1075: Marcelo diz que Portugal é visto como exemplo mas rejeita facilitismo

– Discordo das afirmações do PR porque o que tem existido mais é facilitismo em ordem a quem NÃO CUMPRE, NUNCA CUMPRIU, as regras sanitárias emanadas da governança e da DGS, nomeadamente de todos os acéfalos indigentes intelectuais e morais, Walking Deads, Whisperers, negacionistas & afins, que nunca PARARAM as suas vidinhas “sociais”, em todo o período da PANDEMIA (que ainda não acabou), sem se importarem se estavam a prejudicar terceiros.

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/PANDEMIA

“Se houver circunstâncias que obriguem à imposição de restrições, as restrições serão impostas”

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta quinta-feira que Portugal é visto por outros países europeus como exemplo pela taxa de vacinação e combate à covid-19, mas que este “é um processo que não terminou, não há facilitismo”.

Marcelo Rebelo de Sousa falava no Infarmed — Autoridade Nacional do Medicamento, em Lisboa, onde se realizou a 23.ª sessão sobre a evolução da covid-19 em Portugal.

Durante a reunião, após ouvir os especialistas, o chefe de Estado referiu que no encontro de chefes de Estado do Grupo de Arraiolos em que participou na quarta-feira, em Roma, “onde estavam catorze países europeus, Portugal era de longe o que tinha a taxa de vacinação mais elevada”.

“E olhavam para Portugal como um exemplo daquilo que tinha sido a viragem, fruto da conjugação de medidas de protecção com uma campanha muito intensa de vacinação em curto espaço de tempo. Isso era repetido, era assumido por vários dos presentes”, acrescentou.

À saída do Infarmed, em resposta a questões dos jornalistas, o chefe de Estado considerou que esta “foi uma sessão que representou o fechar de uma página, mas não a conclusão de um processo, abriu-se uma nova página no mesmo processo”.

A ter em conta “aparecimento de novas variantes” do vírus SARS-CoV-2

“Desde logo, foi dito que, se houver circunstâncias que obriguem à imposição de restrições, as restrições serão impostas. Vai haver uma monitorização permanente da situação. Se de repente houver agravamentos que exijam também em grau diverso tomada de medidas, serão tomadas. Isso foi dito, para que ficasse claro”, realçou.

Marcelo Rebelo de Sousa apontou como factores a ter em conta o eventual “aparecimento de novas variantes” do vírus SARS-CoV-2, a situação dos “infectados que tiveram uma dose de vacina”, se “chega não chega”, e das pessoas com “idade mais elevada e que podem ter problemas de anticorpos”, assim como os casos de “patologias que exigem desde já uma terceira dose”.

O Presidente da República assinalou que em países do centro e do leste da “os números agravaram-se” e que em Portugal “continua a haver doentes internados, em cuidados intensivos e continua a haver mortos” com covid-19.

“Portanto, é um processo que não terminou, não há facilitismo”, reforçou, enquadrando o actual momento como “o adaptar, ajustar os comportamentos e os procedimentos a uma nova fase, mas sem facilitismo”.

O chefe de Estado apelou aos portugueses para que saibam “julgar caso a caso o que devem fazer” para proteger sua saúde e a dos outros, em especial na abertura do ano lectivo e no período do Natal e da passagem do ano.

Na sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a actuação do Governo, em particular da ministra da Saúde, e o papel das Forças Armadas e do vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, coordenador da estrutura responsável pelo plano nacional de vacinação contra a covid-19, declarando: “Houve aqui uma equipa e houve liderança. Sem liderança não era possível, sem equipa não era possível”.

No final, Marcelo Rebelo de Sousa disse que saía desta reunião “com uma grande alegria, que é a que decorreu da resposta dos portugueses ao longo deste processo”, e que espera “que da mesma maneira que correu bem no passado corra bem no futuro”.

Diário de Notícias
DN com Lusa
16 Setembro 2021 — 20:25

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1074: Menos internados e R(t) sem alterações em dia com 6 mortos e 1.062 novos casos

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

O boletim da DGS desta quinta-feira indica que se registaram 1.062 novos casos e seis mortos por covid-19 nas últimas 24 horas em Portugal.

© TIAGO PETINGA/LUSA

Nas últimas 24 horas foram registados 1.062 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). No relatório desta quinta-feira , 16 de Setembro, é referido que morreram mais 6 pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Quanto à pressão nos hospitais portugueses, há agora 497 doentes internados com a covid-19, menos 30 que ontem.

Já em relação aos cuidados intensivos há menos 16 doentes nestas unidades, num total de 103 camas ocupadas.

Quer a incidência e o nível de transmissibilidade R(t) não sofreram alterações em relação ao dia anterior. Os níveis de incidência mantém-se nos 191,1 a nível nacional e 196,1 no Continente. E o R(t) continua na zona laranja da matriz de risco com 0.84 a nível nacional e 0, 83 no Continente.

Nas últimas 24 horas morreram três pessoas na região de Lisboa e Vale do Tejo; E uma na região Norte. O mesmo número de vítimas na região Centro e no Alentejo.

Foi a região Norte que viu crescer o número de infectados nas últimas 24 horas, mais 425 infectados. A região de Lisboa teve mais 337 infectados e continua a ser a região com o maior número de casos: 10.014.

Reunião do Infarmed esta tarde

Esta tarde realiza-se uma nova reunião no Infarmed entre peritos na pandemia e decisores políticos. O Governo deverá manter a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços fechados na terceira fase do desconfinamento a ser antecipada na próxima semana, informa o jornal Público.

A decisão está prevista para a próxima quinta-feira, dia 23 de Setembro, e será adoptada pelo Conselho de Ministros se efectivamente 85% da população residente em Portugal já estiver totalmente inoculada. As indicações da reunião dos especialistas do Infarmed marcada para hoje vão também determinar a decisão.

“A intenção do Governo é que se realize uma nova reunião do Infarmed para debater este novo patamar e as medidas que se devem aprovar”, declarou há uma semana a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva. Depois da reunião, o Conselho de Ministros tomará decisões. A ministra deixou porém um aviso: o país terá de continuar a conviver com “medidas obrigatórias” e com as respectivas recomendações da DGS.

Ontem, o Presidente da República disse estar feliz por participar na reunião do Infarmed com “a melhor situação” relativa à pandemia “em ano e meio”. “Desta vez já se vai discutir abertura, muito abertura, ampla abertura […]. Parece outro mundo”, afirmou.

“Eu, naturalmente, devo ouvir os especialistas antes de dizer o que quer que seja – a função dos políticos não é fazerem de especialistas, é tomarem decisões políticas depois de ouvirem os especialistas […] -, agora uma coisa é certa, que me sinto feliz porque vou para uma reunião do Infarmed com a melhor situação do último ano e meio”, afirmou o chefe de Estado.

Falando aos jornalistas portugueses em Roma, após se ter reunido com 14 chefes de Estado da UE na 16.ª reunião do Grupo de Arraiolos, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que costumava “ir sempre com o coração pequeno – e às vezes pequeníssimo – para as reuniões do Infarmed, tais os números de casos, tais os números de internamentos em cuidados intensivos e tais os números de mortes”.

Marcelo disse esperar que na reunião surjam esclarecimentos, “sem drama e com serenidade”, aos portugueses sobre a covid-19, nomeadamente no arranque do ano lectivo. “Disse sempre no Infarmed e disse-o fora do Infarmed: é muito importante que em cada momento – e agora é uma nova fase que corresponde ao começo do ano lectivo – que os portugueses saibam exactamente quais são as regras.”

Para o chefe de Estado, é preciso que fique claro que, quando e “se houver infectados […], como é que é a reacção e como é que se vai normalizando a vida nacional”. “Isto, feito sem drama, com serenidade, mas com um esclarecimento, é muito importante para aquilo que tem sido a resposta dos portugueses, lúcida, serena e massiva”, adiantou.

Cerca de 3.000 trabalhadores da saúde suspensos em França por não estarem vacinados

Cerca de 3.000 funcionários de estabelecimentos de saúde franceses que não estão vacinados foram hoje suspensos de funções, no primeiro dia da obrigatoriedade de imunização contra a covid-19 para essas pessoas, anunciou hoje o Ministro da Saúde francês.

Em entrevista à rádio RTL, Olivier Véran sublinhou que muitas destas suspensões “são apenas temporárias” e também que este número representa uma parte mínima dos 2,7 milhões de pessoas para as quais a vacinação passou a ser obrigatória nos serviços de saúde.

Além disso, referiu que os funcionários suspensos não são maioritariamente pessoal médico, mas trabalham em serviços de apoio dos estabelecimentos de saúde.

Junto com essas 3.000 suspensões, também houve “algumas dezenas” de demissões no primeiro dia de obrigatoriedade da vacina.

O ministro sublinhou que “estamos muito longe” dos números de 200.000 a 300.000 trabalhadores da saúde que poderiam ser afastados, segundo algumas fontes, da assistência médica ou de lares e infra-estruturas de apoio a idosos por serem contrários à vacinação.

A vacinação obrigatória, instituída por lei de urgência aprovada no início de Agosto, estipula que a partir de 15 de Setembro os grupos em questão devem comprovar que receberam pelo menos a primeira dose da vacina e ter a vacinação completa até 15 de Outubro.

Quase 95% dos médicos tomaram pelo menos uma dose até ao final da semana passada e quase 90% do pessoal dos lares de idosos está vacinado.

Véran fez, por outro lado, um apelo para que todas as pessoas que recebem a vacina contra a gripe todos os anos (entre 17 e 18 milhões de pessoas) venham a receber uma terceira dose contra a covid-19.

“Essa terceira dose é necessária” porque essas pessoas têm um sistema imunológico mais frágil, explicou.

Diário de Notícias
DN
16 Setembro 2021 — 14:09

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