algumas filas” por causa da crescente afluência.

© TIAGO PETINGA/LUSA

Marta Temido, ministra da Saúde, admitiu esta sexta-feira que “todos os cenários” estão em aberto no que diz respeito à necessidade de um novo confinamento no caso de surgir uma quinta vaga da pandemia de covid-19.

“Os cenários têm de estar todos em aberto. Não o desejamos. Desejamos que não tenhamos de ter essa conversa sobre novos confinamentos, desejamos que numa próxima reunião de peritos possamos ter informação que evidencie que estamos a conseguir controlar a situação”, disse após uma visita ao hospital de Penafiel, no distrito do Porto, onde inaugurou a nova unidade de hemodiálise e serviços de pneumologia.

Sobre a nova fase da vacinação, Marta Temido admitiu que haverá “momentos de constrangimento no acesso”, sublinhando que o país vai ter “casa aberta novamente e auto-atendimentos locais”. “Para a semana vamos ter muita pressão, como já tivemos no passado. É natural que se formem algumas filas, procuraremos melhorar as condições de espera para as pessoas e provavelmente não vai correr tudo bem”, reforçou.

Questionada se o país está preparado para responder à quinta vaga, respondeu: “Estamos a assistir à situação da Europa, onde países muito robustos estão debaixo de uma quinta vaga muito evidente. É o caso da Alemanha. Nós temos de fazer a nossa parte, estamos preparados para responder o melhor possível.”

Apesar disso, Temido disse que “há sempre uma capacidade”, que se tem “vindo a reforçar, mas que não é infinita”. “Está tudo nas nossas mãos, se não formos surpreendidos por mais uma variante. Se fizermos tudo ao nosso alcance, estaremos seguramente mais protegidos”, indicou.

Marta Temido assinalou, por outro lado, que no contexto português “aquilo que está mesmo em cima da mesa é olhar para as medidas não farmacológicas, apelar ao seu cumprimento, apelar à vacinação da população elegível, o quanto antes, de forma a estarmos o mais protegidos possível”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Novembro 2021 — 19:48

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1238: Mais 1.751 casos e 3 mortes de covid. Há dois meses que não havia tantos infetados

– Mais 1.751 infectados e 3 mortos? Não há problema! Domingo vai tudo passear para o campo, ao futebol, casamentos, aniversários… É tempo de festa, cambada! E estamos na 5ª. vaga! Os acéfalos negacionistas intelectualóides merdosos continuam a digerir esta pandemia como uma “gripezinha” e como verdadeiros Walking Deads…

– Estatísticas até hoje, Sexta-feira:

12.11.2021 – 1.751 infectados – 3 mortos
11.11.2021 – 1.477 infectados – 9 mortos
10.11.2021 – 1.654 infectados – 5 mortos
09.11.2021 – 1.162 infectados – 8 mortos
08.11.2021 – 0.568 infectados – 6 mortos

Total da semana: 6.612 infectados – 31 mortos

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Estão 411 pessoas internadas devido à covid-19, indicam os dados do boletim diário da DGS. Mais 28 do que no dia anterior. O R(t) e incidência continuam a subir. E dois meses que não existiam tantos novos casos.

Campanha de vacinação contra a covid-19 e a gripe em Viana do Castelo
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Portugal confirmou, em 24 horas, 1.751 novos casos de covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). A maior subida desde 8 de Setembro.

O relatório desta sexta-feira (12 de Novembro) indica que morreram mais três pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

No que se refere à situação nos hospitais, os dados mostram que há agora 411 internados (mais 28 que ontem), dos quais 65 em unidades de cuidados intensivos (mais 1 que ontem).

O nível de incidência continua a aumentar e é agora de 134,2 a nível nacional e 133,3 no continente. Na passada quarta-feira os valores eram de 125,4 em termos nacionais e 124,8 no continente.

Também o R(t) aumentou. É agora de 1,15 quer a nível nacional quer no continente. Na passada quarta-feira, último dia onde foi revelado o R(t) davam conta de 1,12 dados nacionais e no continente.

Actualmente, Portugal tem 36.224 casos activos da doença.

Também nesta sexta-feira, foi anunciado que os bombeiros e os profissionais do sector social vão começar a ser vacinados com a dose de reforço contra a covid-19 na semana de 22 a 27 de Novembro. A informação foi dada pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, em conferência de imprensa no Ministério da Saúde.

Antes, na próxima segunda-feira, é a vez dos profissionais de saúde começarem a receber a terceira dose da vacina contra a infecção por SARS-CoV-2. Já neste fim de semana é aberta nos centros de vacinação a modalidade “casa aberta” destinada aos maiores de 80 anos.

Na mesma conferência de imprensa, Carlos Penha-Gonçalves, o coronel que está a coordenar o Núcleo de Coordenação do Plano de vacinação contra a covid-19, afirmou que o plano é administrar doses de reforço a todas as pessoas a partir dos 65 anos até 19 de Dezembro.

“Estamos a pedir às pessoas que têm mais de 80 anos que se dirijam aos centros de vacinação. Não precisam de marcação, não precisam de SMS, vão ao centro de vacinação mais próximo”, apelou o coronel.

Presente na conferência de imprensa, a directora-geral da Saúde alertou que a pandemia ainda não acabou e que a actividade viral “é enorme” em todo o mundo e na Europa, reforçando a necessidade de vacinação.

Mortalidade diminuiu em Outubro face a 2020 e houve menos óbitos por covid-19

Ainda nesta sexta-feira, foram conhecidos os dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a mortalidade, que aumentou ligeiramente em Outubro face ao mês anterior, mas diminuiu em relação ao período homólogo de 2020, mas foram registados menos óbitos por covid-19.

Quanto a mortes atribuídas à covid-19, em Outubro deste ano houve 183 casos, 2% do total de óbitos e menos 39 óbitos relativamente a Setembro, quando comparado com o período homólogo..

Fazendo um balanço mensal do número de óbitos em 2021, o INE aponta Janeiro como o mês em que se registou o maior número de mortes desde o início da pandemia: 19.671, mais 7.809 ou 65,8% em relação ao mesmo mês de 2020, ainda antes de a pandemia da covid-19 atingir Portugal.

Do total de óbitos, 5.785 foram por covid-19, representando 29,4% da mortalidade nesse mês e o máximo mensal de óbitos por covid-19.

Diário de Notícias
DN
12 Novembro 2021 — 15:03

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