1032: Máscaras. Uso obrigatório na rua à beira de caducar

– Máscaras na cara à beira de caducar? Eu até pensava que já tinha caducado há meses…!!! É que a grande maioria dos acéfalos indigentes que andam a vegetar por aí, ou trazem a máscara no pescoço (deve ser por causa do frio e serve de cachecol), ou pendurada no braço, ou simplesmente nem existe máscara à vista…!!! Afinal onde para a “fiscalização” das regras sanitárias emanadas pela governança e DGS ??? Eu continuarei a usá-la, para minha protecção, para protecção de terceiros porque guio-me por parâmettros de civismo e de cidadania, coisa que muitos indigentes acéfalos intelectuais e morais nem sabem o que é, e até que os números de INFECTADOS e de MORTOS baixe significativamente para uma plataforma de endemia.

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/MÁSCARAS

No próximo dia 12 de Setembro, caduca a lei do Parlamento que torna obrigatório o uso de máscaras na rua – uma lei originalmente do PSD. Sociais-democratas e socialistas preparam-se para não a renovar.

Lei do Parlamento que torna obrigatório o uso de máscara na rua foi da iniciativa do PSD e está em vigor desde Outubro do ano passado
© Adelino Meireles / Global Imagens

Está prestes a caducar a lei do Parlamento que tornou obrigatório o uso de máscaras na rua “sempre que não seja possível cumprir o distanciamento físico”. O diploma deixa de ter efeitos a partir do próximo dia 12 – significando isso que, se não for renovado (como já foi duas vezes), essa obrigatoriedade deixará de existir. Mais uma eventual renovação implica discussão e votação no plenário da Assembleia da República (AR) – e a primeira reunião pós-férias do verão só está marcada para dia 15. A agenda dos primeiros trabalhos do novo ano parlamentar começará a ser definida no próximo dia 8, numa reunião da conferência de líderes parlamentares.

Para já nem PS nem PSD abrem o jogo sobre se tencionam ou não renovar a lei. Tudo aponta, no entanto, para que não o façam – embora o PSD já tenha exigido que essa discussão se faça no Parlamento antecedida de mais uma reunião de peritos no Infarmed.

O Governo disse que não e, em alternativa, os sociais-democratas propuseram a audição dos peritos no Parlamento, as quais ainda não aconteceram. Nesse requerimento, datado de 21 de Agosto, os sociais-democratas consideraram que a decisão sobre a manutenção ou fim do uso de máscara “não é exclusivamente do foro político, uma vez que pode ter consequências para a saúde pública, pelo que deve ser tomada com sustentação científica”. Nos restantes partidos parlamentares, da esquerda à direita, já pegou de estaca a ideia de que o desconfinamento é para prosseguir em direcção à normalidade pré pandemia. Excepto eventualmente para o PSD e para o PS, o fim do uso obrigatório de máscara em espaços abertos parece ser um dado adquirido.

Pelo lado do Governo, a disponibilidade seria para acabar com essa obrigatoriedade na terceira fase do plano de desconfinamento, a qual se iniciará quando a vacinação atingir 85 por cento da população. E essa disponibilidade indicia o caminho que o PS seguirá. A obrigatoriedade foi inicialmente de iniciativa no PSD mas na renovação do diploma os sociais-democratas já se abstiveram. As renovações do diploma aconteceram assim pelo voto favorável do PS.

Em 20 de Agosto passado, após uma reunião do Conselho de Ministros que antecipou as medidas da segunda fase do plano de desconfinamento, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, reiterou que a matéria tornou-se competência da AR pelo que o Governo não poderia decidir.

“Essa é uma decisão que foi tomada na Assembleia da República e que deve ser tomada na Assembleia da República, é esse o espaço em que se deve decidir sobre uma medida com tão forte impacto nos direitos, liberdades e garantias. Por isso, sendo uma medida que foi apresentada pelos peritos na última reunião do Infarmed, a expectativa é que a Assembleia possa tomar a decisão no momento em que considere adequado”, afirmou.

Segundo Mariana Vieira da Silva, “é no diálogo entre os partidos que esta reflexão deve ser feita”. Segundo sublinhou, o fim da obrigatoriedade do uso de máscara teria sido defendida pelos peritos na reunião do Infarmed que antecedeu essa reunião do Conselho de Ministros. A governante não deixou no entanto de deixar um aviso: “Não é por eventualmente termos condições para deixar de ter a máscara obrigatória que não continuarão a existir situações, mesmo ao ar livre, onde a máscara deve ser utilizada para nossa protecção e para protecção dos outros. Isto não significa que a lei tenha ainda de estar em vigor, era uma recomendação que, aliás, já existia antes de a lei ser aprovada.” Foi também nessa conferência de imprensa que Mariana Vieira da Silva descartou a hipótese de a reunião do Infarmed discutir o assunto: “No entender do governo, as reuniões do Infarmed existem para desenhar as mudanças significativas de cada momento e, por isso, sendo esta uma responsabilidade da Assembleia (da República), é à Assembleia que cabe ouvir quem entender ouvir. Agora, a reunião do Infarmed em que se tratou da questão das máscaras já existiu.”

7,5 milhões vacinados

A DGS divulgou ontem os dados mais recentes sobre o plano de vacinação. Mais de 7,5 milhões de portugueses já têm a vacinação completa contra a covid-19 e cerca de 8,6 milhões já receberam pelo menos uma dose da vacina. Dito de outra forma: 73 por cento da população portuguesa já concluiu o seu processo vacinal contra o vírus 83 por cento já foram inoculados com a primeira dose. Em relação ao grupo entre os 18 e 24 anos, 643 324 (82 por cento) também já iniciaram a sua vacinação e 393499 (50 por cento) já a completaram. Relativamente à cobertura geográfica, todas as regiões do país, à excepção do Algarve (67 por cento) ultrapassaram os 70 por cento de vacinação completa, sendo no Norte onde mais pessoas estão vacinadas (75 por cento).

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
02 Setembro 2021 — 00:50

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1031: Demência deverá atingir 139 milhões de pessoas em 2050. É sétima causa de morte no mundo

“Em 2019, os cuidadores, na sua maioria membros da família, gastavam em média cinco horas por dia no apoio às pessoas de quem cuidavam com demência, sendo cerca de 70% desse acompanhamento realizado por mulheres.”. Durante mais de SEIS ANOS fui cuidador informal de minha esposa, sem qualquer apoio institucional ou particular, sem qualquer subsídio, sem qualquer experiência na prestação de cuidados, inventando a toda a hora, de acordo com as muitas reacções da doença, valendo já estar reformado e poder disponibilizar não cinco horas mas vinte e quatro horas por dia para cuidar dela.

SAÚDE PÚBLICA/DEMÊNCIA

A OMS indica que o número de pessoas com demência está a crescer em todo o mundo, estimando-se que actualmente sejam 55 milhões de pessoas com mais de 65 anos a sofrer desta síndrome.

© Arquivo Global Imagens

A demência, a sétima causa de morte no mundo em 2019, afecta 55 milhões de pessoas, um número que deve aumentar para os 139 milhões em 2050, alertou esta quinta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Apenas um quarto dos países de todo o mundo tem uma política, uma estratégia ou um plano nacional para apoiar as pessoas com demência e as suas famílias”, salienta o relatório da OMS que analisa resposta global de saúde pública à demência hoje divulgado.

Segundo a organização com sede em Genebra, apesar de cerca de metade destes países se situar na Europa, muitos planos e estratégias nacionais para a demência necessitam de ser actualizados e renovados por parte dos respectivos governos europeus.

A demência é uma síndrome geralmente de natureza crónica ou progressiva, que leva à deterioração da função cognitiva – a capacidade de processar o pensamento – para além do esperado em circunstâncias normais de envelhecimento.

Resultante de lesões ou de doenças que afectam o cérebro, como a Alzheimer, esta condição afecta a memória, o pensamento, a orientação, a compreensão, a capacidade de aprendizagem e a linguagem, entre outras funções.

Segundo o relatório da OMS, o número de pessoas com demência está a crescer em todo o mundo, estimando-se que actualmente 55 milhões de pessoas com mais de 65 anos sofram desta síndrome, valor que deve aumentar para os 78 milhões em 2030 e para os 139 milhões em 2050.

Com mais de 14 milhões, Europa é a segunda região do mundo com maior número de pessoas com demência, atrás da região do Pacífico Ocidental (20,1 milhões).

“O crescimento populacional e a maior longevidade, combinados com o aumento de certos factores de risco de demência, levaram a um crescimento dramático no número de mortes causadas por demência nos últimos 20 anos. Em 2019, 1,6 milhão de mortes ocorreram em todo o mundo devido à demência, tornando-se a sétima causa de morte”, sublinha o documento.

O relatório alerta ainda que as pessoas com doenças neurológicas, incluindo demência, são mais vulneráveis à infecção pelo vírus SARS-CoV-2, correndo maior risco de internamentos prolongados e de sofrerem uma forma agravada de covid-19 e de morte.

De acordo com a OMS, é assim urgente reforçar o apoio a nível nacional, tanto às pessoas com demência, ao nível dos cuidados primários e especializados de saúde, de serviços sociais, de reabilitação e de cuidados a longo prazo e paliativos, mas também no apoio aos seus cuidadores formais e informais.

“Em países de rendimento médio e baixo, a maioria dos custos do tratamento da demência são atribuíveis aos cuidados informais (65%). Em países mais ricos, os custos informais e de assistência social chegam a aproximadamente 40% cada um”, refere o relatório.

Em 2019, os cuidadores, na sua maioria membros da família, gastavam em média cinco horas por dia no apoio às pessoas de quem cuidavam com demência, sendo cerca de 70% desse acompanhamento realizado por mulheres.

“Dada a pressão financeira, social e psicológica enfrentada pelos cuidadores, o acesso à informação, formação e serviços, bem como o apoio social e financeiro, é particularmente importante. Actualmente, 75% dos países relatam que oferecem algum nível de apoio aos cuidadores, embora, novamente, estes sejam principalmente países de alto rendimento”, indica.

De acordo com a OMS, uma série de ensaios clínicos mal sucedidos para o tratamento da demência e os elevados custos de pesquisa e desenvolvimento levaram ao “declínio do interesse em desenvolver novos esforços” científicos nesta matéria.

“No entanto, houve um aumento recente no financiamento de pesquisas sobre demência, principalmente em países de alto rendimento, como o Canadá, o Reino Unido e os Estados Unidos da América. Este último aumentou seu investimento anual na pesquisa da doença de Alzheimer de 631 milhões de dólares (cerca de 532 milhões de euros) em 2015 para uma estimativa de 2,8 mil milhões (cerca de 2,3 mil milhões de euros) em 2020”, adiantou a organização.

Este relatório sobre a situação global da doença faz um balanço do progresso feito para atingir as metas globais de 2025 estabelecidas no Plano de Acção Global para a Demência da OMS, publicado em 2017.

Diário de Notícias
Lusa
02 Setembro 2021 — 11:19

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1030: Estudo sugere que beber água pode ajudar a prevenir risco de insuficiência cardíaca

SAÚDE PÚBLICA/ÁGUA/INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Quantidade recomendada de líquidos para homens é de cerca de 3,7 litros, enquanto para mulheres é de 2,7 litros

Beber oito copos de água por dia ao longo da vida pode ser o segredo para reduzir o risco de insuficiência cardíaca 25 anos depois, de acordo com uma nova investigação.

As descobertas, apresentadas a 24 de Agosto no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia de 2021, sugerem que manter uma boa hidratação pode desacelerar ou até mesmo evitar alterações no coração que levam à insuficiência cardíaca, disse a autora do estudo, Natalia Dmitrieva, investigadora do National Heart, Lung, and Blood Institute, que pertence ao National Institutes of Health (NIH) de Bethesda, Maryland, nos Estados Unidos.

“As descobertas indicam que precisamos prestar atenção à quantidade de líquido que consumimos todos os dias e agir se acharmos que bebemos muito pouco”, afirmou, em comunicado.

De acordo com as Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina norte-americanas, a quantidade recomendada de líquidos para homens é de cerca de 3,7 litros, enquanto para mulheres é de 2,7 litros, o que é válido para todas as bebida e até mesmo alimentos – 20 por cento da ingestão de líquidos surge a partir de alimentos sólidos – e não apenas água.

Uma forma de medir a hidratação é por meio do sódio sérico. Quanto menos líquidos alguém beber, maior será a concentração de sódio sérico. O sódio sérico acima da “faixa normal” de 135-145 mmol/l indica desidratação.

“No entanto, a concentração sérica de sódio permanece dentro de uma determinada faixa durante um longo período, o que provavelmente está relacionado com o consumo habitual de líquidos”, frisou Dmitrieva.

A insuficiência cardíaca ocorre geralmente quando o coração fica muito fraco ou rígido e causa falta de ar, fadiga e pernas e inchaços nos tornozelos.

Para este estudo, os investigadores realizaram análises a 15.792 adultos com idades entre 44 e 66 anos. Os participantes foram divididos inicialmente em quatro grupos, mediante a concentração média de sódio sérico de cada indivíduo. Para cada grupo, a equipa analisou a proporção de participantes que desenvolveram insuficiência cardíaca nos 25 anos seguintes.

Diário de Notícias
DN
01 Setembro 2021 — 23:25

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1029: DGS recomenda dose adicional de vacina a pessoas com imunossupressão

SAÚDE PÚBLICA/VACINAÇÃO/IMUNOSSUPRESSÃO

Pessoas com mais de 16 anos e em condições de imunossupressão estão elegíveis para dose adicional de uma vacina de mRNA contra a covid-19

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) passou a recomendar a administração de uma dose adicional de uma vacina contra a covid-19 para as pessoas com mais de 16 anos e em condições de imunossupressão, anunciou em nota enviada às redacções.

A norma actualizada esta quarta-feira “prevê a administração de uma dose de vacina de mRNA com um intervalo mínimo de 3 meses, após a última dose do esquema vacinal anteriormente realizado”.

Esta recomendação, indica a DGS, “tem como objectivo salvaguardar a eficácia das vacinas em pessoas com imunossupressão que possam não ter alcançado o nível de protecção adequado”.

A nota esclarece que “as pessoas elegíveis são as que poderão ter sido vacinadas durante um período de imunossupressão grave, nomeadamente as que realizaram transplantes de órgãos sólidos, pessoas com infecção VIH com contagem de linfócitos T-CD4+ <200/µL, doentes oncológicos e pessoas com algumas doenças auto-imunes que tenham efectuado tratamentos referidos na Norma”.

Ainda assim, “a vacinação de pessoas com imunossupressão deve ser efectuada sob orientação e prescrição do médico assistente”.

A DGS sublinha que esta recomendação “está alinhada com a evidência científica mais recente e poderá ser ajustada em função da evolução do conhecimento”.

De acordo com Graça Freitas em declarações à Lusa, a partir desta quarta-feira, os médicos assistentes poderão fazer esta prescrição, “como já fazem para outras patologias e como já fizeram no passado e as pessoas serão vacinadas” nos centros de saúde.

Segundo a directora-geral da Saúde, os “centros de saúde terão capacidade de as vacinar”, uma vez que este processo “será exactamente como já aconteceu nas outras fases” com a vacinação das pessoas com insuficiência cardíaca, respiratória e renal e doentes graves que foram considerados prioritários.

“Serão certamente menos de 100 mil pessoas” que estarão em condições de receber esta dose adicional das vacinas de mRNA da Pfizer e da Moderna, adiantou ainda a directora-geral da Saúde.

“Isto não é um reforço. É uma dose adicional de vacina, porque pode ter acontecido que, na altura em que estas pessoas foram vacinadas, não estivessem com o seu sistema imunitário com capacidade de reagir à vacina”, explicou.

Questionada sobre a possibilidade de uma dose de reforço para os idosos, Graça Freitas referiu que a indústria farmacêutica ainda não submeteu o respectivo processo de autorização à Agência Europeia do Medicamento (EMA).

“Quando eu digo que está a ser avaliado é no sentido de ser estudado. Não quer dizer que seja para ser administrado já, até porque temos o cuidado de perceber o que é que os próprios reguladores internacionais (EMA) e nacional (Infarmed) nos indicam neste processo”, assegurou.

De acordo com Graça Freitas, a DGS está, assim, na fase de compilar informação e de analisar em continuo a evidência científica disponível pelos vários países sobre este assunto, aguardando as indicações da EMA e do Infarmed.

Diário de Notícias
DN
01 Setembro 2021 — 20:37

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