1333: Mais 2.907 casos e 11 mortos em Portugal nas últimas 24 horas

– Estatísticas até hoje, Terça-feira:

30.11.2021 – 2.907 infectados – 11 mortos
29.11.2021 – 1.635 infectados – 13 mortos

Total da semana: 4.542 infectados – 24 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Dados da DGS indicam que há agora 833 pessoas internadas devido à covid-19.

Serviço de medicina intensiva do Hospital de São João, no Porto
© Artur Machado / Global Imagens

Na véspera do regresso à situação de calamidade, Portugal registou 2.907 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde. A registar ainda 11 mortes associadas à infecção, indica o relatório desta terça-feira (20 de Novembro).

No que se refere à situação nos hospitais, há agora 833 internados (mais 24 do que na véspera), 116 (mais 5 do que os reportados na segunda-feira) dos quais em unidades de cuidados intensivos.

Cuidados Intensivos. Comissão pede acção imediata para evitar que “bomba nos caia de novo nas mãos”

A tendência de crescimento de casos de covid-19 em Portugal não está a atenuar. A incidência da doença subiu na segunda-feira para os 325,9 casos por 100 mil habitantes a nível nacional. Nos hospitais, estão mais de 800 pessoas internadas, nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) estão mais de 100 doentes. O relatório de monitorização das linhas vermelhas, publicado na sexta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), já alertava para um aumento de 12% de doentes em UCI em relação à semana anterior.

Para o coordenador da Comissão da Resposta Nacional em Medicina Intensiva (CARNMI) a subida do número de casos voltou a ser uma preocupação, tal como as previsões para os próximos tempos. Ao DN, João Gouveia diz que “há previsões que indicam que podemos chegar até aos 400 internamentos no mês de Fevereiro”. Por isso, alerta: “É necessário que os hospitais se comecem a preparar para essa altura, para que tenham todas as camas de medicina intensiva abertas. Se não, a consequência é rebentar-nos outra vez uma bomba na mão. E à 5.ª vaga da doença não podemos continuar a cometer os mesmos erros, queremos acreditar que se aprendeu alguma coisa”.

Suíça exige teste negativo e quarentena a viajantes de Portugal

Já esta terça-feira, as autoridades suíças anunciaram a inclusão de Portugal na lista de países com variantes “de preocupação”, como a Omicron.

A Suíça passou, assim, a exigir teste negativo e quarentena a todos os cidadãos que viajem de Portugal, mesmo vacinados ou recuperados da covid-19, por causa da presença em território português da variante Omicron.

A inclusão de Portugal, pelas autoridades de saúde suíças, na lista de países com variantes “de preocupação”, como a Omicron, conta a partir de hoje, um dia depois de Portugal ter confirmado a existência de 13 casos desta variante do coronavírus em território nacional.

De acordo com as regras definidas pelas autoridades suíças, à chegada ao país, qualquer pessoa proveniente desta lista de países e que tenha mais de 16 anos deve apresentar teste negativo (rápido antigénio ou PCR), mesmo que esteja vacinada ou tenham recuperado da covid-19.

O teste PCR ou antigénio deve ser repetido entre o 4.º e o 7.º dia em território suíço, segundo as autoridades. Todos, mesmo as crianças, devem ainda preencher um formulário de entrada e completar uma quarentena de 10 dias. A regra também se aplica aos recuperados e vacinados.

Diário de Notícias
DN
30 Novembro 2021 — 14:40

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1332: Ainda não é possível determinar se há transmissão comunitária da variante Omicron em Portugal, aponta Graça Freitas

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/OMICRON

Tiago Petinga / Lusa

Responsável revelou que o plano de testagem para casos considerados de risco foi alterado, passando a prever a realização de três testes.

Graça Freitas considera que é “muito cedo” para dizer se há disseminação comunitária da variante Omnicron em Portugal, face ao grande desconhecimento que ainda existe da estripe mesmo a nível mundial. “É impossível prever se haverá disseminação comunitária ou não, a investigação é muito precoce.” Em entrevista ao jornal Público, a directora-geral da Saúde realçou que todos os casos identificados resultaram de uma transmissão em “meio laboral” — referindo-se aos casos identificados na Belenenses SAD, reconhecendo que é possível, ainda assim, que se “criem ligações”. “O que há é um surto localizado“, resumiu a responsável.

Sobre a possibilidade de o país implementar novas medidas para responder a um hipotético aumento de casos resultante de uma maior transmissibilidade inerente à nova variante, Graça Freitas esclarece que as medidas actualmente em vigor — que visam sobretudo as viagens — têm um “carácter temporário“, não passando de “medidas de precaução“.

“Não sabemos muitas coisas sobre esta variante, não sabemos exactamente como se propaga, com que velocidade, não sabemos a gravidade, não sabemos se vai ter capacidade de escapar às vacinas ou não. Há algumas incógnitas e quando as incógnitas são maiores, fazemos um reforço da investigação epidemiológica, mas não quer dizer que sejam medidas definitivas”, apontou.

Com “reforço da investigação epidemiológica“, Graça refere-se a um alargamento da rede de contactos dos casos positivos e pela intensificação da testagem, de forma a impedir a criação de cadeias de transmissão e a propagação da nova variante. O plano de testagem actualmente previsto prevê a realização de um teste feito na hora (quando é detectada a situação de risco), outro ao quinto dia e um terceiro ao décimo dia. Apesar de todo o desconhecimento que existe actualmente na comunidade científica mundial, a responsável garantiu que Portugal tem capacidade para detectar mais casos da nova variante, à semelhança do que aconteceu com a variante Delta.

“Estamos a falar de um caso em que não sabemos se a variante se está a disseminar no mundo porque é mais transmissível ou se se está a disseminar porque as pessoas viajam e porque isto é um vírus respiratório. Pode haver aqui estes dois fenómenos, mas é cedo para sabermos se é mais rápida na transmissão do que a Delta. Há redes de vigilância em todo o mundo que farão esse trabalho. É uma variante de preocupação, mas que ainda está em observação. Qualquer conclusão será prematura”, referiu.

Graça Freitas, ainda assim, recusou dizer se a situação epidemiológica em Portugal “está a ser novamente aprofundada e revista” à luz dos 13 casos detectados da variante Omicron. “Temos mais informação do que tínhamos há dois dias, não só sobre a nova variante, como sobre a evolução dos testes que têm sido feitos às pessoas. Vamos esperar mais uns dias que possamos tirar conclusões”.

Anteriormente, a responsável já tinha avançado que não foi identificado mais nenhum caso de infecção relacionado com o surto na Belenenses SAD, apesar de não precisar quantas pessoas estão em isolamento. “Serão algumas dezenas de pessoas. São treze casos e cada caso pode ter contactos em várias esferas e em vários níveis”, apontou a directora-geral.

O surto na Belenenses SAD terá tido origem na viagem do jogador Cafu Phete a África do Sul, o seu país de origem. Ainda segundo o jornal Público, o atleta realizou um teste antes de abandonar o país africano, com resultado negativo, tendo voltado a ser testado quando aterrou em Portugal, novamente com resultado negativo.

Com os 13 casos da variante Omicron na esfera da Belenenses SAD, Portugal tornou-se um dos países europeus com mais infecções associadas a esta infecção. O número fez com que a Suíça, esta manhã, decretasse a quarentena obrigatória para quem viaje a partir de Portugal para o país, assim como a apresentação de um teste negativo.

  ZAP //

ZAP
30 Novembro, 2021

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1331: Portugal regressa à situação de calamidade na quarta-feira. O que muda?

– Os que sempre CUMPRIRAM as elementares regras básicas sanitárias, os confinamentos, podem agora agradecer aos burgessos acéfalos idiotas indigentes intelectualóides, negacionistas, walking deads & restante choldra de energúmenos, o facto de o país voltar novamente ao ESTADO DE CALAMIDADE. Continuem as passeatas, as idas aos futebóis, às discotecas, ao RAIO QUE OS PARTA A TODOS…!!!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ESTADO DE CALAMIDADE

Regressa o estado de calamidade na quarta-feira e novas medidas para controlar a pandemia em Portugal, como a obrigatoriedade do uso da máscara e o reforço da testagem.

© Paulo Spranger/Global Imagens

O regresso da obrigatoriedade do uso de máscara, o reforço da testagem e uma semana de contenção em Janeiro são algumas das medidas anunciadas pelo Governo para travar a propagação da covid-19 no país. As novas regras de controlo da pandemia entram já em vigor esta quarta-feira (1 de Dezembro).

As medidas, aprovadas em Conselho de Ministros, foram justificadas pelo primeiro-ministro, António Costa, com o facto de o país “não está tão bem” quanto aquilo que queria estar”, apesar da vacinação e da situação melhor do que a generalidade da Europa.

Com o regresso à situação de calamidade, a partir desta quarta, a generalidade das medidas que entram em vigor no mesmo dia assentam, sobretudo, no reforço da utilização de máscara, da testagem e do certificado digital.

Situação de calamidade a partir de 1 de Dezembro

Para assegurar que as medidas aprovadas em Conselho de Ministros têm um enquadramento legal, Portugal continental vai entrar em situação de calamidade na quarta-feira (1 de Dezembro), data em que começam a vigorar as restrições.

O país regressa à situação de calamidade pela segunda vez este ano, depois de ter estado neste nível entre 1 de maio e 30 de Setembro.

A situação de calamidade é o nível de resposta a situações de catástrofe mais alto previsto na Lei de Base da Protecção Civil, acima da situação de contingência e de alerta, que é a que vigora neste momento em Portugal.

Máscaras obrigatórias em todos os espaços fechados e na rua

Sendo a utilização da máscara um dos três principais instrumentos do executivo para conter o agravamento da pandemia de covid-19, o uso de máscara passa a ser novamente obrigatório em todos os espaços fechados.

Poderão ficar de fora desta regra os espaços que a Direcção-Geral da Saúde definir como excepções.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou na segunda-feira o decreto que habilita o Governo a estabelecer o uso de máscara na rua sem a autorização da Assembleia da República.

Numa nota divulgada na segunda-feira à noite no sítio oficial da Internet da Presidência, é assinalada a promulgação do “decreto que estabelece as condições de determinação, a título excepcional, da obrigatoriedade do uso de máscara para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas”.

O parlamento aprovou na sexta-feira o projecto do PS que habilita o Governo a decretar o uso de máscara na rua sem a autorização da Assembleia da República, diploma que cessará a vigência em 1 de Março de 2022.

O diploma do PS prevê um “regime transitório de obrigatoriedade do uso de máscara em espaços públicos”, cuja necessidade será decidida pelo Governo.

“Se a medida se afigurar necessária, adequada e proporcional à prevenção, contenção ou mitigação de infecção epidemiológica por covid-19, o Governo pode, através da Resolução do Conselho de Ministros que declare uma situação de alerta, contingência ou calamidade, determinar a obrigatoriedade do uso de máscara por pessoas com idade a partir dos 10 anos para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável”, refere o diploma.

Quanto às condições que determinam essa necessidade, o projecto-lei refere apenas que será “aferida a partir dos dados relativos à evolução da pandemia, designadamente com base no aumento do número de infecções e no índice de transmissibilidade da doença”, sem quantificar.

Foi adicionado ao projecto, no final do debate, um artigo que define a cessação da vigência desta iniciativa em 1 de Março de 2022.

Certificado digital para restaurantes, estabelecimentos turísticos, ginásios e alguns eventos

O certificado digital covid-19 volta a ser obrigatório no acesso a restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local, ginásios e eventos com lugares marcados.

A apresentação de certificado digital, que pode ser de vacinação, testagem ou recuperação, tinha sido dispensada no âmbito das últimas medidas de desconfinamento, mas a obrigatoriedade regressa agora face ao agravamento da situação epidemiológica.

Acesso a lares, estabelecimentos de saúde, grandes eventos e discotecas só com teste negativo

Na próxima fase do combate à pandemia, o Governo decidiu também reforçar a testagem e, nesse âmbito, o acesso a lares, estabelecimentos de saúde, grandes eventos culturais ou desportivos e discotecas passa a exigir a apresentação de teste de detecção do vírus SARS-CoV-2 com resultado negativo.

A medida aplica-se mesmo a pessoas vacinadas contra a covid-19.

Quanto aos eventos, António Costa salientou a apresentação de teste negativo é obrigatória em “todos os grandes eventos, qualquer que seja a sua natureza, cultural ou desportiva, que se verifiquem em lugares improvisados, sem lugares marcados e em todos os recintos desportivos, cobertos ou ao ar livre”.

Teste negativo também para voos que cheguem a Portugal e companhias sujeitas a sanções

A apresentação de um teste de diagnóstico com resultado negativo vai passar também a ser obrigatória a todos os passageiros que voem para Portugal a partir de 1 de Dezembro, “seja qual for o ponto de origem e seja qual for a nacionalidade do passageiro”.

Além desta obrigatoriedade, as companhias aéreas que transportem passageiros sem teste negativo à covid-19 incorrem em multas de 20 mil euros por pessoa e o Governo vai também “agravar as sanções acessórias que podem culminar com a suspensão das licenças de voo dessas companhias para território nacional”.

Passageiros dos Açores e Madeira com destino ao continente dispensados de teste negativo

Os passageiros provenientes dos Açores e da Madeira com destino ao continente português estão dispensados de apresentar teste negativo à covid-19 para embarcar a partir de quarta-feira, esclareceu fonte da Presidência do Conselho de Ministros.

Teste negativo será também exigido nas fronteiras terrestres, marítimas e fluviais

As regras para a entrada em território nacional por via área aplicam-se “com as necessárias adaptações, às fronteiras terrestres, marítimas e fluviais”.

Os trabalhadores transfronteiriços – que exercerem a sua actividade profissional até 30 quilómetros da fronteira – e os trabalhadores de serviços essenciais, como transportes de mercadorias e de passageiros, emergência e socorro, segurança e serviços de urgência, devem igualmente apresentar o certificado digital em qualquer das três modalidades.

“A Guarda Nacional Republicana (GNR) e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) vão realizar operações de fiscalização aleatórias nos pontos de passagem fronteiriça”, avisa o MAI.

O Governo lembra ainda que quem não apresentar um dos certificados ou comprovativos atrás referidos é notificado para realizar um teste de despiste do vírus SARS-CoV-2 a suas próprias expensas, nos locais a indicar pelas autoridades de saúde, que devem situar-se num raio de 30 quilómetros do local da fiscalização e onde os cidadãos devem aguardar o respectivo resultado.

Cidadãos fora da UE precisam de teste ou certificado de recuperação para entrar no país via terrestre

Cidadãos de países exteriores à União Europeia e dos países considerados de risco vermelho ou vermelho escuro sem certificado digital europeu de teste ou recuperação precisam de teste PCR negativo ou comprovativo de teste rápido antigénio para entrar em Portugal via terrestre.

Segundo o alerta lançado esta terça-feira pelo Governo português, a um dia de entrarem em vigor as novas regras, o teste PCR precisa de ser efectuado até 72 horas antes e o antigénio, com comprovativo laboratorial, até 48 horas.

De acordo com as regras de entrada em Portugal que estarão em vigor a partir de quarta-feira, quem não apresentar um dos testes referidos ou se recusar a fazer um dos testes indicados pelas autoridades terá de pagar uma multa de 300 a 800 euros.

O alerta de hoje do Ministério da Administração Interna (MAI) diz ainda que os cidadãos oriundos dos países da UE considerados de risco baixo ou moderado devem ter certificado digital europeu de vacinação, teste ou recuperação para entrarem Portugal.

Primeira semana de Janeiro com reforço de medidas para conter a pandemia depois das festividades

Durante a primeira semana de Janeiro, vai estar em vigor um conjunto de medidas para reduzir os contactos, com o objectivo de conter a propagação do SARS-CoV-2 após o período do Natal e Ano Novo.

Por isso, o reinício do ano lectivo foi adiado para 10 de Janeiro, em vez da data inicialmente definida no calendário escolar, que previa o início do 2.º período no dia 3. O adiamento, aplicado a todas as escolas públicas e privadas e às creches, será compensado com dois dias na interrupção do Carnaval e outros três nas férias da Páscoa.

Entre 2 e 9 de Janeiro vão estar também encerradas as discotecas e bares, e o teletrabalho será obrigatório.

Governo recomenda teletrabalho e testagem regular

O teletrabalho e a testagem regular não entram na lista de novas regras, mas são recomendações do Governo para ajudar a conter a pandemia da covid-19.

Diário de Notícias
Lusa
30 Novembro 2021 — 10:48

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Johnson & Johnson já está a desenvolver vacina contra variante Omicron

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAS/OMICRON

Nova variante voltou a trazer restrições ao tráfego aéreo internacional
© EPA/Philipp Guelland

A Johnson & Johnson afirma que está “em processo de avaliação da eficácia da sua vacina contra a covid-19 contra variantes”, incluindo a Omicron.

O laboratório Johnson & Johnson (J&J) revelou na segunda-feira que já começou a desenvolver uma nova versão da sua vacina contra a covid-19, visando especificamente a nova variante Omicron, caso a actual fórmula não seja suficientemente eficaz.

Em comunicado de imprensa, a empresa norte-americana explicou que está “em processo de avaliação da eficácia da sua vacina contra a covid-19 contra variantes”, incluindo a Omicron.

Ao mesmo tempo, o grupo farmacêutico está “a trabalhar numa vacina mais específica para a variante Omicron, que a irá desenvolver se necessário”, noticia a agência AFP.

A J&J salientou, no entanto, que “continua confiante” na resposta imunológica da sua actual vacina de toma única contra as variantes.

O laboratório acrescentou que pode iniciar “rapidamente” os ensaios clínicos caso seja necessário, garantiu o responsável pela investigação, Mathai Mammen.

A farmacêutica Pfizer já começou a desenvolver uma nova versão da sua vacina contra a covid-19 visando especificamente a nova variante Omicron, caso a actual vacina não seja suficientemente eficaz para a combater, adiantou também na segunda-feira o seu presidente.

“Há ainda muitas incertezas” em redor da nova variante detectada na África do Sul e declarada “preocupante” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sublinhou o presidente da Pfizer, Albert Bourla em entrevista à cadeia televisiva norte-americana CNBC, citada pela AFP.

O medicamento contra a covid-19 desenvolvido pela Pfizer para tratar a doença, que demonstrou eficácia de 89% contra hospitalizações e mortes durante os ensaios clínicos, também foi desenvolvido com a ideia de que pudessem surgir mutações do vírus, referiu Albert Bourla.

“Estou muito, muito confiante na capacidade [do medicamento] contra todas as mutações, incluindo a Omicron]”, frisou.

“É preciso ter em mente (…) que a situação é diferente quando se faz um tratamento”, reduzindo de dez para uma o número de pessoas que necessitam de hospitalização, apontou ainda.

A empresa farmacêutica norte-americana Moderna disse no domingo que a ser necessário o desenvolvimento de uma nova vacina adaptada à variante Omicron esta terá lugar no início de 2022.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Novembro 2021 — 07:52

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1329: Farmácias garantem disponibilidade de testes apesar do aumento da procura

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/FARMÁCIAS/TESTES

“Os portugueses podem estar tranquilos, que as farmácias dispõem de quantidade suficiente para responder ao aumento da procura do serviço de realização de testes antigénio e auto-testes”, assegurou a presidente da Associação Nacional das Farmácias.

© André Rolo / Global Imagens

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) assegura que existe disponibilidade de testes rápidos à covid-19 nas farmácias portuguesas para responder ao aumento da procura do serviço.

“Os portugueses podem estar tranquilos, que as farmácias dispõem de quantidade suficiente para responder ao aumento da procura do serviço de realização de testes antigénio e auto-testes”, assegurou a presidente da ANF, Ema Paulino, citada num comunicado divulgado na segunda-feira, ao final do dia.

Ema Paulino diz que após a declaração do estado de calamidade por parte do Governo, a vigorar a partir de quarta-feira, verificou-se um pico de procura por este tipo de testes, adiantando que o abastecimento de testes será reforçado.

Na sequência deste aumento, segundo a presidente da ANF, têm vindo a ser distribuídas quantidades controladas de testes a cada farmácia por forma a garantir um fornecimento homogéneo no território nacional.

Na sexta-feira, 26 de Novembro, as farmácias portuguesas realizaram 30.147 testes de antigénio, número ainda inferior aos 35 475 registado a dia 30 de Julho.

Várias farmácias contactadas pela agência Lusa na sexta-feira, já adiantavam que se estavam a preparar para uma maior procura por testes para detecção de covid-19, aumentando os ‘stocks’ e alargando horários para a testagem, sujeita a marcação prévia.

O primeiro-ministro anunciou na quinta-feira que o acesso a lares, alguns estabelecimentos de saúde e grandes eventos culturais ou desportivos passa a exigir a apresentação de teste de detecção do vírus SARS-CoV-2 com resultado negativo, mesmo para pessoas vacinadas contra a covid-19.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Novembro 2021 — 07:44

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Cuidados Intensivos. Comissão pede acção imediata para evitar que “bomba nos caia de novo nas mãos”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/CUIDADOS INTENSIVOS

O ritmo de crescimento da doença já está a ter efeitos nos cuidados de fim de linha. A taxa de ocupação de camas ainda é baixa, mas as previsões são preocupantes. Comissão para a Medicina Intensiva defende que não se podem cometer os mesmos erros e que é preciso avançar já com a contratação de pessoal e de equipamento.

“Há camas que foram criadas no âmbito da covid-19, mas algumas acabaram por ser desactivadas e outras nem sequer abriram por falta de recursos humanos e de equipamento”.
© Orlando Almeida Global Imagens

A tendência de crescimento de casos de covid-19 em Portugal não atenua. A incidência da doença subiu ontem para os 325,9 casos por 100 mil habitantes a nível nacional. Os internamentos subiram para 809, mais 45 do que no dia anterior, e nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) havia mais sete doentes do que no domingo, passando para 111. O relatório de monitorização das linhas vermelhas, publicado na sexta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), já alertava para um aumento de 12% de doentes em UCI em relação à semana anterior.

Para o coordenador da Comissão da Resposta Nacional em Medicina Intensiva (CARNMI) a subida do número de casos voltou a ser uma preocupação, tal como as previsões para os próximos tempos. Segundo diz João Gouveia “há previsões que indicam que podemos chegar até aos 400 internamentos no mês de Fevereiro”. Por isso, alerta: “É necessário que os hospitais se comecem a preparar para essa altura, para que tenham todas as camas de medicina intensiva abertas. Se não, a consequência é rebentar-nos outra vez uma bomba na mão. E à 5.ª vaga da doença não podemos continuar a cometer os mesmos erros, queremos acreditar que se aprendeu alguma coisa”.

O alerta de João Gouveia vai para o facto de haver um número considerável de camas de cuidados intensivos que ainda não estão funcionais. “Há camas que foram criadas no âmbito da covid-19, mas algumas acabaram por ser desactivadas, com o regresso de alguns profissionais aos serviços de origem, e outras nem sequer abriram por falta de recursos humanos e de equipamento”. Portanto, “é fundamental que os hospitais se preparem atempadamente para os cenários de maior risco”.

“As administrações hospitalares têm de se preparar para poderem abrir as camas na altura certa, não pode haver atrasos. E para isso é preciso que façam já a dotação de pessoal necessário. Já o deviam ter feito. Não conseguiram por não haver capacidade de contratação e porque houve saídas de profissionais do Serviço Nacional de Saúde, mas isso tem de ser resolvido pela tutela e por estas. É preciso contratar recursos, treiná-los e comprar o equipamento que falta”, reforça. Se tal não for feito, “quando a bomba nos rebentar na mão, a responsabilidade será deles”.

Lisboa e Vale do Tejo vai aumentar camas esta semana

O médico diz ainda que esta realidade já foi passada à tutela em várias conversas informais e que, também, será comunicada formalmente. Aos hospitais já foi pedido que pusessem em marcha as fases seguintes dos planos de contingência. Na região de Lisboa e Vale do Tejo, por exemplo, nas últimas semanas já passou das 44 camas para as 57 e já foi pedido aos hospitais que abram mais para atingir as 99 até ao final da semana.

No Norte, há 61 camas adjudicadas à covid-19 e o coordenador regional, José Artur Paiva, diz “não haver razão para aumentar”. “Só começamos a pensar em accionar o plano seguinte, quando a taxa de ocupação passa os 75%”, sublinha. No entanto, alerta, “há uma questão importante, é que não há muita margem para a redistribuição de camas covid e não covid”, apelando também à necessidade de “tornar operacionais todas as camas que ainda não estão”, por falta de profissionais ou de equipamento.

José Artur Paiva, também director do Serviço de Medicina Intensiva do Centro Hospitalar Universitário Hospital São João (CHUSJ), referiu ao DN que “a taxa de ocupação de camas covid comparativamente com as camas não covid é muito menor, da ordem dos 60%”, enquanto “a taxa de ocupação das camas não covid está acima dos 85% e, por vezes, dos 90%”.

Uma lotação que justifica com o facto de haver “mais pessoas na rua, mais acidentes, mais traumas, pessoas com doenças com AVC e com a recuperação das listas cirúrgicas, que também implica internamentos em intensivos”. Portanto, “a folga para a redistribuição de camas é muita pequena e não podemos voltar a reduzir a assistência às outras doenças”.

O coordenador da Região de Lisboa e Vale do Tejo, António Pais Martins, explica que “a evolução da doença na região está a ser monitorizada diariamente em conjugação com os directores clínicos de todas as unidades” e que se está “a trabalhar na antecipação da procura para que os hospitais estejam preparados para a resposta, prejudicando ao mínimo a actividade não covid”.

Por isso, reforça Pais Martins, director da Medicina Intensiva do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, “o ritmo de crescimento da doença é algo que nos preocupa muito. Sabemos que a maioria dos infectados não irá necessitar de internamento em medicina intensiva, mas, de qualquer dos modos, os hospitais têm de estar preparados”.

João Gouveia, coordenador da CARNMI, sublinha não se poder ignorar que “a pandemia veio reforçar imenso a capacidade da medicina intensiva no país. Agora, há cerca de 840 camas, 191 dedicadas à covid-19”, mas é preciso que “todas estejam a funcionar”.

Neste momento, “uma das grandes preocupações é com a resposta da região centro, onde o número de casos aumentou substancialmente nas últimas semanas e onde as camas têm vindo a ser aumentadas”. Mas o mesmo vai acontecer já esta semana na região de Lisboa e Vale do Tejo: “A estratégia nacional é antecipar a resposta”.

Os médicos assumem que, apesar da preocupação, acreditam que este inverno não será como o do ano passado. “A vacinação veio permitir que a percentagem de internamentos em relação aos casos activos seja muito mais baixa”, argumenta João Gouveia.

“No ano passado tínhamos uma percentagem de 4.7 de internamentos em relação aos casos activos, este ano essa percentagem é de 1.4, embora a percentagem de internamentos em cuidados intensivos em relação ao total de internados se mantenha na mesma, nos 15%, ainda que tenhamos muito menos doentes ventilados”. “É mais um motivo de peso para se apelar à vacinação de todos os que ainda não o foram ou não quiseram”, completa.

Mas, este ano, para a realidade ser mesmo diferente da do ano passado, embora não se saiba o que a nova variante, Omicron, possa vir a provocar, é necessário que “a capacidade instalada esteja toda operacional”. E “se não começarmos já a responsabilidade das consequências será de quem deveria ter resolvido a situação e não resolveu”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
30 Novembro 2021 — 00:07

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