1222: Surtos estão a atingir creches, escolas, lares, faculdades e unidades de saúde

– Enquanto os grunhos labregos acéfalos intelectualóides Walking Dead’s & afins, não se convencerem que esta merda não é uma “gripezinha” mas uma PANDEMIA MORTAL, continuando nas suas vidinhas e prazeres “sociais”, sem qualquer preocupação para com a comunidade onde infelizmente estão inseridos, não existirá vacina que consiga travar o bicho.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/SURTOS

Na primeira semana de Novembro, Portugal tinha 231 surtos activos, correspondendo a 2.015 infectados. A maioria, 111, são em estabelecimentos de ensino, seguem-se os lares, com 41, e as unidades de saúde com oito. Os restantes 81 foram registados em locais distintos, como ambientes de trabalho, familiar e social.

Surtos em unidades de saúde tem um impacto forte na actividade diária e na sobrecarga de trabalho. Ordem defende vacinação de profissionais o mais rápido possível.

Portugal ultrapassou esta semana os mil casos diários de covid-19, mais cedo do que o previsto pela ministra da Saúde, Marta Temido, que, na semana passada, alertou para o facto de podermos chegar até aos 1.300 até final do ano. Na quinta-feira foram 1.382 casos, hoje 1.289. Os especialistas justificam a situação como sendo normal e expectável, à semelhança do que tem estado a acontecer em outros países da Europa, embora, reconheçam, com muito menos gravidade, devido à elevada taxa de vacinação que o país já atingiu.

A questão é que os surtos continuam a aumentar em creches, escolas, faculdades, lares e em unidades de saúde, havendo nesta primeira semana de Novembro 231 surtos activos, o que corresponde a 2.015 infectados. Mesmo assim, um número muito inferior ao registado no mesmo período homólogo no ano passado, em que havia 921 surtos activos.

Ao DN o coordenador do Gabinete de Crise para a Covid-19 da Ordem dos Médicos, Filipe Froes, diz que embora o número seja muito inferior continua a ser uma preocupação, “sendo preciso continuar a analisar cada uma das situações em termos de origem da infecção, características da população para se perceber onde devemos intervir”. Filipe Froes considera que este tipo de monitorização não pode deixar de ser feita, porque é normal e expectável que o número de casos e de surtos continuem a aumentar.

De acordo com os dados disponibilizados ao DN pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), nesta primeira semana de Novembro estão activos no país 231 surtos, a maioria em estabelecimentos de ensino, 111, nomeadamente em creches, escolas e faculdades com 979 infectados no total. Depois, há 41 em lares, com 908 infectados e depois as unidades de saúde, com oito surtos activos e 128 infectados.

Os restantes 81 surtos ocorreram em contextos distintos, como em ambientes laborais, familiares e sociais. A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) destaca-se no número de surtos activos ao registar 132, enquanto algumas ARS não atingem sequer os 20 surtos. A ARS do Centro aparece em segundo lugar com 37 surtos, depois a ARS do Norte, com 29, a do Algarve com 16 e a do Alentejo com 17.

No caso dos lares, por exemplo, e nos dados enviados ao DN, a DGS destaca que, no mês de Fevereiro foi quando o país mais registou surtos em lares, no total houve 405, o que correspondeu a cerca de 12 mil infectados.

Para o coordenador do Gabinete de Crise da Ordem “a existência destes surtos revelam aspectos importantes, nomeadamente o envolvimento das pessoas mais vulneráveis, utentes de lares e funcionários e os profissionais de saúde. Uns e outros têm em comum o facto de terem sido vacinados na primeira fase da vacinação, tendo-se ultrapassado um período superior aos seis meses da vacinação completa. Portanto, é normal que comecem a aparecer novos episódios de infecções e até de re-infecções nestas populações”. O médico defendeu mesmo que, nesta altura, “já há uma necessidade imperiosa de acelerar o reforço de vacinação contra a covid-19 nestes grupos mais vulneráveis”.

Neste momento, a 3.ª dose está só a ser administrada em instituições de idosos e à população em geral com mais de 80 anos, ao mesmo tempo que está a ser dada a vacina contra a gripe. Esta semana a própria Ordem dos Médicos lançou um comunicado a relembrar que “nos estamos a aproximar do Inverno e em que os casos de infecção respiratória estão em crescimento”, sendo “urgente agilizar a administração da terceira dose da vacina contra a covid-19 aos profissionais de saúde”.

No texto, assinado pelo bastonário, era sublinhado também que “o risco de exposição a que os médicos e outros profissionais de saúde têm, e numa altura em que já sabemos o impacto que a redução do acesso aos serviços de saúde tem nos cidadãos, é fundamental que a terceira dose da vacina contra a covid-19 possa ser administrada rapidamente aos profissionais de saúde. Não podemos ficar apenas no plano das intenções, tem de ser concretizado na prática e em tempo efectivo”.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, veio confirmar depois a terceira dose iria ser dada aos profissionais de saúde, embora não se saiba ainda quando é que este processo irá avançar. No entanto, o coordenador do Gabinete de Crise da Ordem defende que para avançar com este processo “basta utilizar a metodologia que foi feita na primeira fase da vacinação: disponibilizem as vacinas aos hospitais e aos centros de saúde que os profissionais serão vacinados através dos serviços de saúde ocupacional em dois ou três dias”.

Quanto aos surtos activos nesta primeira semana de Novembro, Filipe Froes sublinha que, apesar de não serem em número significativo quando se compara com o período homólogo de 2020 ou pré vacinação, “continuam a ser uma preocupação”, defendendo, por isso, a necessidade de se continuar a analisar as origens e as características das populações para se intervir. Ao mesmo tempo, ressalva que os surtos “são uma oportunidade para se verificar que, apesar destes, continuamos com números baixos de casos graves, de internamentos e de mortos”, o que só é possível ao número de vacinados que Portugal atingiu, mais de 86%.

Contudo, o médico alerta mais uma vez para a necessidade da vacinação dos profissionais de saúde e do impacto que tem quando os surtos atingem hospitais e centros de saúde. “Nos profissionais de saúde a infecção e as re-infeções têm outro impacto, porque são pessoas que estão muito expostas à doença e que são também potenciais transmissores da doença, mas há uma agravante é que quando são atingidos condicionam ainda mais a actividade nos seus serviços e a sobrecarga de trabalho que já existe nas instituições de saúde aumenta ainda mais”.

Para a DGS, os 231 surtos activos nesta primeira semana representam “uma diminuição drástica” em reacção ao ano anterior e ao pico da doença, em Fevereiro, “o que demonstra a importância que a vacinação tem tido no controlo da pandemia e na protecção da população mais vulnerável”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
05 Novembro 2021 — 16:43

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1221: Quarto dia com 1.197 casos e 5 mortes. Internamentos descem

– Estatísticas até hoje, Sábado:

06.11.2021 – 1.197 infectados – 5 mortos
05.11.2021 – 1.289 infectados – 9 mortos
04.11.2021 – 1.382 infectados – 4 mortos
03.11.2021 – 1.074 infectados – 9 mortos
02.11.2021 – 0.450 infectados – 9 mortos
01.11.2021 – 0.491 infectados – 5 mortos

Total da semana: 5.883 infectados – 41 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECTADOS/MORTOS

Segundo o boletim da DGS, registaram-se 5 mortos e 1.197 infecções nas últimas 24 horas. Há, neste momento, 323 pessoas internadas, das quais 62 em unidades de cuidados intensivos.

© PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

O boletim deste sábado da Direcção-Geral da Saúde mostra que nas últimas 24 horas morreram 5 pessoas e foram confirmados 1.197 novos casos.

Em internamento encontram-se 323 pessoas (menos 22 pessoas em relação ao relatório de sexta-feira), 62 das quais nos cuidados intensivos (menos quatro).

Lisboa e Vale do Tejo é a região do país com mais óbitos (3) nas últimas 24 horas. As outras duas mortes registaram-se na região Norte e no Alentejo.

No que diz respeito ao aparecimento de novos casos nas últimas 24 horas, o relatório da DGS mostra que Lisboa e Vale do Tejo é também a região que se destaca (+ 465 casos), seguida da região Norte (+ 300 casos) e da região Centro (+ 278).

18 mil reacções adversas às vacinas

A Autoridade Nacional do Medicamento registou 18.155 reacções adversas às vacinas contra a covid-19 em Portugal, 6.475 consideradas graves, o que representa um caso em cada mil inoculações.

Considerando o número de reacções adversas às vacinas (RAM) face ao total de vacinas administradas – mais de 16,2 milhões -, “verifica-se que as reacções adversas às vacinas contra a covid-19 são pouco frequentes, com cerca de um caso em mil inoculações, um valor estável ao longo do tempo”, refere o relatório de fármaco-vigilância do Infarmed.

Segundo os dados sobre a segurança das vacinas contra a covid-19 recebidos até 31 de Outubro, do total de reacções adversas, 64% dos casos não apresentaram gravidade e os restantes 36% foram considerados graves.

Em relação aos casos graves, cerca de 85% dizem respeito a situações de incapacidade temporária, incluindo o absentismo laboral, e outras consideradas clinicamente significativas por quem os notificou, seja o profissional de saúde ou o próprio vacinado.

O relatório do Infarmed avança ainda que, no grupo das reacções classificadas graves, foram notificados 654 casos de hospitalização (3,6%), 188 de risco de vida (01%) e 96 de morte (0,5%).

“Os casos de morte ocorreram num grupo de indivíduos com uma mediana de idades de 78 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal entre cada óbito e a vacina administrada, decorrendo também dentro dos padrões normais de morbilidade mortalidade da população portuguesa”, ressalva o regulador.

Mais casos em mulheres

No que se refere à distribuição por género, existe uma maior preponderância de notificação de RAM por parte do género feminino, o que é a tendência normal de notificação para qualquer outro medicamento, avança o documento, que admite que essa situação possa resultar de “uma maior atenção das mulheres à sua saúde”.

As reacções adversas notificadas com maior frequência “enquadram-se no perfil comum de qualquer vacina” e incluem, entre outras, reacções locais após a injecção ou sistémicas como febre, dor de cabeça e muscular.

Entre as reacções mais notificadas constam ainda a fadiga, calafrios, náusea, dor generalizada, tonturas, mal-estar geral, dor nas extremidades do corpo, aumento do volume dos gânglios linfáticos, fraqueza orgânica e vómitos.

“Na maioria dos casos, o desconforto causado por estas reacções resolve em poucas horas ou dias, sem necessidade de intervenção médica e sem sequelas. Apenas as situações não resolvidas ou agravadas após esse período ou de natureza clínica mais grave poderão requerer atenção médica”, adianta o Infarmed.

Em Portugal, estão a ser utilizadas quatro vacinas contra a covid-19: a Comirnaty (Pfizer/BioNTech), a Spikevax (Moderna), a Vaxzevria (AstraZeneca) e a Janssen, esta última de dose única.

O relatório indica ainda que a Comirnaty, Spikevax e Vaxzevria registaram um caso de RAM por mil inoculações, valor que sobe para os 1,5 no caso da Janssen, mas o Infarmed salienta que estes dados não permitem a comparação dos perfis de segurança entre vacinas, uma vez que foram utilizadas em grupos distintos e contextos diferentes da pandemia.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Novembro 2021 — 14:06

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1220: Sindicato denuncia. INEM está a demorar quase uma hora para enviar ambulâncias

– Segundo o sindicato, os atrasos no socorro pelo INEM é recorrente por falta de técnicos. E mesmo nesta situação caótica ainda fazem greve? O que está primeiro? Não será a vida das pessoas?

SAÚDE PÚBLICA/EMERGÊNCIA MÉDICA/INEM

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Médica que os elevados tempos de espera é “uma situação recorrente” e mais acentuada na região de Lisboa e Vale do Tejo. Actuais condições motivaram um dia de greve a 22 de Outubro.

© Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) está sem capacidade de resposta para situações urgentes, com tempos de espera para envio de ambulâncias de quase uma hora, denunciou esta sexta-feira o sindicato dos técnicos deste organismo.

“Hoje, às 14.00 estavam 29 ocorrências por dar resposta por não haver ambulância, sendo que a que estava à espera há mais tempo estava há, pelo menos, há 50 minutos”, revelou Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Médica, em declarações à agência Lusa, acrescentando que esta é uma “situação recorrente”, mais acentuada na região de Lisboa e Vale do Tejo, que dura há meses, sendo do conhecimento do INEM e do Ministério da Saúde.

Os tempos de espera de quase uma hora explicam-se pela falta de técnicos nos quadros do INEM, disse Rui Lázaro, referindo que actualmente existem apenas cerca de 900 técnicos de emergência pré-hospitalar, quando o previsto é serem 1400.

“Isto é provocado pela elevada taxa de abandono que temos”, disse o presidente do sindicato, justificando os níveis de abandono com a fraca atractividade da carreira, cujas actuais condições motivaram um dia de greve a 22 de Outubro.

Rui Lázaro referiu que o concurso actualmente em curso para a contratação de 178 técnicos recebeu até agora menos de 50 candidaturas, quando em concursos abertos em 2012, 2013 ou 2014 para 100 vagas concorriam cerca de 10 mil candidatos.

“A consequência de sermos menos é que há ambulâncias fechadas diariamente. Fizemos greve há duas semanas e os serviços mínimos que garantimos no dia de greve foram superiores ao que o INEM consegue garantir durante vários dias. Estamos neste ponto, o INEM já nem sequer consegue garantir os mínimos exigidos numa greve geral”, disse o responsável sindical.

Rui Lázaro acrescentou ainda que nem as ambulâncias das corporações de bombeiros ou as da Cruz Vermelha conseguem atenuar o problema, porque se os centros de atendimento não enviam ambulâncias para os locais de emergência é porque até estas estão ocupadas.

Há ainda muitas “ambulâncias fechadas”, ou seja, paradas, por falta de técnicos, com algumas que deviam estar operacionais durante 24 horas a estarem ao serviço apenas 16 horas, e outras que em vez de 16 horas funcionam apenas durante oito horas, acrescentou.

Parte do problema podia ser resolvido com recurso a técnicos que estão nos CODU (Centros de Orientação de Doentes Urgentes), se a sua formação tivesse sido concluída, disse Rui Lázaro.

“O último concurso de técnicos que ocorreu em 2019, por ineficácia e incapacidade do INEM para prestar a formação toda, os técnicos não têm formação para trabalhar nas ambulâncias, estão obrigados a trabalhar só na central de emergência, onde aparentemente não faltará gente, porque as chamadas são atendidas”, disse.

Segundo Joana Amaro, dirigente sindical e técnica de emergência pré-hospitalar na margem sul do Tejo, só esta semana chegaram ao sindicato pelo menos cinco denúncias por atrasos no socorro, sendo que na margem sul de Lisboa são os concelhos de Almada e Seixal onde a situação é mais grave.

Os casos de atraso de socorro, que já motivaram anteriormente denúncias do sindicato ao Ministério Público, provocam cada vez mais reacções negativas de quem aguarda o envio da ambulância.

“As pessoas reagem mal à nossa chegada, porque acham que chegámos tarde por culpa nossa, quando, na verdade, fomos activados há cinco minutos”, disse Joana Amaro, sublinhando ainda que também para os operadores do CODU “esta é uma situação de desgaste permanente”.

A Lusa contactou o INEM para obter uma reacção e aguarda resposta.

Diário de Notícias
Lusa
05 Novembro 2021 — 18:40

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1219: Plano para 3.ª dose derrapa. Só 12% acima dos 65 anos estão vacinados

– Chamem o vice-almirante…!!! A “culpa” é sempre do mexilhão! O que estão a fazer, nesta altura, os Centros de Saúde? Nem resposta dão aos e-mails enviados sobre este assunto e também para a vacina da gripe! Responder aos telefonemas? Nem pensar! Hoje, dia 06/11/2021 tentei efectuar a marcação para a vacina Covid-19+Gripe e a resposta do Portal foi esta: “Neste momento estão a ser vacinadas as pessoas com 80 ou mais anos. Aguarde a sua vez e vá consultando o portal.” Em que é que ficamos ó gentes? Informaram que a 3ª. dose para maiores de 65 anos podia ser agendada a partir de ontem e afinal está na faixa dos 80 anos? E depois ainda dizem que apenas 315.000 pessoas foram vacinadas até ontem?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/VACINAÇÃO/IDOSOS

Do total de 2,5 milhões de pessoas com mais de 65 anos, que deviam receber a 3.ª dose para ficarem protegidas no inverno, apenas 315 mil foram vacinadas até ontem.

Centro de Vacinação de Viana do Castelo. Graça Freitas anunciou a modalidade “Casa Aberta” para a 3ª dose dos maiores de 80
© Rui Fonseca / Global Imagens

Até esta sexta-feira tinham sido vacinadas 315 mil pessoas com a 3.ª dose da vacina contra a covid-19, cerca de 12% do total da população com mais de 65 anos que está abrangida por este reforço.

Este número foi facultado ao DN por fonte que está a acompanhar o processo e que veio a ser depois confirmado pela Direcção-Geral de Saúde (DGS).

Um número que, no entanto, está muito longe do previsto no plano que tinha sido traçado pela Task Force (TF), quando ainda liderada pelo vice-almirante Gouveia e Melo, apurou o DN.

O antigo coordenador tinha informado a Assembleia da República, no momento em que deixou o cargo, no final de Setembro, que o reforço de protecção para a covid-19 representava vacinar cerca de 2,5 milhões, havendo precisamente, a 28 de Setembro, cerca de 2,5 milhões de vacinas disponíveis, estando ainda previsto chegarem no quarto trimestre mais 6,1 milhões de doses, as quais se vão juntar as já contratadas para os primeiros meses de 2022.

O plano era que todos os maiores de 65 anos estivessem vacinados com a 3ª dose até 19 de Dezembro, já próximo da entrada oficial na estação de Inverno.

O plano era que todos os maiores de 65 anos estivessem vacinados com a 3ª dose até 19 de Dezembro, já próximo da entrada oficial na estação de Inverno. O problema é que, ao ritmo actual – uma média de 16 mil vacinas por dia nos 19 dias que decorreram- nessa data apenas estarão vacinadas 690 mil pessoas, ou seja, 27% do previsto, ficando quase três quartos da população mais vulnerável desprotegida numa altura crítica.

De acordo com o plano delineado, ao dia de hoje deviam estar vacinadas, pelo menos, 500 mil pessoas. “Vamos iniciar a faixa dos 70/80 na próxima semana e no plano inicial devíamos avançar a 22 de Novembro com os 65 anos, mas se não recuperarmos o atraso que temos agora, pode escorregar, pelo menos, uma semana”, assinala a referida fonte.

Esta semana a Ordem dos Médicos alertou em comunicado para os atrasos que se estão a registar na vacinação. Num comunicado assinado pelo bastonário, a ordem referia: “Com as alterações na task force e a devolução do processo ao Ministério da Saúde tem-se vindo a assistir a alguns bloqueios no processo de vacinação que podem deitar a perder muito do que já se conseguiu”.

Sobretudo “porque nos aproximamos do inverno e os casos de infecção respiratória estão a crescer“. Na mesma nota, a ordem defendia ser necessário agilizar de forma urgente a administração da terceira dose da vacina contra a Covid-19 aos profissionais de saúde.

Mas em relação à população em geral, outros especialistas já vieram alertar para a situação. Na semana passada, o pneumologista e director da Faculdade de Medicina de Coimbra, Carlos Robalo Cordeiro, alertava para a necessidade de se acelerar o processo de reforço da vacinação dos grupos mais vulneráveis, idosos em lares, e as faixas etárias acima dos 65 anos. O professor referia mesmo ser preciso perceber que “a pandemia ainda não acabou”.

O coordenador do Grupo de Crise para a Covid-19 da Ordem dos Médicos, Filipe Froes, também defendeu ontem ao DN a necessidade de se avançar com a vacinação contra a covid junto das populações mais idosas e dos profissionais de saúde, sublinhando mesmo que a infecção de profissionais de saúde tem um impacto forte na actividade diária das unidades e na sobrecarga de trabalho.

O DN enviou várias questões à Direcção Geral de Saúde (DGS) na passada quarta-feira sobre a falha na execução desde plano de reforço de vacinação, pedindo também que fosse explicado a que se deve o atraso que se está a verificar e que medidas pretendem tomar para acelerar o processo. A DGS não respondeu até à hora do fecho desta edição.

Em entrevista ontem ao jornal “Público” a directora-geral de Saúde, Graça Freitas, não negou que houvesse atrasos nesta fase da vacinação e anunciou que os idosos com mais de 80 anos vão poder vacinar-se em modalidade “casa aberta”, isto é, sem agendamento, a partir da próxima semana.

E as pessoas com mais de 75 anos vão passar a poder realizar o auto agendamento. Graça Freitas explicou que “o ideal” seria os idosos tirarem uma senha digital no portal da DGS; no entanto, acrescenta que podem aparecer sem marcação um dos mais 300 centros de vacinação que ainda existem no país.

O objectivo é acelerar o processo de imunização simultâneo. Graça Freitas realça que “esta faixa etária é, de facto, a mais difícil por todas as razões: pela idade, porque dominam menos os meios de comunicação”.

A mesma fonte que está a acompanhar o processo – e que não está autorizada a falar porque a comunicação deixou de estar centralizada na TF e passou para a DGS – confirma esta percepção.

“A preocupação que temos não é a capacidade instalada para vacinar, nem a disponibilidade das vacinas, mas a possível baixa motivação das pessoas para se vacinarem”

“Há uma baixa taxa de resposta às SMS (50 a 60%) e a baixa adesão ao auto agendamento também poderá ser por info-exclusão. Temos a expectativa que nas faixas etárias mais baixas a facilidade de agendar será maior e que o ritmo vai aumentar. A preocupação que temos não é a capacidade instalada para vacinar, nem a disponibilidade das vacinas, mas a possível baixa motivação das pessoas para se vacinarem”, assevera.

Portugal ultrapassou esta semana os mil casos diários de covid-19, mais cedo do que o previsto pela ministra da Saúde, Marta Temido, que, na semana passada, alertou para o facto de podermos chegar até aos 1.300 até final do ano. Na quinta-feira foram 1.382 casos e 1.289 na sexta.

Diário de Notícias
Valentina Marcelino e Ana Mafalda Inácio
06 Novembro 2021 — 00:16

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1218: Incidência de covid acima dos 80 anos é de 114 por 100 mil habitantes

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/IDOSOS

O relatório sobre a evolução epidemiológica da covid-19 em Portugal, divulgado na tarde desta sexta-feira, indica uma tendência crescente na propagação da doença nos idosos, acompanhando assim a tendência de aumento nas populações mais jovens.

Tendência crescente de infeções na população em geral atinge também faixa etária dos mais velhos

Depois da abertura total da sociedade era expectável um aumento do número de casos, sobretudo nas faixas mais jovens, não vacinadas e nos que mantém uma mobilização e convivência social elevadas.

De acordo com o relatório das Linhas Vermelhas, divulgado nesta tarde de sexta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), o grupo etário com incidência cumulativa a 14 dias mais elevada é o dos 20 aos 29 anos (159 casos por 100 000 habitantes). No entanto, e como é assumido no documento, regista-se uma tendência globalmente crescente em todos os grupos etários.

O destaque vai ainda para o grupo etário dos indivíduos com 80 ou mais anos que apresentou uma incidência cumulativa a 14 dias de 114 casos por 100 000 habitantes, o que, refere o documento do INSA, “reflete um risco de infecção semelhante ao apresentado pela população em geral, com tendência crescente”.

A incidência mais elevada atinge sem dúvida a faixa dos 20 aos 29 anos, depois a dos zero aos 9 anos, com 139 casos por 100 mil habitantes, o que confirma também um aumento de surtos nas creches e nas escolas. Depois, está a faixa dos 30 aos 39 anos com 132 casos por 100 mil habitantes, seguindo-se a faixa acima dos 80 anos, depois a dos 40 aos 49 anos com 106 casos por 100 mil habitantes, a seguir vem a a faixa dos 10 aos 19 anos, com 101 casos por 100 mil e só depois a dos 50 aos 59 anos com 94 casos, a dos 60 aos 69 anos com 79 casos e a dos 70 aos 79 anos com 78 casos por 100 mil habitantes. Mas há a destacar que todas as faixas etárias registam uma tendência crescente.

O relatório das Linhas vermelhas indica ainda que a incidência nacional cumulativa a 14 dias é de 110 casos por 100 000. Uma tendência crescente que também está presente em todas as regiões de saúde, embora o maior crescimento tenha sido registado nas regiões do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve. No entanto, nenhuma destas regiões ultrapassa os 240 casos por 100 mil habitantes.

Em relação ao índice de transmissibilidade R(t), calculado por data de início de sintomas, para o período de 27 a 31 de Outubro de 2021, o INSA revela que foi de 1,04 a nível nacional, e de 1,03 no continente, tendo sido observado um valor de R(t) superior a 1 na maioria das regiões, com excepção da região Alentejo.

Mas a manter-se esta tendência de crescimento, ao nível nacional, o limiar da taxa de incidência acumulada a 14 dias de 240 casos por 100 mil habitantes pode ser atingido em 2 a 4 meses.

Relativamente aos internamentos, o grupo etário com maior número de casos de covid-19 internados em UCI é o dos 60 aos 79 anos (43 casos), apresentando uma clara tendência crescente nas últimas semanas, assim como o grupo etário dos 40 aos 59 anos.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
05 Novembro 2021 — 18:42

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