1148: Internamentos voltam a subir num dia com 11 mortos e 731 novos casos

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

De acordo com o boletim da DGS, foram registados mais 731 novos casos de covid-19. Há 353 pessoas internadas, das quais 57 em unidades de cuidados intensivos.

© PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

Foram confirmados, em 24 horas, 731 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há também a registar mais 11 mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2, indica o relatório desta quinta-feira (7 de Outubro).

Refira-se que desde 21 de Setembro não se registava um número de óbitos tão elevado em Portugal.

Estão agora 353 pessoas internadas (mais quatro que na quarta-feira), das quais 57 em unidades de cuidados intensivos (menos três), sendo que Portugal passa a ter 29 918 casos activos da doença (menos 140 que no dia anterior), refere o relatório da DGS.

Na distribuição por regiões, apenas a região da Madeira não declarou qualquer óbito, tendo sido registados três no Norte, outros tantos no Centro, dois mortos foram contabilizados em Lisboa e Vale do Tejo, tendo Alentejo, Algarve e Açores declarado uma morte.

O Norte foi a região com maior número de casos, totalizando 254 nas últimas 24 horas, tendo Lisboa e Vale do Tejo contabilizado 189, seguindo-se a região Centro com 133, Alentejo com 114 e Algarve com 28. Nas regiões autónomas, a Madeira teve 10 novos casos, enquanto os Açores apenas três.

Dados actualizados no dia em que o Governo da Madeira afirmou estar em condições de anunciar novas medidas de alívio das restrições impostas pela covid-19 na próxima semana

“O fim do recolher obrigatório pode ser um dado adquirido”, afirmou Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional, apontando também para a reabertura das discotecas.

Albuquerque indicou que estão ainda a ser avaliados os efeitos do cortejo da Festa da Flor, que juntou milhares de pessoas nas avenidas marginais do Funchal, no domingo, bem como a reabertura do ano lectivo, que envolve cerca de 40 000 mil alunos, 6 500 professores e 5000 técnicos e funcionários em 154 escolas públicas e privadas.

Projecto “Gulbenkian onde é preciso” concluído com 100 mil vacinas administradas

Também esta quinta-feira ficou a saber-se que o projecto “Gulbenkian onde é preciso”, que entre Março e Setembro fez com que 50 viaturas ligeiras e carrinhas levassem a vacinação às populações mais vulneráveis, foi concluído com 100 mil vacinas administradas, segundo a Fundação.

Em comunicado, a Gulbenkian precisa que as 50 unidades móveis disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, como forma de apoiar o Plano de Vacinação contra a covid-19, voltaram à Fundação depois de percorridos 124 938 mil quilómetros e administradas 102 488 vacinas.

Segundo o balanço da Fundação, a vacinação abrangeu 12,5% de pessoas que reúnem as condições de acamados, 87,3% de população em geral e 0,2% de população em prisões.

“Em suma, foram vacinados mais de 50 mil cidadãos, entre os quais pelo menos seis mil acamados e vulneráveis de elevado risco para desenvolver a doença covid-19 e morte”, refere a fundação.

DN
07 Outubro 2021 — 15:07

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“Dedos covid”. Estudo explica origem das lesões nas mãos e nos pés

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/LESÕES

De acordo com um estudo, baseado em exames de sangue e pele, dois elementos levam ao sintoma: uma proteína antiviral chamada interferon tipo 1 e um tipo de anticorpo que ataca as próprias células e tecidos, e não apenas o vírus.

Os “dedos covid”, lesões nas mãos e nos pés, como frieiras, que alguns pacientes apresentam, podem ser um efeito da resposta do sistema imunológico ao vírus, indica um estudo publicado no British Journal of Dermatology.

Para esta análise, os investigadores da Universidade de Paris (França) examinaram 50 pessoas com dedos vermelhos e inchados após contrair covid-19 e 13 com frieiras que surgiram antes da pandemia.

Os investigadores acreditam ter identificado, pela primeira vez, as partes do sistema imunológico que parecem estar envolvidas no desenvolvimento deste tipos de lesões, o que poderia ajudar no desenvolvimento de tratamentos.

De acordo com o estudo, baseado em exames de sangue e pele, dois elementos levam ao sintoma: uma proteína antiviral chamada interferon tipo 1 e um tipo de anticorpo que ataca as próprias células e tecidos, e não apenas o vírus.

As células nos pequenos vasos sanguíneos que abastecem as áreas afectadas também desempenham um papel importante, indicam os investigadores.

Os “dedos covid” podem acontecer em qualquer idade, mas afectam mais as crianças e os adolescentes.

Para algumas pessoas, a reacção é indolor, mas para outras pode causar comichão, acompanhada de bolhas e inchaço.

A pele afectada – geralmente os dedos dos pés, mas às vezes os das mãos – pode apresentar cor vermelha ou roxa. Algumas pessoas desenvolvem problemas mais graves e dolorosos ou áreas de pele áspera. Também pode haver pus. Os sintomas podem durar semanas ou até mesmo meses.

Habitualmente, quem sofre de “dedos covid” não apresenta nenhum dos sintomas clássicos da covid-19, como tosse persistente, febre e perda ou alteração no olfacto ou no paladar.

O médico Ivan Bristow diz que, para a maioria das pessoas, as lesões geralmente desaparecem por si só, como as frieiras comuns durante períodos de mais frio e em pessoas com problemas de circulação. Mas algumas podem precisar de tratamento com cremes e outros medicamentos. “A confirmação da causa ajudará a desenvolver novos tratamentos para tratá-la de forma mais eficaz”, disse o clínico

Já a dermatologista Veronique Bataille, porta-voz da ONG British Skin Foundation, referiu que os “dedos covid” foram observados com muita frequência durante a fase inicial da pandemia, mas que depois foram desaparecendo durante as infecções causadas pela variante Delta. A explicação pode estar relacionada com o facto de existirem mais pessoas vacinadas. “Ter estes sintomas após ser vacinado é muito mais raro”, disse Veronique.

Diário de Notícias
DN
07 Outubro 2021 — 11:42

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1146: “Pacemaker” cerebral curou a depressão profunda numa paciente

SAÚDE MENTAL/DEPRESSÃO/TECNOLOGIA

A ideia de ter um pequeno dispositivo implantado no nosso cérebro pode parecer assustadora, mas a verdade é que a estimulação cerebral profunda tem um passado de sucesso relacionado com algumas doenças cerebrais. A depressão está prestes a juntar-se à lista.

A depressão pode ser uma doença assustadora e, segundo o Science Alert, até um terço das pessoas que sofrem desta condição não respondem ou tornam-se resistentes ao tratamento. Mas há uma esperança.

Um novo implante cerebral é capaz de tratar a depressão estimulando electricamente certas regiões cerebrais. O dispositivo monitoriza a actividade cerebral para padrões de depressão e responde com pequenas explosões de estimulação eléctrica, concebidas para interromper os ciclos de actividade cerebral depressiva. Tudo isto em tempo real.

“Este estudo aponta o caminho para um novo paradigma que é desesperadamente necessário na psiquiatria. Desenvolvemos uma abordagem de medicina de precisão que geriu com sucesso a depressão resistente ao tratamento da nossa paciente, identificando e modulando o circuito no cérebro que está associado de forma única aos sintomas”, explicou Andrew Krystal, co-autor do estudo, citado pelo New Atlas.

Sarah, uma mulher de 36 anos com depressão grave e resistente ao tratamento na infância, tinha tentado todos os tratamentos para tratar este problema, desde vários antidepressivos até à terapia electro-convulsiva. Encontrou neste novo implante experimental a sua salvação.

A mulher participou num estudo de caso com uma equipa de investigação em neuro-ciência da Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF).

O primeiro passo foi seguir a actividade eléctrica cerebral de Sarah durante um período de 10 dias, para identificar padrões específicos que se correlacionam com sintomas depressivos. Os cientistas encontraram uma área na amígdala que se manifestou constantemente com a actividade que sinalizava o aparecimento de sintomas depressivos agudos.

A equipa colocou um eléctrodo de chumbo na área do cérebro onde o bio-marcador – neste caso, um padrão específico de ondas cerebrais – foi encontrado, e um segundo onde estava o “circuito de depressão” de Sarah.

O melhor local para o alívio dos sintomas levou algum tempo a descobrir. O primeiro eléctrodo detectava o bio-marcador, enquanto o segundo produzia uma pequena quantidade de electricidade durante seis segundos nas profundezas da região cerebral.

Depois disso, a equipa descobriu que pequenas explosões de estimulação eléctrica no estriado ventral poderiam contrariar esta actividade na amígdala. Nos primeiros meses, a diminuição da depressão foi tão abrupta que eu não tinha a certeza se iria durar. Mas durou”, reagiu a paciente.

Antes do implante, Sarah conseguiu 36 de 45 na Escala de Depressão Montgomery-Åsberg (MADRS). Apenas 12 dias após o implante, a pontuação caiu para 14, e vários meses depois caiu ainda mais, acabando por estagnar no 10, uma pontuação formal que significa remissão clínica.

Jonathan Roiser, um neuro-cientista da University College London, classifica este novo estudo como “excitante”, mas sublinha que se trata apenas de um único paciente. Ainda não está claro o quão personalizado um sistema como este terá de ser para funcionar noutras pessoas.

Katherine Scangos, autora principal do estudo, concorda que há muito trabalho a fazer antes de este tipo de terapia se aproximar do uso clínico no mundo real.

“Precisamos de ver como é que estes circuitos variam entre pacientes e repetir este trabalho várias vezes”, disse. “Precisamos também de averiguar se o bio-marcador ou circuito cerebral de um indivíduo muda ao longo do tempo, à medida que o tratamento continua”, rematou a investigadora.

Apesar da cautela, estas descobertas são revolucionárias. Demonstrar que um implante cerebral pode sentir uma actividade específica em tempo real, responder com estimulação eléctrica direccionada que subsequentemente influencia o estado de espírito de uma pessoa é, inegavelmente, um marco na Ciência.

O artigo científico foi publicado a 4 de Outubro na Nature Medicine.

Por Liliana Malainho
7 Outubro, 2021

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EUA alertam para época de gripe especialmente “severa” este ano

SAÚDE PÚBLICA/GRIPE/VACINAÇÃO

Com a actividade do vírus da gripe moderada desde Março de 2020, os especialistas estão preocupados que um nível reduzido de imunidade entre a população contra a gripe comum possa representar um risco de “uma temporada de gripe severa este ano”.

Especialistas dos Centros de Controlo e Prevenção dos Estados Unidos apelam à vacinação contra a gripe
© Ivo Pereira / Global Imagens

Os especialistas dos Centros de Controlo e Prevenção dos Estados Unidos (CDC, sigla em inglês) temem que a estação que agora se inicia para a gripe comum seja especialmente “severa”, foi esta quinta-feira divulgado.

A directora do CDC, Rochelle Walensky, explicou numa conferência de imprensa que no ano passado houve “pouquíssimos casos de gripe”, devido em grande parte às medidas de prevenção contra a pandemia de Covid-19, nomeadamente a utilização da máscara e o distanciamento social.

Com a actividade do vírus da gripe moderada desde Março de 2020, os especialistas do CDC estão preocupados que um nível reduzido de imunidade entre a população contra a gripe comum possa colocar-nos em risco de “uma temporada de gripe severa este ano”, afirmou Walensky.

“Precisamos que o maior número de pessoas seja vacinado contra a gripe comum para proteger aqueles que estão em maior risco”

A directora realçou ainda que os sintomas da gripe comum e da Covid-19 podem ser semelhantes, daí que possa ser necessário fazer mais exames para detectar as duas doenças e que as pessoas infectadas se isolem, principalmente se a infecção acontecer nas escolas.

Walensky pediu aos norte-americanos para se vacinassem contra a gripe comum e lembrou que o CDC recomenda a imunização contra esta doença a partir dos seis meses de idade.

“É como no caso da Covid-19, precisamos que o maior número de pessoas seja vacinado contra a gripe comum para proteger aqueles que estão em maior risco, isto é, os adultos com mais de 65 anos e aqueles que sofrem de doenças crónicas, nomeadamente a asma, doenças do cardíacas e diabetes”, salientou a directora do CDC norte-americano.

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Outubro 2021 — 07:35

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