1161: Mais 327 casos e sete mortes em Portugal nas últimas 24 horas

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Há agora 356 internados (mais 22 face ao dia anterior), dos quais 58 estão em unidades de cuidados intensivos (mais três), indica o boletim diário da DGS.

Clínica de acompanhamento de doentes que tiveram covid-19 no Hospital de Santa Marta, em Lisboa
© Pedro Rocha / Global Imagens

Foram confirmados, nas últimas 24 horas, 327 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há a registar também sete mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2, indica o relatório desta segunda-feira (11 de Outubro).

No que se refere à situação nos hospitais portugueses, há agora 356 internados (mais 22 face a domingo), dos quais 58 estão em unidades de cuidados intensivos (mais três).

Dados actualizados da pandemia em Portugal no dia em que começa a ser administrada a terceira dose da vacina aos idosos que tomaram a vacina da gripe há mais de 14 dias.

“Estamos à espera que haja uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para podermos, se for possível, administrar [o reforço da] vacina contra a covid-19 e a vacina contra a gripe no mesmo dia, em locais do corpo diferentes, mas na mesma sessão vacinal”, disse à Lusa a directora-geral da Saúde.

Graça Freitas destacou que, enquanto essa recomendação não é conhecida, vai ser dado início à vacinação, nesta segunda-feira, “vacinando as pessoas que já tiveram a vacina da gripe há 14 dias e que já têm o intervalo para poderem ter o reforço da vacinação contra a covid-19”.

Os que têm 80 ou mais anos e os utentes de lares e de unidades de cuidados continuados começam esta semana a receber a terceira dose da vacina para reforçar a sua imunidade contra o vírus SARS-CoV-2. Estes dois grupos foram considerados prioritários para receberem este reforço da imunização contra a covid-19, anunciou na sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS), que definiu que a administração desta terceira dose será, nesta fase, destinada às pessoas com mais idade.

Parlamento levanta parte das restrições

Também a partir de hoje o parlamento começa a funcionar com menos restrições devido à covid-19, destacando-se o fim dos limites da presença de deputados no plenário, mas continua a ser obrigatório o uso de máscara nas áreas comuns.

As novas regras entram esta segunda-feira em vigor mas só na quarta-feira, dia de plenário, se notará a principal mudança, com os 230 deputados a poderem marcar presença fisicamente na sala das sessões plenárias.

Entre as medidas que se manterão em vigor conta-se o “uso de máscara em todos os espaços comuns e partilhados na Assembleia da República, mas deixará de ser feito o controlo obrigatório de temperatura à entrada do parlamento.

E depois da máscara, o que se segue? Mais infecções respiratórias e alergias

E numa altura em que Portugal já atingiu a meta dos 85% da população totalmente vacinada, o país vive com menos restrições. Por exemplo, deixou de ser obrigatório o uso de máscara ao ar livre, e sempre que seja possível manter a distância, mas ainda se mantém em espaço fechados e com áreas superior a 400 metros quadrados, nas escolas, salas de espectáculos, cinemas, recintos de eventos, transportes, estabelecimentos e serviços de saúde.

A máscara foi uma arma protectora durante a pandemia, mas o que se segue “é o que era normal”. Vamos ter mais infecções e mais alergias, diz ao DN Elisa Pedro, presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Imunoalergologia..

“Vamos voltar ao normal, com mais infecções respiratórias para a população em população em geral e mais sintomatologia para os doentes alérgicos”, afirmou a médica e directora do Serviço de Imunoalergologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte.

Diário de Notícias
DN
11 Outubro 2021 — 14:16

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1160: E depois da máscara, o que se segue? Mais infecções respiratórias e alergias

SAÚDE PÚBLICA/MÁSCARAS/ALERGIAS/INFECÇÕES

A máscara foi uma arma protectora durante a pandemia, mas o que se segue “é o que era normal”. Vamos ter mais infecções e mais alergias. Só é preciso que a população tome cuidados.

Deixar de usar máscara pode trazer de novo irritabilidade na garganta, espirros, congestionamento nasal.
© André Rolo Global Imagens

A pandemia da covid-19 trouxe a Portugal o uso obrigatório de máscara como forma de protecção contra o SARS CoV-2, quer se estivesse no espaço exterior ou interior, no trabalho, nas escolas, em áreas comerciais ou em instituições pública. A medida foi mesmo imposta pelo Decreto-lei n.º 10-A/2020, de 13 de Março.

Um ano e sete meses depois, mais precisamente desde o dia 1 de Outubro, em Portugal, o uso de máscara deixou de ser obrigatório ao ar livre, e sempre que seja possível manter a distância, mas ainda se mantém em espaço fechados e com áreas superior a 400 metros quadrados, nas escolas, salas de espectáculos, cinemas, recintos de eventos, transportes, estabelecimentos e serviços de saúde.

Ao longo da pandemia, a máscara revelou ser uma das medidas mais protectoras contra o novo coronavírus, mas à medida que a vacinação avança, e Portugal atingiu este fim de semana 85% de população vacinada, o primeiro país do mundo a fazê-lo, é normal que a população, aos poucos, comece a retirá-la. E a partir daqui o que pode acontecer? A médica Elisa Pedro, presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Imunoalergologia, diz que é muito simples: “Vamos voltar ao normal, com mais infecções respiratórias para a população em população em geral e mais sintomatologia para os doentes alérgicos”.

Este era o quadro que existia antes da pandemia e é o que virá a seguir. Antes já se estimava que um terço da população sofria de doenças alérgicas e este número também não vai mudar. O que se verificou é que “a máscara funcionou como uma barreira protectora em relação ao vírus pandémico, mas também em relação à transmissão de infecções respiratórias, como a gripe e outras, para a população em geral. No inverno passado, tivemos muito menos gripe.

Na primavera, os próprios doentes alérgicos tiveram menos sintomatologia do que costumavam ter habitualmente. Tivemos muito menos queixas de rinite, por exemplo”,argumenta a médica e directora do Serviço de Imunoalergologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte. Embora, sublinha, “tenham mantido as queixas de conjuntivite, uma forma de alergia, e porque a máscara não lhes protegia os olhos, o que foi uma constatação interessante”.

A máscara protegeu os portugueses em relação aos vírus e aos agentes alergénios. Agora, com a retirada da máscara, é normal que estas situações voltem a reaparecer. Vai ser normal que as pessoas desenvolvam situações de infecções respiratórias em que os sintomas sejam de comichão na garganta, tosse, congestionamento das vias superiores, etc.

No entanto, “o retirar-se a máscara não significa que vamos ter mais doentes alérgicos. Não é assim, porque a doença alérgica tem uma componente genética. O que vai acontecer é que a população em geral possa desenvolver mais situações de infecção respiratória, do que se tivesse a usar a máscara, e que os doentes alérgicos podem vir a registar mais sintomatologia em relação às suas alergias”.

O único conselho é que voltem a ter mais cuidados com a exposição a certos ambientes, como às diferenças de temperatura, quente e frio, à poluição, aos ácaros, etc. “Se for num transporte público e alguém com uma infecção respiratória, gripe, laringite ou faringite, por exemplo, começar a espirrar é normal, se não estiver a usar máscara, que a transmissão aconteça”, explica: “Por isso, é que a Direcção-Geral da Saúde tem insistido tanto na vacinação contra a gripe”, sublinha a médica.

Mas não só. “É importante que as pessoas percebam que têm de ter, sobretudo nesta época, mais cuidado com a exposição às situações de quente e frio, a situações de ácaros, poluição, etc. Há também, mas isso só é possível por indicação médica, a vacinação contra bactérias, que também reforçam o sistema imunitário. É uma vacina que os nossos doentes asmáticos fazem muito nesta altura. Depois, é ter hábitos de alimentação saudáveis, fazer um reforço de vitamina C, comer vegetais e fruta, evitar situações de resfriados, mudança de temperatura, molhas, manter cuidados de protecção individuais”.

De uma forma ou de outra, o voltar ao normal passará pela retirada do uso de máscara como forma de nos proteger contra o SARS COV-2, mas não quer dizer que esta deixe deva ser posta de lado totalmente, porque em muitas situações, e sobretudo para quem já tem um sistema imunitário vulnerável, esta continua a ser uma barreira de protecção. Basta olhar para muitos países da Ásia em que a máscara faz parte dos hábitos diários como forma de protecção em relação a doenças e a ambientes poluidores.

Retrato das alergias em Portugal

Um terço da população portuguesa sofre de alergias, mas muitos destes ainda não têm diagnóstico médico e outros não são tratados adequadamente. A alergia é uma doença que tem uma componente genética e as doenças mais frequentes são a rinite e a asma.

Rinite Alérgica

Corresponde a uma inflamação crónica da mucosa nasal desencadeada pelo contacto com poeiras comuns no meio ambiente (aeroalergénios – ácaros do pó, pólenes, fungos, faneras de animais), em indivíduos a elas sensibilizados. Os sintomas mais característicos são a obstrução nasal, o “pingo”, os espirros e a “comichão” no nariz. A Rinite Alérgica pode associar-se a várias outras doenças (comorbilidades) existindo, por exemplo, uma forte associação com a asma (dada a via aérea única) em todas as idades.

Entre 10 a 40% dos doentes com rinite sofrem também de asma e mais de 80% dos asmáticos têm rinite. Estudos epidemiológicos sobre a doença alérgica em Portugal, dinamizados pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, revelaram uma prevalência estimada de rinite em indivíduos acima dos 16 anos de idade de 26.1%.

Asma

A asma afecta cerca de 700 mil portugueses (6,8% da população) – (300 milhões em todo o mundo), dos quais cerca de 175 mil crianças e adolescentes (8,4% das crianças). Cerca de metade dos doentes asmáticos portugueses não têm a sua asma controlada (51% crianças e 43% população geral). Isto deve-se à fraca adesão ao tratamento preventivo, regular e contínuo e à incorrecta utilização dos dispositivos inalatórios.

Contudo 9 em cada 10 doentes com asma não controlada, tem uma percepção errada do estado de controlo da sua doença, o que dificulta a procura de melhor tratamento. Isto deve-se ao facto de os doentes se habituarem a viver com as suas limitações, e isto não deve acontecer. Os doentes asmáticos podem ter uma vida normal como qualquer outra pessoa. A asma não deve limitar a sua qualidade de vida. As consequências do mau controlo da asma são as agudizações da asma, com necessidade de internamento, consultas de urgência e absentismo escolar e laboral. (1/3 das crianças asmáticas portuguesas é internada por asma pelo menos uma vez na vida – em média cada criança com asma vai 1 a 2 vezes ao ano aos serviços de urgência e falta 6 dias ao ano à escola).

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
11 Outubro 2021 — 00:22

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1159: Arranca hoje a vacinação dos mais idosos com a terceira dose

SAÚDE PÚBLICA/IDOSOS/VACINAÇÃO/TERCEIRA DOSE

A administração da terceira dose da vacina contra a covid-19 começa a ser administrada aos idosos que tomaram a vacina da gripe há mais de 14 dias.

© EPA

Os idosos que tomaram a vacina da gripe há mais de 14 dias vão começar a receber a terceira dose da vacina contra a covid-19 a partir desta segunda-feira, conforme disse à Lusa a directora-geral da Saúde.

“Estamos à espera que haja uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para podermos, se for possível, administrar [o reforço da] vacina contra a covid-19 e a vacina contra a gripe no mesmo dia, em locais do corpo diferentes, mas na mesma sessão vacinal”, disse Graça Freitas.

A directora-geral destacou que, enquanto essa recomendação não é conhecida, vai ser dado início à vacinação, nesta segunda-feira, “vacinando as pessoas que já tiveram a vacina da gripe há 14 dias e que já têm o intervalo para poderem ter o reforço da vacinação contra a covid-19”.

Os que têm 80 ou mais anos e os utentes de lares e de unidades de cuidados continuados começam esta semana a receber a terceira dose da vacina para reforçar a sua imunidade contra o vírus SARS-CoV-2.

Inclusão dos profissionais de saúde nos grupos prioritários está a ser ponderada

Estes dois grupos foram considerados prioritários para receberem este reforço da imunização contra a covid-19, anunciou na sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS), que definiu que a administração desta terceira dose será, nesta fase, destinada às pessoas com mais idade.

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, adiantou que a dose de reforço será administrada seis meses após a vacinação completa a “pessoas que ficaram com imunidade na primeira série vacinal”, sendo agora necessário “passar a imunidade outra vez para o nível óptimo”.

Relativamente a outros grupos, a directora-geral acrescentou que a inclusão dos profissionais de saúde está a ser ponderada, mas para já não são considerados prioritários.

Paralelamente a este reforço de imunidade que arranca esta semana, já está a ser administrada uma dose adicional da vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2 a pessoas imuno-suprimidas, tendo já sido vacinadas cerca de 13 mil pessoas deste grupo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Outubro 2021 — 08:40

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