1164: Visitas hospitalares devem apresentar certificado digital ou teste negativo

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VISITAS HOSPITALARES/CERTIFICADOS

Nova orientação da DGS diz respeito à visita e acompanhamento em contexto de internamento, de ambulatório e de urgência

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Quem visitar um doente internado ou acompanhar um utente nos serviços do SNS vai ter de apresentar o certificado digital um resultado negativo de um teste à covid-19, segundo uma orientação da Direcção-Geral da Saúde divulgada esta terça-feira.

Na orientação “Covid-19: Acompanhantes e Visitas nas Unidades Hospitalares”, actualizada esta terça-feira , a DGS refere que “a elevada cobertura vacinal contra a covid-19 atingida em Portugal, bem como a contínua e adequada organização dos circuitos de utentes nas unidades hospitalares e a implementação efectiva das medidas de prevenção e controlo de infecção, permitem respeitar o direito à visita e ao acompanhamento dos utentes nos serviços do SNS”.

As regras da DGS dizem respeito à visita e acompanhamento em contexto de internamento, de ambulatório e de urgência, especialmente, grávidas, crianças, pessoas com deficiência e pessoas com doença incurável em estado avançado e em processo de fim de vida.

As visitas hospitalares foram retomadas no dia 01 de Outubro, altura em que o país avançou para a terceira e última fase do levantamento das restrições impostas para controlar a pandemia de covid-19, a qual impôs “um conjunto de medidas de carácter extraordinário” nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), “num esforço concertado” para reduzir as cadeia de transmissão do vírus SARS-CoV-2.”

Segundo o documento, os hospitais, centros hospitalares e Unidades Locais de Saúde, em articulação com o Grupo de Coordenação Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistência aos Anti-microbiano, devem adoptar medidas de facilitação das visitas aos doentes internados e adaptar o Regulamento de Visitas à pandemia de covid-19.

O documento determina ainda que os utentes internados nos serviços de saúde do Serviço Nacional de Saúde têm direito a assistência religiosa, independentemente da sua religião.

As recomendações de prevenção e controlo de infecção devem continuar a ser respeitadas, nomeadamente o distanciamento físico entre visitante, utente e profissionais de saúde; etiqueta respiratória; utilização correta de máscara cirúrgica; e higienização frequente das mãos.

Também o número de visitantes por utente internado deve ser ajustado para garantir o cumprimento das medidas de prevenção e controlo de infecção, refere a DGS.

Nos termos da legislação em vigor, os visitantes devem apresentar o Certificado Digital Covid da União Europeia válido ou, em alternativa, um resultado negativo num teste para SARS-CoV-2: teste rápido de antigénio (TRAg) realizado até 48 horas antes, auto-teste no próprio dia e no local e sob supervisão de um responsável ou teste PCR até 72 horas antes da visita.

A Direcção-Geral da Saúde refere ainda que, “mediante a avaliação da situação epidemiológica local ou regional, pode ser determinado, em situações excepcionais e devidamente justificadas, e em articulação com a autoridade de saúde local, a aplicação de medidas restritivas de visitas ou a sua suspensão temporária, nomeadamente em situação de surto”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Outubro 2021 — 16:26

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1163: Número de internados a descer em dia com 8 mortes e 719 infecções

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Existem agora 345 internados, dos quais 56 estão em unidades de cuidados intensivos, de acordo com o boletim diário da DGS. Metade dos óbitos registados no Alentejo

Campanha de vacinação contra a covid-19, em Lisboa
© PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP)

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde indica que, em 24 horas, Portugal registou 719 novos casos de covid-19. Segundo o relatório desta terça-feira (12 de Outubro), oito pessoas morreram devido à infecção pelo SARS-CoV-2.

Os dados da autoridade nacional de saúde mostram que há menos pessoas internadas – 345, menos 11 do que na véspera. E regista também um decréscimo de doentes em unidades de cuidados intensivos: 56 (-2).

O boletim da DGS refere que há nesta terça-feira mais 1.041 pessoas recuperadas, o que faz decrescer em 330 o número de casos activos no país, que são agora 29.837.

Na distribuição geográfica dos novos casos, temos Lisboa e Vale do Tejo como a região mais afectada, com 294, seguida da região Norte, com 211, e da região Centro, com 129.

Nos óbitos, no entanto, foi no Alentejo que se verificou o maior número, registando metade (4) das oito mortes ocorridas nas últimas 24 horas. Os outros óbitos aconteceram em Lisboa e Vale do Tejo (2), região Norte (1) e região Centro (1).

Madeira alivia restrições

Também esta terça-feira, o presidente do Governo Regional da Madeira fez saber que as medidas mais restritivas de combate à pandemia vão ser aligeiradas na região autónoma, a partir das 00:00.

Actualmente está em vigor na região o recolher obrigatório entre as 02:00 e as 05:00, os espaços de diversão nocturna estão encerrados e os estabelecimentos de restauração funcionam com restrições, por exemplo ao nível da lotação. A utilização de máscara deverá passar a ser obrigatória apenas em espaços fechados.

“Portanto, se as coisas correrem como até agora, nós fizemos esta avaliação, os números têm diminuído, não houve grande alteração nos últimos dias, não há novas cadeias, mas a doença está latente e existe”, afirmou Miguel Albuquerque.

Numa altura em que Portugal já começou a administrar a terceira dose da vacina aos mais idosos, o grupo de peritos de aconselhamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou “aceitável” a administração em simultâneo das vacinas contra a gripe e contra a covid-19.

“Os dados limitados sobre a co-administração de vacinas inactivadas (produzidas com base em vírus inactivados) contra a gripe sazonal com a da covid-19 não mostraram um aumento de eventos adversos”, indicam as recomendações do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas (SAGE) em imunização da OMS divulgadas esta segunda-feira, que não constituem ainda uma orientação da OMS sobre a co-administração das vacinas.

Mais de 23.850.550 casos de infecção diagnosticados em todo o mundo

Em Portugal, os idosos com mais de 80 anos e os utentes de lares e de unidades de cuidados continuados que tomaram a vacina da gripe há mais de 14 dias já começaram a receber a terceira dose da vacina contra a covid-19.

Ainda no que se refere à evolução da pandemia, mas a nível global, a covid-19 já matou pelo menos 4.853.570 pessoas em todo o mundo desde o final de Dezembro de 2019, segundo um balanço realizado pela agência de notícias francesa AFP, com base em fontes oficiais.

Mais de 238 50 550 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Os Estados Unidos são o país mais afectado em termos de mortes e casos, com 714.060 mortes para 44.456.144 casos, segundo o levantamento mais recente realizado pela Universidade Johns Hopkins.

Diário de Notícias
DN
12 Outubro 2021 — 16:04

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Peritos da OMS: “aceitável” administrar vacinas da gripe e covid ao mesmo tempo

– Por ser um “aconselhamento” e não uma “recomendação”, quando chegar a minha altura, vai uma de cada vez…

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/GRIPE/VACINAÇÃO DUPLA

Esta posição da Organização Mundial de Saúde não constitui ainda uma orientação oficial, apenas um aconselhamento.

© Fernando Fontes /Arquivo Global Imagens

O grupo de peritos de aconselhamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) considera “aceitável” a administração em simultâneo das vacinas contra a gripe e contra a covid-19.

“Os dados limitados sobre a co-administração de vacinas inactivadas (produzidas com base em vírus inactivados) contra a gripe sazonal com a da covid-19 não mostraram um aumento de eventos adversos”, indicam as recomendações do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas (SAGE) em imunização da OMS divulgadas esta segunda-feira, que não constituem ainda uma orientação da OMS sobre a co-administração das vacinas.

Segundo o parecer do grupo de aconselhamento, tendo em conta que a faixa etária prioritária para receber a vacina sazonal contra a gripe também é considerado de risco para situação de covid-19 mais graves, a co-administração das duas vacinas “é aceitável” e permitirá imunizar um maior número de pessoas contra as duas doenças.,

Na sexta-feira, a directora-geral da Saúde anunciou que planeia juntar a vacinação contra a gripe e a administração da terceira dose contra a covid-19, para simplificar os dois processos, uma possibilidade que estava a aguardar a orientação da OMS.

“Seria óptimo para as pessoas, porque é muito mais confortável irem uma vez vacinar-se com duas inoculações e também é muito mais fácil para os nossos enfermeiros, para a nossa logística e para os nossos serviços”, explicou Graça Freitas, em conferência de imprensa.

O objectivo é que as pessoas que forem chamadas para o reforço da vacinação contra a covid-19, e que sejam também elegíveis para receber a vacina contra a gripe, possam ser inoculadas com ambas na mesma altura.

Os idosos com mais de 80 anos e os utentes de lares e de unidades de cuidados continuados que tomaram a vacina da gripe há mais de 14 dias começaram a receber hoje a terceira dose da vacina contra a covid-19.

Esta doença provocou pelo menos 4.847.904 mortes em todo o mundo, entre mais de 237,74 milhões de infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.048 pessoas e foram contabilizados 1.075.639 casos de infecção, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é provocada pelo coronavírus ​​​​​​​SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Outubro 2021 — 22:50

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