1186: Portugal com mais 8 mortes e 865 casos de covid-19

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Mário Cruz / Lusa

Portugal registou, esta quinta-feira, mais oito mortes e 865 casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o último boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o último boletim da DGS, dos 865 novos casos, 334 são na região de Lisboa e Vale do Tejo, 224 no Norte, 152 no Centro, 65 no Algarve, 35 no Alentejo, 33 nos Açores e 22 na Madeira.

No total, o número de pessoas infectadas pela doença desde o início da pandemia é agora de 1.082.721. Há, neste momento, 30.561 casos activos, mais 193 do que na quarta-feira.

O boletim da DGS também indica que se registaram mais oito mortes nas últimas 24 horas, sendo que se verificaram óbitos em todas as regiões do continente (três no Centro, dois em Lisboa e Vale do Tejo, um no Norte, um Alentejo e outro no Algarve). No total, já morreram 18.117 pessoas devido à covid-19 em Portugal.

Neste momento, existem 288 doentes internados (mais dois do que ontem), dos quais 58 se encontram nos cuidados intensivos (número que se manteve inalterado).

O boletim da DGS também aponta para mais 664 doentes recuperados, verificando-se já um total de 1.034.043. Há ainda 20.577 pessoas em vigilância pelas autoridades de saúde, menos 124 em relação ao dia de ontem.

O país tem uma média de 84,4 casos de infecção por 100 mil habitantes a nível nacional e de 84,8 casos no continente. O índice de transmissibilidade (Rt) é de 1,02 tanto a nível nacional como no continente.

A pandemia da covid-19 matou, até hoje, pelo menos 4.919.395 pessoas em todo o mundo desde o final de Dezembro de 2019, segundo um balanço realizado pela agência de notícias France-Presse com base em fontes oficiais.

Por Filipa Mesquita
21 Outubro, 2021

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1185: No Reino Unido, o aumento de infeções está a causar preocupação. O que explica este cenário?

SAÚDE PUBLICA/COVID-19/REINO UNIDO

Facundo Arrizabalaga / EPA

No Reino Unido, os casos e internamentos estão a subir, sendo que alguns especialistas já apelam a um regresso de algumas restrições antes do inverno. Mas o que pode estar a causar este aumento dos números?

Numa altura em que a subida das infecções está a preocupar vários especialistas britânicos, o Governo de Boris Johnson está a ser desafiado a adoptar um “plano B”, de regresso a algumas restrições para impedir contágios da covid-19 antes do inverno. A preocupação é proteger o sistema nacional de saúde que já está novamente próximo do limite.

O Reino Unido, que foi um dos países do mundo a avançar mais rapidamente para o processo de vacinação, está agora a assistir a um aumento de casos que pode ser comparável com os meses assoladores do inverno passado, refere a BBC.

O número de pessoas com teste positivo para a covid-19 tem aumentado nas últimas semanas e já houve dias em que se registaram 40.000 casos.

Embora grande parte da população já esteja vacinada, há outros factores que podem justificar esta situação.

De acordo com a BBC, houve um relaxamento do uso de máscara por parte dos britânicos. Os habitantes de Inglaterra mostram ter uma probabilidade significativamente mais alta de não usar qualquer tipo de protecção facial, comparando com pessoas que vivem, por exemplo, na Alemanha, França, Espanha ou Itália.

Vários estudos já comprovaram que o uso de máscara é fulcral para prevenir a infecção, ainda assim, desde que o processo de vacinação começou a acelerar, muitos habitantes optaram por pôr de lado o uso desta protecção mesmo quando se encontram em zonas de grande fluxo de pessoas.

Uma outra razão que pode explicar esta nova onda de infecções é o facto do Reino Unido ter abandonado a maior parte das restrições mais cedo do que a maioria dos restantes países da Europa Ocidental.

As pessoas tiveram “autorização” para começar a frequentar bares e discotecas no início do verão, enquanto na maior parte dos outros países europeus este passo só foi dado mais tarde. Veja-se o caso de Portugal, em que os estabelecimentos de diversão nocturna só reabriram no início de Outubro.

Por outro lado, uma pesquisa do Imperial College também sugere que os britânicos são ligeiramente mais propensos, do que alguns dos seus vizinhos europeus, a usar transportes públicos e têm menos tendência a evitar sair de casa.

Há ainda uma outra situação que pode influenciar esta subida drástica de casos: em Inglaterra há cada vez mais pessoas a deixaram o teletrabalho e a voltarem ao trabalho presencial.

A questão da imunidade da vacina

Apesar de Inglaterra ter sido um dos primeiros países a avançar com o processo de vacinação em massa, esse avanço pode estar agora a ter consequências negativas, já que as pessoas que foram vacinadas há mais tempo podem estar a perder a tão desejada imunidade.

Um estudo sugere que a protecção da vacina contra a infecção do vírus diminui significativamente após cinco ou seis meses da toma das suas doses – o que também pode justificar o cenário de aumento de casos.

Contudo, embora o Reino Unido seja pioneiro no processo de vacinação, há um grupo populacional que foi sendo deixado para trás: as crianças.

As vacinas para crianças de 12 a 15 anos no Reino Unido só começaram a ser administradas a 20 de Setembro. Até agora, apenas 15% dos jovens dos 12 aos 15 anos recebeu uma dose da vacina, o que comparado com muitos países coloca o Reino Unido no fim da lista de países com uma boa taxa de vacinação em menores.

Em declarações ao Público, Tiago Correia, professor de Saúde Internacional e investigador do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, destaca ainda que em Inglaterra os níveis de vacinação não são suficientemente altos para evitar um aumento do número de casos.

Esta razão é corroborada pelos números, que indicam que o país só tem 66% da população totalmente vacinada e a administração da terceira dose aos mais vulneráveis não está a ser tão rápida quanto esperado, realça o The Guardian.

O especialista coloca em cima da mesa outro factor que pode contribuir para este aumento, recordando que a vacina mais usada para inocular os britânicos foi a da Oxford/AstraZeneca – que apresenta uma taxa de eficácia mais baixa do que, por exemplo, a da BioNTech/Pfizer (a vacina mais usada em Portugal).

Tiago Correia diz ainda que o aumento já era previsto pelo SAGE, o grupo de especialistas que aconselha o Governo.

Surge a dúvida de qual é o limite a atingir para que se tome a decisão política de voltar a impor algumas restrições.

Esta quarta-feira, após o Governo rejeitar adoptar o chamado “Plano B” e voltar a impor algumas medidas, o organismo que junta os serviços públicos de saúde (NHS) de Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte apelou à reintrodução do uso obrigatório de máscara em locais fechados e com muitas pessoas.

Caso não o faça, os serviços de saúde vão enfrentar “uma crise no Inverno”, alertou o chefe executivo do organismo, Matthew Taylor.

A seu ver, frisa Tiago Correia, continua a ser cedo para discutir se poderá vir a ser necessário aplicar medidas mais restritivas novamente. Tudo dependerá da evolução da pandemia.

Por Ana Isabel Moura
21 Outubro, 2021

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1184: OMS afirma que a Europa é a única região do mundo com aumento de novos casos

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/OMS/EUROPA

A Grã-Bretanha, Rússia e Turquia foram os países responsáveis pela maioria dos casos.

© Alexander NEMENOV / AFP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que houve um aumento de 7% nos novos casos de coronavírus na Europa na semana passada, a única região do mundo onde os novos casos aumentaram.

Na avaliação semanal da pandemia divulgada na terça-feira, a agência de saúde da ONU disse que houve cerca de 2,7 milhões de novos casos de covid-19 e mais de 46.000 mortes na semana passada, números semelhantes aos relatados na semana anterior. A Grã-Bretanha, Rússia e Turquia foram os responsáveis pela maioria dos casos.

A maior queda nos casos de covid-19 foi observada em África e no Pacífico Ocidental, onde as infecções caíram 18% e 16%, respectivamente. O número de mortes em África também diminuiu cerca de um quarto, apesar da escassez de vacinas no continente.

Outras regiões, incluindo as Américas e o Oriente Médio, relataram números semelhantes aos da semana anterior, acrescentou a OMS. Pela terceira semana consecutiva, os casos de coronavírus aumentaram na Europa, com cerca de 1,3 milhão de novos casos. Mais da metade dos países da região relatou um aumento nos números.

Na semana passada, a Rússia bateu novos recordes diários de casos de covid-19 e o número de infecções no Reino Unido subiu para níveis não vistos desde meados de Julho.

Embora o chefe do Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha tenha instado o governo a introduzir protocolos covid-19 mais rígidos, incluindo o uso de máscaras e a vacinação mais rápida de crianças, os políticos têm questionado até agora a aplicação de tais medidas.

Na Rússia, as autoridades têm lutado para vacinar sua população e apenas cerca de 32% das pessoas foram imunizadas, apesar da disponibilidade da vacina Sputnik V. É de longe o país com maior número de mortos na Europa, com mais de 225.000 óbitos.

Diário de Notícias
Lusa
20 Outubro 2021 — 11:10

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1183: Sub-variante da Delta identificada em Israel. Detectados 9 casos em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/SUB-VARIANTE DELTA

O primeiro caso da variante AY4.2 em Israel está associado a uma criança de 11 anos proveniente da Europa, que está sob quarentena. Em Portugal, já foram identificados nove casos e no Reino Unido as autoridades de saúde estão a monitorizar a nova variante, que está a propagar-se.

© Carlos Alberto / Global Imagens

O Governo israelita revelou esta quinta-feira que foi detectado neste país um primeiro caso da nova variante ​​​​​​​AY4.2 do coronavírus da covid-19, sub-variante da variante Delta, já identificada em vários países europeus, incluindo Portugal e Reino Unido.

Segundo o Ministério da Saúde de Israel, o primeiro caso está associado a uma criança de 11 anos proveniente da Europa, que está sob quarentena, e foi detectado no Aeroporto Internacional Ben Gurion de Telavive.

“A variante AY4.2, que foi descoberta em vários países da Europa, foi identificada em Israel”, anunciou o ministério em comunicado, esclarecendo que mais nenhum caso foi detectado desde então.

A nova variante, rara e aparentemente sem riscos acrescidos de contágio face à Delta, a mais transmissível das variantes do SARS-CoV-2 em circulação, foi descoberta em Israel quando o país estava a considerar o levantamento de algumas das restrições em vigor, em particular as que visam o turismo.

Face ao aparecimento da variante AY4.2, o primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, instruiu para que fosse reforçada a investigação epidemiológica sobre esta sub-variante da Delta e contactados os países onde a mesma já foi identificada para troca de informações. Eventuais alterações nas regras de entrada de turistas no país irão ser ponderadas.

“Não há razão para crer, neste momento, que represente um maior risco”, diz ministro britânico

No Reino Unido, onde o número de novas infecções está a aumentar aproximando-se dos níveis da violenta vaga que atingiu o país no inverno passado, as autoridades de saúde estão a monitorizar a nova variante, que está a propagar-se.

Segundo o ministro da Saúde, Sajid Javid, “não há razão para crer, neste momento, que ela represente um maior risco”.

Apesar do aumento de novos casos e da pressão hospitalar, o Governo britânico rejeitou na quarta-feira os apelos para a reposição das restrições, como o uso de máscaras em espaços interiores e o teletrabalho, optando por dar primazia à vacinação.

Em Portugal já foram detectados nove casos da variante AY4.2, de acordo com o mais recente relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge sobre diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2 e que data de terça-feira.

“A análise genética indica que os casos detectados em Portugal, entre 24 de Agosto e 4 de Outubro, representam várias introduções independentes do vírus, as quais estão sob investigação pelas autoridades de saúde”, refere o relatório.

Diário de Notícias
DN/Lusa
21 Outubro 2021 — 07:31

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1182: Nova vaga de covid-19 alastra na Europa sobretudo em regiões com menos vacinação

– Deram “liberdades” no confinamento, restringiram as regras sanitárias ao mínimo, os jovens “voaram” para as discotecas, raves, festas, a malta do futebol enche estádios, as passeatas pelos campos dos Walking Dead’s (que nunca pararam) continuam, abertura à entrada de estrangeiros, lotação aumentada em salas de espectáculos, cinemas, teatros, estavam à espera de quê? Que o bicho se chateasse e fosse embora? Para quem celebra o natal, penso que pelo panorama que a PANDEMIA está a levar, vai ser mais um com restrições severas. AGUENTEM-SE…!!!

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/NOVA VAGA

O aumento de casos de infecção por SARS-CoV-2 verifica-se sobretudo nos países com taxas de vacinação baixas, mas também nos jovens. Situação levou alguns governos a voltar a adoptar restrições. É o caso da Letónia que decidiu aplicar um novo confinamento.

Rússia tem registado mais de mil mortes diárias causadas pela covid-19
© Alexander NEMENOV / AFP

Uma nova vaga de covid-19 está a ganhar terreno em toda a Europa, atingindo sobretudo os países com taxas de vacinação baixas, mas também os jovens, e obrigando os governos a re-impor restrições.

A situação é sentida com mais impacto no centro e leste europeu, onde os níveis de vacinação seguem o cenário russo e se mantêm baixos.

Naquela zona, a Ucrânia, a Letónia, a Roménia, a Bulgária, a República Checa, a Polónia, a Sérvia e a Croácia são os países onde o aumento das infecções está a pressionar mais os sistemas de saúde e a alarmar o resto da Europa.

Ucrânia

Na terça-feira, a Ucrânia, onde apenas 16% da população está vacinada, registou um recorde de 538 mortes e 15.579 novos infectados em 24 horas.

Desde o início da pandemia, mais de 61.000 pessoas morreram oficialmente devido ao coronavírus na Ucrânia, pelo que o país, onde vivem 45 milhões de habitantes, é proporcionalmente um dos que mais mortes apresenta na Europa.

O Governo de Kiev decidiu, face à situação, voltar a adoptar restrições em eventos públicos e salas de espectáculos.

Letónia

Também a Letónia, um dos países com menor taxa de vacinação na União Europeia, decidiu voltar ao confinamento – durante cerca de um mês – e ao recolhimento obrigatório face ao agravamento do número de infecções por covid-19.

Na segunda-feira, o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da Letónia avançou que a taxa de incidência da doença no país é de 864 pessoas por cada 100.000 habitantes, constituindo actualmente uma das mais altas do mundo.

Roménia

A Roménia, que até agora só conseguiu vacinar um terço dos seus 19 milhões de habitantes, apresenta actualmente a segunda taxa mais alta do mundo em termos de mortes por tamanho de população, registando 18 vítimas mortais por cada milhão de pessoas.

Bulgária

A baixa taxa de vacinação também está a afectar a Bulgária que, na terça-feira, registou quase 5.000 novas infecções em 24 horas, o maior número desde Março passado, enquanto 214 pessoas morreram de covid-19 num único dia.

A Bulgária continua no último lugar da lista de países da União Europeia em termos de população vacinada, com apenas 23,9% das pessoas com o esquema completo.

Por isso, o Governo admitiu estar a ponderar a introdução de novas restrições, como limitar o acesso a eventos desportivos, culturais e de lazer apenas a pessoas vacinadas, curadas ou com um teste de coronavírus negativo.

República Checa

A República Checa foi também atingida por um aumento acentuado do número de infectados, contabilizando, na terça-feira, 3.246 novos casos em 24 horas, o que representa mais do dobro dos casos diários na semana anterior.

O valor constituiu um recorde desde 20 de Abril e levou o Governo a reintroduzir medidas restritivas para controlar a pandemia, como o uso obrigatório de máscaras faciais em locais de trabalho e escolas.

Polónia

Mais drástico foi o ministro da Saúde da Polónia que, perante a duplicação do número de novos casos em 24 horas registada na quarta-feira, propôs que a polícia passe a emitir multas em vez de “simplesmente repreender os cidadãos que não cumpram as restrições”.

Segundo o ministro, Adam Niedzielski, a Polónia está a viver uma “explosão pandémica”, com 5.559 novos infectados e 75 mortos entre terça e quarta-feira, o que, alertou, “vai obrigar a tomar medidas drásticas”.

A campanha de vacinação na Polónia está estagnada há alguns meses e apenas 52% dos polacos têm o esquema já completo.

Sérvia

Após várias semanas a ultrapassar os vários milhares de novas infecções diárias e as cerca de 50 mortes por dia, a Sérvia decidiu, na quarta-feira, adoptar os passes covid-19 para locais de entretenimento fechados, como restaurantes, bares e discotecas.

A primeira-ministra sérvia, Ana Brnabic, disse que a nova medida entra em vigor no sábado e será aplicada a partir das 22:00.

A decisão foi também tomada na sequência de vários pedidos de especialistas médicos para que as autoridades imponham restrições severas face às baixas taxas de vacinação no país.

A Sérvia já soma mais de 1 milhão de infectados e quase 10.000 mortes no país desde o início da pandemia, mas só cerca de metade dos adultos estão vacinados.

Croácia

As infecções pelo coronavírus SARS-Cov-2 também têm aumentado na Croácia, onde foram registados, na quarta-feira, mais de 3.000 novos casos em 24 horas, atingindo o maior número dos últimos meses.

O número representa uma subida de cerca de 1.000 doentes em relação à média diária contabilizada na semana passada.

A Croácia também tem uma taxa de vacinação de cerca de 50% de sua população adulta, mas, segundo a imprensa local, as pessoas começaram, na quarta-feira, a fazer filas nos locais de vacinação da capital, Zagreb, após a divulgação do aumento mais recente do número de novos infectados.

Rússia

A nova vaga no leste da Europa parece reflectir o que se passa na Rússia, onde os números associados à pandemia continuam a bater recordes diários, com o país a registar mais de mil mortes diárias causadas pela covid-19.

Até ao momento, 47,2 milhões de russos receberam as duas doses da vacina contra a covid-19 em todo o país, ou seja, menos de um terço da população, tendo o organismo de saúde pública do país defendido, esta semana, a necessidade de adoptar aquilo que chamou “dias não úteis”, ou seja, sem trabalho, para combater os contágios.

Em Moscovo, a cidade onde a situação é mais grave, serão, pela primeira vez, adoptados confinamentos para aqueles com mais de 60 anos e ainda não vacinados.

Reino Unido

O Reino Unido registou, na terça-feira, 223 mortes por covid-19 em 24 horas, o maior número diário desde Março e que confirmou o aumento sustentado das últimas semanas.

O surto está concentrado nos menores de 20 anos não vacinados, mas está a espalhar-se também para os seus pais de meia-idade, aumentando gravemente as hospitalizações.

O director executivo da confederação do NHS (o serviço inglês de saúde pública), Matthew Taylor, pediu na quarta-feira ao Governo britânico que restabeleça restrições face ao aumento contínuo de casos e consequente pressão sobre os hospitais, sobretudo numa altura em que está a chegar o inverno.

Perante os indícios de nova vaga de covid-19, o Governo britânico admitiu ter se de preparar para “um inverno difícil”, mas afastou a possibilidade de voltar a adoptar as restrições já suspensas.

A Irlanda, por seu lado – que já vacinou quase 90% das pessoas com mais de 12 anos – decidiu adiar o levantamento, agendado para a próxima semana, de algumas medidas de restrição e manter a obrigação de usar máscara em espaços interiores, como discotecas, lojas e transportes públicos.

Países Baixos

Outro país da Europa ocidental que está a viver um ressurgimento da covid-19 é os Países Baixos, que registou um crescimento de 44% no número de novos infectados na semana passada.

As autoridades sanitárias locais registaram 25.750 novos casos de covid-19 nos últimos sete dias, face aos 17.850 contabilizados na semana anterior, aumento que aconteceu sobretudo nas regiões de maioria calvinista, onde as taxas de vacinação são muito mais baixas.

Para já, não estão a ser ponderadas novas medidas restritivas de combate ao surto.

Diário de Notícias
Lusa
21 Outubro 2021 — 08:21

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