1235: Mais de uma centena de alunos do 1.º ciclo de Vinhais em isolamento

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/SURTOS

De acordo com o director, os casos começaram a ser detectados na segunda-feira e até ao momento estão confirmados três casos de infecção pelo coronavírus em professores e um num aluno, todos relacionados com o 1.º ciclo.

De acordo com o director, os casos começaram a ser detectados na segunda-feira e até ao momento estão confirmados três casos de infecção pelo coronavírus em professores e um num aluno, todos relacionados com o 1.º ciclo.

Mais de uma centena de alunos do 1.º ciclo de Vinhais, no distrito de Bragança, estão desde esta quarta-feira em casa, como medida preventiva da propagação da covid-19, depois de terem sido detectados quatro casos positivos.

A decisão de isolar as crianças foi da Direcção-Geral da Saúde, o que levou a encerrar a escola do 1.º ciclo com seis turmas e aproximadamente 105 alunos, segundo disse esta quarta-feira à Lusa Rui Correia, director do Agrupamento de Escolas D. Afonso III.

De acordo com o director, estão confirmados três casos de infecção pelo coronavírus em professores e um num aluno, todos relacionados com o 1.º ciclo.

Os casos começaram a ser detectados na segunda-feira e, seguindo as orientações da Autoridade de Saúde, a partir desta quarta-feira todos os alunos e os professores que testaram positivo ficam em isolamento, apesar de os docentes estarem vacinados contra a covid-19.

O director explicou que este período de isolamento será de 10 dias, se fizerem dois testes com resultado negativo, um agora e outro antes de regressarem à escola, ou de 14 dias se não realizarem o teste.

A solução que a escola vai adoptar é a do ensino à distância, como já aconteceu durante os períodos anteriores de confinamento ditado pela pandemia.

Rui Correia lembrou que as actuais regras sanitárias não obrigam as crianças do primeiro ciclo ao uso de máscara e, embora não tenham sintomas, são transmissores do vírus, pelo que o isolamento é uma medida para evitar a propagação.

Neste agrupamento de escolas há também uma turma do 7.º ano, com 12 alunos, a faltar às aulas, mas por decisão dos pais que não deixaram os filhos ir à escola mediante o que se está a passar.

O número de casos de infecção tem vindo a aumentar nos últimos dias no distrito de Bragança, de acordo com o boletim oficial das autoridades de saúde citado na comunicação social regional.

Na terça-feira foram divulgados um total de 275 casos nos 12 concelhos do distrito de Bragança, com o concelho mais populoso, Bragança, a contabilizar 175.

O concelho de Vinhais tinha 20 casos, segundo os dados oficiais.

Diário de Notícias
Lusa
10 Novembro 2021 — 11:59

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1234: Incidência e R(t) sobem e internamentos aumentam em dia com 5 mortes e 1.654 novos casos

– Estatísticas até hoje, Quarta-feira:

10.11.2021 – 1.654 infectados – 5 mortos
09.11.2021 – 1.162 infectados – 8 mortos
08.11.2021 – 0.568 infectados – 6 mortos

Total da semana: 3.384 infectados – 19 mortos

– Os números acima continuam a não causar-me admiração. Hoje tive novamente de ir à rua para tratar de assuntos pessoais e deparei-me com 85 a 90% de acéfalos sem máscara, outros com a máscara pendurada no pescoço ou no braço e ainda outros a entrarem num café sem máscara! Um fartote de bradar aos céus! 3.384 infectados e 19 mortos em apenas TRÊS DIAS? Não se queixem depois que o natal vai ser como o do ano passado! Enquanto existirem Walking Deads domingueiros, negacionistas, futebóis, discotecas, festivais, festas & afins, a “gripezinha” vai ficar por cá muito tempo a causar estragos na vida das pessoas. Disso não tenho a menor dúvida!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Estão agora nos hospitais portugueses 380 pessoas internadas devido à infecção por SARS-CoV-2, mais 19 do que no dia de ontem indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde. A incidência já está próxima da zona vermelha na matriz de risco.

© Ricardo Ramos / Global Imagens

Os dados mais recentes da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicam que Portugal confirmou, em 24 horas, 1.654 novos casos de covid-19, o número mais alto de casos desde 8 de Setembro (quando foram contabilizados 1.778).

Nas últimas 24 horas morreram mais cinco pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2 refere o boletim epidemiológico desta quarta-feira (10 de Novembro).

Sobre a situação nos hospitais, os dados mostram que há agora 380 internados (mais 19 do que no dia anterior), dos quais 62 em unidades de cuidados intensivos (mais 2 do que no dia anterior).

A incidência continua a aumentar e está a aproximar-se do vermelho na matriz de risco. Ao dia de hoje o índice nacional é de 125,4, enquanto no continente é de 124,8. Quanto ao R(T) está agora em 1,12 tanto a nível nacional como no continente.

Também esta quarta-feira, ficou a saber-se que mais de uma centena de alunos do 1.º ciclo de Vinhais, no distrito de Bragança, estão desde hoje em casa, como medida preventiva da propagação da covid-19, depois de terem sido detectados quatro casos positivos.

A decisão de isolar as crianças foi da Direcção-Geral da Saúde, o que levou a encerrar a escola do 1.º ciclo com seis turmas e aproximadamente 105 alunos, segundo disse à Lusa Rui Correia, director do Agrupamento de Escolas D. Afonso III.

De acordo com o director, estão confirmados três casos de infecção pelo coronavírus em professores e um num aluno, todos relacionados com o 1.º ciclo.

Os casos começaram a ser detectados na segunda-feira e, seguindo as orientações da Autoridade de Saúde, a partir desta quarta-feira todos os alunos e os professores que testaram positivo ficam em isolamento, apesar de os docentes estarem vacinados contra a covid-19.

Equipa do Técnico estima que Portugal poderá atingir os 2.500 casos na altura do Natal

Em Portugal, o número de infecções por covid-19 mantém uma tendência de subida desde o final de Setembro. Para o matemático Henrique Oliveira, da equipa do Instituto Superior Técnico (IST) que desde o início da pandemia faz a modelação do avanço da doença a longo prazo, e de acordo com a sua gravidade, a situação é normal, deriva da abertura da sociedade a todas as actividades económicas e significa até que a doença se está a tornar endémica, embora continue “a ser uma doença grave”. O que a realidade nos está a mostrar é que o número de casos está a subir, mas o número de óbitos não.

De acordo com as estimativas feitas pela equipa do IST, Portugal poderá atingir à altura do Natal os 2.500 casos, mas, no mesmo período, “podemos afirmar de forma muito segura que o número de óbitos diários não ultrapassará os 20. A probabilidade de tal acontecer é muito, muito baixa”.

Ao DN, ​​​​​​Henrique Oliveira defende que “as pessoas não podem ficar aterrorizadas cada vez que os números sobem ligeira ou até significativamente. A situação de hoje é completamente diferente da que se vivia há um ano e acho um pouco alarmista andar a falar-se já de uma quinta ou de uma sexta vaga. Devemos preocupar-nos com a gravidade da doença e esta não está a existir”, argumentou.

Alemanha e Noruega com recordes diários de novas infecções

O aumento de casos de covid-19 está a verificar-se em vários países europeus. A Alemanha e a Noruega são exemplos do agravamento da pandemia na Europa. Registaram, nas últimas 24 horas, novos recordes de casos do SARS-CoV-2, informaram os institutos públicos de saúde dos dois países.

As autoridades de saúde alemãs registaram 39.676 novas infecções, o terceiro recorde de novos casos em menos de uma semana enquanto as autoridades norueguesas contabilizaram 2.126 novas infecções.

Na Alemanha, a incidência acumulada em sete dias marca o terceiro recorde consecutivo, com 232,1 novas infecções por 100 mil habitantes.

O país registou mais 236 óbitos devido à covid-19 e, de acordo com o RKI, 1.105 hospitalizações foram relatadas na segunda-feira e uma taxa acumulativa de internações em sete dias de 4,31 por 100.000 habitantes.

A Noruega registou até agora 924 mortes pela covid-19, com uma taxa de mortalidade de 17,22 por 100.000 habitantes, uma das mais baixas de todo o continente.

Diário de Notícias
DN
10 Novembro 2021 — 15:22

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1233: Mais de 20 sub-linhagens da variante Delta detectadas

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/SUB-LINHAGENS DELTA

Relatório do INSA ressalva, contudo, que a discriminação das sub-linhagens não indica que apresentem maior transmissibilidade do vírus, associação a doença severa ou maior capacidade de evasão ao sistema imunitário.

© Paulo Spranger/Global Imagens

Mais de 20 sub-linhagens da variante Delta do coronavírus SARS-CoV-2 foram detectadas nas últimas semanas em Portugal e a AY.4.2, que tem merecido o interesse a comunidade científica internacional, aumentou de circulação desde meados de Outubro.

Segundo o relatório hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), 22 sub-linhagens da Delta foram “detectadas consecutivamente” nas últimas três semanas com análises concluídas e na semana ainda com dados provisórios.

O INSA ressalva que a discriminação das sub-linhagens, que têm o prefixo “Y”, não indica que apresentem maior transmissibilidade do vírus, associação a doença severa ou maior capacidade de evasão ao sistema imunitário.

Relativamente à AY.4.2, a que tem suscitado particular interesse na comunidade científica internacional devido à sua crescente prevalência no Reino Unido, o relatório adianta que, após várias semanas com frequências reduzidas, verificou-se um “aumento da circulação desta sub-linhagem” nas semanas entre 18 e 24 e 25 e 31 de Outubro, representando 1,8% e 3,2% das amostras a nível nacional.

“Contudo, é de notar que os casos detectados nesse período foram exclusivamente no Algarve (16 casos) e na Madeira (três casos)”, refere o INSA, ao explicar que esta sub-linhagem apresenta duas mutações adicionais na proteína `spike´ do vírus, responsável pela ligação e entrada do SARS-CoV-2 nas células humanas.

Foram detectadas até à data 28 casos associados a esta sub-linhagem em Portugal, os quais representam várias introduções independentes no país.

As 10.943 sequências da Delta analisadas pelo INSA dividem-se em mais de 40 sub-linhagens.

De acordo com o instituto, entre 11 e 24 de Outubro, a variante Delta continuou a ser dominante em todo o país, não tendo sido detectados casos da Gamma desde Setembro e da Beta desde Julho.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2, foram já analisadas 20.424 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas de amostras colhidas em mais de 100 laboratórios, hospitais e outras instituições, representando 303 concelhos de Portugal.

Em Junho, o instituto anunciou um reforço da vigilância das variantes do vírus que causa covid-19 em circulação em Portugal, através da sua monitorização em contínuo.

Segundo o INSA, esta estratégia permitiu uma melhor caracterização genética do SARS-CoV-2, uma vez que os dados são analisados continuamente, deixando de existir intervalos de tempo entre análises, que eram dedicados, essencialmente, a estudos específicos de caracterização genética solicitados pela saúde pública.

A covid-19 provocou pelo menos 5.047.055 mortes em todo o mundo, entre mais de 249,76 milhões infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Diário de Notícias
Lusa
09 Novembro 2021 — 15:20

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

“Nenhum dado indica que venhamos a ter uma catástrofe como no Inverno passado”

“teremos um inverno tranquilo”. Não me parece nada tranquilo com uma previsão de 2.500 infectados diários pelo natal… mas enfim, os matemáticos é que percebem disto… Afinal, a saúde e a Vida, calculam-se matematicamente…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/NATAL

A equipa do Instituto Superior Técnico, que faz a modelação da doença a longo prazo, estima que Portugal possa atingir no Natal os 2.500 casos diários. O número de óbitos pode chegar aos 20, mas é uma probabilidade muito baixa. A situação é muito diferente da de há um ano. Se mantivermos a vigilância e vacinarmos rapidamente os maiores de 65 anos e os profissionais de saúde, “teremos um inverno tranquilo”.

A covid vai continuar entre nós, mas hoje a sua gravidade é controlável pela vacinação.
© Rui Manuel Fonseca Global Imagens

Em Portugal, o número de infecções por covid-19 mantém uma tendência de subida desde o final de Setembro, tendo-se registado ontem 1182 casos e oito óbitos. Para o matemático Henrique Oliveira, da equipa do Instituto Superior Técnico (IST) que desde o início da pandemia faz a modelação do avanço da doença a longo prazo, e de acordo com a sua gravidade, a situação é normal, deriva da abertura da sociedade a todas as actividades económicas e significa até que a doença se está a tornar endémica, embora continue “a ser uma doença grave”. O que a realidade nos está a mostrar é que o número de casos está a subir, mas o número de óbitos não.

Ou seja, argumentou ao DN o professor do IST, “não podemos olhar para uma matriz de risco que avalia só a incidência e a transmissibilidade, através do R(t), temos de incorporar a realidade nestes indicadores”, querendo dizer que o vector gravidade da doença, que se mede pelo número de óbitos e internamentos em enfermarias e em unidades de cuidados intensivos (UCI), tem de ser tido em conta. E, neste momento, o que este vector gravidade nos indica é que, apesar de o número de casos estar a subir, a média de óbitos diários está a descer desde Setembro”. Por exemplo, “há dois meses, tínhamos 12 mortos por dia. Hoje, temos seis. Isto é muito significativo e importante”, sublinhou o matemático.

De acordo com as estimativas feitas pela equipa do IST, Portugal poderá atingir à altura do Natal os 2500 casos, mas, no mesmo período, “podemos afirmar de forma muito segura que o número de óbitos diários não ultrapassará os 20. A probabilidade de tal acontecer é muito, muito baixa”.

Henrique Oliveira, matemático, professor no Instituto Superior Técnico, integra a equipa que faz a modelação da covid a longo prazo desde o início da pandemia e manifesta-se tranquilo, dizendo que a realidade deste ano é muito diferente da do ano passado.
© Reinaldo Rodrigues Global Imagens

A média diária de óbitos, e numa avaliação a sete dias, “rondará os 12 a 13 óbitos”, disse Henrique Oliveira, sublinhando que “é uma média significativa, porque o número de mortes diárias por outras doenças respiratórias nesta altura do ano é de 40, em Janeiro chega aos 45, e a média anual é de 33 por dia. A média de mortes por covid está agora muito abaixo desta. Não nos podemos esquecer que os riscos neste momento são muito inferiores aos do ano passado, em 2020-2021 não tínhamos vacinação, em 2021-2022 temos”.

Por isso mesmo, e por não haver qualquer dado que indique que venhamos a ter uma catástrofe como a que tivemos no final do ano passado e princípio deste, em que o país chegou a atingir os 16 mil casos de infecção diários e 303 mortes nos piores dias (a 28 e 30 de Janeiro), Henrique Oliveira defende que “as pessoas não podem ficar aterrorizadas cada vez que os números sobem ligeira ou até significativamente. A situação de hoje é completamente diferente da que se vivia há um ano e acho um pouco alarmista andar a falar-se já de uma quinta ou de uma sexta vaga. Devemos preocupar-nos com a gravidade da doença e esta não está a existir”, argumentou.

A avaliação feita pelo indicador definido pela equipa do IST e pelo Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos para a Covid-19 – que integra cinco itens: incidência, transmissibilidade, letalidade, internamentos em UCI e em enfermarias – está agora em 52 pontos, em Setembro esteve a 20 pontos, mas, na opinião do matemático, “ainda estamos numa fase tranquila”, embora se deva “manter uma vigilância rigorosa”.

Mas se, por alguma razão, este indicador, que avalia a incidência da doença e a sua gravidade, disparar para os 80 pontos ou para os 90, então “diria para começarmos a tomar algumas medidas de recuo, antes de chegarmos aos 100 pontos, que é o limiar crítico, aquele a partir do qual teremos problemas complicados”. No entanto, reforça, “se o indicador continuar a flutuar como agora, só temos de ter cuidado”.

“As pessoas não podem ficar aterrorizadas cada vez que os números sobem ligeira ou até significativamente”.

Para o professor, este cuidado implica, por exemplo, acelerar-se a vacinação dos maiores de 65 anos e dos profissionais de saúde, porque o que a realidade nos mostra é que “os casos registados são ligeiros, muitos deles re-infecções ou em pessoas já vacinadas – já que a vacinação não confere uma protecção a 100% na transmissão da doença, mas confere uma protecção muito elevada em relação à doença grave e muito grave – e que as mortes ocorridas envolvem pessoas com fragilidades muito grandes, idosos com várias patologias e um sistema imunitário muito vulnerável”.

Uma situação, e como já o referiu, “muito diferente do que estava a acontecer precisamente há um ano, que era uma realidade intolerável. Estávamos a caminho da centena de mortos diários e as pessoas que estavam a morrer eram saudáveis, mesmo que idosas”.

Ao DN, o especialista referiu que o único dado mais preocupante no percurso que temos pela frente até ao Natal é se os internamentos em UCI atingirem a centena ou um pouco mais – ontem havia 60 pessoas internadas nestas unidades, de um total de 361 internamentos. “É o único dado que pode prejudicar o funcionamento normal do SNS em termos de recursos humanos e físicos”, considerando até que “é neste sentido que a covid-19 continua a ser uma doença terrível, porque continua a hipotecar muitos recursos dos serviços de saúde”.

Na sua perspectiva, a covid-19 é uma doença perigosa que vai continuar entre nós, portanto “é necessário que os governantes reconheçam que têm de manter estes recursos para dar resposta à pandemia, mas, em paralelo, têm de começar a alocar recursos para a recuperação de todas as outras doenças”.

A covid-19 vai continuar entre nós mas hoje já é mais controlável do que há um ano, já é mais controlável se se mantiverem algumas regras de protecção e se se tomarem as medidas certas na altura certa, o que, sublinhou de novo, “foi o que não aconteceu no ano passado. Daí a catástrofe”, relembrando: “No dia 7 de Novembro de 2020, a equipa do IST alertou as autoridades de saúde e os políticos para o que aí vinha se não começássemos a tomar medidas mais rígidas, confinamentos e até fechar o Natal. Na altura, ninguém nos ouviu, ninguém aceitou as nossas recomendações, e depois vimos o que aconteceu. Hoje já não temos essa realidade. A situação é gerível e ficará mais controlável se se avançar o mais rápido possível para a vacinação dos maiores de 65 anos, para que no Natal e em Janeiro estejam protegidos de forma eficiente, e dos profissionais de saúde. Se isto for feito, pode dizer-se que poderemos passar um inverno muito tranquilo, porque o grande problema são as pessoas que já foram vacinadas há mais de seis meses”.

“No dia 7 de Novembro de 2020, a equipa do IST alertou autoridades de saúde e políticos para o que aí vinha se não começássemos a tomar medidas mais rígidas, confinamentos e até fechar o Natal. Na altura, ninguém nos ouviu, ninguém aceitou as nossas recomendações, e depois vimos o que aconteceu. Hoje já não temos essa realidade”.

Neste momento, o indicador da avaliação do IST é de 52, mas se disparar pode querer dizer que não só aumentou o número de casos como a gravidade da doença. E à pergunta sobre como agir numa situação destas, havendo já especialistas a defender que se deveria equacionar retardar a abertura das escolas a seguir ao Natal, Henrique Oliveira considera que se deve equacionar sempre vários cenários, porque “não sabemos se haverá uma nova variante mais resistente, mas é extremamente prematuro estarmos a falar dessas situações agora”, sustentando até que “temos de ter respeito pelo que aconteceu, mas não podemos agir com base nos traumas do passado”.

Mas se o indicador da incidência e da gravidade da doença disparar, há medidas que devem ser tomadas de imediato, mas com prudência, considerando o matemático que a economia não deve parar novamente. “A primeira medida deveria ser o regresso ao teletrabalho, para diminuir a mobilização e a concentração de pessoas, o regresso do uso de máscara em locais em que hoje já não é obrigatório e a lotação em algumas actividades, como restauração, ginásios, etc.”

No entanto, Henrique Oliveira volta a reforçar: “Neste momento, não há dado nenhum que nos indique que venhamos a ter uma catástrofe. Temos quase 88% da população vacinada e temos de acreditar na ciência e na vacinação.”

Reforço contra covid dado a 33 mil pessoas num dia

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgou ontem que na segunda-feira, dia 8 de Novembro, foram administradas 33.600 doses de reforço contra a covid-19. Recorde-se que este processo de vacinação está a ser feito em simultâneo com a toma da vacina da gripe, em relação à qual, no mesmo dia, foi administrada em 42.900 pessoas. Neste momento, há 388 mil pessoas acima dos 80 anos com o reforço da dose contra a covid e 873 mil que já receberam a vacina da gripe. São elegíveis para a vacinação da covid as pessoas com mais de 65 anos, neste momento para os maiores de 80 anos já está funcionar a modalidade “casa aberta”, podendo estes dirigirem-se sem marcação, mas tomando nota do horário dos centros de vacinação. Nesta segunda-feira, ficou também disponível o auto-agendamento para esta vacina para as pessoas com 70 ou mais anos, tendo sido registados 23.800 pedidos de agendamento online nas primeiras 24 horas.

A evolução de casos na Europa

Rússia – Apesar de estar no top 5 dos países que mais administraram a dose de reforço contra a covid-19, a Rússia é o país que agora tem mais casos da doença e maior número de mortes. Só ontem, os dados oficiais davam conta de 39.160 novos casos e 1.211 mortes. Ao todo, a Rússia tem 8.873.655 de infectados e 249.215 mortes. O governo impôs medidas restritivas, sobretudo em Moscovo, para tentar travar a propagação.

Alemanha – Tem 66,5% da população vacinada. A restante população elegível, pelo menos uma grande maioria, não quer ser protegida desta forma. A Alemanha é neste momento o segundo país da Europa com maior número de novos casos de infecção. Só ontem foram contabilizados 21.932. Na segunda-feira, a incidência da doença atingiu um recorde desde o início da pandemia: 213,7 infectados por 100 mil habitantes. Mas ontem registaram-se só 169 mortes. A maioria dos infectados são não-vacinados. O governo pede aos cidadãos que se protejam com a terceira dose para o Natal.

Ucrânia, Polónia e República Checa Os países do leste europeu são agora dos mais afectados pela pandemia, muitos deles por terem uma taxa ainda reduzida de população vacinada. A Ucrânia tem uma taxa de 18,5% de vacinados e ontem registou mais 18.988 novos casos e 833 mortes. A Polónia tem uma taxa de 53,1% de vacinados, mas ontem registou 13.644 casos e 220 mortes. A República Checa tem 57,3% da população vacinada, mas ontem teve 9253 casos e 22 mortes.

Bélgica e Dinamarca – A Bélgica tem 73,9% de vacinados, mas atingiu ontem os 8.418 casos e 24 mortos. A Dinamarca tem 76% de vacinados mas registou ontem 2.562 casos e dois mortos. O governo já impôs medidas restritivas.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
10 Novembro 2021 — 00:24

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes