1175: Vacinação para a covid e gripe em simultâneo inicia-se na segunda-feira

– Não contem comigo para esta caldeirada de vacinas! Uma de cada vez e com um intervalo de QUINZE DIAS! Leia-se: utentes devem ser informados sobre as possíveis reacções adversas, podendo optar por uma administração em dias diferentes

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VACINAÇÃO DUPLA

Co-admistração das duas vacinas já tinha sido prevista pela Organização Mundial de Saúde.

A directora-geral de Saúde, Graça Freitas
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

A vacinação em simultâneo contra a covid-19 e a gripe inicia-se na segunda-feira, abrangendo cerca de dois milhões de pessoas com 65 ou mais anos, adiantou hoje à Lusa a directora-geral da Saúde.

“A norma vai ser publicada este fim de semana e temos tudo preparado para que a administração simultânea, obviamente, em braços diferentes, possa ser feita no mesmo momento de vacinação”, referiu Graça Freitas.

Segundo a responsável da Direcção-Geral da Saúde (DGS), esta co-administração das vacinas contra a gripe e a covid-19 “facilita, sobretudo, muito a vida dos utentes”.

“No entanto, se algum utente, por alguma razão especial, preferir separar a vacinação em 14 dias poderá manifestar essa vontade” no momento em que será vacinado, assegurou Graça Freitas, ao avançar que a administração em simultâneo das duas vacinas vai abranger as pessoas com 65 ou mais anos, num universo “que será perto de dois milhões de pessoas”.

De acordo com a DGS, a co-administração de vacinas é uma prática de vacinação realizada em Portugal e no mundo, no âmbito dos Programas Nacionais de Vacinação, que visa optimizar os esquemas vacinais recomendados.

“Os dados disponíveis analisados pela Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19 (CTVC), que incluem os resultados da reunião do grupo de peritos da Organização Mundial da Saúde em matéria de vacinação, mostram que existe um perfil de segurança aceitável após a toma de ambas as vacinas”, adiantou ainda o organismo liderado por Graça Freitas.

Segundo a DGS, os dados também sugerem a manutenção da eficácia de ambas as vacinas, uma vez que, até à data, não existe evidência de alteração da resposta imunológica.

No momento da vacinação, os “utentes devem ser informados sobre as possíveis reacções adversas, podendo optar por uma administração em dias diferentes”, avança ainda a directora-geral.

“A DGS e a CTVC, conjuntamente com o Infarmed e o INSA, mantêm o acompanhamento atento do conhecimento científico, da situação epidemiológica e das avaliações de fármaco-vigilância e de efectividade das vacinas, podendo alterar as suas recomendações se for necessário”, refere um comunicado divulgado hoje pela Direcção-Geral.

Na segunda-feira, o grupo de peritos de aconselhamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou “aceitável” a administração em simultâneo das vacinas contra a gripe e contra a covid-19.

“Os dados limitados sobre a co-administração de vacinas inactivadas (produzidas com base em vírus inactivados) contra a gripe sazonal com a da covid-19 não mostraram um aumento de eventos adversos”, indicaram as recomendações do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas (SAGE) em imunização da OMS.

A administração da terceira dose da vacina contra a covid-19 está a decorrer em Portugal, com prioridade aos idosos com 80 e mais anos e utentes de lares e de cuidados continuados e abrangendo, nesta fase, as pessoas com 65 ou mais anos.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.078 pessoas e foram contabilizados 1.078.729 casos de infecção, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Outubro 2021 — 19:25

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1174: Menos de 300 internados, o que não acontecia há quatro meses. 612 novos casos e 10 mortes

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

A DGS reportou este sábado a existência de mais dez mortos e 612 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas.

© Pedro Correia/Global Imagens

Portugal confirmou, em 24 horas, 612 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há a registar mais 10 mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2, indica também o relatório deste sábado, 16 de Outubro.

Lisboa e Vale do Tejo é a região com mais novos casos (240), não tendo registado nenhum óbito. Os Açores foram a região com menos novos casos (3), não registando também nenhuma vítima mortal.

A região Centro e o Alentejo foram as regiões com o maior número de mortes (três cada).

Os dados divulgados este sábado indicam ainda que se encontram 285 pessoas internadas (menos 16 do que ontem), sendo que 56 estão internadas em UCI (mais quatro pessoas do que na sexta-feira). Portugal não tinha menos de 300 internados desde o dia 10 de Junho, data em que registou 295 pessoas hospitalizadas.

Neste momento, existem 30.111 casos activos de covid-19 em Portugal (menos 101 em relação a sexta-feira) e 1.031.142 recuperados (mais 703 do que ontem).

Variantes Delta e Delta Plus resistentes a alguns anticorpos

O German Primate Center – Leibniz Institute for Primate Research de Göttingen, em parceria com a Faculdade de Medicina de Hannover, o Centro Médico da Universidade de Göttingen e a Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nürnberg, analisaram a razão pela qual a variante Delta se propaga mais e se a variante Delta Plus é mais perigosa.

De acordo com o El Mundo, estes investigadores chegaram à conclusão que as variantes Delta e Delta Plus infectam as células pulmonares com mais eficácia que o vírus original. O trabalho destes cientistas foi publicado na revista Cell Reports.

O grupo de investigadores descobriu ainda que um dos quatro anticorpos usados para tratar a covid-19 não se mostrou eficaz contra as variantes Delta e Delta Plus, tendo-se mostrado mesmo resistente a dois anticorpos terapêuticos.

Ainda segundo o El Mundo, esta investigação mostrou que os anticorpos gerados pela vacinação com as vacinas Pfizer e AstraZeneca foram menos eficazes contra as variantes Delta e Delta Plus em comparação com o vírus original.

Foi ainda descoberto que as pessoas vacinadas primeiro com a vacina da AstraZeneca e depois da Pfizer apresentavam mais anticorpos contra a variante Delta do que quem tinha sido vacinado com duas doses da AstraZeneca.

Rússia regista pela primeira vez mais de 1.000 mortes em 24 horas

A Rússia registou 1.002 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, pela primeira vez ultrapassando a marca de 1.000 óbitos diários desde o início da pandemia, anunciaram este sábado as autoridades de saúde do país.

De acordo com as autoridades de saúde, foram registadas 33.208 novas infecções, um novo recorde diário.

Em Moscovo, o principal foco epidémico do país, foram notificados 72 óbitos e 6.545 casos, ultrapassando a barreira das 6.000 novas infecções pelo terceiro dia consecutivo.

O número acumulado de mortes por covid-19 desde o início da pandemia na Rússia é de 222.315, embora os números oficiais sobre o excesso de mortes no mesmo período tenham triplicado esse número.

Em número de casos, a Rússia está perto de oito milhões e é o quinto país do mundo em número de casos, atrás dos Estados Unidos, Índia, Brasil e Reino Unido.

As autoridades do país pedem repetidamente que a população seja vacinada, já que a campanha de imunização está a progredir muito lentamente, apesar de a Rússia ter vacinas produzidas internamente em quantidade suficiente.

Apenas 45,8 milhões de pessoas, 31,4% da população, receberam o esquema vacinal completo.

Se essa taxa for mantida, a Rússia ainda vai demorar 140 dias para atingir a meta de 60% da população adulta vacinada.

Diário de Notícias
DN
16 Outubro 2021 — 14:04

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