1039: Mu: Tudo o que precisa de saber sobre a nova variante do coronavírus

SAÚDE PÚBLICA/CORONAVÍRUS/VARIANTE MU

Alissa Eckert / CDC
SARS-CoV-2, o coronavírus que causa a Covid-19

Onde é que a Mu é mais comum? Como é que está a sua situação em Portugal? Quão perigosa é? As respostas a todas as dúvidas sobre a nova variante de interesse.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) adicionou outra variante do coronavírus à sua lista para monitorizar. É chamada de variante Mu e foi designada uma variante de interesse (VOI).

O que isto significa é que Mu tem diferenças genéticas com as outras variantes conhecidas e está a causar infecções em vários países, portanto, pode representar uma ameaça específica à saúde pública.

É possível que as alterações genéticas de Mu possam torná-la mais transmissível, permitir que cause doença mais grave e torná-la mais capaz de escapar da resposta imune impulsionada por vacinas ou infecção com variantes anteriores. Isto, por sua vez, pode deixá-la menos susceptível a tratamento.

Atente na palavra “pode”. Uma VOI não é uma variante de preocupação (VOC), que é uma variante que comprovadamente adquire uma dessas características, tornando-a mais perigosa. Mu está a ser monitorizada de perto para ver se deve ser re-designada como uma VOC.

O que torna Mu particularmente interessante (e preocupante) é que ela tem o que a OMS chama de “constelação de mutações que indicam propriedades potenciais de fuga imunológica”. Por outras palavras, ela pode ser capaz de contornar a protecção da vacina existente.

Onde se está a espalhar?

Mu foi visto pela primeira vez na Colômbia em Janeiro de 2021, quando recebeu a designação de B1621. Desde então, foi detectada em 40 países — incluindo Portugal —, mas acredita-se que actualmente seja responsável por apenas 0,1% das infecções em todo o mundo.

Já foram detectados 24 casos da variante Mu em Portugal

A variante foi detectada em Portugal pela primeira vez a 31 de Maio. A circulação no país é “muito limitada”,…

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A Mu tem sido muito mais prevalecente na Colômbia do que em qualquer outro lugar. Ao observar as amostras de coronavírus que foram sequenciadas geneticamente, 39% das analisadas na Colômbia foram Mu — embora nenhuma amostra de Mu tenha sido registada lá nas últimas quatro semanas.

Em contraste, 13% das amostras analisadas no Equador foram Mu, com a variante a representar 9% das amostras sequenciadas nas últimas quatro semanas, enquanto no Chile pouco menos de 40% das amostras sequenciadas no último mês foram Mu. Isto sugere que o vírus não está mais a circular na Colômbia, mas está a ser transmitido noutros países sul-americanos próximos.

A Mu foi detectada pela primeira vez em Portugal a 31 de Maio, “tendo atingido a sua maior frequência relativa (1.2%) durante a segunda semana de Junho”.

Quão perigosa é a Mu?

As questões principais são se a Mu é mais transmissível do que a variante dominante actualmente, Delta, e se pode causar uma forma mais grave da doença.

A Mu tem uma mutação chamada P681H, relatada pela primeira vez na variante Alfa, que é potencialmente responsável por uma transmissão mais rápida. No entanto, este estudo ainda está em pré-impressão, o que significa que as suas descobertas ainda precisam de ser revistas formalmente por outros cientistas. Ainda não podemos ter a certeza dos efeitos do P681H no comportamento do vírus.

Mu também tem as mutações E484K e K417N, que estão associadas à capacidade de evadir anticorpos contra o coronavírus — as evidências sobre isto são mais concretas. Essas mutações também ocorrem na variante Beta e, portanto, é possível que Mu possa comportar-se como Beta, contra a qual algumas vacinas são menos eficazes.

Mu também tem outras mutações — incluindo R346K e Y144T — cujas consequências são desconhecidas, daí a necessidade de análises adicionais.

Mas será que Mu consegue escapar da imunidade pré-existente? Por enquanto, há apenas informações limitadas sobre isso, com um estudo de um laboratório em Roma a mostrar que a vacina Pfizer/BioNTech foi menos eficaz contra Mu em comparação com outras variantes quando testada numa experiência em laboratório.

Apesar disso, o estudo ainda considerou robusta a protecção oferecida contra a Mu pela vacina. Na verdade, ainda não sabemos se as mutações de Mu se traduzirão num aumento de infecção e doença.

No entanto, relatórios impressionantes sobre a Mu têm aparecido. No final de Julho, uma estação de notícias da Florida relatou que 10% das amostras sequenciadas na Universidade de Miami eram Mu. No início de Agosto, a Reuters relatou que sete residentes totalmente vacinados de um asilo na Bélgica morreram de um surto de Mu. No entanto, estes são vislumbres limitados do comportamento da variante.

O que é que se segue?

Mu é a primeira nova variante a ser adicionada à lista da OMS desde Junho.

Quando uma variante é designada de interesse, a OMS realiza uma análise comparativa das características da nova variante, avaliando como é que ela se compara a outras que também estão a ser monitorizadas, pedindo aos seus estados membros para recolher informações sobre a incidência e os efeitos da variante.

A designação de Mu como uma VOI reflete a preocupação generalizada sobre a possibilidade de novas variantes emergentes que podem ser problemáticas. A variante Delta, mais transmissível, que está em muitos países, mostra como as variantes virais podem mudar o curso da pandemia de maneira rápida e significativa.

Cada vez que o vírus se reproduz dentro de alguém, há uma probabilidade de ele sofrer uma mutação e uma nova variante emergir. Este é um jogo de números. É um processo aleatório, um pouco como lançar dados. Quanto mais você lança, maior a probabilidade de novas variantes aparecerem. A principal forma de interromper as variantes é a vacinação global.

O surgimento da Mu lembra-nos o quão importante esse objectivo permanece. Muitas pessoas, especialmente nos países em desenvolvimento, continuam não vacinadas. Devemos levar vacinas a esses países o mais rápido possível, tanto para ajudar as pessoas vulneráveis como para impedir o surgimento de novas variantes. Caso contrário, a nossa saída da pandemia será atrasada, possivelmente por meses a fio.

Por ZAP
5 Setembro, 2021

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1038: Surto com 33 infectados após festas de diversão nocturna em Santa Cruz

– Ainda bem para os funcionários que não foram afectados pelos acéfalos indigentes que lixam terceiros sem se importarem absolutamente nada com isso! Mas essa gajada criminosa continua na sua vidinha parasitária “social” sem qualquer entrave por parte das autoridades competentes!

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/SURTO INFECCIOSO/SANTA CRUZ

O contágio aconteceu durante uma festa privada e em festas ocorridas em pelo menos três bares de diversão nocturna, que se mantém abertos, uma vez que não afecta funcionários.

O surto de covid-19 associado à participação em festas de diversão nocturna na praia de Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras, subiu para 33 infectados e não está circunscrito, afirmou este domingo fonte oficial do município.

A mesma fonte explicou que “o surto não está circunscrito a um local específico e pode evoluir”.

Os casos activos associados têm idades entre os 15 e os 25 anos e outros 58 contactos directos encontram-se em vigilância pelas autoridades de saúde.

Segundo a mesma fonte, o contágio aconteceu durante uma festa privada e em festas ocorridas em pelo menos três bares de diversão nocturna, que se mantém abertos, uma vez que não afecta funcionários.

Os primeiros casos foram detectados, no início da semana, entre um grupo de amigos que se juntaram na praia e na piscina e que, por sua vez, frequentaram um bar.

Contagiaram depois outros cidadãos que, por sua vez, infectaram outros em festas ocorridas em, pleno menos, outros dois bares de diversão nocturna, de acordo com a investigação efectuada pelas autoridades de saúde aquando do inquérito epidemiológico.

As autoridades de saúde aconselham “quem esteve nos bares da localidade ou participou em festividades com aglomeração de pessoas no fim de semana de 28 e 29 de Agosto a realizar de imediato auto-teste e a ligar para o SNS 24 em caso de resultado positivo”.

Desde o início da pandemia, Torres Vedras, no distrito de Lisboa, contabiliza 6.904 casos confirmados, dos quais 125 estão activos, 6.603 recuperaram e 176 morreram, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico divulgado pelo município a partir de informação reportada pelas autoridades locais de saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Setembro 2021 — 10:50

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1037: Covid-19 em Portugal. Mais 1.190 novos casos de infecção e 13 mortes

– Na semana que hoje termina – a segunda após a “libertação” pela governança- , o resumo diário de infecções e mortes foi o seguinte:

– 1.190 – 05.09.2021 – 13 mortes
– 1.713 – 04.09.2021 – 13 mortes
– 1.822 – 03.09.2021 – 6 mortes
– 2.830 – 02.09.2021 – 9 mortes
– 1.565 – 01.09.2021 – 14 mortes
– 1.908 – 31.08.2021 – 13 mortes
– 1.072 – 30.08.2021 – 9 mortes

Total da semana -12.100 infectados + 77 mortes

O bicho não foi de férias e ainda mora cá.

Os casos activos de covid-19 atingem nesta altura um total de 42.423 pessoas. Nas últimas 24 horas estão internados 665 infectados e recuperaram da doença 1.112.

Centro de vacinação contra a covid-19
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Foram registados em Portugal 1.190 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há mais 13 mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2, indica o relatório deste domingo (5 de Setembro).

Os dados sobre a situação nos hospitais portugueses indicam que o número de internados subiu para 665 (mais um face ao reportado na sexta-feira), mas há menos um doente em unidades de cuidados intensivos, são agora 138, no total.

Já em relação às pessoas que recuperaram da doença, ​​​​​registaram-se mais 1.112 casos (mais recuperados do que infectados nas últimas 24h), o que eleva para 986.826 o número total de recuperados. Os casos activos de covid-19 no país sobem para 42.423 (mais 65).

Desde o início da pandemia foram infectadas 1.047.047 pessoas em Portugal, de acordo com registos oficiais da DGS.

Os valores da matriz de risco mantém-se com o R(t) em 0,96 a nível nacional e 0,97 se tivermos só em conta o território continental.

A região Norte foi a que registou o maior número de casos nas últimas 24h (460), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (367) que ontem liderava a tabela.

O Algarve passou a liderar o número de mortes, com seis óbitos a registas. Lisboa e Vale do Tejo, Norte e Centro tiveram cada uma duas mortes e o Alentejo uma.

Mais de 4,5 milhões de mortos

A covid-19 fez pelo menos 4.560.565 mortos no mundo desde que a doença foi identificada na China no final de 2019, segundo um balanço deste domingo da agência de notícias AFP feito com dados oficiais.

Mais de 220.278.710 infecções com o vírus que provoca a doença foram oficialmente confirmadas em todo o mundo no mesmo período.

Estes valores são elaborados pela AFP a partir dos balanços comunicados diariamente pelas autoridades sanitárias de cada país, mas excluem as revisões feitas posteriormente por alguns organismos responsáveis pelos dados estatísticos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, devido à mortalidade directa e indirecta ligada à covid-19, o balanço da pandemia pode ser duas ou três vezes superior ao que tem sido registado.

Uma parte importante dos casos menos graves ou assintomáticos continua por detectar apesar da intensificação dos meios de despistagem incrementados em vários países.

No sábado, desde o balanço anterior feito pela AFP, foram confirmadas mais 10.417 mortes de pessoas infectadas com o coronavírus SARS-CoV-2 em todo o mundo.

Os países que registaram mais mortes nos seus relatórios da pandemia mais recentes foram os Estados Unidos (mais 2.914), a Rússia (793) e o Brasil (692).

Os Estados Unidos são o país mais afectado pela pandemia, em números absolutos, tanto nas mortes como nas infecções, com 648.121 óbitos e 39.906.862 casos confirmados, segundo o balanço que faz a Universidade Johns Hopkins (norte-americana).

Segue-se o Brasil (583.362 mortos e 20.877.864 infecções), a Índia (440.533 mortos e 32.988.673 infecções), o México (262.868 mortos e 3.420.880 infecções) e o Peru (198.447 mortos e 2.154.132 infecções).

Entre os países mais atingidos pela pandemia, o Peru é aquele em que o número de mortos é maior em relação ao total da população, com 602 óbitos por 100.000 habitantes, seguido da Hungria (311), Bósnia (301), Macedónia do Norte (290), República Checa (284) e Montenegro (279).

A América Latina e as Caraíbas totalizam este domingo 1.448.903 mortes e 43.545.672 casos, a Europa 1.258.810 mortes e 63.862.042 casos, a Ásia 791.698 mortes e 50.920.192 casos, os Estados Unidos e o Canadá 675.120 mortes e 41.420.051 casos, a África 198.915 mortes e 7.903.091 casos, o Médio Oriente 185.356 mortes e 12.498.759 casos e a Oceânia 1.763 mortes e 128.909 casos.

Diário de Notícias
DN
05 Setembro 2021 — 14:11

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