1228: Estudo conclui que vacinados transmitem covid tanto como não vacinados, mas por menos tempo

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/TRANSMISSÃO

Davyn Ben / Unsplas

A carga viral da covid-19 é semelhante entre vacinados e não vacinados, apesar de quem se imunizou estar contagioso durante menos tempo. No entanto, o virologista Paulo Paixão relembra o “impacto brutal” da vacina na redução de mortes.

Um novo estudo publicado na semana passada na The Lancet concluiu que a vacinação não reduz o risco de transmissão da variante Delta, a mutação do vírus mais predominante em Portugal e em muitos outros países. Durante o pico da infecção, os vacinados têm uma carga viral parecida a quem não se imunizou. No entanto, essa carga diminui mais rápido e deixa os vacinados contagiosos durante menos tempo.

Segundo escreve o Expresso, a probabilidade de transmissão entre vacinados e não vacinados é de 25% e 23%, respectivamente, mas a inoculação garante que haja muito menos contágios no contexto doméstico, com 25% dos contactos com alguém vacinado a causarem infecção contra 38% para não vacinados.

O estudo em questão não tem em conta as diferentes vacinadas. O virologista e Presidente da Sociedade Portuguesa de Virologia, Paulo Paixão, adianta ao Expresso que “é possível” que as diferentes vacinas tenham um impacto distinto, mas sublinha que ainda “não há evidência clara sobre isso”.

Desta forma, a vacinação acaba por proteger quem a toma, mas caso alguém próximo não a tenha tomado, a sua vacinação não o vai proteger.

“Isto pode parecer um pormenor, mas realmente do ponto de vista de saúde pública pode ser importante. É mais uma cacetada na história da imunidade de grupo”, refere Paulo Paixão, que acrescenta que é devido à vacinação não ser suficiente que “mantemos as regras”.

Mesmo assim, é importante lembrar que tomar a vacina continua a valer a pena devido ao impacto brutal “na gravidade dos casos e na mortalidade”.

“Os casos devem aumentar agora com o inverno. A mortalidade não vai ser nada parecida com o que aconteceu no ano passado, mas vão aparecer uma série de casos. O que pensamos é que a mortalidade vai subir sobretudo à custa dos não vacinados. O vírus vai continuar a circular e efectivamente os não vacinados vão ter um risco bastante mais significativo do que o que se pensava inicialmente”, conclui.

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ZAP
8 Novembro, 2021

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1227: Tratamento com anticorpos protege pelo menos 8 meses contra a Covid-19

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/TRATAMENTO

Um tratamento com anticorpos sintéticos desenvolvido pela Regeneron reduziu o risco de contracção de coronavírus em cerca de 80%.

Anticorpos sintéticos desenvolvidos pela Regeneron reduzem o risco de contrair Covid-19.
© Global Imagens

Um tratamento com anticorpos sintéticos desenvolvido pela Regeneron reduziu o risco de contrair Covid-19 sintomática em mais de 80% ao longo de oito meses, anunciou a empresa de biotecnologia norte-americana esta segunda-feira (8 de Novembro).

“Os resultados são particularmente importantes para aqueles que não respondem às vacinas contra a Covid-19, incluindo pessoas imuno-suprimidas”, disse a cientista Myron Cohen, da Universidade da Carolina do Norte e responsável pela investigação deste modelo de tratamento.

Durante o período de acompanhamento – de dois a oito meses – ocorreram sete casos de infecção no grupo que recebeu o tratamento e 38 no grupo que recebeu o placebo, representando uma redução de 81,6%. Para além disso, não se registaram hospitalizações naqueles que receberam o tratamento, contrastando com as 6 pessoas hospitalizadas do grupo do placebo.

“Uma única dose de REGEN-VOC forneceu protecção de longo prazo contra a Covid-19, mesmo em momentos de alto risco de exposição doméstica”, informou George Yancopoulos, presidente e cientista-chefe da empresa.

O tratamento é baseado em dois anticorpos mono-clonais produzidos em laboratório. São proteínas em forma de Y que têm como alvo a superfície do coronavírus e o impedem de invadir células humanas.

As vacinas também preparam o sistema imunológico para produzir esses anticorpos. Mas muitas pessoas, especialmente os idosos e pessoas imuno-suprimidas, não respondem bem às vacinas, e esses grupos beneficiam mais da “vacinação passiva”, na qual os anticorpos são administrados directamente.

Diário de Notícias
DN/AFP
08 Novembro 2021 — 18:55

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1226: Incidência, R(t) e internamentos aumentam em dia com 6 mortos e 568 novos casos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Os dados da DGS desta segunda-feira revelam um aumento na incidência e no índice de transmissibilidade. Estão agora 360 pessoas internadas devido à covid-19, segundo os dados do boletim diário da DGS.

Profissional de saúde prepara dose da vacina contra a covid-19
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Portugal registou, em 24 horas, 568 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta segunda-feira (8 de Novembro) indica que morreram mais seis pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Os dados sobre a situação nos hospitais portugueses mostram que há agora 360 internados (ontem eram 341) , dos quais 63 (ontem eram 64) estão em unidades de cuidados intensivos.

R(t) e incidência a subir

Os dados desta segunda-feira revelam ainda que a incidência está hoje 116,9 a nível nacional e 116,4 no continente, uma subida faça aos últimos dados veiculados pela DGS na passada sexta-feira com 106,1 casos de infecção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 habitantes a nível nacional. E no continente o nível era de 105,6

Já o índice de transmissibilidade R(t) aumenta desde a passada sexta-feira, dia 5 de Novembro. É agora de 1,08 (tanto a nível nacional como no continente) quando na sexta-feira era de 1,04 a nível nacional e 1,03 no continente

Acelera a vacinação contra a gripe e a dose de reforço contra a covid-19

Dados da evolução da pandemia em Portugal no dia em que, segundo a DGS, “vai acelerar” o processo de vacinação contra a gripe e a dose de reforço da covid-19.

Em comunicado, a autoridade nacional de Saúde reafirma a importância da vacina contra a gripe e adianta que há 350 mil inoculações previstas para esta semana, numa altura em que já foram vacinadas 811 mil pessoas, das quais 271 mil em farmácias.

A informação da DGS surge depois da notícia do DN sobre as dificuldades e a confusão gerada sobre o processo de vacinação simultâneo da vacina contra a gripe e da dose de reforço anti-covid.

Surge também depois de a directora-geral da Saúde Graça Freitas ter apresentado uma nova versão do plano de vacinação, a qual inclui 1,5 milhões de pessoas elegíveis para a dose de reforço e não 2,5 milhões.

“Dos 1.500.000 utentes que estarão elegíveis para a dose de reforço até meados de Dezembro, cerca de 840.000 encontram-se elegíveis à data de hoje, estando já vacinados aproximadamente 351.000, ou seja, 42%. Dos sobrantes, mais de 35.000 estão já agendados para os próximos dias”, informa a DGS no comunicado.

Taxa de incidência de infecções na Alemanha atinge novo máximo

Vários países da Europa registam um aumento no número diário de infecções. É disso exemplo a Alemanha, onde a taxa de incidência acumulada nos últimos sete dias atingiu esta segunda-feira um novo máximo desde o início de pandemia, com 201,1 casos de covid-19 por 100.000 habitantes, informou o Instituto Robert Koch.

O pico anterior era de 197,6 contágios por 100 mil habitantes, registado em 22 de Dezembro de 2020, em plena segunda vaga da pandemia no país.

Nas últimas 24 horas, as autoridades sanitárias alemãs contabilizaram 15 513 novos casos e 33 mortos, elevando o total de casos activos para 306 000.

A taxa de vacinação no país é inferior a 70%, o que levou as autoridades a apelaram à vacinação da população, nos últimos dias.

“Para os não vacinados, há um risco elevado de serem infectados nos próximos meses”, advertiu o chefe do Instituto Robert Koch (RKI) de virologia, Lothar Wieler, na semana passada.

O estado da Saxónia tem a maior incidência acumulada na Alemanha, com 491,3 novas infecções por 100.000 habitantes, o dobro do resto do país, de acordo com os dados hoje actualizados.

Diário de Notícias
DN
08 Novembro 2021 — 15:01

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