1085: Há mais doentes internados. Taxa de incidência e R(t) baixam

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

O relatório diário da Direcção-Geral da Saúde desta segunda-feira reporta mais 306 novos casos de covid-19 em Portugal, tendo sido declaradas sete mortes devido à doença. Regista-se uma subida de 16 internados, que totalizam 471, dos quais 82 em UCI.

Campanha de vacinação em Viana do Castelo
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indica que Portugal registou, nas últimas 24 horas, 306 novos casos de covid-19. Relatório desta segunda-feira (20 de Setembro) refere também que morreram mais sete pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Há agora 471 doentes internados, mais 16 que no dia anterior, dos quais 82 (menos quatro) estão em unidades de cuidados intensivos.

De acordo com a DGS, Lisboa e Vale do Tejo registou 116 novos casos e quatro mortos, sendo que os restantes óbitos registaram-se no Centro (dois) e no Algarve (um). A região Norte contabilizou 82 novos casos de infecção, o Centro reportou 25, o Alentejo teve 24 e o Algarve chegou aos 44 novos casos. Açores (oito) e Madeira (sete) foram as regiões com menos casos.

Refira-se que a taxa de incidência baixou significativamente, dos 173,6 casos por 100 mil habitantes para 149,1 a nível nacional, enquanto no continente caiu dos 177,9 para os 152,4.

Por sua vez, o R(t) também desceu, mas de forma ligeira, passando dos 0,83 para os 0,82 em todo o território, e de 0,82 para 0,81 no continente.

Dados actualizados da DGS no dia em que a Pfizer e a BioNtech anunciaram que a vacina que desenvolveram contra a covid-19 é eficaz em crianças entre os cinco e os 11 anos.

As duas farmacêuticas revelaram que os resultados dos testes clínicos mostraram que a vacina é “segura, bem tolerada” e produziu uma resposta imunológica “robusta” em crianças desta faixa etária.

Face a estes resultados, a Pfizer e a BioNtech adiantaram, em comunicado, que vão pedir “o mais rápido possível” a aprovação aos reguladores de medicamentos na União Europeia e EUA para a administração da vacina nestas faixas etárias.

Os ensaios clínicos envolveram 2.268 crianças num regime de duas doses, de 10 microgramas cada, o que corresponde a um terço da dose da vacina dada aos mais de 12 anos.

Os resultados mostram que a administração destas duas doses, com 21 dias de intervalo, produziu níveis de anticorpos e efeitos secundários comparáveis ​​aos observados num ensaio com jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 25 anos, que receberam a dose de adulto, revelaram as empresas farmacêuticas.

Escola encerrada na Lourinhã devido ao isolamento de vários funcionários

Também esta segunda-feira ficou a saber-se que a escola EB 2,3 Dr. João das Regras, na Lourinhã, está encerrada, depois de uma funcionária ter ficado infectada com covid-19 e outros 12 terem ficado em isolamento até serem testados.

“Todos os funcionários foram testados na sexta-feira e uma funcionária, que veio na semana passada de outra escola, veio a dar positivo”, afirmou à Lusa Pedro Damião, director do Agrupamento de Escolas D. Lourenço Vicente, a que pertence a escola.

Na sequência desse caso positivo, outros 12 dos 19 funcionários da escola estão em isolamento, por terem sido considerados contactos de risco, até serem sujeitos a novo teste à covid-19.

Devido à falta de funcionários ao serviço, “não existem condições para abertura da escola para as actividades lectivas, pelo menos durante o dia de hoje”, justificou.

As actividades lectivas vão retomadas assim que existirem condições, logo que os funcionários tenham resultado negativo à covid-19, após serem de novo testados.

No que se refere aos dados a nível global, a pandemia já matou pelo menos 4.689.140 pessoas no mundo desde o final de Dezembro de 2019, segundo um relatório realizado pela agência de notícias AFP com base em fontes oficiais.

Mais de 228.494.810 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia em Dezembro de 2019, quando foram detectados os primeiros casos da doença.

Mais de 228 494 810 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia em Dezembro de 2019, quando foram detectados os primeiros casos da doença.

Diário de Notícias
DN
20 Setembro 2021 — 17:58

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1084: Vacina contra a covid-19 em spray nasal tem vários benefícios – e pode estar para breve

SAÚDE PÚBLICA/VACINAS/COVID-19/SPRAY NASAL

Actualmente, receber uma vacina contra a contra a covid-19 é sinónimo de levar uma injecção no braço. Contudo, esta realidade pode mudar, já que um novo estudo garante a eficácia de vacinas administradas de forma intra-nasal.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, desenvolveu uma vacina que pode ser administrada através de inalação.

Num estudo publicado na revista iScience, os cientistas mostraram que, quando administrada a ratos, a vacina intra-nasal mostrou-se segura e capaz de fornecer uma imunidade rápida contra a covid-19.

“[Este tipo de] vacinação pode estimular a imunidade sistémica e mucosa”, referiu Navin Varadarajan, principal autor do artigo.

O investigador destacou ainda que esta vacina também “tem a vantagem de ser um procedimento não invasivo adequado para a imunização de grandes populações”.

De acordo com os autores, existem muitos benefícios em receber a vacina através da via nasal, como tal, não é surpreendente que esta não seja a primeira equipa a tentar desenvolve-la.

Também os especialistas da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, conseguiram vacinar ratos e furões contra a covid-19 com um spray nasal. No mês passado, uma equipa de investigadores da Universidade Lancaster, no Reino Unido, também fez o mesmo sucesso.

Na Finlândia, informa o IFL Science, os investigadores já estão um passo à frente e esperam conseguir iniciar testes em humanos em breve, depois de outra vacina intra-nasal ter mostrado um bom desempenho em testes pré-clínicos.

A emergência na utilização de um spray nasal como método para vacinar a população pode-se justificar com o facto da covid-19 se espalhar através da respiração de gotículas que circulam no ar.

Isto significa que o nariz e a boca são as portas de entrada para o vírus, por isso, se uma vacina for capaz de criar uma resposta imunológica no muco, qualquer potencial infecção por covid-19 poderia ser travada mesmo antes mesmo de se instalar no corpo.

“As vantagens das vacinas intra-nasais incluem a administração sem agulha, a entrega do antígeno ao local da infecção e a elicitação da imunidade da mucosa no trato respiratório”, referem os professores de imunologia Frances Lund e Troy Randall – dois dos investigadores envolvidos na vacina de Houston – numa perspectiva científica apresentada em Julho.

Outro aspecto positivo deste método de administração de vacinas é que estas são muito mais acessíveis. Numa altura em que vários países do mundo ainda se encontram com o processo de vacinação bastante atrasado, uma vacina que pode ser administrada através do nariz pode facilitar bastante o processo logístico.

Por outro lado, também pode haver pontos negativos relativamente ao uso desta vacina. Varadarajan refere que “a razão pela qual ainda não se viu uma vacina destas no mercado é por ser mais difícil de obter uma boa resposta imunológica“.

Por Ana Isabel Moura
20 Setembro, 2021

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes