594: É preciso rever o papel das superfícies na transmissão da covid-19, diz investigador

 

SAÚDE/COVID-19/INVESTIGAÇÃO

Belova59 / Pixabay

O investigador Henrique Barros considera que se tem dado “demasiado ênfase” à transmissão da covid-19 pessoa a pessoa, esquecendo o papel das superfícies, defendendo a revisão desta posição porque pode estar aí “o insucesso” no combate à pandemia.

O presidente da direcção do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto afirmou na audição por videoconferência na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 que o instituto pretende continuar a trabalhar em três aspectos ligados ao risco.

“O primeiro, que se confunde muitas vezes com os factores de risco, que é a compreensão dos mecanismos de transmissão de infecção e particularmente de doença”, disse o epidemiologista, lamentando que se tenha trabalhado muito pouco sobre isto em Portugal, porque “é essencial perceber o que se está a passar”.

“Sabemos que não há infecção sem pessoas que transmitam, acreditamos que se tem posto demasiado ênfase na transmissão de pessoa a pessoa por via aérea, esquecendo o papel das superfícies e é preciso rever esta posição porque parte do insucesso também pode estar por aí”, salientou o também presidente do Conselho Nacional de Saúde.

Por esta razão, Henrique Barros considerou ser fundamental compreender também os contextos da infecção: “defendemos sempre muito a realização de estudos que nos permitissem dizer, informar qual era a natureza dos contextos e que proporção é atribuível a cada um desses contextos”.

Chamou a atenção para um aspecto que “continua extraordinariamente evidente”, que é “a natureza heterogénea” da infecção pelo SARS-CoV-2, que provoca a covid-19.

O epidemiologista salientou que, “apesar de Portugal ser um país geograficamente pequeno, na sua extensão em termos de distâncias, tem sido particularmente evidente a heterogeneidade da infecção”.

“Daí que falar da infecção em Portugal seja provavelmente um erro porque o tempo da infecção, o espaço da infecção, o momento da sua evolução dinâmica nas populações é completamente distinto nas várias regiões e importa não só identificar isso, compreender isso e agir em conformidade com isso”, defendeu Henrique Barros.

Segundo o epidemiologista, esta heterogeneidade é marcada também na evolução ao longo do tempo, que “é especialmente relevante” para se conseguir perceber “algumas das perplexidades” com que os investigadores se deparam.

Para Henrique Barros, é importante serem capazes de entender “o que está verdadeiramente a agir, o que está verdadeiramente a acontecer, para que em determinados momentos a infecção tenha uma expressão tão marcada e noutros essa expressão seja tão diversa”, no mesmo momento, em locais diferentes, e sob as mesmas medidas gerais aplicadas.

Salientou ainda a importância de investigar e estudar a evolução dos doentes com esta infecção e de “uma forma rápida sublinhar a importância daquilo que se chama” a doença long covid, ou seja, “a persistência de sintomas depois da recuperação“, muitos meses após aquilo que se podia considerar o desaparecimento da infecção”.

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ZAP // Lusa

Por ZAP
30 Janeiro, 2021

 

 

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593: Molécula extraída do açafrão-bastardo pode ser eficaz contra a covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/MEDICINA

Anunciado como “o único medicamento oral eficaz” para o tratamento de pacientes com covid-19 que não estão hospitalizados, a colquicina surge como uma nova esperança que poderia ser determinante para aliviar a pressão sobre os hospitais. E o melhor é que é uma droga barata que é extraída da flor do açafrão-bastardo.

Este “grande avanço científico para tratar a covid-19″ foi anunciado pelo Instituto de Cardiologia de Montreal (MHI na sigla original em Inglês), no Canadá, que liderou uma investigação que testou a eficácia da colquicina em doentes com a infecção que não se encontravam hospitalizados.

Esta molécula que é extraída das plantas Colchicum autumnale, conhecidas por açafrão-do-prado, açafrão de Outono ou açafrão-bastardo, “reduziu em 21% os riscos de morte ou de hospitalização em pacientes com covid-19 em comparação com o placebo” usado nos testes clínicos, segundo avança o MHI em comunicado.

A “colquicina é o único medicamento oral eficaz para o tratamento de pacientes não hospitalizados”, conclui o Instituto de Cardiologia canadiano que fala de uma “importante descoberta científica”.

Contudo, o estudo já publicado, ainda não foi alvo de revisão científica.

Colquicina é um potente veneno

A colquicina é extraída do chamado açafrão-bastardo, assim denominado por ser altamente tóxico. Nos Antigos Egipto e Grécia era usado como um potente veneno, embora também tivesse aplicações medicinais.

De resto, o gado, por instinto natural de sobrevivência, nem sequer toca nas plantas do açafrão-bastardo. Portanto, não deve ser usado como condimento, nem ingerido directamente como medicamento, pois é altamente venenoso.

Na Península Ibérica, existe a espécie açafrão-bravo ou pé-de-burro (Crocus serotinus) que pode ser usada como aromatizante e corante de alimentos. Já a especiaria que conhecemos como açafrão provém da espécie Crocus sativus.

O que diferencia as espécies é o número de estames em cada flor – o açafrão-bastardo tem seis, enquanto o açafrão-bravo tem apenas três, por exemplo.

Desde a Antiguidade, o açafrão-bastardo tem sido usado para tratar certas maleitas devido às suas propriedades anti-inflamatórias. É utilizado desde 1980 no tratamento da gota e também tem sido usado como tratamento acessório em alguns casos de doenças cardíacas.

Nos últimos anos, têm sido feitos estudos científicos para avaliar a sua eficácia em casos de cancro.

“Primeiro medicamento oral em todo o mundo que poderia prevenir complicações da covid-19”

Na investigação agora realizada com pacientes de covid-19, estudou-se uma população de 4488 doentes de Canadá, EUA, Espanha, Grécia, Brasil e África do Sul. Os pacientes não estavam hospitalizados e tinham, pelo menos, um dos factores de risco para complicações por causa da infecção provocada pelo coronavírus.

Os resultados revelam que “o uso da colquicina foi associado com reduções estatisticamente significativas nos riscos de morte ou de hospitalização” em comparação com o placebo utilizado, afiança o MHI.

De acordo com os dados, a molécula do açafrão-bastardo “reduziu as hospitalizações em 25%, a necessidade de ventilação mecânica em 50% e as mortes em 44%”.

O Instituto de Cardiologia conclui, assim, que a “colquicina é o único medicamento oral eficaz para o tratamento de pacientes [com covid-19] não hospitalizados”.

“A nossa pesquisa mostra a eficácia do tratamento com colquicina na prevenção do fenómeno da “tempestade de citocinas” e reduzindo as complicações associadas com a covid-19″, aponta o investigador que liderou o estudo, Jean-Claude Tardif, director do Centro de Pesquisa do MHI e professor de Medicina.

Além disso, é “o primeiro medicamento oral em todo o mundo cujo uso poderia ter um impacto significativo na saúde pública e potencialmente prevenir as complicações de covid-19 em milhões de pacientes”, salienta.

O facto de poder evitar o desenvolvimento de formas graves da doença poderia “aliviar os problemas de congestão dos hospitais e reduzir os custos de saúde” em todo o mundo, afiançam ainda os investigadores.

O estudo coordenado pelo instituto canadiano contou com fundos de programas governamentais do Canadá e dos EUA e também da Fundação Bill & Melinda Gates, sendo, até agora, “o maior estudo do mundo a testar um medicamento administrado por via oral em pacientes não hospitalizados com covid-19”, afiança ainda o MHI.

Contudo, estas conclusões estão a ser encaradas com alguma cautela. Aguardam-se as conclusões da revisão científica e a divulgação de mais dados dos testes, uma vez que a informação disponibilizada no site dedicado à investigação é ainda muito reduzida.

Entretanto, um artigo científico publicado em Dezembro passado no jornal científico Plos One, também assinado por investigadores do MHI incluindo Jean-Claude Tardif, concluiu que “a colquicina é um medicamento de baixo custo, amplamente disponível, e eficiente no tratamento de condições inflamatórias“.

O uso da substância em ratos com lesão pulmonar aguda reduziu a área da lesão em 61%, além de reduzir o edema pulmonar e de melhorar “notadamente” a oxigenação sanguínea, constatam os autores desta investigação.

Por Susana Valente
29 Janeiro, 2021

 

 

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Cerca de 30 ambulâncias à porta do Santa Maria. “Situação é inaceitável”

 

SAÚDE/COVID-19/AMBULÂNCIAS

Realmente a situação é inaceitável, mas não coloquem a culpa nos profissionais de saúde dos hospitais por estarem 30 ambulâncias à porta do Santa Maria ou em qualquer outro hospital! CULPEM os labregos que andam na rua sem máscara, não respeitam o distanciamento social, comportam-se socialmente como se não existisse pandemia de espécie alguma como os labregos desta notícia: Dezenas de pessoas sem máscara em protesto de restaurante lisboeta que recusou confinar

“Isto já ultrapassa aquilo que é aceitável em termos de dignidade. Um doente estar oito horas deitado numa maca não é fácil”, afirma o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar.

Fila de ambulâncias no Hospital de Santa Maria, em Lisboa
© EPA/MARIO CRUZ

Cerca de 30 ambulâncias estavam cerca das 07:30 paradas à porta das urgências do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse à Lusa o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar (SPEPH).

Esta situação é inaceitável. Estão cerca de 30 ambulâncias à porta do hospital. Esta fila é para doentes covid ou suspeita de covid. Isto já ultrapassa aquilo que é aceitável em termos de dignidade. Um doente estar oito horas deitado numa maca não é fácil”, disse.

Carlos Silva disse também à Lusa que a medida anunciada na quinta-feira pelo presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte de que será feita a partir de hoje uma pré-triagem aos doentes vai minimizar o número de ambulâncias à porta do hospital.

“É minimamente aceitável e irá minimizar a espera e o número de ambulâncias no local, mas vamos continuar com o mesmo problema: o envio das ambulâncias em excesso. Por isso, consideramos que os protocolos dos meios de emergência médica devem ser alterados”, salientou.

Santa Maria anuncia que equipa do INEM vai fazer pré-triagem

Na quinta-feira à noite em declarações aos jornalistas, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Daniel Ferro, anunciou que a partir de hoje será feita uma pré-triagem aos doentes para tentar evitar tantas ambulâncias paradas à porta do hospital.

A partir de amanhã [hoje] teremos aqui uma equipa do INEM, acompanhada por uma equipa da Protecção Civil, que vai fazer uma pré-triagem das situações e se for uma situação que realmente justifique o acesso aos cuidados do hospital, esse acesso vai ser feito com mais tranquilidade. Foi já combinado, com o ACES de Sete Rios e de Odivelas, que vão receber todas aquelas situações para as quais têm cuidados de igual qualidade”, revelou Daniel Ferro.

Hoje, em declarações à Lusa, o vice-presidente do SPEH disse que a medida vai ajudar, mas defende a necessidade de uma revisão dos protocolos e modelos de atendimento, triagem e encaminhamento de doentes para evitar a actual sobrecarga das urgências dos hospitais

Utentes só devem recorrer ao Santa Maria de ambulância em “situações justificadas”

“Os protocolos têm de ser revistos e alterados os critérios de accionamento dos meios de socorro. Ligar para o CODU ou INEM para pedir ambulância porque alguém tem uma dor no joelho há um mês por exemplo não pode acontecer. É inaceitável que os doentes estejam horas dentro de uma ambulância à porta do hospital”, disse.

Na quinta-feira à noite, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte voltou também a apelar às pessoas para se desloquem à urgência quem de facto precisa.

Quando os sintomas não existem ou são leves, não deve ser utilizada a urgência. As ambulâncias, em muitas das situações, estão a ser usadas como transporte. Os centros de saúde têm, neste momento, a possibilidade de fazer o diagnóstico que é feito aqui com igual qualidade”, disse.

Na quarta-feira, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte apelou à população para apenas recorrer de ambulância ao serviço de urgência dedicado ao SARS-CoV-2 do Santa Maria “em situações justificadas”, já que a unidade tem registado “picos de afluência”.

Em comunicado, este centro hospitalar dava conta de que este serviço de urgência do Hospital de Santa Maria “tem registado picos de afluência”, que “quase metade dos utentes são transportadores de ambulância, mas destes só 15% apresentam situações que justificam o recurso a uma urgência hospitalar”.

Os restantes 85% “são triados com prioridade verde ou azul, representando uma sobrecarga evitável”.

Por isso, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte apelou à população “que só recorra ao transporte de ambulância em situações justificadas e se dirija ao centro de saúde nas situações de ausência ou sintomas ligeiros”.

Urgência dedicada a doentes covid-19 está a ser ampliada

Deste modo, será possível garantir que “os recursos hospitalares, em situação de grande sobrecarga, se concentrem no tratamento dos doentes com situações de maior gravidade”.

Apesar da “grande afluência e sobrecarga”, os profissionais do Hospital de Santa Maria “garantem a observação dos doentes”, acrescenta a nota.

A urgência dedicada a doentes infectados com o novo coronavírus também está em processo de ampliação de “33 para 51 postos de atendimento em simultâneo”, que vai estar “concluída no próximo fim de semana”.

Em Portugal, morreram 11.608 pessoas dos 685.383 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.176.000 mortos resultantes de mais de 100 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Janeiro 2021 — 08:42

 

 

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591: Novo Estado de Emergência: Conheçam as novas medidas

 

SAÚDE/COVID-19/ESTADO DE EMERGÊNCIA

A situação de Portugal face à COVID-19 é gravíssima. Os números são catastróficos e as previsões são assustadoras e nesse sentido é preciso reforçar todas as medidas excepcionais para este momento o mais difícil da pandemia. É preciso unir esforços e cumprir escrupulosamente o confinamento. Não há, neste momento, outra forma de combater a pandemia.

Conheçam as novas medidas para os próximos tempos.

Portugal registou hoje o pior dia da pandemia. Foi ultrapassada a barreira dos 300 mortos e também a barreira dos 15 mil novos infectados. Segundo o relatório, morreram duas pessoas com idade entre os 20 e 39 anos e 9 pessoas na faixa dos 40 aos 59 anos. O relatório de hoje revela também que morreram 209 pessoas com mais de 80 anos.

O Presidente da República decretou hoje a renovação do estado de emergência em Portugal até 14 de Fevereiro, para permitir medidas de contenção da COVID-19, e defendeu que é preciso agir depressa e drasticamente. Marcelo Rebelo de Sousa referiu que…

Temos de ser mais estritos, mais rigorosos, mais firmes no que fizermos e no que não fizermos: ficar em casa, sair só se imprescindível e com total protecção pessoal e social. Só assim será efectivamente viável testar a tempo e rastrear os possíveis infectados, diminuindo a disseminação do vírus

Após o Conselho de Ministros, foram anunciadas algumas medidas que entrarão em vigor com o novo Estado de Emergência. D

Das medidas definidas, destaque o controlo fronteiriço, impossibilitando a circulação de portugueses do território nacional para o estrangeiro. Foi também ainda indicado que o início do período lectivo de ensino à distância irá iniciar-se no dia 8 de Fevereiro.

As medidas fazem parte do comunicado do Conselho de Ministros divulgado esta quinta-feira. A explicação foi feita em conferência de imprensa pela ministra do Estado e da Presidência, Mariana Silva da Vieira, e pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Principais medidas para o novo Estado de Emergência

  • Aulas online a partir de dia 8 de Fevereiro
    • a suspensão das actividades educativas e lectivas dos estabelecimentos de ensino públicos, particulares e cooperativos e do sector social e solidário, de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário vigora até ao dia 5 de Fevereiro de 2021, sendo retomadas estas actividades, a partir do dia 8 de Fevereiro, em regime não presencial;
    • a suspensão das referidas actividades e o regime não presencial não obstam à realização de provas ou exames de curricula internacionais;
    • sempre que necessário, podem ser assegurados presencialmente os apoios terapêuticos prestados nos estabelecimentos de educação especial, nas escolas e, ainda, pelos centros de recursos para a inclusão, bem como o acolhimento nas unidades integradas nos centros de apoio à aprendizagem, para os alunos para quem foram mobilizadas medidas adicionais;
  • Creches vão continuar fechadas mais 15 dias
  • Controlo de fronteiras
    • a limitação às deslocações para fora do território continental, por parte de cidadãos portugueses, efectuadas por qualquer via, designadamente rodoviária, ferroviária, aérea, fluvial ou marítima, sem prejuízo das excepções previstas no Decreto;
    • a reposição do controlo de pessoas nas fronteiras terrestres, nos termos previstos no Decreto;
  • Possibilidade de suspensão de voos e de determinação de confinamento obrigatório de passageiros à chegada, quando a situação epidemiológica assim o justificar;
  • Contratar médicos e enfermeiros formados no estrangeiro
    • Possibilidade de os estabelecimentos de saúde poderem, “excepcionalmente”, contratar “até ao limite de um ano” de médicos e enfermeiros formados em instituição de ensino superior estrangeira.
  • Pagamento de trabalho suplementar dos profissionais de saúde
    • Aprovado regime temporário que paga o trabalho suplementar na saúde com um adicional de 50%. Prevê-se ainda um horário acrescido para enfermeiros e assistentes operacionais até às 42 horas com acréscimo de 37% no salário. O Governo abre ainda a possibilidade para reforço de contratações.

O actual período de estado de emergência termina às 23:59 do próximo sábado, 30 de Janeiro. Esta renovação tem efeitos a partir das 00:00 de 31 de Janeiro, até às 23:59 de 14 de Fevereiro.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
28 Jan 2021

 

 

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590: Alguns doentes com reacções alérgicas graves terão de tomar medicação antes da vacina contra a covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/REACÇÕES

Abir Sultan / EPA

Investigadores portugueses participam numa norma internacional que aconselha a toma de uma medicação antes da vacina contra a covid-19 por parte de alguns doentes com reacções alérgicas graves a agentes externos.

Tiago Rama, médico imuno-alergologista, explicou ao Expresso que doentes com doenças mastocitárias, que incluem as mastocitoses e as síndromes de activação mastocitária, “têm uma maior reactividade a agentes externos, como vacinas, nos mastócitos, as células [do sistema imunitário] que são as principais responsáveis pelos sintomas de alergia”.

O médico realçou que, nestes casos, os pacientes nem sempre apresentam sintomas de reacções alérgicas mais comuns, mas avançam logo para uma reacção anafilática grave, “habitualmente com perda de consciência”.

Frequentemente, têm de tomar uma pré-medicação específica sempre que fazem procedimentos médicos que incluem receber medicação, anestesias e vacinas. Para que não deixassem de ser vacinados, será preciso arranjar uma alternativa, alertou Tiago Rama.

Em conjunto com o clínico, professor e investigador André Moreira e a investigadora sénior da Universidade de Harvard, Mariana Castells, Tiago Rama, investigador do Centro Hospitalar de São João e da Universidade do Porto, criou um protocolo de medicação a ser administrada a estes doentes antes da vacinação contra a covid-19.

De acordo com o artigo científico, publicado recentemente no Journal of Allergy and Clinical Immunology, a combinação de três medicamentos possibilita a vacinação sem quaisquer reacções.

Os especialistas testaram a fórmula em duas profissionais de saúde da linha da frente, no Hospital de São João, no Porto, que sofrem desta condição. Ambas já tomaram as duas doses da vacina da Pfizer “sem qualquer reacção”.

ZAP //

Por ZAP
28 Janeiro, 2021

 

 

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589: Variante inglesa pode representar 50% dos casos em Lisboa e Vale do Tejo

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTE INGLESA

A ministra da Saúde revelou esta quinta-feira no Parlamento que a presença da variante inglesa da covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo pode representar metade dos casos confirmados.

© PAULO SPRANGER / Global Imagens

Perto de um terço dos casos de covid-19 no país podem corresponder à nova variante detectada no Reino Unido, e a Área Metropolitana de Lisboa pode representar quase metade dos casos confirmados, segundo um documento da Direcção-Geral da Saúde.

O documento, divulgado esta quinta-feira pela ministra da Saúde, Marta Temido, no parlamento, cita dados do laboratório Unilabs, os quais referem que “cerca de 32,2% dos casos podem corresponder à nova variante B.1.1.7, e na região da Área Metropolitana de Lisboa esta variante pode representar quase 50% dos casos confirmados”.

“No entanto, existem limitações inerentes a dados provenientes apenas de um laboratório, e podem não ser representativos”, adverte a Direcção-Geral da Saúde.

Segundo o documento, a proporção da variante detectada no Reino Unido sobre o total de casos “tenderá a aumentar em virtude da vantagem selectiva da maior transmissão. Se for confirmado o aumento da letalidade associado à variante, é expectável um aumento da letalidade em Portugal”.

É ainda citado o relatório no NervTaga de 21 de Janeiro que indica que a variante associada ao Reino Unido apresenta maior transmissibilidade quando comparada com outras variantes, como tem vindo a ser reconhecido internacionalmente.

Recentemente, com base em diferentes estudos realizados, identificou-se a possibilidade de que esta variante seja também mais letal.

Segundo um estudo da Public Health England, os indivíduos infectados com a variante detectada no Reino Unido tiveram um risco de morte de 1,65 vezes superior, quando comparado com os doentes infectados com outras variantes.

O estudo ressalva que “existem limitações importantes a estes resultados, nomeadamente a sua baixa representatividade.

“Apesar destas informações, o risco global de morte por covid-19 mantém-se reduzido”, sublinha.

O documento apresentado por Marta Temido menciona também o caso identificado em Portugal da nova variante detectada na África do Sul, um homem de 36 anos, natural de África do Sul, residente em Lisboa.

A data de diagnóstico de covid-19 foi no passado dia 7 de Janeiro e o caso está dado como recuperado desde o dia 17.

Esta infecção deu origem “a um caso secundário, coabitante, igualmente vigiado e sem outros casos secundários conhecidos, refere a DGS.

“A vigilância epidemiológica e laboratorial de casos importados da África do Sul será mantida, não existindo à data evidência de transmissão comunitária desta variante em Portugal”, salienta.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2 176 000 mortos resultantes de mais de 100 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 11 608 pessoas dos 685 383 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN
28 Janeiro 2021 — 17:23

 

 

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