1140: DGS actualiza normas. Espectáculos com lotação a 100%, sem certificado digital

– Finalmente os acéfalos intelectualóides, onde se incluem os Walking Deads, os Whisperers & afins, já podem confraternizar alegremente, sem problemas de infringirem as regras sanitárias (que NUNCA AS CUMPRIRAM), bailar nas discotecas, encherem as salas de espectáculos, recintos desportivos, etc.. O bicho, pelos vistos, já se foi embora ou então entrou de férias por tempo indeterminado…

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/NORMAS

Alejandro Garcia / EPA

As salas de espectáculos e de cinema voltam a poder ter ocupação a 100%, “com lugares sentados e/ou em pé”, segundo a orientação da Direcção-Geral da Saúde (DGS) relativa à utilização de equipamentos culturais, hoje actualizada.

Na actualização da norma sobre lotação dos espaços culturais, com data de hoje, disponível no ‘site’ oficial da DGS, prevê-se que, no caso dos recintos fixos “a ocupação das salas de espectáculos, de exibição de filmes cinematográficos com lugares sentados e/ou em pé não pode ultrapassar a capacidade licenciada do recinto. A ocupação pode ser de 100% da capacidade licenciada”.

O aumento da lotação das salas de espectáculos e de cinema para 100% já tinha sido anunciado pelo Governo, no âmbito na terceira fase do plano de desconfinamento, que teve início em 1 de Outubro.

Quando anunciou que os espectáculos culturais deixavam de ter limitação de lotação a partir de 1 de Outubro, em 23 de Setembro, após reunião do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, António Costa, disse que seria exigido certificado digital para “grandes eventos culturais”, no entanto tal não consta da actualização da orientação da DGS.

Em Setembro, a lotação dos espaços culturais tinha aumentado para 75%, tal como previsto na segunda fase do plano, mas apenas dos lugares sentados, exigência que foi contestada pelos promotores de espectáculos.

Ainda no que diz respeito aos recintos fixos, “a realização de festivais ou espectáculos de natureza análoga não carece de avaliação de risco pelas autoridades de saúde locais, desde que cumprida a presente orientação”.

Já nos recintos provisórios ou improvisados, no caso de se tratar de espaços cobertos, “os eventos culturais, espectáculos tauromáquicos, festivais ou de natureza análoga, com lotação acima de 1.000 espectadores, são precedidos de avaliação de risco, pelas autoridades de saúde locais, para determinação da viabilidade e condições de realização”.

Neste tipo de recintos ao ar livre a avaliação de risco só acontece no caso de espectáculos com mais de cinco mil espectadores.

A orientação 028 da DGS, de 28 de maio do ano passado, cuja nova revisão foi hoje divulgada, prevê também que “as livrarias, arquivos, bibliotecas, museus, palácios, monumentos e similares passam a ter a sua utilização regular”.

As regras gerais, para todos os tipos de espaços culturais, determinam que “as entradas e saídas nos espaços ou recintos, sempre que exequível, devem ter circuitos próprios, separados e controlados, evitando a aglomeração de pessoas e a formação de filas, através da sinalização de circuitos e marcações físicas de distanciamento, bem como dos pontos de estrangulamento de passagem”.

Caso seja necessário, sugere a DGS que “podem ser instituídos limites temporais desfasados de entrada e de visita, adaptados à dimensão do espaço ou do equipamento cultural, de forma a evitar a concentração de pessoas no interior e à entrada do mesmo, designadamente, através do reforço da vigilância dos diversos espaços”.

Os responsáveis pelos espaços culturais devem “garantir que todos os colaboradores e utilizadores dispõem de máscara facial, no momento de entrada, no decorrer do evento e no momento de saída”.

A DGS recomenda ainda a, “sempre que possível e aplicável, promover e incentivar o agendamento prévio para reserva de lugares por parte dos espectadores”.

Os responsáveis pelos espaços culturais devem ainda “assegurar dispensadores de produto desinfectante de mãos; garantir uma adequada limpeza e desinfecção de todas as superfícies do estabelecimento; assegurar uma boa ventilação dos espaços interiores, preferencialmente com ventilação natural, através da abertura de portas ou janelas”.

Os estabelecimentos de restauração e bebidas que estejam integrados nos espaços culturais devem seguir a orientação 023 da DGS, de 8 de maio do ano passado e actualizada em 31 de Agosto deste ano.

Entre Abril e Maio foram realizados 4 eventos-piloto em Braga, Coimbra e Lisboa, com plateia sentada e em pé, e com a realização prévia de testes de diagnóstico, gratuitos, aos espectadores, em colaboração com a Cruz Vermelha Portuguesa.

O objectivo destes eventos era definir, segundo o Governo, “novas orientações técnicas e a realização de testes de diagnóstico de SARS-CoV-2 para a realização de espectáculos e festivais”. As conclusões dos quatro eventos-piloto ainda não foram divulgadas.

ZAP // Lusa

Por Lusa
5 Outubro, 2021

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1139: 730 novos casos e 4 mortes. Internamentos descem e há menos de 30 mil casos activos

– Caso curioso nestes dados anunciados quase que diariamente: não mencionam os infectados e os mortos na China… Porque será?

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Dados do boletim diário da DGS indicam que há 346 internados (menos cinco), dos quais 62 estão em unidades de cuidados intensivos. Registaram-se mais de mil casos de pessoas que recuperaram da covid-19.

Hospital de Santa Maria
© Orlando Almeida/Arquivo Global Imagens

Portugal confirmou, em 24 horas, 730 novos casos de covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Foram registadas mais quatro mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2, indica o relatório desta terça-feira (5 de Outubro).

Dados mostram que o número de internamentos recuou para 346 (menos cinco face ao reportado na segunda-feira), sendo que 62 doentes estão em unidades de cuidados intensivos (menos seis).

DGS indica que foram registados 1.064 casos de pessoas que recuperaram da covid-19, elevando para 1.024.149 o número total de recuperados.

A região Norte, com mais 272 infecções, e Lisboa e Vale do Tejo, com 185, continuam a ser as áreas do país com o maior número de novos casos.

Segue-se o Centro, com mais 126 casos, o Alentejo, com 60 e o Algarve, com 53. Nos Açores, há mais 22 diagnósticos de covid-19 e na Madeira foram reportados 12 novos casos.

Total de casos activos está abaixo dos 30 mil

As quatro mortes reportadas em 24 horas ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo (duas) e na região Norte (duas).

Relativamente à idade das vítimas​​​, duas tinham mais de 70 anos, uma tinha entre 60 e os 69 anos, sendo que foi registado um óbito na faixa etária etária entre os 50 e os 59 anos.

© DGS

Desde o início da pandemia, em Março de 2020, Portugal confirmou 1.072.037 diagnósticos da infecção por SARS-CoV-2 e 18.004 óbitos. Existem agora menos 556 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Com esta actualização, Portugal tem, actualmente, 29.884 casos activos da doença (menos 338 face ao dia anterior), segundo os dados da DGS, um dia depois do secretário de Estado Adjunto e da Saúde anunciar que os portugueses com mais de 65 anos vão começar a ser vacinados com a terceira dose da vacina contra a covid-19 a partir de 11 de Outubro.

António Lacerda Sales avançou que a DGS vai emitir em breve uma norma com “o suporte técnico para essa terceira dose” contra a covid-19 ou dose de reforço, ressalvando que a vacina vai começar por ser administrada a pessoas residentes em lares de idosos e com mais de 80 anos.

“Iniciaremos pelas faixas mais vulneráveis, nomeadamente pelas estruturas residenciais para idosos, pela faixa acima dos 80 anos e depois iremos de uma forma decrescente até à faixa igual ou superior aos 65 anos, como foi feito quando foi a primeira fase de vacinação covid”, disse aos jornalistas o secretário de Estado.

O governante sublinhou também que esta dose de reforço deverá ser administrada a partir de 11 de Outubro.

Agência Europeia de Medicamentos aprova 3ª dose de vacina para imuno-deprimidos

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) já fez saber que uma terceira dose da vacina anticovid-19 da BioNTech/Pfizer e da Moderna só deverá ser administrada na União Europeia (UE) a pessoas com “sistemas imunitários gravemente enfraquecidos”, após 28 dias após a segunda dose.

A agência justifica que este aval dado esta segunda-feira surge depois de vários “estudos terem demonstrado que uma dose extra destas vacinas aumentou a capacidade de produzir anticorpos contra o vírus que causa a covid-19 em doentes com sistemas imunitários enfraquecidos”.

Embora não haja provas directas da capacidade de produzir anticorpos nestes doentes protegidos contra a covid-19, espera-se que a dose de reforço aumente a protecção pelo menos em alguns doentes”, adianta a EMA, assegurando que “continuará a monitorizar quaisquer dados que surjam sobre a sua eficácia” e que acrescentará informação sobre esta ‘luz verde’ aos fármacos.

Pandemia é responsável por mais de 4,8 milhões de mortes em todo o mundo

Na semana passada, a EMA anunciou estar a avaliar um pedido da farmacêutica Moderna para administrar uma terceira dose de reforço da vacina anticovid-19 na UE, para maiores de 12 anos após seis meses.

Ainda no que se refere à evolução da pandemia, mas a nível global, a covid-19 é responsável por pelo menos 4.805.049 mortos no mundo desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o aparecimento da doença em Dezembro de 2019, segundo o balanço feito esta terça-feira pela AFP, com base em fontes oficiais.

Os Estados Unidos são o país mais afectado tanto em número de mortos como em casos, com um total de 703.285 mortes registadas e 43.852.265 casos detectados, de acordo com a universidade Johns Hopkins.

Depois dos EUA, os países mais afectados são o Brasil, com 598.152 mortos e 21.478.546 casos, a Índia, com 449.260 mortes em 33.853.048 casos, o México, com 279.106 mortos em 3.684.242 casos e a Rússia, com 211.696 mortos em 7.637.427 casos.

Diário de Notícias
DN
05 Outubro 2021 — 14:16

1138: Smartphone pode ser usado como alternativa ao estetoscópio

CIÊNCIA/SMARTPHONES/MEDICINA/TECNOLOGIA/SAÚDE

Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) concluíram que o ‘smartphone’ pode ser usado como alternativa ao estetoscópio tradicional, ao ser capaz de gravar os sons pulmonares com qualidade e de capturar os sons anormais.

Em comunicado, a FMUP revela hoje que o estudo, também desenvolvido por investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, “testou com sucesso a eficácia da utilização dos microfones incorporados nos ‘smartphones’ para a auscultação pulmonar de doentes”.

A investigação, publicada na revista científica Sensors, mostrou que o ‘smartphone’ pode ser usado como alternativa ao estetoscópio tradicional, uma vez que é “capaz de gravar os sons pulmonares com qualidade e de capturar os sons anormais”, designados ruídos adventícios.

No estudo participaram mais de 130 doentes, maioritariamente com patologias respiratórias, seguidos num hospital português.

Numa primeira fase da investigação, os médicos realizaram a auscultação pulmonar com estetoscópios tradicionais em quatro locais e documentaram os sons adventícios registados, tendo, de seguida, feito a auscultação com recurso a um ‘smartphone’, que foi gravada duas vezes nos mesmos quatro locais.

“A utilização do ‘smartphone’ para a auscultação pulmonar poderá contribuir para detectar precocemente os períodos em que o estado do doente se agrava”, afirma a FMUP, acrescentando que tal permitirá implementar “intervenções oportunas”.

Numa época em que o número de consultas realizadas à distância tem aumentado, esta solução é, segundo os autores do estudo, “muito interessante para a implementação dos serviços de tele-medicina na monitorização de doenças respiratórias”, como a asma e fibrose quística.

Nesse sentido, os investigadores desenvolveram uma aplicação, intitulada AIRDOC, para apoiar a monitorização remota dos sons pulmonares nos doentes com doenças respiratórias crónica.

Citada no comunicado, Inês Azevedo, pediatra e professora na FMUP, afirma que a auscultação pulmonar “é essencial na monitorização deste tipo de patologias”.

“Acreditamos que pode ser uma tecnologia promissora, tanto para o contexto clínico como para a futura implementação da tele-medicina e das consultas remotas, e até mesmo para melhorar a monitorização realizada pelos próprios doentes”, afirma a coordenadora do estudo.

Também citada no comunicado, Cristina Jácome, investigadora da FMUP e do CINTESIS, explica que esta consiste no registo dos “sons pulmonares com um ‘smartdevice’ que depois podem ser classificados por clínicos ou analisados automaticamente com base nas características especificas do sinal”.

ZAP //  Lusa

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