1231: Casos voltam a estar acima de mil em dia com 8 mortes e 1.162 infectados

– Causa-me extremo nojo que existam acéfalos labregos intelectualóides, autênticos parasitas nefastos para a comunidade, que continuem a deambular pelas passeatas domingueiras, jurando a pés juntos que cumprem as regras da DGS quando isso é pura falácia! Já mencionei num artigo anterior que “Não me admira absolutamente nada este aumento de incidência. Hoje, para tratar de assuntos pessoais, tive de sair à rua depois de meses confinado voluntariamente. E o que vi, com os meus olhos e não nas notícias dos pasquins ou no disse-que-disse, malta de todas as idades, maioritariamente de estranjas, sem máscara ou com ela pendurada no pulso ou no pescoço. Isto, aliado aos labregos acéfalos intelectualóides Walking Deads & afins, está explicado o aumento de infecções diárias. E mais, no transporte público que tive de tomar, sardinha em lata e sem uma janela aberta para o ar circular. E depois possuem uns auto-colantes a informar COVID – SAFE…“. Continuem na boa-vai-ela pacóvios acéfalos negacionistas e walking deads de meia tigela…

– Estatísticas até hoje, Terça-feira:

09.11.2021 – 1.162 infectados – 8 mortos
08.11.2021 – 0.568 infectados – 6 mortos

Total da semana: 1.730 infectados – 14 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Estão agora 361 pessoas internadas devido à covid-19, das quais 60 em unidades de cuidados intensivos, indica o boletim da Direcção-Geral da Saúde.

Unidade de cuidados intensivos do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos
© Artur Machado / Global Imagens

Foram confirmados, em 24 horas, 1.182 novos casos de covid-19 em Portugal, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há ainda a registar mais oito mortes associadas à infecção pelo novo coronavírus, segundo o relatório desta terça-feira (9 de Novembro).

Há agora 361 pessoas internadas, menos 1 que ontem, das quais 60 estão em unidades de cuidados intensivos (menos duas que no dia anterior).

De salientar que o maior número de infectados estão na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 424.393 infectados, mais 410 que no dia anterior. Contudo, foi na zona norte que aconteceram mais óbitos nas última 24 horas: cinco (num total nacional de oito).

Segundo dados de ontem, segunda-feira, dia 8 de Novembro, os números de novos casos de covid-19 aumentam gradualmente e para níveis considerados preocupantes. Doentes em unidades de cuidados intensivos mantêm-se nas seis dezenas e a incidência e o R(t) estão próximos do vermelho na matriz de risco.

Ao dia de hoje, o país contabiliza 33.743 casos activos da doença, refere ainda a DGS no dia em que especialistas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa admitem que Portugal pode estar a entrar na 5.ª vaga de covid-19. Defendem o reforço da vacina em grupos etários onde os novos casos têm aumentado, mesmo que tenham baixo risco de doença grave.

“É provável que estejamos a assistir ao início da 5.ª vaga”

Num artigo publicado no site da faculdade, Manuel Carmo Gomes e Carlos Antunes consideram que “os recentes dados do início de Novembro sugerem um ressurgimento apreciável da infecção, sendo provável que estejamos a assistir ao início da 5.ª vaga”.

Os especialistas lembram que, nas últimas semanas, as idades onde o risco de infecção tem sido mais elevado se situam entre os 18 e os 25 anos, seguidos das crianças com menos de 10 anos e dos jovens adultos entre 25 e 40 anos de idade.

Indicam ainda que se o índice de transmissibilidade (Rt) se mantiver acima de 1,1, o número de novos casos pode chegar aos 2000 diários na primeira quinzena de Dezembro.”

Pandemia causou cerca de 2,5 milhões de mortes em excesso em países da OCDE

Também esta terça-feira, ficou a saber-se que a pandemia de covid-19 causou cerca de 2,5 milhões de mortes em excesso em 30 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), segundo o recente relatório “Visão Geral da Saúde”.

A edição de 2021 do relatório da OCDE dá um enfoque especial ao impacto da covid-19, tanto na saúde das pessoas como nos serviços, realçando que em apenas nove países mais de 70% da população está totalmente vacinada contra a doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Segundo o relatório, a covid-19 contribuiu, directa e indirectamente, para um aumento de 16% no número de mortes expectáveis em 2020 e na primeira metade de 2021, com a esperança de vida a cair em 24 de 30 países, sendo as quedas particularmente significativas nos Estados Unidos (menos 1,6 anos) e em Espanha (menos 1,5 anos).

A maioria das mortes por covid-19 ocorreu em pessoas com 60 ou mais anos, faixa etária mais vulnerável à doença, tendo a pandemia intensificado as desigualdades sociais, com os mais pobres, os imigrantes e as minorias étnicas em “maior risco de infecção e morte”.

Diário de Notícias
DN
09 Novembro 2021 — 14:55

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1230: Especialistas admitem entrada na 5.ª vaga e defendem reforço da vacina nos mais novos

– Será que estes “especialistas” acordaram só agora para a 5ª. vaga? A 4ª. já foi e a 5ª. (não a de Beethoven) anda por aí há uns tempos…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/5ª. VAGA

Os especialistas Manuel Carmo Gomes e Carlos Antunes estimam que se o índice de transmissibilidade, R (t), se mantiver acima de 1,1, o número de novos casos pode chegar aos 2.000 diários na primeira quinzena de Dezembro.

Nas últimas semanas, o risco de infecção tem sido mais elevado na faixa etária entre os 18 e os 25 anos, indicam os especialistas
© Adelino Meireles / Global Imagens

Especialistas da Faculdade de Ciências admitem que Portugal pode estar a entrar na 5.ª vaga de covid-19 e defendem o reforço da vacina em grupos etários onde os novos casos têm aumentado, mesmo que tenham baixo risco de doença grave.

Num artigo datado de segunda-feira, Manuel Carmo Gomes e Carlos Antunes, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, defendem que, para que o coronavírus não interfira com a normalização da vida dos portugueses, deve combinar-se a manutenção de uma elevada protecção da população com reforços de vacinação em faixas etárias onde têm aumentando mais os novos casos, mesmo que tenham menor risco de doença grave.

“Deve ser assegurada a manutenção de elevado grau de protecção imunológica da população portuguesa. Se necessário, administrando reforços vacinais em grupos identificados como tendo maior risco de infecção e de transmissão do vírus, e não apenas aos de maior risco para doença grave”, escrevem.

Risco de infecção tem sido mais elevado na faixa etária entre os 18 e os 25 anos

Os especialistas lembram que, nas últimas semanas, as idades onde o risco de infecção tem sido mais elevado se situam entre os 18 e os 25 anos, seguidos das crianças com menos de 10 anos e dos jovens adultos entre 25 e 40 anos de idade.

Estas idades, sublinham, aumentaram “a socialização após 1 de Outubro, quando o país entrou na terceira fase do desconfinamento, associado aos 85% de cobertura vacinal alcançada”.

Recordam que, pontualmente, têm ocorrido alguns surtos em lares de idosos, “originando incidências elevadas em maiores de 70 anos”, mas – insistem – “globalmente não são os mais idosos que têm originado mais casos”.

Contudo, frisam, “continuam a ser os mais idosos os mais susceptíveis a doença grave, justificando hospitalizações e, eventualmente, óbitos”.

“Os maiores de 70 anos representaram cerca de 70% dos internados em enfermaria e cerca de 91% dos óbitos, mas apenas 15% das infecções ocorridas”

Como exemplo, indicam que, ao longo do mês de Outubro, “os maiores de 70 anos representaram cerca de 70% dos internados em enfermaria covid-19 e cerca de 91% dos óbitos, mas apenas 15% das infecções ocorridas”.

Defendem que só a combinação de elevada cobertura vacinal com a manutenção de medidas não farmacológicas, sobretudo o uso de máscaras e o arejamento de espaços fechados, pode retardar significativamente a propagação do SARS-CoV-2.

“O incumprimento de pelo menos um destes requisitos é uma explicação provável para o ressurgimento da infecção a que assistimos presentemente na Europa, mesmo em países com 60% a 75% da população vacinada, como é o caso do Reino Unido, Bélgica, Holanda, Alemanha, Grécia e Irlanda”, escrevem.

Se R(t) se mantiver como está, acima de 1,1, podemos chegar aos dois mil casos diários na primeira metade de Dezembro

No artigo divulgado no site da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Manuel Carmo Gomes (epidemiologista) e Carlos Antunes (matemático) dizem que “é previsível” que neste outono e inverno Portugal continue a ter “uma incidência diária de várias centenas de casos e um pequeno número de óbitos”.

“Na verdade, os recentes dados do início de Novembro sugerem um ressurgimento apreciável da infecção, sendo provável que estejamos a assistir ao início da 5.ª vaga”, acrescentam.

Dizem os especialistas que, nos últimos dias, o valor médio do R(t) “tem-se situado acima de 1,1”. “Se este Rt se mantiver, o número de novos casos deverá duplicar a cada 30 dias aproximadamente, o que significa que poderemos chegar aos 2000 casos diários na primeira metade de Dezembro”.

Ainda assim, Manuel Carmo Gomes e Carlos Antunes não esperam que a covid-19, “só por si, venha a causar uma pressão sobre o sistema hospitalar equiparável ao período pré-vacinação”.

Cinco a seis meses após a vacinação, o risco de infecção aumenta

Os especialistas revelam que, desde o início de Outubro, a maioria dos novos casos de infecção ocorreu já em pessoas completamente vacinadas, sublinhando que as vacinas se mantêm “altamente protectoras contra doença grave”, mas que a sua efectividade contra infecção pela variante Delta do vírus (a dominante em Portugal) é inferior a 80% e decai com o passar do tempo.

“Por exemplo, os dados relativos à vacina mais administrada em Portugal (Comirnaty®, Pfizer) mostram que em Setembro ocorreram 1,7 infecções por cada 1000 pessoas que tinham sido vacinadas em Julho, enquanto para os vacinados antes de Março, ocorreram 3,9/1.000 infecções”, escrevem.

Sublinham que, após cinco a seis meses pós-vacinação, o risco de infecção se acentua e, nos mais idosos ou em pessoas com comorbilidades, “têm ocorrido casos de doença grave com hospitalização e óbito”.

Os especialistas insistem na importância do reforço vacinal e frisam que, nos mais idosos, se for suficientemente rápido, “deverá compensar o decaimento da protecção que tinham obtido por vacinação no início do ano, permitindo que atravessem o inverno com baixa probabilidade de contrair doença grave”.

No entanto, escrevem que a possibilidade de os vacinados contraírem infecção, sugere que “qualquer país terá grande dificuldade em interromper totalmente a circulação do vírus”, mesmo com coberturas vacinais muito elevadas.

“Na prática, isto significa que o SARS-CoV-2 provavelmente persistirá entre nós nos próximos anos, podendo qualquer um de nós vir a ter um encontro com o vírus e, eventualmente, ser infectado”, acrescentam.

Manuel Carmo Gomes e Carlos Antunes recordam ainda que, desde o início de Outubro, a incidência da doença tem apresentado uma “tendência de subida persistente” e avisam que a persistência de um Rt acima de 1 “origina um crescimento exponencial da incidência, o qual é passível, em situação prolongada, de originar situações de elevada pressão hospitalar”.

Notícia actualizada às 13:18

Diário de Notícias
DN/Lusa
09 Novembro 2021 — 12:22

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1229: Incidência e R(t) voltam a subir e para muito perto da linha vermelha

– Não me admira absolutamente nada este aumento de incidência. Hoje, para tratar de assuntos pessoais, tive de sair à rua depois de meses confinado voluntariamente. E o que vi, com os meus olhos e não nas notícias dos pasquins ou no disse-que-disse, malta de todas as idades, maioritariamente de estranjas, sem máscara ou com ela pendurada no pulso ou no pescoço. Isto, aliado aos labregos acéfalos intelectualóides Walking Deads & afins, está explicado o aumento de infecções diárias. E mais, no transporte público que tive de tomar, sardinha em lata e sem uma janela aberta para o ar circular. E depois possuem uns auto-colantes a informar COVID – SAFE…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/LINHA VERMELHA

Os números de novos casos de covid-19 aumentam gradualmente e para níveis considerados preocupantes. Doentes em unidades de cuidados intensivos mantêm-se nas seis dezenas.

DGS prometeu acelerar vacinação para cumprir objetivos.
© José Carmo / Global Imagens

A segunda-feira é normalmente marcada por um menor número de casos notificados, mas tem aumentado gradualmente comparativamente às semanas anteriores. Registaram-se ontem 568 novos casos, mais 77 do que há uma semana. E o somatório ao longo de 14 dias está próximo do que é classificado como linha vermelha. E aumenta a probabilidade de um doente com SARS-CoV-2 infectar outra pessoa.

São as regiões de Lisboa e Vale do Tejo (207) e Norte (151) a registar mais casos, mas as ilhas também têm números elevados dada a sua dimensão. O resultado é o número de casos por 100 mil habitantes ser superior a nível nacional (116,9) do que no continente (116,4).

Há mais 19 pessoas internadas, totalizando 360 e menos duas nos cuidados intensivos, actualmente 62. Embora os novos casos se situem nas faixas etárias dos 10 aos 39 anos, as principais vítimas mortais da doença continuam a ser os mais velhos. Nesta segunda-feira, foram mais seis, totalizando 18 209.

Acelerar a vacinação

A população portuguesa mais velha é a principal preocupação da DGS, que prometeu acelerar a vacinação a partir desta semana. As pessoas estão a ser vacinadas contra a gripe e com a dose de reforço contra a covid-19. Abriu o auto-agendamento para os maiores de 70 anos e quem já ultrapassou os 80 pode dirigir-se directamente aos centros de vacinação para ser inoculado. Até domingo, tinham sido vacinadas 811 mil pessoas contra a gripe, das quais um terço nas farmácias ( 271 mil). E mais 350 mil serão vacinadas nos próximos dias.

A DGS diz que até meados de Dezembro estarão elegíveis para ser vacinadas com a dose de reforço contra a covid cerca de 1,5 milhões de pessoas. Destas, 840 mil já preenchem nesta altura todos os critérios para serem vacinadas, sendo que 351 mil (42%) já receberam nova dose. Elegíveis são os que têm mais de 65 anos e já completaram o esquema vacinal há pelo menos 180 dias. A estes acrescem os utentes com condições de imunossupressão.

ceuneves@dn.pt

Diário de Notícias
Céu Neves
09 Novembro 2021 — 00:35

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