688: Regresso à (quase) normalidade. Saiba tudo o que vai mudar

 

SAÚDE/COVID-19/SITUAÇÃO DE CALAMIDADE

Às 00.00 deste sábado o país passa de “estado de emergência” para “situação de calamidade”. A semântica indica um nível de risco mais grave. Mas não, é ao contrário – o nível de risco é mais leve. Saiba tudo o que pode mudar.

A vida em Portugal vai-se aproximando do que era normal antes da pandemia. Na foto, rua pedonal no centro de Braga
© HUGO DELGADO/LUSA

Antes de tudo: o uso de máscara permanece obrigatório?

Sim! Mas não se siga apenas pelo que lhe é imposto por lei. Faça disso um ato voluntário de bom senso. O uso de máscara limita, de facto, a propagação da pandemia.

Posso ir jantar fora no sábado ou no domingo?

Não é obrigatório – mas pode. Até agora os restaurantes só podiam abrir até às 13.00 aos fins de semana (e 22.00 durante a semana). Mas a partir deste sábado poderão funcionar todos os dias até às 22.30. No interior dos restaurantes (e similares) a lotação máxima passa a ser de seis pessoas por mesa; e nas esplanadas, dez.

Isto é assim no país todo?

Não. Há concelhos que, por causa da sua incidência pandémica alta, não avançam para esta quarta fase do plano de desconfinamento. São eles Miranda do Douro, Paredes, Valongo, Alzejur, Resende, Carregal do Sal e Portimão. E ainda há o caso de duas freguesias de Odemira (São Teotónio e Longueira/Almograve) que ficam sujeitas a cerca sanitária. A reavaliação destas situações passa a ser semanal (até agora era quinzenal).

Como vai ficar a obrigatoriedade do teletrabalho?

Até ao próximo dia 16 o teletrabalho será obrigatório em todos os concelhos do continente. A partir daí a situação irá variar consoante a incidência pandémica em cada concelho.

Tenho umas saudades infernais de dançar loucamente pela noite fora. Posso ir à discoteca?

Não. Os bares e discotecas continuam encerrados e não se sabe quando poderão reabrir.

Mas apetece-me tanto dançar…

Não é a mesma coisa, mas a verdade é que as actividades de grupo nos ginásios podem ser retomadas. Entre a zumba, as danças latinas ou o forró, é só escolher dentro do menu disponível no seu ginásio.

Também tenho muitas saudades de praticar luta greco-romana. Posso regressar ao ginásio?

Pode. Todos as práticas desportivas são de novo autorizadas e isso inclui as consideradas de “alto risco” (como é a luta greco-romana, por implicar contacto corpo a corpo).

Portanto, se me apetecer organizar uma futebolada com os amigos posso fazê-lo. Certo?

Certo.

E regressar ao estádio para ver o meu clube jogar?

Isso não. Os jogos vão continuar a realizar-se sem público e o primeiro-ministro já disse que esse deverá ser o cenário até ao final da época.

Gosto muito de várias igrejas portuguesas. Mas é na catedral de Santiago de Compostela que me sinto mais perto de Deus. Posso ir lá?

Pode. As fronteiras com Espanha serão reabertas este sábado às 00.00.

E se me apetecer ir a seguir a uma discoteca nas redondezas da catedral?

Não pode. Lá, como cá, as discotecas estão encerradas.

E ir petiscar polbo á feira [polvo à galega]?

Isso pode. Os restaurantes estão abertos. Há vários muito razoáveis nas ruas à volta da catedral.

Voltando a Portugal. Posso ir ao teatro?

Pode e deve. Os espectáculos culturais em geral – teatros, concertos, etc – também reabrem (com hora de encerramento igual à dos restaurantes, às 22.30). Faça isso já este sábado, se puder. A cultura foi dos sectores mais afectados pela pandemia, precisa urgentemente de espectadores. Os museus, palácios e monumentos também regressam aos horários habituais, com limite de encerramento às 22.30.

Além dos restaurantes e dos espectáculos culturais, como vai ser a situação no restante comércio?

Todas as lojas e centros comerciais poderão estar abertos até às 21.00 durante a semana e 19.00 aos fins de semana e feriados. Mas nunca se esqueça: o uso de máscara mantém-se obrigatório. Preserva também as distâncias.

Podem-se comprar bebidas alcoólicas num supermercado depois das 20.00?

Sim. A venda só era permitida até às 20.00 mas agora passa a ser até às 21.00. É possível consumir bebidas alcoólicas nos restaurantes (e similares) mas só acompanhando refeições.

Vamos voltar a ter nas praias as regras do ano passado?

Sem tirar nem pôr. Haverá “semáforos” a indicar os níveis de ocupação. Os utentes devem assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos.

Apetece-me casar. Posso?

Tendo com quem, claro. Aliás, sempre pôde. Só que agora já lhe é permitido celebrar com amigos e família a seguir, no tradicional copo de água, desde que a lotação ocupada não seja superior a 50% da lotação máxima possível. O mesmo se aplica a baptizados e comunhões, por exemplo.

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
30 Abril 2021 — 23:26

 

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687: 41 concelhos com incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes

 

SAÚDE/COVID-19

Estão em risco elevado de contágio os concelhos de Cabeceiras de Basto e Odemira, que registam incidências acumuladas superiores a 480 casos por 100 mil habitantes.

Foi decretada uma cerca sanitária nas freguesias de São Teotónio (na imagem) e Longueira-Almograve, concelho de Odemira
© LUíS FORRA/LUSA

Portugal contabiliza esta sexta-feira 41 concelhos com incidência do novo coronavírus superior a 120 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, menos três em relação ao boletim anterior divulgado na última sexta-feira.

Segundo os dados revelados esta sexta-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), não existem concelhos em risco muito elevado, ou seja, com incidência a 14 dias superior a 960 casos por 100 mil habitantes.

Em risco elevado de contágio estão os municípios de Cabeceiras de Basto (531), e Odemira (562), que registam incidências acumuladas superiores a 480 casos por 100 mil habitantes.

Dos 41 concelhos, onze registam um acumulado, nos últimos 14 dias, de mais de 240 casos por cada 100 mil habitantes: Aljezur (465), Machico (300), Lagoa (346), Porto Moniz (299), Resende (404), Ribeira Grande (326), Tábua (281), Tabuaço (249), Coruche (298), Paredes (244) e Vila Franca do Campo.

O boletim de hoje revela ainda que 28 concelhos têm valores acima dos 120 casos por 100 mil habitantes.

Com zero casos nos últimos 14 dias são referidos 61 concelhos, menos quatro em relação ao boletim anterior.

A incidência cumulativa a 14 dias do boletim de hoje refere-se aos dias entre 14 e 27 de Abril.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa “corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada”.

Em 11 de Março, na apresentação do plano de desconfinamento, o primeiro-ministro, António Costa, avisou que as medidas da reabertura serão revistas sempre que Portugal ultrapasse os “120 novos casos por dia por 100 mil habitantes a 14 dias” ou sempre que o Rt – o número médio de casos secundários que resultam de um caso infectado pelo vírus – ultrapasse 1.

O índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-Cov-2 em Portugal desceu hoje para 0,98 assim como a incidência de casos de infecção por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias que é agora de 66,9 segundo dados hoje divulgados.

Os números anteriores destes indicadores, divulgados na quarta-feira, indicavam um Rt de 1 e uma incidência de 69,3 casos por 100.000 habitantes.

No boletim epidemiológico conjunto da Direcção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgado hoje, os números relativos apenas a Portugal continental revelam que o Rt também desceu de 1 para 0,98 sendo também registada uma descida de 66,5 para 64,3 em relação ao valor médio de novos casos de infecção por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias.

Os dados do Rt e da incidência são actualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

Portugal não tem registo de mortes relacionadas com covid-19 nas últimas 24 horas, sendo o terceiro dia desde o primeiro óbito em que tal se verifica, segundo a Direcção-Geral da Saúde.

Portugal registou o primeiro óbito devido à Covid-19 a 16 de Março de 2020.

O primeiro dia sem registo de mortes ocorreu cinco meses depois, em 03 de Agosto de 2020, e o segundo dia foi na segunda-feira passada.

O boletim de hoje revela ainda o registo de 460 casos de infecção de SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas e uma estabilização nos internamentos, sem alteração quer em enfermaria quer em cuidados intensivos.

Portugal tem hoje 324 doentes internados em enfermaria e 89 em cuidados intensivos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Abril 2021 — 15:12

 

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686: Mais 460 casos em Portugal nas últimas 24 horas. Não há registo de mortes

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O número de internados manteve-se. Estão hospitalizadas 324 pessoas com covid-19, indicam os dados da DGS. O índice de transmissibilidade e a incidência descem.

Centro de vacinação contra a covid-19 em Lisboa
© . MÁRIO CRUZ/LUSA

Na véspera de o país entrar em estado de calamidade, foram registados 460 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta sexta-feira (30 de Abril) indica também que neste período de tempo não ocorreram mortes devido à infecção por SARS-CoV-2.

Este é o terceiro dia, desde o início da pandemia, em que Portugal não regista mortes por covid-19. Só ocorreu a 3 de Agosto de 2020 e na passada segunda-feira.

O número de internados também manteve-se. Estão 324 pessoas internadas com a doença, das quais 89 em unidades de cuidados intensivos.

Os dados actualizados mostram que o índice de transmissibilidade, R(t), passa de 1,00 para 0,98 a nível nacional e no continente.

Também desce a incidência a 14 dias da infecção pelo novo coronavírus. Situa-se agora nos 66,9 casos por 100.000 mil habitantes em território nacional e 64,3 casos no continente.

Estes são os dois critérios que definem a matriz de risco, que serve de base ao Governo para a avaliação contínua do processo de desconfinamento.

© DGS

Região Norte continua a ser a que regista o maior número de novas infecções

O boletim diário da DGS mostra também que a região Norte mantém-se como aquela que regista o maior número de novas infecções (212), sendo seguida por Lisboa e Vale do Tejo que reportou mais 133 diagnósticos de covid-19.

Foram ainda confirmados mais 41 casos no Centro, 10 no Alentejo, 37 no Algarve, 15 na Madeira e 12 nos Açores.

No total, desde o início da pandemia (em Março de 2020), morreram em Portugal 16.974 pessoas, tendo sido confirmados 836.493 diagnósticos de covid-19 indica ainda a DGS.

Há mais 512 casos de pessoas que recuperaram da doença, elevando para 795 838 o número total de recuperados.

Desta forma, são agora 23.681 os casos activos de infecção por SARS-CoV-2, menos 52 em relação ao dia de ontem.

© DGS

A partir de amanhã, o país passa de estado de emergência para situação de calamidade, antecipando a quarta e última fase do plano de desconfinamento, que estava prevista arrancar na segunda-feira.

O desconfinamento não será, no entanto, igual em todo o país. Oito dos 278 concelhos do continente, com a particularidade da cerca sanitária em duas freguesias de Odemira – São Teotónio e Almograve -, ficam impedidos de avançar no plano de desconfinamento, devido à elevada incidência da infecção por SARS-CoV-2.

Vacina da Johnson & Johnson vai ser administrada a pessoas com mais de 50 anos

Já esta sexta-feira soube-se que a vacina da Janssen, do grupo Johnson & Johnson vai ser administrada em Portugal apenas às pessoas com mais de 50 anos.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, nas Caldas da Rainha. “A vacina da Janssen estará indicada e recomendada acima dos 50 anos de idade”, disse.

A vacina vai começar a ser agora aplicada”, indicou ainda o secretário de Estado. “Estes planos são ajustáveis e têm sempre uma adaptação permanente, progressiva, àquilo que a Ciência nos vai dando”, acrescentou.

A DGS publicou, entretanto, a norma com as indicações para a administração da vacina.

“Em Portugal, recomenda-se, à data, que COVID-19 Vaccine Janssen® seja utilizada em pessoas com 50 ou mais anos de idade. Os estudos em curso e os dados que continuam a ser analisados pela Agência Europeia de Medicamentos podem justificar a revisão desta recomendação a qualquer momento”, pode ler-se na norma 004/2021 divulgada no site oficial do organismo liderado por Graça Freitas.

Contudo, a orientação da DGS admite que as pessoas com uma idade inferior aos 50 anos recomendados possam receber a vacina, desde que seja manifestado esse desejo e o posterior consentimento, após o conhecimento dos riscos e benefícios.

No dia 20 deste mês, a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) concluiu que há uma possível relação entre a formação de coágulos sanguíneos e a vacina da Janssen, na sequência de terem sido registados oito casos de pessoas que desenvolveram coágulos sanguíneos em quase sete milhões de pessoas vacinadas nos EUA.

Em apenas 24 horas morreram 15.396 pessoas em todo o mundo devido à covid-19

Também hoje foram divulgados os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre mortalidade. Os números indicam que menos de 2% das mortes em Portugal entre 5 e 18 de Abril foram atribuídas à covid-19.

No período entre 5 e 18 de Abril morreram em Portugal 3940 pessoas. Entre 5 e 11 de Abril morreram 33 pessoas com covid-19 e entre 12 e 18 de Abril morreram 28 com a doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2.

A covid-19 foi responsável por 1,7% e 1,4% das mortes nessas semanas, respectivamente, refere o INE, assinalando que o total de óbitos continua abaixo da média dos últimos cinco anos.

Já a nível mundial, a pandemia de covid-19 provocou 15.396 mortos nas últimas 24 horas, totalizando 3.168.333 desde que foram detectados os primeiros casos da infecção na China, em Dezembro de 2019, segundo um balanço da agência de notícias AFP.

O número de infectados nas últimas 24 horas chegou aos 885.915, o que significa que o total de doentes desde o início da pandemia subiu para 150.446.870 pessoas.

Diário de Notícias
DN
30 Abril 2021 — 14:02

 

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685: Investigação de português aponta possível caminho do SARS-CoV-2 para o cérebro

 

SAÚDE/COVID-19/INVESTIGAÇÃO

Ricardo Costa, cientista português nos Estados Unidos, vai apresentar conclusões do estudo que apontam para que o vírus utilize as células que protegem e nutrem os neurónios.

© Igor Martins / Global Imagens

Células que normalmente protegem e nutrem os neurónios podem ser o veículo usado pelo coronavírus SARS-CoV-2 para infectar o cérebro, de acordo com uma investigação em que participa um cientista português nos Estados Unidos.

“Os astrócitos são células que normalmente protegem os neurónios, são uma espécie de sistema imunitário do cérebro e fornecem nutrientes e mecanismos de sinalização para os neurónios funcionarem normalmente”, disse à agência Lusa o investigador Ricardo Costa, a fazer um pós-doutoramento na Universidade Estadual do Louisiana.

Ricardo Costa é o primeiro autor de um estudo que será apresentado no encontro deste ano da Sociedade Fisiológica norte-americana cujas conclusões apontam para os astrócitos como o caminho do SARS-CoV-2 para o cérebro em algumas formas da doença da covid-19.

Usando métodos moleculares, os investigadores descobriram que “os astrócitos têm potencial para serem infectados pelo vírus porque expressam uma proteína, a ACE2” a que o novo coronavírus se “agarra”.

Apesar de os astrócitos parecerem ser mais resistentes à infecção do que os neurónios, é entre as principais células do cérebro que o vírus se espalha mais facilmente, referiu, porque basta o vírus ultrapassar a barreira dos astrócitos, cuja função é transportar nutrientes da corrente sanguínea e manter partículas nocivas à distância da complexa rede de neurónios.

Uma das hipóteses que colocam, decorrente do trabalho de investigação, é que a susceptibilidade de alguns pacientes a danos cerebrais provocados pela covid-19 tenha a ver com a sua carga viral, mas parte da equação é “uma questão de probabilidade”.

“Alguns pacientes têm sintomas neurológicos muito graves e nem sequer tiveram muitos sintomas respiratórios, o que é bastante interessante”, notou Ricardo Costa.

Ricardo Costa salientou que o projecto está ainda numa fase muito inicial, depois de ter começado em Novembro passado, e que o caminho da investigação será “determinar em mais detalhe os mecanismos” da infecção, o que poderá no futuro permitir “mecanismos terapêuticos, por exemplo, uma nova proteína que esteja envolvida”.

Diário de Notícias

DN/Lusa

 

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684: Mais três mortes e 572 casos em 24 horas. R(t) sobe para 1

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Estão hospitalizadas 332 pessoas com covid-19 (menos 14) e há mais dois doentes nas unidades de cuidados intensivos, no total são 88, indica o relatório diário da DGS.

Centro de vacinação contra a covid-19 em Lisboa
© MÁRIO CRUZ/LUSA

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) indica que Portugal registou, nas últimas 24 horas, 572 novos casos de covid-19. No mesmo período de tempo, morreram mais três pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2, reporta o relatório diário desta quarta-feira (28 de Abril).

O número de internados desce para 332, menos 14 face ao dia anterior, mas há mais duas pessoas em unidades de cuidados intensivos, num total de 88 doentes.

Na actualização do índice de transmissibilidade, denominado R(t), regista-se uma subida ligeira de 0,99 para 1,00 a nível nacional. No continente o valor deste indicador mantém-se no 1,00.

Já na incidência do SARS-CoV-2 a 14 dias verifica-se uma descida. Passa de 70,4 para 69,3 casos por 100 mil habitantes em todo o território nacional e de 67,3 para 66,5 infecções por 100 mil habitantes no continente.

Estes dois indicadores definem a matriz de risco, que guia o Governo no plano de desconfinamento, cuja quarta e última fase começa a 3 de Maio, na próxima segunda-feira.

© DGS

Norte é a única região que regista mortes por covid-19 em 24 horas

As três mortes reportadas no boletim da DGS ocorreram todas na região Norte, que continua a ser aquela que tem o maior número de novas infecções, com mais 261 casos, o que representa 45,6% do total nacional. Lisboa e Vale do Tejo surge logo a seguir com 186 novos diagnósticos de covid-19.

Estas duas regiões têm hoje 78,15% do total de novas infecções.

Confirmaram-se ainda mais 61 casos no Centro, dois no Alentejo, 31 no Algarve, 22 nos Açores e nove na Madeira.

© DGS

No total, desde o início da pandemia (em Março de 2020), Portugal registou 835 563 casos de infecção pelo novo coronavírus, 16.973 óbitos e 794.781 recuperados, dos quais 576 foram reportados nas últimas 24 horas. Actualmente, há 23.809 casos activos da doença (menos sete do que na véspera).

O boletim da DGS indica também que há menos 299 contactos em vigilância, sendo que no total são 24.712.

A evolução favorável dos números da pandemia no país, nomeadamente os “avanços” na testagem e na vacinação estiveram na base da decisão do Presidente da República de não renovar o estado de emergência, que foi ontem comunicada quando se dirigiu aos portugueses.

Com esta decisão, termina na sexta-feira este estado de excepção, mas Marcelo Rebelo de Sousa disse que não hesitará em avançar com novo estado de emergência, caso seja necessário.

O chefe de Estado alertou que não vivemos “uma época livre de covid” e que “enfrentamos o risco de novas variantes menos controláveis pelas vacinas”, pelo que há necessidade de “manter todas as medidas para impedir recuos”.

Em relação ao processo de vacinação é possível, a partir de hoje, que as pessoas com mais de 65 anos possam inscrever-se para a toma da vacina contra a covid-19 nos Espaços Cidadão. A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, disse na terça-feira que, “de um momento para o outro, multiplicam-se assim por 700 os locais onde presencialmente as pessoas podem fazer essa inscrição”, referindo que estas serão provavelmente as pessoas com mais dificuldade em fazê-lo ‘online’.

Um em cada quatro vacinados com Pfizer e AstraZeneca sentiram efeitos secundários leves

E foi sobre os efeitos secundários das vacinas que se debruçou um estudo britânico, cujos resultados foram conhecidos esta quarta-feira.

Uma em cada quatro pessoas vacinadas com imunizantes contra a covid-19 da Pfizer ou da AstraZeneca sentiram efeitos secundários leves, como dores de cabeça e fadiga, segundo um estudo do King’s College de Londres (Reino Unido).

A investigação, publicada na terça-feira na revista científica The Lancet Infectious Diseases, analisou de que modo é que 500.000 pessoas reagiram às duas doses da vacina Pfizer/BioNTech e à primeira dose da desenvolvida pela AstraZeneca/Oxford.

A análise concluiu que 25,4% indicou que sentiu efeitos secundários, entre um e dois dias depois da vacinação, enquanto 66,2% manifestou queixas na parte do braço onde foi administrada a vacina.

A nível mundial, os dados mais recentes da pandemia indicam que a infecção por SARS-CoV-2 é responsável por 3,13 milhões de mortes, desde que foi notificado o primeiro caso na China, refere o balanço diário da agência de notícias AFP.

Mais de 148.657.360 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo, segundo o balanço, feito com base em fontes oficiais,

Diário de Notícias

DN

 

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Marcelo: estado de emergência acaba mas “se necessário for” voltará

 

SAÚDE/ESTADO DE EMERGÊNCIA

Presidente da República anunciou esta terça-feira que o país sai do mais grave estado de excepção em que está e agradeceu o “sacrifício” dos portugueses.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, fala ao País
© RUI OCHÔA/PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA/LUSA

Portugal sai do estado de emergência mas com muitos avisos de cautela do Presidente da República. É o que se retira da curta declaração ao país de Marcelo Rebelo de Sousa, transmitida a partir dos Palácio de Belém às 20 horas.

Após declarar ter decidido “não renovar o estado de emergência”, Marcelo passou aos alertas: “Não estamos ainda numa era livre de perigo, livre de covid, e enfrentamos ainda ameaças”, disse.

“Sem estado de emergência, há que adoptar todas as medidas consideradas indispensáveis para evitar retrocessos”.

“É preciso uma preocupação preventiva de todos nós”, fez questão de acrescentar. “”Podemos infectar os nossos contactos e permitir que a doença continue a transmitir-se. Enfrentamos o risco de novas variantes menos controláveis pela vacina”.

Por isso, deixou o claro aviso: “Se necessário for, não hesitarei em avançar com um novo estado de emergência”.

Quanto ao fim deste longo período de excepção em que manteve o país, um Estado de Emergência renovado 15 vezes, que terminará às 23.59 horas de sexta-feira, 30 de Abril, Marcelo reconheceu “o disciplinado sacrifício dos portugueses que, desde Novembro e mais intensamente desde Janeiro” se têm mantido confinados.

E realçou que este momento representa uma “esperança mobilizadora do que nos espera a todos, na vida, na saúde e na economia”.

​​​​​Justificou a decisão agora tomada pela “estabilização e até a descida do número médio de mortes e do número de internados em enfermaria e cuidados intensivos, assim como a redução do R(t) e a estabilização do número de infectados”.

Diário de Notícias

 

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682: 15,5% dos portugueses com anticorpos contra o SARS-CoV-2, a maioria por infecção

 

SAÚDE/COVID-19

Resultados preliminares da segunda fase do inquérito serológico indicam que a seroprevalência de anticorpos foi de 13,5% devido à infecção pelo novo coronavírus.

Prevalência de anticorpos contra o vírus responsável pela covid-19 foi de 15,5% na população residente em Portugal, segundo os resultados preliminares da segunda fase o Inquérito Serológico Nacional COVID-19
© Ricardo Ramos / Global Imagens

A percentagem da população residente em Portugal, entre os 1 e os 80 anos, com “prevalência de anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 foi de 15,5%, sendo 13,5% conferida por infecção”, indicam os resultados preliminares da segunda fase do Inquérito Serológico Nacional COVID-19 (ISN COVID-19).

O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) refere, em comunicado, que “as regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo, Centro e Alentejo foram aquelas onde se observou uma maior seroprevalência”, segundo os dados segunda fase do ISN COVID-19, que envolveu uma amostra de 8463 pessoas, recrutadas entre 2 de Fevereiro e 31 de Março de 2021.

Já em relação à distribuição por idades, “destaca-se a seroprevalência mais elevada na população adulta em idade activa e mais baixa no grupo entre os 70 e os 79 anos.”

Os resultados preliminares da segunda fase do ISN COVID-19 revelam ainda que a seroprevalência estimada para os grupos etários abaixo dos 20 anos não é inferior à da população adulta.

Entre os vacinados, “a proporção de pessoas com anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 foi de 74,9%, valor que aumentou para 98,5% quando consideradas apenas as pessoas vacinadas com duas doses há pelo menos 7 dias”.

O INSA refere, no entanto, que estas estimativas “devem ser interpretadas com cautela, dado o reduzido número de pessoas vacinadas” nesta segunda fase do inquérito serológico. Mas, faz notar, estes dados “corroboram o efeito esperado de aumento da imunidade populacional contra SARS-CoV-2 à medida que o programa de vacinação for sendo implementado”.

A vacinação é considerada o principal instrumento para o país alcançar a imunidade de grupo, um objectivo que, segundo o Governo, será atingido no final do verão, quando 70% da população adulta estiver vacinada contra a covid-19.

Segundo os últimos dados das autoridades de saúde, já foram vacinadas em Portugal 2.900.151 pessoas, das quais 786.452 já com as duas doses.

Primeira fase do inquérito estimou anticorpos em 2,9% da população

O inquérito foi desenvolvido e coordenado pelos departamentos de Epidemiologia e de Doenças Infecciosas do INSA, em parceria com a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos, Associação Portuguesa de Analistas Clínicos e com 33 Unidades do Serviço Nacional de Saúde, tendo sido analisada uma amostra de 8463 pessoas residentes em Portugal, que foram recrutadas entre 2 de Fevereiro e 31 de Março de 2021.

Este estudo deu “continuidade ao primeiro ISN COVID-19 realizado entre maio e Julho de 2020 e que estimou uma seroprevalência global de 2,9% de infecção pelo novo coronavírus na população residente em Portugal, não tendo sido encontradas diferenças significativas entre regiões e grupos etários”.

Prevê-se que na primeira quinzena de maio seja publicado no site do INSA o relatório com os resultados da segunda fase do ISN COVID-19.

Com Lusa

Diário de Notícias

DN

 

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681: Não morreram pessoas por covid-19 nas últimas 24 horas em Portugal

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Manuel Fernando Araujo / Lusa
Confinamento na Cidade do Porto

Portugal regista, esta segunda-feira, mais 196 casos positivos de covid-19 nas últimas 24 horas. Em contrapartida, não há novas vítimas mortais.

Assim, desde o início da pandemia de covid-19, Portugal já registou um total de 834.638 casos positivos e 16.965 mortes.

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) mostra que há mais 326 recuperados, elevando o número total de curados da doença para 793.011.

O número de pacientes internados em hospitais aumentou para 365 (mais 17 do que no domingo), dos quais 91 estão em unidades de cuidados intensivos (menos sete do que ontem).

Nas últimas 24 horas registaram-se menos 130 casos activos, de um total de 24.662. Além disso, há mais 498 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

De acordo com o boletim diário, o R(t) está nos 0,99 (1 no continente) e a incidência nacional subiu ligeiramente para 70,4 casos de infecção por cada 100 mil habitantes (67,3 no continente).

Desde o início da pandemia registaram-se 335.233 casos no Norte (mais 84), 118.474 no Centro (mais dez), 315.798 em Lisboa e Vale do Tejo (mais 40), 29.726 casos no Alentejo (mais quatro), 21.578 no Algarve (mais 15), 4.688 casos na Região Autónoma dos Açores (mais 24) e 9.141 na Região Autónoma da Madeira (mais 19).

Relativamente ao número total de mortes, 5.337 registam-se no Norte, 3.011 no Centro, 7.191 em Lisboa e Vale do Tejo, 970 no Alentejo, 357 no Algarve, 31 nos Açores e 68 na Madeira. Não houve novos óbitos a registar nas últimas 24 horas.

Por Daniel Costa
26 Abril, 2021

 

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680: Portugal regista mais seis mortes e 478 novos casos de covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

António Pedro Santos / Lusa

Portugal registou, este domingo, mais seis mortes e 478 novos casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o último boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o último boletim da DGS, dos 478 novos casos, 172 são na região Norte. Na região de Lisboa e Vale do Tejo há mais 134 infectados do que nas últimas 24 horas, no Alentejo há mais 51, no Centro há mais 42, no Algarve há mais 30 e nos Açores e na Madeira há mais 14 e 35 casos, respectivamente.

No total, o número de pessoas infectadas pela doença desde o início da pandemia é agora de 834.442. Há, neste momento, 24.792 casos activos, mais 164 do que neste sábado.

Estão também confirmadas 16.965 mortes devido à covid-19, mais seis óbitos relativamente às últimas 24 horas, sendo que dois ocorreram na região Norte, dois no Centro, um na região de Lisboa e Vale do Tejo e um no Algarve.

Neste momento, existem 348 doentes internados em Portugal (mais seis do que ontem), dos quais 98 nos cuidados intensivos (o mesmo número de ontem).

O boletim da DGS também aponta para mais 308 doentes recuperados, verificando-se já um total de 792.685 pessoas. Há ainda 24.313 pessoas em vigilância pelas autoridades de saúde, mais 511 em relação ao dia de ontem.

Na chamada matriz de risco, Portugal encontra-se na zona verde. O país tem uma média de 72,1 casos de infecção por 100 mil habitantes e o Rt (risco de transmissibilidade) está nos 0,98.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 3.100.659 mortes em todo o mundo desde que o novo coronavírus foi identificado em 2019, 13.540 das quais neste sábado,​ segundo um balanço divulgado pela agência France-Presse.

Por Filipa Mesquita
25 Abril, 2021

 

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“Na situação actual não se justifica a renovação do estado de emergência”

 

SAÚDE/COVID-19/CONFINAMENTO

Portugal é o país da União Europeia com menor incidência da doença. A situação é confortável e não justifica novo estado de emergência com restrições, diz o especialista Carlos Antunes, da Faculdade de Ciências. Peritos e políticos voltam a reunir na terça-feira no Infarmed para decidir o futuro.

Portugal está a desconfinar, e bem. Mas é preciso manter regras de proteção individual.

E ao fim do 15.º estado de emergência o país pode respirar de alívio. Portugal tem agora uma incidência da doença de 72,1 casos por 100 mil habitantes e um R(t) de 0.98. Números que levam o professor do departamento de Geografia da Faculdade de Ciências (FC) da Universidade de Lisboa, Carlos Antunes, a afirmar que “nas circunstâncias epidemiológicas actuais não se justifica a renovação do estado de emergência com restrições”.

O professor da Universidade de Lisboa, que desde o início da pandemia integra a equipa da FC que faz a modelação da evolução da covid-19 no país, diz que Portugal vive uma situação confortável. Aliás, é a primeira vez, desde Setembro do ano passado, que os especialistas que habitualmente reúnem de duas em duas semanas, às terças-feiras, no Infarmed, com o Presidente da República, governo e políticos, não têm de reportar um retrato “preocupante” para sustentar a decisão que se aproxima.

Carlos Antunes acredita mesmo que, na próxima semana, Marcelo Rebelo de Sousa não terá de enviar à Assembleia da República um novo decreto-lei para o 16.º estado de emergência, “a não ser que do ponto de vista legal seja necessário manter um mecanismo, neste caso o de estado de emergência, mas sem restrições, para que se possa actuar no momento nas situações pontuais que surgirem”. É que, salienta, “ainda não estamos livres do vírus e o que vemos à nossa volta é preocupante”. Até agora, o facto de as fronteiras estarem fechadas tem ajudado à contenção na entrada de novos casos e até de novas variantes, portanto, “há que manter algumas precauções”, mas, “não se pode dizer que sejam necessárias restrições como as que tivemos em vigor até à Páscoa.”

O especialista em projecções admite que a situação existente no país está abaixo do que era previsível há duas semanas, em que ele próprio e muitos outros especialistas recomendavam o adiamento, por uma semana, para se tomar a decisão de avançar ou não com a fase seguinte do desconfinamento. “Com os dados de hoje, vemos que este adiamento não se justificava, mas era uma medida de precaução”.

O impacto da última fase do desconfinamento, que ocorreu no dia 19, com a abertura de restaurantes, centros comerciais e actividades desportivas, ainda não é possível de traçar com rigor, mas as projecções para as próximas semanas são animadoras. “De acordo com as minhas estimativas, que são semelhantes às do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), com excepção da região Norte, todas as outras regiões do país vão manter um índice de transmissibilidade abaixo de 1, o que quer dizer que a incidência nestas regiões está a descer, ligeiramente, incluindo no Algarve, que já resolveu o problema de há uma semana e que está agora com uma taxa de incidência de 95 casos por 100 mil habitantes e com o R(t) abaixo de 1. Portanto, as projecções para as próximas semanas indicam que a incidência no país se irá manter em níveis baixos, estabilizada”.

A única referência a destacar é mesmo a região Norte que está com o R(t) acima de 1 desde o dia 27 Março, há praticamente um mês, o que fez com a taxa de incidência subisse de um valor mínimo de 47 casos por 100 mil habitantes para os actuais 91, quase duplicando. E, olhando para os concelhos desta região, há alguns para os quais Carlos Antunes chama a atenção. “Há um concelho que sobressai na nossa avaliação, porque não foi considerado na lista dos concelhos com restrições e deveria. É o concelho de Resende, que, apesar de ter uma população reduzida, tem uma incidência que subiu abruptamente e já está acima dos 600 casos por 100 mil habitantes Desconfio que possam existir outros concelhos semelhantes a este e, por isso, as autoridades locais devem estar atentas”.

Norte exige vigilância mas não é nada assustador

Contudo, o professor da Faculdade de Ciências tranquiliza, porque, embora “a região Norte esteja com um R(t) de 1.07, e isto ser uma preocupação porque faz com que a incidência continue a aumentar, o que se prevê é que, mesmo que evolua, não será para uma situação assustadora ou muito preocupante”. Explicando: “Mesmo que a incidência chegue aos 120 por 100 mil habitantes, tal como aconteceu recentemente no Algarve, não é motivo para grande preocupação. Só o é para as autoridades de saúde locais, que, obviamente, têm de manter a vigilância, reforçar o rastreio epidemiológico e a testagem, mas penso que já o estão a fazer, porque o R(t) atingiu o ponto máximo no dia 9 de Abril, mas a partir daí começou a diminuir de uma forma muito lenta, mas a diminuir”.

No geral, Carlos Antunes diz que o país reagiu bem à abertura. “Conseguimos manter uma incidência baixa”, mas aqui “há a salientar que as restrições na Páscoa tiveram um efeito positivo“. “Apesar de ter havido muitas pessoas que saíram até antes dessa semana para fora, não houve grande transtorno e isso fez com que o índice de transmissibilidade interrompesse a tendência que vinha a verificar-se. Em vez de continuar a subir, estabilizou”. Um efeito que se prolongou para além desse período e que tem feito com que a incidência se mantenha baixa. É verdade, sublinha, que “o facto de as fronteiras estarem encerradas e de a população estar mais consciente das medidas de protecção – pelo menos é esta a minha percepção – também estão a ajudar a manter a incidência da doença baixa”. Carlos Antunes reforça que, tirando aqueles primeiros dias em que as pessoas saíram eufóricas para as esplanadas, as regras de protecção têm sido cumpridas.

Testagem e vacinação já estão a dar resultados efectivos

Segundo o professor da Faculdade de Ciências há duas razões principais para os resultados obtidos: “O reforço do rastreio epidemiológico com o progressivo aumento da testagem e o processo de vacinação, que está a avançar”. O especialista argumenta que, tal como a sua equipa o defendeu em Fevereiro, quando se começava a falar em desconfinamento, esta é a estratégia a manter. “É uma estratégia que está a surtir efeito”. Se nos mantivermos assim, “estamos no caminho certo para o controlo da doença”, afirma. “Desde Março que se se tem vindo a registar um aumento progressivo da testagem. No início não aconteceu logo rapidamente, mas agora é visível o seu efeito, porque ao detectar de forma precoce potenciais cadeias de transmissão, está a reduzir a possibilidade de a doença evoluir”, afirma, acrescentando: “A vacinação já está a ter efeitos no grupo etário dos mais de 80 anos. Era o grupo que tinha maior incidência de casos por 100 mil habitantes e de há um tempo para cá, deixou de o ser. Passou do maior grupo com incidência para o menor e continua a diminuir”. Em termos de letalidade, “também há uma descida consistente e contínua nos óbitos neste grupo de mais de 80”.

Carlos Antunes reforça mesmo a importância de se manter estes dois factores a funcionarem em pleno: “Se o R(t) se mantiver acima de 1 a incidência aumenta, é uma preocupação, mas se o ritmo da vacinação continuar a aumentar isso dá-nos maior tranquilidade e garantias de que a situação é controlável”. O que o faz defender, mais uma vez, que, “na terça-feira, no Infarmed se possam definir novas estratégias de abordagem de avaliação de risco mais permissivas que permitam avançar com a continuidade do desconfinamento”, embora “mantendo-se sempre a vigilância dos indicadores epidemiológicos e dos indicadores hospitalares”.

Preocupação quanto ao resto da Europa e do Mundo

Este é um alerta que reitera, porque continua a haver preocupação com o que se passa à nossa volta, em Espanha (com quem Portugal ainda tem fronteiras encerradas), Itália, Alemanha, para não falar do Brasil e da Índia, onde continuam a surgir novas variantes. Neste último, a nova variante está a atirar para os hospitais milhares de pessoas, deixando-os agora na linha vermelha, sem camas e sem oxigénio para tratar todos os que necessitam de cuidados. “A variante da Índia é uma preocupação, a do Brasil, de Manaus, também, porque parece que está a registar uma outra mutação. O fecho das fronteiras permite maior controlo neste sentido, por isso há que continuar com algumas precauções com o que se passa à nossa volta”.

Aumento significativo de casos dos 13 aos 17 anos

Em Portugal, um mês depois do início do desconfinamento, a 16 de Março, o medo do ressurgimento de uma nova onda, ou de uma quarta vaga, parece ter sido suprimido. “A possibilidade de ressurgimento não se está a manifestar. Os indicadores que observamos são apenas de aumento de risco de contágio nos grupos mais novos, dos dez aos 29 anos. São grupos com uma taxa de variação diária, e com um aumento significativo na faixa dos 13 aos 17 anos”. Uma situação que o especialista diz ter a ver com a abertura das escolas, pois “do dia 16 Março ao dia 22, registámos um ressurgimento de casos nos grupos dos zero aos 5 anos e dos 6 aos 12 anos. Nesta última faixa etária, houve um reforço do contágio depois da Páscoa, o que se verificou também nos grupos dos 13 aos 17 e dos 18 aos 24”. Aliás, sublinha, “olhando para as faixas etárias de dez em dez anos, vimos que a faixa dos dez aos 19 anos é a que mais cresce, depois é a dos 20 aos 29”.

No entanto, de acordo com a monitorização do INSA, a faixa etária com maior incidência é a da população dos 30 aos 35 anos. De qualquer forma, há que salientar que a incidência cresce nestes grupos, mas o risco de internamento ou de morte são extremamente baixos. “Mesmo com o aumento nestas faixas etárias não estamos numa fase de transmissão comunitária tirando, obviamente, alguns concelhos, que tiveram de ficar a marcar passo ou que tiveram de regredir, mas, até estes, já estão a conseguir controlar a situação”.

Desfiles de 25 de Abril e 1 de Maio são possíveis

Neste momento, estamos ao nível do início de Setembro do ano passado, ligeiramente acima do que foi Agosto, quando os casos começaram a aumentar no dia 16, mas nessa altura não tínhamos o nível de testagem que temos agora e nem a consciencialização da adesão ao uso de máscara que há agora. Por isso, quando colocamos a questão se os desfiles do 25 de Abril ou do 1 de Maio são uma preocupação, Carlos Antunes defende que não. Acredita que as organizações destes eventos estão em contacto com a Direcção-Geral da Saúde para que tudo decorra dentro das regras e, ainda por cima, “são ajuntamentos ao ar livre em que a probabilidade de contágio é muito inferior relativamente aos espaços fechados”. As pessoas devem desfilar com distanciamento e com máscara e não vejo motivos para preocupação”, sublinha.

Quanto ao verão, também é de opinião que deveremos manter o optimismo de que será bom, mas sempre com cautelas. Aliás, “o nosso optimismo deve ser à medida do ritmo da vacinação”.

Diário de Notícias

Ana Mafalda Inácio
25 Abril 2021 — 00:00

 

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