728: Duas mortes e 435 novos casos. Incidência sobe para 60,4 casos

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Estão internadas 283 pessoas com covid-19, das quais 52 em unidades de cuidados intensivos, segundo o boletim diário da Direcção-Geral da Saúde.

Vacinação de professores e de pessoal não docente em Viana do Castelo
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Registados 435 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta segunda-feira (31 de Maio) indica que no mesmo período de tempo morreram mais duas pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Estão agora 283 pessoas com a doença internadas nos hospitais portugueses (mais 12 que ontem), sendo que 52 (menos duas) estão em unidades de cuidados intensivos.

Estão neste momento 22.933 casos activos, mais 111 nas últimas 24 horas, registando-se ainda mais 322 doentes recuperados, totalizando já 809.135.

Dos casos diários, Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região mais afectada, com mais 240 novas infecções, embora não se tenha registado qualquer morto. Os óbitos foram declarados no Norte, onde houve mais 113 casos, e no Centro, que teve 12 novos casos.

Refira-se que os Açores registaram 31 novos casos nas últimas 24 horas, o Algarve contabilizou 16, a Madeira teve 13 e o Alentejo apenas dez.

O boletim da DGS desta segunda-feira apresenta um significativo aumento na taxa de incidência no continente, sendo agora de 60,4 casos de infecção por 100 mil habitantes, uma subida na ordem dos 4,4 casos. Já o total nacional apresenta-se nos 63,3 casos de infecção por 100 mil habitantes, o que representa uma subida de 3,7.

Por sua vez, o R(t) baixou 0,01 no continente, sendo agora de 1,06, mantendo-se a nível nacional (1,07).

Apesar dos números mostrarem que a situação em alguns países está a estabilizar, e a reduzir em alguns casos, a pandemia não acabou, como já alertaram várias autoridades. Há, aliás, países a enfrentar um aumento de infecções como acontece, desde Abril, na Argentina. O país anunciou que não vai organizar a Copa América, uma decisão tomada quando faltam apenas duas semanas do início da competição desportiva.

Inglaterra “cautelosa” sobre a última fase de desconfinamento

Em Inglaterra, por exemplo, o plano de desconfinamento poderá mesmo sofrer alterações. Não é certo que o país entre na última fase do levantamento de restrições devido à pandemia no dia 21 de Junho, como estava inicialmente previsto. “Temos de ser cautelosos”, disse esta segunda-feira o ministro britânico responsável pela vacinação. A decisão vai ser tomada após a análise aos dados sobre a infecção, hospitalização, vacinação e novas variantes do SARS-CoV-2.

“A 14 de Junho vamos partilhar as evidências [os dados da pandemia] ao país para explicar basicamente onde estamos”, informou Nadhim Zahawi em declarações à BBC. O ministro referia-se, por exemplo, aos números sobre a taxa de incidência da infecção, aos internamentos e às mortes por covid-19.

Bruxelas propõe regras comuns para viajar, mas inclui travão de emergência

Também nesta segunda-feira, a Comissão Europeia propôs aos Estados-membros que facilitem as viagens, nomeadamente para as pessoas que tenham um certificado digital covid-19 da União Europeia (UE), mas prevendo um mecanismo travão para fazer face a situações preocupantes.

“Temos duas propostas em cima da mesa, a de que todos os Estados-membros aceitem e reconheçam o certificado e, simultaneamente, permitam a entrada de passageiros vindos de zona verde”, disse, em conferência de imprensa, o comissário europeu para a Justiça, Didier Reynders.

O responsável acrescentou que está prevista a actualização dos critérios comuns para as zonas de risco e a introdução de um mecanismo de “travagem de emergência”, para fazer face à prevalência de novas variantes.

A proposta prevê que as pessoas totalmente vacinadas e que tenham um certificado digital covid-19 da UE devem ser isentas de testes relacionados com viagens ou quarentena 14 dias após terem recebido a última dose.

Mais de 170 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo

A nível mundial, a pandemia já matou 3,54 milhões de pessoas, desde o final de Dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado pela agência de notícias AFP a partir de fontes oficiais.

Mais de 170.244.860 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia, indica ainda a agência de notícias francesa.

Os Estados Unidos são o país mais afectado em termos de mortes e casos, com 594.431 mortes para 33.259.430 casos, de acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins.

Depois dos EUA, os países mais afectados são o Brasil, a Índia, o México e o Reino Unido.

Diário de Notícias
DN
31 Maio 2021 — 14:08

 

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727: Portugal com 445 novos casos, em dia sem registo de mortes

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Estela Silva / Lusa

Portugal volta a não registar qualquer óbito este domingo. De acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS), nas últimas 24 horas, houve 445 novos casos positivos de infecção

Não morreu ninguém infectado com covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas. De acordo com o último boletim da Direcção-Geral da Saúde, foram registados 445 novos casos positivos de infecção.

Este domingo é o nono dia sem óbitos desde o passado 19 de Abril e o décimo segundo desde o início da pandemia em Portugal.

Em relação às novas infecções, a região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou o maior número de infecções (185), seguindo-se a região Norte (160). Na região Centro foram detectados mais 31 casos, no Alentejo 14, no Algarve 17, nos Açores 28 e na Madeira 10.

O número de internados regista hoje um aumento. Neste momento, existem 271 doentes hospitalizados com covid-19, mais 27 do que no dia anterior. Destes, 54 estão em unidades de cuidados intensivos (mais cinco do que no sábado).

Por outro lado, o boletim da DGS indica que há, agora, mais 256 pessoas recuperadas da doença, de um total de 808.813 desde o início da pandemia. O número de casos activos subiu para 22.822, mais 189 do que ontem, e há agora 23.847 contactos em vigilância pelos autoridades sanitárias, mais 378 do que no dia anterior.

Em relação à matriz de risco, a incidência do SARS-Cov-2 ao nível nacional está nos 59,6 casos por 100.000 habitantes. Se se contar apenas com o Continente, baixa para 56 casos/100.000 habitantes.

Já o índice de transmissão (R), situa-se nos 1,07 (com e sem as ilhas).

Liliana Malainho Liliana Malainho, ZAP //

Por Liliana Malainho
30 Maio, 2021

 

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726: Casos sobem para máximo do último mês. Mais de metade são em Lisboa

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Em novo dia sem mortes, segundo o boletim da DGS, há mais 604 casos novos de covid-19 nas últimas 24 horas e mais de metade dizem respeito à região de Lisboa e Vale do Tejo. Mas há menos dois internados nos hospitais por covid-19 e também menos três doentes em cuidados intensivos.

O governo assinalou a administração de cinco milhões de doses de vacinas em Portugal
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

Portugal registou esta quinta-feira 604 novos casos de infecção, mas não foi registada nenhuma morte, de acordo com o balanço da Direcção Geral da Saúde relativo aos efeitos da pandemia de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas.

Reforça-se assim a tendência de subida de casos dos últimos dias, atingindo-se um máximo de novos infectados em mais de um mês – desde 22 de Abril que Portugal não ultrapassava os 600 casos.

Mas também continua a verificar-se uma menor letalidade e gravidade hospitalar da situação pandémica: nos últimos sete dias, a média de mortes ficou pela primeira vez abaixo de um e quanto aos internados há menos dois, num universo de 244, e menos três em cuidados intensivos, onde há agora 49 doentes, um número que não se registava há bastante tempo – desde Setembro de 2020.

O boletim da DGS reporta ainda que há mais 99 casos activos em Portugal, totalizando agora 22.633 tendo sido registados mais 510 recuperados da doença, atingindo agora 808.557. Há ainda a registar mais 582 contactos em vigilância para um total de 23.469.

Dos 604 novos casos, mais de metade são registados na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 327. Segue-se a região do norte, com 164, a do centro com 52 e a do Algarve com 19 e o Alentejo com 12.

Nas regiões autónomas os números também continuam baixo, com 21 novas infecções nos Açores e 14 na Madeira.

Vacinados com AstraZeneca

Estes dados são revelados no dia em que se soube que as pessoas com menos de 60 anos que foram vacinadas com uma dose da vacina da Astrazeneca podem receber a segunda dose de uma vacina da Pfizer ou da Moderna, segundo uma norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

A norma da DGS, divulgada na sexta-feira, actualizada a Norma 003/2020, relativa à vacina Vaxzevria, designada anteriormente por AstraZeneca.

“Esta norma determina que as pessoas com menos de 60 anos que já foram vacinadas com uma dose de vacina Vaxzevria possam ser vacinadas com uma vacina de mRNA [como a Pfizer ou a Moderna], respeitando o intervalo previsto de 12 semanas após a primeira dose”, refere a DGS no documento publicado no seu ‘site’.

“As pessoas que adiaram a segunda dose do esquema da AstraZeneca, aguardando por nova recomendação da DGS, devem completar a vacinação, logo que possível, com uma dose de vacina de mRNA”, sublinha a norma.

Vietname descobre variante híbrida

O Vietname descobriu entretanto uma nova variante de covid-19 que se espalha rapidamente pelo ar e é uma combinação das variantes indiana e britânica.

“Descobrimos uma nova variante híbrida das da Índia e do Reino Unido”, disse o ministro da Saúde, Nguyen Thanh Long, num encontro nacional sobre a pandemia no sábado. “A característica dessa variante é que ela se espalha rapidamente no ar. A concentração do vírus no fluído da garganta aumenta rapidamente e espalha-se com muita força para o ambiente ao redor”, acrescentou.

O ministro não especificou o número de casos registados com esta nova variante, mas admitiu que o Vietname em breve anunciará a descoberta no mapa mundial de variações genéticas do vírus.

O Vietname está a lutar com novos surtos em mais de metade do território, incluindo em zonas industriais e grandes cidades como Hanói e Ho Chi Minh City. E mais de 6.700 casos, incluindo 47 mortes, foram registada no país.

O país, gerido por um governo comunista, recebeu aplausos generalizados pela sua resposta agressiva contra a pandemia, com quarentenas em massa e rastreamento de contactos, ajudando a manter as taxas de infecção relativamente baixas.

Diário de Notícias
DN
29 Maio 2021 — 14:05

 

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725: Internamentos sobem e taxa de incidência aumenta em Portugal

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Portugal com mais 598 casos e uma morte nas últimas 24 horas, contabilizando agora um total de 847.604 casos e 17.023 óbitos desde o início da pandemia

© André Rolo / Global Imagens

Portugal registou esta sexta-feira 598 novos casos de infecção e uma morte, de acordo com o balanço da Direcção Geral da Saúde relativo aos efeitos da pandemia de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas. É o dia com mais casos desde 22 Abril, data em que se registaram 636 contágios.

O país tem agora 246 pessoas em internamento (mais 13 do que ontem), das quais 52 em unidades de cuidados intensivos (menos uma do que na véspera).

O boletim da DGS reporta ainda que há mais 82 casos activos em Portugal, totalizando agora 22.534, tendo sido registados mais 515 recuperados da doença, atingindo agora 808.047. Há ainda a registar mais 1.053 contactos em vigilância para um total de 22.887.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a que tem mais casos de infecção, registando um total de 295 novos casos nas últimas 24 horas, ou seja 49,3% de todo o território.

A região Norte contabiliza 171 novos casos, o Centro reportou 54, seguindo-se o Algarve com 33 e os Açores com 23. No Alentejo verificaram-se 15 novas infecções e na Madeira há mais sete.

A incidência no continente está agora nos 56 casos por 100 mil habitantes (estava em 54,4 há dois dias). A nível nacional está nos 59,6 casos por 100 mil habitantes, uma subida de quase dois pontos face a quarta-feira.

O Rt é agora de 1,07 tanto no continente como no total a nível nacional.

Auto-agendamento de vacinação já disponível para pessoas acima dos 50 anos

O auto-agendamento da vacinação contra a covid-19 está disponível, a partir desta quinta-feira, para pessoas a partir dos 50 anos no portal na Internet da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

A possibilidade de as pessoas acima dos 50 anos poderem fazer a sua marcação para toma da vacina ficou disponível pouco depois das 21:00.

Na sequência da fase 2 do plano de vacinação e de uma maior disponibilidade de vacinas em Portugal, o portal destinado ao auto-agendamento entrou em funcionamento em 23 de Abril, contemplando agora as pessoas acima dos 50 anos, depois de ter sido aberto para utentes com 65,60 e, mais recentemente, de 55 anos.

Portugal vai receber mais de 1,4 milhões de vacinas contra a covid-19 nos próximos dias, que permitirão acelerar o processo de vacinação de três escalões etários em paralelo, disse na quarta-feira à Lusa fonte da task force que coordena a logística.

Estas 1.446.000 vacinas que chegam ao país esta semana e na próxima representam cerca de 25% do total de 5.728.470 doses entregues a Portugal desde que arrancou o plano de vacinação, em 27 de Dezembro de 2020.

A task force que coordena o plano de vacinação pretende, na semana de 06 de Junho, começar a vacinar a faixa etária dos 40 aos 49 anos e, na semana de 20 de Junho, o grupo dos 30 aos 39.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, até terça-feira, tinham sido administradas em Portugal continental mais de cinco milhões de vacinas, sendo cerca de 3,5 de primeiras doses e mais de 1,5 de segundas tomas.

Diário de Notícias
DN
28 Maio 2021 — 13:52

 

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724: Lisboa em alerta. País continua em situação de calamidade

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTADO DE CALAMIDADE

Conselho de Ministros reuniu hoje e fez nova avaliação do desconfinamento. Situação em Lisboa é “motivo de preocupação”.

A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, apresentando as conclusões da reunião de hoje do Conselho de Ministros
© RODRIGO ANTUNES/LUSA

O Governo decidiu hoje prolongar a situação de calamidade em território nacional até 13 de Junho, no âmbito do combate à pandemia da covid-19, anunciou a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, após mais uma reunião do Conselho de Ministros.

Na mesma conferência de imprensa, a ministra que revelou que o concelho de Lisboa – onde a incidência pandémica já está acima de 120 casos por cem mil habitantes em 15 dias – ficará agora sob alerta, com testagem reforçada sobretudo nos pontos onde a incidência pandémica é maior.

A situação em Lisboa mostra “incidência crescente” da pandemia, sendo isso “motivo de preocupação”, afirmou Mariana Vieira da Silva.

A situação de calamidade entrou em vigor em 1 de maio, após 12 períodos de estado de emergência, e foi renovada há duas semanas até às 23:59 horas deste domingo.

O novo período de situação de calamidade estará em vigor até às 23:59 do dia 13 de Junho.

A situação de calamidade é o nível de resposta a situações de catástrofe mais alto previsto na Lei de Base da Protecção Civil, depois da situação de alerta e de contingência.

De acordo com os dados mais recentes da Direcção-Geral da Saúde, já foram contabilizados 847 006 casos de covid-19 no país e 17 022 óbitos desde o início da pandemia.

A ministra afirmou que a evolução da matriz de risco, a nível do continente, indica que “temos de reforçar os nossos cuidados”.

Sendo certo que a incidência pandémica baixou de 9 de Março para 26 de Maio (de 118,49 casos por cem mil habitantes em 15 dias para 54,4), é também verdade que o Índice de Transmissibilidade (quantas pessoas contagiadas por um doente) subiu, no mesmo período, de 0,78 para 1,07.

Na aplicação territorial das medidas de mitigação, o Governo decidiu que há dois concelhos que voltam atrás no desconfinamento: Arganil (que vai para as regras de 5 de Abril) e Golegã (regras de 19 de Abril).

Montalegre e Odemira ficam como estão.

Lamego avança para a mesma fase do resto do país.

Segundo Mariana Vieira da Silva, “274 concelhos [em 308 ao todo] têm hoje as regras que se aplicam a todo o país”.

Seis concelhos recuperaram: Albufeira, Castelo de Paiva, Fafe, Lagoa, Oliveira do Hospital e Santa Comba Dão.

Continuam em alerta: Tavira, Vila do Bispo e Vila Nova de Paiva e acrescem a estes Chamusca, Salvaterra de Magos, Vale de Cambra.

Diário de Notícias

João Pedro Henriques

 

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723: Lisboa com 46% dos 572 novos casos em dia sem mortos

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Segundo o boletim da DGS, não houve alterações ao nível dos internamentos, pelo que se mantêm 233 doentes nos hospitais, dos quais 53 nos cuidados intensivos.

© Diana Quintela / Global Imagens

Portugal registou esta quinta-feira 572 novos casos de infecção, mas não foi registada nenhuma morte, de acordo com o balanço da Direcção Geral da Saúde relativo aos efeitos da pandemia de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas.

Quanto aos internados não se registaram alterações, mantendo-se 233 em internamento, dos quais 53 nos cuidados intensivos.

O boletim da DGS reporta ainda que há mais 105 casos activos em Portugal, totalizando agora 22.452, tendo sido registados mais 467 recuperados da doença, atingindo agora 807.532. Há ainda a registar mais 1.221 contactos em vigilância para um total de 21.834.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a que tem mais casos de infecção, registando um total de 264 novos casos nas últimas 24 horas, ou seja 46% de todo o território.

A região Norte contabiliza 159 novos casos, o Centro reportou 64, segue-se os Açores com 38. No Alentejo verificaram-se 22 novas infecções, na Madeira há mais 14 e no Algarve com 11.

Alemães acreditam ter encontrado causa dos efeitos secundários das vacinas da AstraZeneca e Janssen

Investigadores alemães acreditam, com base em investigações laboratoriais, ter encontrado a causa dos raros mas graves casos de coágulos no sangue entre algumas pessoas que receberam as vacinas contra a covid-19 produzidas pela AstraZeneca e Johnson & Johnson.

Num estudo que ainda não foi revisto por especialistas, os investigadores referem que as vacinas usam vectores de adenovírus que enviam parte da sua carga viral para o núcleo das células, onde algumas das instruções para produzir proteínas de coronavírus podem ser mal interpretadas. As proteínas resultantes podem desencadear distúrbios de coagulação do sangue num pequeno número de receptores, sugerem os especialistas, citados pela Reuters.

Rolf Marschalek, um professor da Goethe University, de Frankfurt, acredita que as vacinas podem ser reformuladas para contornar o problema e que a Johnson & Johnson está já em contacto com ele. A companhia “está a tentar optimizar a vacina”, afirmou. “Com os dados que temos nas nossas mãos, podemos dizer às companhias como fazer a mutação dessas sequências, codificando a proteína spike de forma a prevenir reacções indesejadas”, acrescentou.

Por outro lado, os investigadores alemães ainda não foram contactados pela AstraZeneca. “Se eles o fizerem, posso dizer-lhes o que têm de fazer para aperfeiçoar a vacina”, frisou ao Financial Times.

Cientistas e entidades reguladoras de medicamentos na Europa e nos Estados Unidos têm procurado explicação para a causa dos raros mas fatais casos de coágulos sanguíneos que levaram alguns países a suspender ou a limitar o uso das vacinas da AstraZeneca e da Johnson & Johnson.

“Todo o país vai ser acelerado” na vacinação

“Todo o país vai ser acelerado” na vacinação, uma vez que estão a chegar a Portugal “vacinas em maior quantidade”, afirmou, esta quarta-feira, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, coordenador do plano de vacinação contra a covid-19.

Em entrevista à TVI24, Gouveia e Melo afirmou que há, no entanto, regiões mais atrasadas do que outras neste processo, como Lisboa e Vale do Tejo – onde se tem verificado um aumento de casos de infecção nos últimos dias -, o Norte e Algarve, que vão ser “ligeiramente aceleradas” em termos de vacinação. De referir que o Alentejo é a região com maior percentagem de vacinas administradas.

As diferenças no ritmo de vacinação são explicadas pela “estrutura etária diferente” entre regiões, esclareceu o vice-almirante. Uma situação que ocorre porque as regiões que têm “mais idosos” avançaram mais rapidamente no plano de vacinação.

“As regiões têm estruturas etárias diferentes, há regiões com população mais jovem, outras com população mais idosa. Regiões com população mais idosa naturalmente fizeram progressos, tendo em causa a situação global”, esclareceu. Gouveia e Melo voltou a reforçar que todo o país iniciará a campanha de vacinação para as faixas etárias a partir dos 30 e 40 anos em Junho.

Diário de Notícias
DN
27 Maio 2021 — 14:03

 

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Gouveia e Melo. “Todo o país vai ser acelerado” na vacinação e auto agendamento a partir dos 50 anos pode começar amanhã

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/AGENDAMENTO

O coordenador da task force afirmou que há regiões mais atrasadas do que outras no processo de vacinação, como Lisboa e Vale do Tejo, Norte e Algarve, que vão ser “ligeiramente aceleradas”. Auto agendamento online para maiores de 50 anos pode abrir esta quinta-feira.

O coordenador do plano de vacinação contra a covid-19, o vice-almirante Gouveia e Melo
© MÁRIO CRUZ/LUSA

“Todo o país vai ser acelerado” na vacinação, uma vez que estão a chegar a Portugal “vacinas em maior quantidade”, afirmou, esta quarta-feira, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, coordenador do plano de vacinação contra a covid-19.

Em entrevista à TVI24, Gouveia e Melo afirmou que há, no entanto, regiões mais atrasadas do que outras neste processo, como Lisboa e Vale do Tejo – onde se tem verificado um aumento de casos de infecção nos últimos dias -, o Norte e Algarve, que vão ser “ligeiramente aceleradas” em termos de vacinação. De referir que o Alentejo é a região com maior percentagem de vacinas administradas.

As diferenças no ritmo de vacinação são explicadas pela “estrutura etária diferente” entre regiões, esclareceu o vice-almirante. Uma situação que ocorre porque as regiões que têm “mais idosos” avançaram mais rapidamente no plano de vacinação.

“As regiões têm estruturas etárias diferentes, há regiões com população mais jovem, outras com população mais idosa. Regiões com população mais idosa naturalmente fizeram progressos, tendo em causa a situação global”, esclareceu. Gouveia e Melo voltou a reforçar que todo o país iniciará a campanha de vacinação para as faixas etárias a partir dos 30 e 40 anos em Junho.

Auto agendamento online a partir dos 50 anos pode começar esta quinta-feira

O responsável referiu também que o auto agendamento para a faixa etária a partir dos 50 anos pode arrancar já esta quinta-feira.

“O agendamento, em princípio será amanhã à tarde. Eu dependo sempre dos Sistemas de Informação, a solução nem sempre é imediata mas em princípio será amanhã à tarde”, disse na TVI24.

Gouveia e Melo fez saber que esta faixa etária já está a ser vacinada através do agendamento local.

“Há dias em que ultrapassámos as 100 mil” doses de vacinas administradas

Foi também referido na entrevista que esta semana vai terminar a vacinação dos maiores de 60 anos.

“Há dias em que ultrapassámos as 100 mil, estamos numa média de cerca de 80 mil vacinas por dia. Não podia acontecer chegarem vacinas e não termos capacidade para as administrar”, explicou o vice-almirante.

Gouveia e Melo fez ainda críticas à gestão do fornecimento das vacinas por parte das empresas farmacêuticas, referindo que os envios não chegam de uma forma constante.

O que se está a verificar é que, para cumprirem o contrato, as empresas enviam as vacinas já no fim do trimestre e isso atrasa o processo de vacinação, porque eu só tenho as vacinas disponíveis no final do tempo”, explicou.

Afirmou que após o ritmo “muito elevado” de vacinação que tem vindo a ser aplicado, Gouveia e Melo indica que o processo vai ser “menos complexo” no futuro.

O coordenador da estrutura que gere todo o processo logístico da vacinação contra a covid-19 considera que quando for atingida a imunidade de grupo, irá ser dado “um passo muito importante”, mas “não é o fim” do processo.

“Não sei se depois disso não teremos de manter um ritmo elevado para conseguir atingir outros objectivos”, referiu Henrique Gouveia e Melo, confiante de que a imunidade de grupo vai ser atingida em Agosto, se tudo correr como está previsto, nomeadamente no que diz respeito à entrega de vacinas.

Diário de Notícias
DN
26 Maio 2021 — 23:34

 

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721: Alemães acreditam ter encontrado causa dos efeitos secundários das vacinas da AstraZeneca e Janssen

 

SAÚDE(COVID-19/VACINAS/EFEITOS SECUNDÁRIOS

Vacinas produzidas pela AstraZeneca e Johnson & Johnson têm causado raros mas graves casos de coágulos sanguíneos

© EPA/Gustavo Amador

Investigadores alemães acreditam, com base em investigações laboratoriais, ter encontrado a causa dos raros mas graves casos de coágulos no sangue entre algumas pessoas que receberam as vacinas contra a covid-19 produzidas pela AstraZeneca e Johnson & Johnson.

Num estudo que ainda não foi revisto por especialistas, os investigadores referem que as vacinas usam vectores de adenovírus que enviam parte da sua carga viral para o núcleo das células, onde algumas das instruções para produzir proteínas de coronavírus podem ser mal interpretadas. As proteínas resultantes podem desencadear distúrbios de coagulação do sangue num pequeno número de receptores, sugerem os especialistas, citados pela Reuters.

Rolf Marschalek, um professor da Goethe University, de Frankfurt, acredita que as vacinas podem ser reformuladas para contornar o problema e que a Johnson & Jonhson está já em contacto com ele. A companhia “está a tentar optimizar a vacina”, afirmou. “Com os dados que temos nas nossas mãos, podemos dizer às companhias como fazer a mutação dessas sequências, codificando a proteína spike de forma a prevenir reacções indesejadas”, acrescentou.

Por outro lado, os investigadores alemães ainda não foram contactados pela AstraZeneca. “Se eles o fizerem, posso dizer-lhes o que têm de fazer para aperfeiçoar a vacina”, frisou ao Financial Times.

Cientistas e entidades reguladoras de medicamentos na Europa e nos Estados Unidos têm procurado explicação para a causa dos raros mas fatais casos de coágulos sanguíneos que levaram alguns países a suspender ou a limitar o uso das vacinas da AstraZeneca e da Johnson & Johnson.

A 23 de Abril, a EMA defendeu a administração da segunda dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, mesmo com os riscos associados à possibilidade de ocorrência de coágulos sanguíneos raros após a vacinação. De acordo com a agência europeia, os benefícios da vacinação continuavam a superar os riscos.

A Dinamarca decidiu em meados de Abril abandonar a AstraZeneca, o primeiro país da Europa a desistir, seguida em maio pela Noruega. A maioria dos países europeus que continuam a usar a vacina limitaram a sua administração com condicionantes relacionados à idade. Em Portugal, a administração da vacina da AstraZeneca é recomendada para as pessoas com mais de 60 anos.

A Bélgica anunciou esta quarta-feira que suspendeu a utilização da vacina da Johnson & Johnson em pessoas menores de 41 anos depois da morte de uma mulher dessa faixa etária a quem foi administrado esse fármaco.

Por essa razão, a Bélgica solicitou um “conselho urgente” à Agência Europeia de Medicamentos, o regulador de medicamentos da União Europeia (UE), antes de considerar levantar a suspensão, informou ainda.

A 20 de Abril, a Agência Europeia do Medicamento concluiu que há uma possível relação entre a formação de coágulos sanguíneos e a vacina da Janssen, na sequência de terem sido registados oito casos de pessoas que desenvolveram coágulos sanguíneos em quase sete milhões de pessoas vacinadas nos EUA.

Diário de Notícias
DN
27 Maio 2021 — 08:26

 

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720: Lisboa pode correr o risco de atingir 240 casos diários por 100 mil habitantes, mas com controlo

 

SAÚDE/COVID-19/TRANSMISSIBILIDADE

Carlos Antunes da equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que faz modelação da doença desde o início da pandemia, defende que a capital pode tentar controlar situação sem recuar no desconfinamento. Só é preciso testagem e vacinação.

Equipas móveis de rua andarão nas zonas de maior aglomeração dos mais novos para fazerem rastreio à covid-19

Há uma semana, os efeitos dos festejos do Sporting não eram visíveis no aumento de casos de covid-19 em Lisboa. Agora, já são. De acordo com o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Carlos Antunes, que integra a equipa que faz a modelação da doença desde o início da pandemia, o aumento de casos registados até há uma semana ainda eram resultado da última fase do desconfinamento, que teve início a 4 de maio.

Na altura, o professor afirmou ao DN que o R(t) estava a aumentar desde esta altura e que o impacto dos festejos do Sporting não deveria ser significativo, pois as estimativas feitas com base numa população de 100 mil pessoas na rua indicavam entre quatro a oito casos por cada grupo de 10 mil de adeptos.

Mas, agora, argumenta ao DN que “não há eventos familiares que reúnam mais de mil pessoas que possam justificar o aumento de casos em Lisboa. O único evento desta dimensão, embora nunca se tenha chegado a saber o número de pessoas que pode ter estado presentes, foi o dos festejos da vitória do Sporting”, contrariando assim as declarações de António Costa ontem à tarde sobre a s razões que poderiam ter levado Lisboa a esta situação. O primeiro-ministro referiu que os surtos identificados “estão bem localizados” e que a maior parte está relacionada com “eventos familiares” e não com o Sporting ou com o turismo.

Neste momento, “o aumento de transmissibilidade da doença já atinge todas as faixas etárias, desde as mais novas até aos 60 e 70 anos”. O professor explica ainda que, na semana passada, as estimativas feitas tinham em conta o aumento de casos que só estava a ser registado nas faixas etárias mais jovens. “A transmissão era visível só nas faixas etárias entre os 20 e os 40 anos, mas, nesta semana, a transmissibilidade já é da ordem dos 3,5% em todas as faixas etárias. Só a faixa dos 80 anos, que já está com uma cobertura vacinal de mais de 90%, é que não registou novos casos”.

Por isso, reforça, a única relação de causa e efeito para esta situação tem a ver com um evento de massa, como os festejos do Sporting, acrescentando que “os concelhos vizinhos já estão a ser atingidos em termos de transmissibilidade. Almada, Amadora, Cascais e Loures começam a registar mais casos, segundo nos é possível observar na informação que nos é disponibilizada. Mas em Oeiras, Sintra, Odivelas e Vila Franca de Xira tal ainda não está a acontecer.”

Aumento de casos não se traduz nos internamentos

No dia de ontem, a região de Lisboa e Vale do Tejo registou 175 casos dos 375 notificados a nível nacional. E, segundo as estimativas da Faculdade de Ciências, Lisboa caminha a passos largos para atingir os 150 casos diários por 100 mil habitantes ainda esta semana. Como explica Carlos Antunes, no dia 22, sábado, Lisboa tinha 135 casos por 100 mil habitantes, três dias depois a taxa de incidência já aumentou, passando para 145 casos por 100 mil habitantes, e o R(t) também mantém “uma tendência de subida há mais de oito dias”.

Na próxima semana, a capital pode atingir os 180 casos diários por 100 mil habitantes, mas Carlos Antunes diz que as autoridades até podem assumir o risco de deixar que Lisboa atinja uma taxa de incidência de 240 casos por 100 mil habitantes sem recuar no desconfinamento, porque, sublinha, o aumento de casos não está a traduzir-se num aumento de internamentos nem de óbitos.

O que quer dizer que a doença está afectar os mais novos e, se calhar, de forma mais ligeira, portanto, não há pressão nas unidades de saúde, o que o professor Carlos Antunes defender ainda que: “É um risco chegar até aos 240 casos por dia sem recuar no desconfinamento, mas é preciso perceber que tal poderá ser necessário porque Lisboa é Lisboa. Não é uma questão de regionalismo, é uma questão de dimensão. Não é a mesma coisa colocar concelhos como os de Resende ou de Odemira em confinamento ou colocar Lisboa”.

No entanto, sublinha o especialista, “este risco só pode ser corrido se a testagem em massa avançar já, porque não se pode deixar descontrolar ainda mais a situação”. O professor da Faculdade de Ciências, que na semana passada tinha alertado para a redução da testagem no país, argumenta que esta é a única arma que temos até agora para o controlo eficaz. Carlos Antunes acredita que o Governo já está a reagir, mas, “a meu ver, já deveria ter reagido, já se deveria estar a fazer isto”.

De acordo com o boletim diário de ontem da Direcção-Geral da Saúde (DGS), havia 237 doentes internados com covid-19 e 52 em cuidados intensivos. E, segundo referiu ontem à tarde, na conferência de Imprensa que decorreu no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, o director do Departamento de Informações da DGS, André Peralta, Lisboa está com 143 casos por 100 mil habitantes, com um R(t) de 1.14 a 14 dias, sendo os valores mais elevados do país.

O governo já anunciou que vai antecipar a testagem em massa em vários sectores da sociedade.

Diário de Notícias

 

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719: O dia com mais casos desde 22 de Abril. R(t) e incidência a subir

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Boletim da DGS regista, esta quarta-feira, 594 novos casos de infecção e 1 morte. Há 233 pessoas internadas, menos quatro que ontem.

© Rita Chantre / Global Imagens

Portugal registou esta quarta-feira 594 novos casos de infecção e 1 morte, de acordo com o balanço da DGS relativo aos efeitos da pandemia de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas. É o dia com mais casos desde 22 Abril, data em que se registaram 636 contágios.

233 pessoas estão internadas, menos 4 que ontem. Deste total, 53 doentes estão nos cuidados intensivos, mais um que no dia anterior.

Quer a incidência, quer o índice de transmissibilidade voltaram a subir. Este último, o R(t), está agora em 1,07 (considerando todo o país e apenas o território continental). Estava em 1,06 há dois dias, na última actualização destes dados.

A incidência no continente está agora nos 54,4 casos por 100 mil habitantes (estava em 52,5 há dois dias). A nível nacional está nos 57,8 casos por 100 mil habitantes, uma subida de mais de três pontos face à última segunda-feira.

© DGS

Há agora 22.347 casos activos de covid-19 em Portugal, mais 176 que no dia anterior. Mais 417 pessoas recuperaram da doença, para um total de 807.065 recuperados.

No total, Portugal já registou 846 434 casos de infecção por SARS-CoV-2 e 17 022 óbitos em resultado da covid-19.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a registar o maior número de contágios – 280, uma percentagem de 47,1% do total. Na região Norte há 185 novos casos, no Centro 64, no Algarve 18 e no Alentejo 13.

Nos Açores foram contabilizados 26 novos casos nas últimas 24 horas, enquanto na Madeira foram oito. Foi nesta região autónoma que ocorreu o único óbito por covid-19 das últimas 24 horas.

Governo anuncia alargamento da vacinação a maiores de 40 e 30 anos “a nível nacional”

O Governo anunciou que decidiu acelerar a vacinação contra a covid-19 “a nível nacional”, e não apenas em Lisboa, alargando-a a maiores de 40 e 30 anos a partir de 06 e 20 de Junho.

Numa mensagem publicada na conta oficial do Governo na rede social Twitter, no final da noite de terça-feira, o executivo escreveu que, devido ao “bom ritmo do Plano de Vacinação Anti-COVID19 e da disponibilidade de vacinas, foi decidida a aceleração da vacinação a nível nacional”.

O Governo precisou ainda que “o alargamento da vacinação a novas faixas etárias” vai arrancar a partir de 06 de Junho para “pessoas com mais de 40 anos” e, a partir do dia 20, para “pessoas com mais de 30 anos”, “em todo o território continental”.

Na terça-feira, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, tinha anunciado que a vacinação contra a covid-19 ia ser acelerada em Lisboa e Vale do Tejo, nas faixas dos 40 e 30 anos, na sequência de um aumento das infecções.

O anúncio da abertura da vacinação a nível nacional para estas faixas etárias surgiu horas depois de o presidente da Câmara do Porto ter exigido um tratamento equitativo para todo o país, acusando o Governo de beneficiar “o infractor”, ao acelerar a campanha na região de Lisboa e Vale do Tejo, devido a um aumento de infecções.

Não pode haver dois países, não pode haver um país e depois haver Lisboa. Tem de haver um único país e nós temos de exigir um tratamento igual para o todo nacional”, afirmou Rui Moreira, numa declaração vídeo publicada na página oficial da Câmara do Porto.

“O que eu queria dizer ao Governo claramente e às autoridades competentes é que nós exigimos um tratamento equitativo para todo o país nesta matéria”, reiterou.

Já depois do anúncio do secretário de Estado, o coordenador da ‘task force’ para a vacinação, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, também confirmou ao jornal Público que o alargamento às faixas etárias dos 30 e 40 anos se fará a nível “nacional”, e não apenas na região de Lisboa.

Gouveia e Melo disse àquele jornal que a vacinação em Lisboa e Vale do Tejo irá, de facto, ser reforçada, por estar atrasada em relação a outras regiões do país, como o Alentejo e o Centro, mas lembrou que isso já está a ser feito no Algarve e adiantou que haverá igualmente um reforço de vacinas no Norte, “mas mantendo a mesma programação etária”.

“O nosso plano é nacional e estamos a recuperar as regiões [percentualmente] mais atrasadas e isto também vai incluir o Norte. A ideia é ter sempre as regiões equilibradas porque é o mais justo. Quando se fala em acelerar, é dar mais vacinas, mas mantendo a mesma programação etária”, assegurou.

Variante detectada na Índia presente em pelo menos 53 países

A variante de covid-19 detectada pela primeira vez na Índia já foi oficialmente sinalizada em 53 territórios, anunciou esta quarta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A OMS recebeu ainda informações de fontes não oficiais de que a variante B.1.617 foi detectada em mais sete territórios, elevando o total para 60, de acordo com o relatório semanal de actualização epidemiológica da agência de saúde da ONU, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Segundo a OMS, a chamada “variante indiana” manifesta maior transmissibilidade, mas a gravidade dos casos envolvidos ainda está a ser investigada.

Portugal detectou seis casos daquela variante logo no final de Abril, todos “associados a Lisboa e Vale do Tejo”, segundo o investigador João Paulo Gomes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Na semana passada, o INSA informou que o número de casos associados a esta variante não ultrapassava a dezena, não havendo ainda transmissão comunitária daquela estirpe no território nacional.

A maior transmissibilidade da nova estirpe, detectada em Outubro, no oeste da Índia, poderá explicar a explosão do número de infectados no país, a braços com uma segunda vaga. O país já ultrapassou as 300 mil mortes desde o início da pandemia.

A nível mundial, o número de novos casos e de mortes por covid-19 continuou a diminuir na semana passada, com mais de 4,1 milhões de novos casos e 84.000 mortes adicionais, representando decréscimos de 14% e 2%, respectivamente, em relação à semana anterior.

A região europeia registou o maior declínio nas infecções e mortes nos últimos sete dias, seguida do Sudeste Asiático.

O número de casos nas Américas, Mediterrâneo Oriental e regiões africanas é semelhante ao da semana anterior.

“Apesar de uma tendência mundial decrescente ao longo das últimas quatro semanas, os casos de covid-19 e de mortes continuam elevados, com aumentos significativos em muitos países”, alertou no entanto a OMS.

Os números mais elevados de novos casos nos últimos sete dias registaram-se na Índia (1.846.055, menos 23% que na semana anterior), Argentina (213.046, mais 41%), Estados Unidos (188.410, menos 20%) e Colômbia (107.590, menos 7%).

Diário de Notícias
DN
26 Maio 2021 — 14:02

 

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