1099: Internamentos e incidência descem. R(t) sobe em dia com nove mortes e 757 infectados

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Número de casos activos da infecção por SARS-CoV-2 recua para 31.759, indica o boletim diário da DGS. Foram registados mais 757 diagnósticos de covid-19 e 1155 recuperados.

Hospital Padre Américo, em Penafiel
© Rui Oliveira/Global Imagens

Portugal confirmou, nas últimas 24 horas, 757 novos casos de infecção por SARS-CoV-2, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Relatório desta sexta-feira (24 de Setembro) indica que no mesmo período foram registadas nove mortes associadas à covid-19.

Dados mostram também que há agora 410 internados (menos dois face ao reportado na quinta-feira), dos quais 76 estão em unidades de cuidados intensivos (mais um doente).

Registaram-se, no entanto, mais de mil casos de pessoas que recuperaram da doença (1.155), elevando para 1.015.927 o número total de recuperados.

Os valores da matriz de risco também foram actualizados e verifica-se uma descida na taxa de incidência e uma ligeira subida no índice de transmissibilidade

A incidência a 14 dias passou de 137,4 para 127,3 casos por 100 .000 habitantes em todo o território nacional e de 140,1 para 129,7 infecções no continente.

Já o índice de de transmissibilidade, denominado R(t), subiu ligeiramente para 0,83 a nível nacional e 0,82 no território continental.

© DGS

Lisboa e Vale do Tejo, com 277 casos, e o Norte, com 213, são as regiões que concentram o maior número diário de infecções.

Verificam-se mais 102 casos no Centro, 70 no Algarve, 55 no Alentejo, 25 nos açores e 15 na Madeira

Das nove mortes registadas em 24 horas, quatro ocorreram no Centro, duas na região da capital, duas no Alentejo e uma no Algarve.

© DGS

O país tem, actualmente, 31.759 casos activos da doença, indicam os dados da DGS, um dia após o primeiro-ministro, António Costa, anunciar as novas medidas de desconfinamento que vão entrar em vigor a 1 de Outubro.

Task force apela a doentes recuperados para se vacinarem “com a maior brevidade possível”

Já esta sexta-feira, a task force do plano de vacinação lançou um apelo a todas as pessoas que recuperaram da covid-19 há pelo menos três meses e que não chegaram a receber a vacina para se vacinarem “com a maior brevidade possível”.

Numa nota enviada às redacções, a equipa responsável pelo processo de vacinação, liderada pelo vice-almirante Gouveia e Melo, lembra que os utentes devem recorrer à modalidade “casa aberta”, sem restrição de idades ou local de residência, porque os centros de vacinação actualmente existentes “serão, em breve, empenhados na vacinação da gripe”.

Só juntos e com sentido de responsabilidade individual e comunitário será possível vencer este vírus”, referiu a ‘task force’, reconhecendo o actual “ritmo de vacinação mais reduzido”, face à vacinação completa de mais de 83% da população residente em Portugal. Devido à disponibilidade de vacinas, as segundas doses podem ser administradas num centro de vacinação diferente daquele onde foi dada a primeira inoculação.

FPF pede à DGS o levantamento das limitações nos recintos desportivos

E após o anúncio de novo alívio na restrições, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) solicitou à DGS o levantamento das limitações em relação à lotação dos recintos desportivos, com efeitos já em Outubro.

“Face à evolução do combate à pandemia em que se está próximo de atingir os 85% de população vacinada e com o levantamento de medidas de confinamento, a FPF pede à DGS o aumento da lotação de público, mantendo a exigência de apresentação do certificado digital”, refere o organismo, salientando que enviou uma carta à DGS com este objectivo.

De modo a garantir a presença de mais adeptos nos estádios, a FPF manifesta ainda a sua “total disponibilidade para assegurar todas as condições necessárias” para o cumprimento das medidas e salvaguarda da saúde pública.

OMS inclui mais dois medicamentos nas recomendações para tratamento

E no que ao combate à pandemia diz respeito, a Organização Mundial de Saúde (OMS) acrescentou esta sexta-feira dois medicamentos à lista de fármacos admitidos para tratamento da covid-19 e pediu à farmacêutica que os produz para baixar os preços e levantar as patentes.

O casirivimab e o imdevimab, fabricado pela norte-americana Regeneron, são incluídos nas recomendações da OMS para tratamento de casos ligeiros de covid-19 em doentes que estejam em maior risco de hospitalização e, condicionalmente, no tratamento de casos graves da doença se se tratar de pessoas sem anticorpos.

Acompanhe aqui os desenvolvimentos sobre a pandemia de covid-19 e o processo de vacinação

Diário de Notícias
DN
24 Setembro 2021 — 14:45

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1098: Estudo traz uma nova esperança ao tratamento do cancro dos ovários

SAÚDE PÚBLICA/CANCRO/TRATAMENTO

AndreaObzerova / Canva

Novo estudo traz uma nova luz para a luta contra o cancro dos ovários. Combinação de medicamentos conseguiu reduzir o tamanho do tumor.

De acordo com o estudo, entre 25 pacientes que receberam uma combinação experimental de medicamentos para o cancro do ovário seroso, quase metade obteve uma redução significativa no tamanho do tumor.

Os resultados do estudo foram apresentados na European Society for Medical Oncology Progress, realizada na semana passada.

Embora o estudo tenha sido muito restrito, os resultados são animadores porque todos os pacientes que participaram já tinham tentado outro tipo de tratamentos sem sucesso.

Segundo o IFL Science, a quimioterapia e os tratamentos hormonais para o cancro dos ovários têm baixas taxas de sucesso em comparação com outros tipos de cancro — este cancro tira cerca de 160.000 vidas por ano.

Na primeira fase do estudo, os participantes receberam uma combinação dos medicamentos VS-6766 e defactinibe.

Foi observada uma redução significativa do tumor em quase metade dos pacientes — embora as estimativas de frequência de eficácia sejam aproximadas. Em média, os pacientes passaram 23 meses sem que os tumores evoluíssem.

Em breve será possível tirar novas conclusões, já que o estudo vai avançar para a segunda fase de testes que irá envolver 100 participantes.

O objectivo é analisar detalhadamente quão comuns são os benefícios, sendo que esta fase deverá começar em Dezembro deste ano e terminar em 2025. O estudo irá comparar a combinação dos dois medicamentos com VS-6766 sozinho.

“Se as descobertas forem confirmadas em estudos maiores, irão representar um avanço significativo no tratamento do cancro do ovário seroso”, referiu a líder da equipa Susana Banerjee, em comunicado.

A especialista destaca: “Temos muita esperança de que este se possa tornar o padrão de tratamento para mulheres com cancro do ovário seroso de baixo grau”.

De recordar que os ensaios de primeira fase testam principalmente a segurança do tratamento, e não a eficácia, portanto, observar esses benefícios substanciais também acabou por ser uma surpresa agradável.

O cancro do ovário seroso de baixo grau não é a forma mais comum de cancro dos ovários, mas tende a aparecer mais cedo do que os outros tipos e é particularmente difícil de tratar.

Apenas cerca de uma em cada oito pacientes com cancro do ovário seroso de baixo grau respondem à quimioterapia.

O estudo também frisa que o uso de medicamentos é mais útil se os médicos souberem de antemão quais são pacientes que têm maior probabilidade de responder a estes.

ZAP //

Por ZAP
24 Setembro, 2021

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1097: Agência Europeia prevê decisão sobre terceira dose no início de Outubro

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/TERCEIRA DOSE/VACINAÇÃO

À Agência Europeia de Medicamentos (EMA) chegou até agora apenas um pedido submetido esta semana pelas empresas Pfizer/BioNTech para restabelecer a protecção de vacinados com 16 anos de idade ou mais após seis meses da segunda dose.

© Dn/Lusa

A Agência Europeia de Medicamentos disse esta quinta-feira (23) esperar emitir, no início de Outubro, uma decisão sobre a eventual terceira dose de reforço da vacina anticovid-19, a administrar seis meses depois da segunda dose, nomeadamente a pessoas vulneráveis, como solicitado pela Pfizer/BioNTech.

“Compreendemos que os Estados-membros da UE e outros países do mundo considerem já agora a opção de um reforço, particularmente nos grupos vulneráveis, e é por isso que temos vindo a acelerar a nossa análise sobre a vacina Comirnaty [nome comercial da vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19], que é a única que temos agora nas nossas mãos, a fim de apresentarmos uma opinião até ao início de Outubro”, declarou o responsável pela estratégia de vacinação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Marco Cavaleri.

Falando em conferência de imprensa na sede do regulador da UE, em Amesterdão (Países Baixos), o responsável indicou que a EMA está “em diálogo com as empresas a fim de compreender que dados estão a surgir”.

Ainda assim, quando questionado sobre eventuais pressões do sector farmacêutico para avançar com esta terceira dose de reforço, Marco Cavaleri garantiu que o regulador europeu irá “basear sempre a decisão em provas e não em qualquer pressão“.

À EMA chegou então até agora apenas um pedido submetido esta semana pelas empresas Pfizer/BioNTech para restabelecer a protecção de vacinados com 16 anos de idade ou mais após seis meses da segunda dose.

Apesar de o regulador estar a analisar tal pedido, o responsável pela vacinação na EMA reiterou esta quinta-feira que as provas actuais sobre a eficácia da vacina e a duração da protecção mostram que as vacinas anticovid-19 aprovadas na UE asseguram alta protecção contra doenças graves e internamentos na população em geral das vacinas, pelo que uma terceira dose só é admitida para grupos vulneráveis como imuno-deprimidos.

A posição do regulador dos medicamentos é idêntica à do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), que num relatório divulgado no início de Setembro – e co-assinado por especialistas da EMA – defendeu não existir “necessidade urgente” de administrar doses de reforço da vacina anticovid-19 à população em geral, dado que os fármacos aprovados na UE são “altamente protectores” contra doença grave.

Ainda assim, o ECDC admitiu “a opção de administrar uma dose adicional de vacina a pessoas que possam ter uma resposta limitada ao ciclo primário de vacinação”, incluindo “indivíduos imuno-deprimidos, por exemplo, receptores de transplantes”, bem como “indivíduos mais velhos e frágeis”.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde actualizou, também no início de Setembro, as normas para admitir uma terceira dose adicional da vacina a imuno-deprimidos com mais de 16 anos, como transplantados, seropositivos e doentes oncológicos.

Marco Cavaleri foi ainda questionado sobre o anúncio feito pela Pfizer/BioNTech, de que a vacina é segura para crianças com mais de cinco anos e que pode estar no mercado já em Outubro.

Sobre esta questão, o responsável indicou à imprensa que o consórcio farmacêutico não informou formalmente a EMA sobre o assunto e que isso poderá acontecer “mais tarde, talvez em Outubro”.

Diário de Notícias
Lusa
23 Setembro 2021 — 16:56

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1096: OMS inclui mais dois medicamentos nas recomendações para tratamento

– Nunca as farmacêuticas fizeram tantos milhões à pala da COVID-19…

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/TRATAMENTOS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) acrescentou esta sexta-feira dois medicamentos à lista de fármacos admitidos para tratamento da covid-19 e pediu à farmacêutica que os produz para baixar os preços e levantar as patentes.

O casirivimab e o imdevimab, fabricado pela norte-americana Regeneron, são incluídos nas recomendações da OMS para tratamento de casos ligeiros de covid-19 em doentes que estejam em maior risco de hospitalização e, condicionalmente, no tratamento de casos graves da doença se se tratar de pessoas sem anticorpos.

“Dado o custo elevado e a escassez desta terapia combinada, a OMS apela à Regeneron para baixar os preços e distribuí-la equitativamente, especialmente em países de rendimentos baixos e médios e transferir a tecnologia que permita o fabrico de versões biologicamente semelhantes para que todos os pacientes que precisem deste tratamento tenham acesso a ele”, afirma a organização em comunicado.

A OMS já lançou entre as empresas farmacêuticas um apelo para que candidatem versões dos medicamentos para pré-qualificação, o que permitiria aumentar o nível de produção.

Salienta ainda que o tratamento com os dois medicamentos não deve ser dado a pacientes que tenham anticorpos contra a covid-19 para “não exacerbar a desigualdade e a disponibilidade limitada do tratamento”.

A OMS pede ainda aos médicos que apliquem “testes rigorosos” aos pacientes para perceberem quais é que terão mais a ganhar com este tratamento, os que ainda não tenham desenvolvido anticorpos naturais contra a covid-19.

Lusa

Diário de Notícias
24 Set 07:58

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