1115: Internados baixam para 399 em dia com 7 mortes e 600 infectados

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Dados da DGS foram confirmados 600 novos casos de covid-19. Há também a registar mais 7 mortes devido à infecção por SARS-CoV-2, segundo o relatório desta terça-feira.

Hospital Pedro Hispano, Matosinhos
© Artur Machado / Global Imagens

O relatório mostram que há agora 399 internados, dos quais 74 estão em unidades de cuidados intensivos.

A incidência nacional é agora de 111, 6 de infecção por covid-19 por 100.000 habitantes. No Continente o valor é de 113,5.Já o nível de transmissibilidade é agora de 0,85 a nível nacional e 0,84 no continente. Os mesmos números de ontem.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a com mais casos activos, 7.672 e dois mortos.

Com esta actualização, Portugal tem, actualmente, 30.547 casos activos da doença, indica a DGS no dia em que o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo terminou a sua missão enquanto coordenador da task force do plano de vacinação contra a covid-19.

“Acho que entrego a minha missão, está terminada e agora fica o núcleo a fazer a transição [para a vacinação contra a covid-19 e gripe]”, afirmou durante o último briefing sobre a vacinação contra a covid-19, no qual esteve o primeiro-ministro, António Costa, e a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Já passámos os 84,3% das segundas doses”, disse Gouveia e Melo

Neste momento, estamos em 86,5% das primeiras doses e já passámos os 84,3% das segundas doses, a caminho dos 85%, apesar de agora, nesta fase final, parece que as pessoas se esqueceram de que têm que tomar a segunda dose”, disse o vice-almirante.

Na realidade, adiantou, no máximo da população elegível, falta vacinar mais 345 mil pessoas, dos quais cerca de 140 mil ainda não são elegíveis porque recuperaram.

Contudo, observou Gouveia e Melo, “há 80 mil pessoas que já recuperaram”, acrescentando: “E nós ainda não as conseguimos trazer ao processo de vacinação apesar dos apelos que fazemos”.

“Agora vamos começar a telefonar pessoa a pessoa para tentar perceber porque as pessoas não aparecem e é isto que está a fazer com que hoje em dia não estejamos a atingir os 85%, porque já tínhamos a possibilidade de o ter feito antes”, sublinhou, antecipando a expectativa de, dentro de semana ou semana e meia, atingir essa meta.

À margem da sessão em que foi anunciado o fim da missão da equipa coordenadora do processo de vacinação, o vice-almirante Gouveia e Melo agradeceu, em jeito de balanço de oito meses de trabalho à frente deste processo, à população e a todas entidades e profissionais envolvidos no plano de vacinação.

“Julgo que temos de estar todos contentes por termos em conjunto feito uma coisa que vai ficar na história e agora vou-me despedir e vou voltar ao anonimato das minhas funções militares que é como deve de ser. Muito obrigada por tudo”, declarou Henrique Gouveia e Melo.

Restrições serão levantadas mesmo que faltem décimas para 85% de vacinados

Também esta terça-feira, o primeiro-ministro assegurou que o Governo manterá o levantamento do conjunto de restrições anti-covid-19 a 1 de Outubro, mesmo que nesse dia o país não tenha atingido por algumas décimas os 85% de população vacinada com duas doses contra a covid-19.

“O Governo fixou o dia 1 de Outubro. Não estamos nos 85% de vacinas, mas estamos praticamente nesse valor”, afirmou António Costa.

Para o primeiro-ministro, não se justifica “haver novos adiamentos” neste processo de levantamento das restrições antes impostas por causa da pandemia da covid-19.

O Governo, segundo António Costa, “vai manter tudo como estava previsto para 1 de Outubro, renovando o apelo às pessoas que já tomaram a primeira dose, mas que ainda não têm a segunda, para que a tomem.

“Tomem essa segunda dose, de forma a que se complete o plano de vacinação o mais rapidamente possível”, acrescentou.

Costa diz que Portugal está preparado para executar qualquer decisão sobre terceira dose da vacina

António Costa também afirmou que Portugal está preparado para executar qualquer decisão técnica e científica que seja tomada sobre uma eventual terceira dose da vacina contra a covid-19, mesmo que seja para abranger toda a população.

O primeiro-ministro referiu que o Governo aguarda as decisões que serão tomadas pela Direcção Geral da Saúde e pela Autoridade Europeia do Medicamento (EMA) sobre a questão da terceira dose.

“Os portugueses podem ficar tranquilos: O que é possível neste momento fazer para que qualquer decisão seja possível está feito. Ou seja, o país tem toda a margem de liberdade para tomar a decisão que tecnicamente seja aconselhável tomar”, disse.

De acordo com o líder do executivo, se a decisão técnica for a de vacinar, Portugal “tem já contratado um número de vacinas para vacinar toda a população com a terceira dose.”

Diário de Notícias
DN
28 Setembro 2021 — 14:04

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1114: Chegou ao fim a “missão espinhosa coroada de sucesso” da task force

SAÚDE PÚBLICA/TASK FORCE/VACINAÇÃO

Rodrigo Antunes / Lusa

A task force responsável pelo plano de vacinação contra a covid-19 confirmou, esta terça-feira, o fim da missão no contexto da pandemia e a transição para um núcleo de coordenação.

Tal como tinha sido avançado pelo jornal online Observador ao início da manhã, a task force responsável pelo plano de vacinação contra a covid-19 terminou hoje a sua missão de planificação e gestão logística no contexto da pandemia.

Em declarações prestadas numa reunião na sede da equipa, no Comando Conjunto das Operações Militares, em Oeiras, o coordenador Henrique Gouveia e Melo – que recebeu o primeiro-ministro, António Costa, a ministra da Saúde, Marta Temido, e o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho – vincou o êxito da operação de vacinação.

“Estamos em 84 e qualquer coisa de segundas doses. Já podíamos ter atingido os 85% de vacinação completa, mas vamos relembrar algumas pessoas e dentro de semana ou semana e meia, senhor primeiro-ministro, terá os 85%”, assegurou o vice-almirante, indicando também que 500 mil jovens já foram vacinados.

Gouveia e Melo confirmou que este é “o último briefing” sobre a pandemia: “Entrego a minha missão ao senhor primeiro-ministro, ao senhor ministro da Defesa e à senhora ministra da Saúde. Está terminada e agora fica um núcleo a fazer a transição.”

Segundo o vice-almirante, este grupo nuclear será dividido em três subgrupos que comunicam com o Governo e com as autoridades de saúde e o desafio agora é “conjugar duas agendas: a vacinação da gripe e a eventual terceira dose da vacinação covid-19”, sublinhando que o processo “vai depender muito” dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), onde são concentrados os agendamentos das vacinas.

“O processo correu muito bem para a covid-19 e estamos a tentar replicar para a gripe”, resumiu, sem deixar de esclarecer que Portugal já tem 480 mil vacinas da gripe em território nacional, num processo de vacinação que “já começou ontem“, arrancando primeiramente pelos lares de idosos.

O vice-almirante explicou que a eventual sobreposição da vacinação da gripe com a administração de uma eventual terceira dose contra a covid-19 não será um problema a nível logístico, face à disponibilidade de vacinas e à continuidade dos actuais centros de vacinação para esta transição.

Temos em stock cerca de dois milhões de vacinas. Não haverá qualquer problema para a terceira dose, seja ele qual for o âmbito”, declarou.

Gouveia e Melo explicou que a campanha de vacinação da gripe deve ficar concluída até 15 de Dezembro e destacou a capacidade de administração semanal de 400 mil vacinas. “Estamos preparados para fazer 400 mil vacinas por semana e para terminar o processo até 15 de Dezembro.”

Costa agradece “missão espinhosa coroada de sucesso”

Na sede da task force, António Costa começou por dizer que “este é um momento muito importante” e que “o país deve orgulhar-se da adesão cívica do processo de vacinação”.

“Sem desmerecer quem quer que seja pelo trabalho, sem a adesão dos portugueses teria sido impossível alcançar estes resultados”, destacou o primeiro-ministro, citado pelo Observador.

Costa agradeceu pessoalmente ao vice-almirante e sublinhou também o trabalho de todas as Forças Armadas. “O contributo das Forças Armadas foi essencial. E é justo aqui referir que o vice-almirante e toda a sua equipa, com elementos dos três ramos, reforçou a ideia fundamental de que o país reconheça o quanto é fundamental o investimento nas Forças Armadas”, declarou.

O líder do Executivo destacou também todas as autoridades de saúde, os profissionais de saúde e as autarquias. Foi “uma capacidade de implantação no terreno sem a qual não seria possível” ter chegado tão longe, considerou.

“Desejo-lhe as maiores felicidades na sua vida pessoal e na sua vida profissional. Que agora tenha águas mais calmas e de feição”, disse ainda, lembrando que foi uma “missão espinhosa coroada de sucesso”, cita o jornal online ECO.

Neste momento, Costa considerou que a “parte mais difícil” é sair da cobertura vacinal acima dos 84% para chegar aos 85% e relembrou que se continua à espera da decisão da Agência Europeia do Medicamento (EMA) sobre uma eventual terceira dose.

Sobre essa questão, assegurou, “Portugal tem toda a margem técnica” para cumprir qualquer que seja a orientação das autoridades de saúde, mesmo que isso signifique que toda a população portuguesa deve receber a dose de reforço.

O primeiro-ministro terminou a sua intervenção dizendo que o sucesso da vacinação é um “motivo de orgulho para todos os portugueses”. “Isto reforça a auto-estima do país, o orgulho do país. É sempre bom saber que neste processo fomos os melhores do mundo.”

Na mesma reunião, a ministra da Saúde também confirmou que a última fase de desconfinamento, prevista para entrar em vigor a 1 de Outubro, vai avançar mesmo que até esse dia o país não atinja a cobertura vacinal de 85%.

ZAP // Lusa

Por ZAP
28 Setembro, 2021

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1113: Incidência continua a descer e R(t) sobe. Portugal na zona verde da matriz de risco. 230 infectados e uma morte

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Há mais cinco pessoas internadas com covid-19. São, no total, 420, indica o boletim diário da DGS. Registaram-se mais 230 novos casos e uma morte associada à infecção por SARS-CoV-2.

Campanha de vacinação em Viana do Castelo
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Foram confirmados, nas últimas 24 horas, 230 novos casos de covid-19 em Portugal, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há ainda o registo de mais uma morte (na região Norte) associada à infecção por SARS-CoV-2, indica o relatório desta segunda-feira (27 de Setembro).

No que se refere à situação nos hospitais, há agora 420 doentes internados (mais cinco face ao reportado no domingo), 79 dos quais estão em unidades de cuidados intensivos (menos quatro).

Em dia de actualização dos valores da matriz de risco, verifica-se que a taxa de incidência a 14 dias continua a descer. Passou de 127,3 para 111,6 casos por 100 mil habitantes em todo o território nacional. Já no continente, a incidência está agora em 113,5 infecções por 100 mil habitantes (antes era de 129,7).

Em sentido inverso, o índice de transmissibilidade, R(t), passa de 0,83 para 0,85, a nível nacional, e de 0,82 para 0,84, no continente.

Com a actualização destes dois indicadores, Portugal passa a estar na zona verde da matriz de risco.

© DGS

Boletim da DGS indica que foram registados mais 479 casos de pessoas que recuperaram da doença – são, no total, 1.017.935. Desta forma, o número de casos activos de covid-19 recua para 31.285 (menos 250).

Na distribuição geográfica de novas infecções, a área de Lisboa e Vale do Tejo reportou 78 casos e a região Norte 54.

Confirmaram-se mais 38 casos no Alentejo, 35 no Algarve, 17 no Centro, cinco nos Açores e três na Madeira.

©

Dados actualizados sobre a evolução da pandemia numa altura em que o país tem mais de 83% da população totalmente vacinada. Até às 19:00 de domingo, cerca de 8,27 milhões de pessoas em Portugal continental tinham a vacinação completa contra a covid-19, segundo disse à Lusa fonte oficial da task force que coordena o processo de vacinação.

Estes números significam que 83,89% da população de Portugal continental tem o esquema vacinal completo, sendo que cerca de 8,53 milhões de pessoas já receberam pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19.

Desde o início do processo de vacinação, em Dezembro de 2020, foram administradas cerca de 15,21 milhões de inoculações em território continental.

Vacinação contra a gripe começa mais cedo devido à pandemia

E devido à pandemia de covid-19, a vacinação contra a gripe começou esta segunda-feira, mais cedo do que é habitual, havendo 2,24 milhões de vacinas para serem distribuídas gratuitamente a grupos de risco pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A primeira fase da vacinação gratuita, que arranca hoje, destinada a residentes, utentes e profissionais de estabelecimentos de respostas sociais, doentes e profissionais da rede de cuidados continuados integrados e profissionais do SNS e também as grávidas, segundo a DGS.

“Em 2021, em contexto de pandemia covid-19, mantêm-se medidas excepcionais e específicas no âmbito da vacinação gratuita contra a gripe, nomeadamente o início mais precoce, a vacinação faseada e a gratuitidade para os profissionais que trabalham em contextos com maior risco de ocorrência de surtos e/ou de maior susceptibilidade e vulnerabilidade”, referiu a DGS em comunicado.

Mais de 231.740.830 casos de infecção em todo o mundo

Ainda no que se refere à evolução da pandemia, mas a nível global, a covid-19 matou pelo menos 4.744.890 pessoas no mundo desde o final de Dezembro de 2019, segundo um balanço feito esta segunda-feira pela AFP a partir de fontes oficiais.

Mais de 231.740.830 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde então, quando o gabinete da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China declarou a doença.

A grande maioria dos doentes recuperou, mas uma parte ainda mal avaliada conserva sintomas durante semanas, por vezes meses.

No domingo, registaram-se no mundo 4.602 mortes e 32.362 novos casos de infecção pelo vírus SARS-CoV-2, que provoca a doença da covid-19.

Diário de Notícias
DN
27 Setembro 2021 — 14:27

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1112: Mais de dois milhões de vacinas contra a gripe começam hoje a ser administradas

– Não percebi a que se refere “residentes”…

SAÚDE PÚBLICA/VACINAS/GRIPE

Esta primeira fase destina-se a residentes, utentes e profissionais de estabelecimentos de respostas sociais, doentes e profissionais da rede de cuidados continuados integrados e profissionais do SNS e grávidas.

© Ivo Pereira / Global Imagens

A vacinação contra a gripe arranca hoje em Portugal, mais cedo do que o habitual devido à pandemia de covid-19, havendo 2,24 milhões de vacinas para serem distribuídas gratuitamente a grupos de risco pelo Serviço Nacional de Saúde.

Hoje inicia-se a primeira fase da vacinação gratuita destinada a residentes, utentes e profissionais de estabelecimentos de respostas sociais, doentes e profissionais da rede de cuidados continuados integrados e profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e também as grávidas, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Na segunda fase, serão integrados os outros grupos-alvo abrangidos pela vacinação gratuita, destacando-se pessoas com idade igual ou superior a 65 anos e pessoas portadoras de doenças ou outras condições previstas na norma da vacinação contra a gripe 2021/22.

Para esta época gripal (2021/2022), haverá 2,24 milhões de doses de vacinas contra a gripe, mais cerca de 146.000 doses face à época gripal 2020/2021, o que representa um aumento de 7%, de acordo com a DGS.

À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, as vacinas disponíveis em Portugal serão tetravalentes, incluindo quatro tipos de vírus da gripe: Dois do tipo A e dois do tipo B.

As autoridades de saúde decidiram antecipar o início da campanha de vacinação, que começa habitualmente em Outubro, devido à situação pandémica.

“Em 2021, em contexto de pandemia covid-19, mantêm-se medidas excepcionais e específicas no âmbito da vacinação gratuita contra a gripe, nomeadamente o início mais precoce, a vacinação faseada e a gratuitidade para os profissionais que trabalham em contextos com maior risco de ocorrência de surtos e/ou de maior susceptibilidade e vulnerabilidade”, refere a DGS em comunicado.

Na sexta-feira, a ‘task force’ que coordena a vacinação contra a covid-19 informou em comunicado que os centros onde são administradas as vacinas anti-covid iriam “em breve” ser empenhados na vacinação da gripe.

A Lusa pediu mais informações à ‘task force’ sobre este processo de administração da vacina da gripe nestes centros, mas não foi disponibilizada mais informação.

A Direcção-Geral da Saúde apela à adesão das pessoas que têm critério para a vacinação contra a gripe, num processo que será feito de forma organizada, decorrendo nos próximos meses.

A DGS recorda que habitualmente a gripe é curada espontaneamente, mas podem ocorrer complicações, particularmente em pessoas com doenças crónicas ou com 65 ou mais anos.

A vacina contra a gripe é fortemente recomendada para grupos prioritários da população e é uma medida de prevenção primária com impacte na ocorrência e gravidade da doença.

Em Portugal, a vacina é gratuita para cidadãos a partir dos 65 anos, para residentes e internados em instituições, mas também para um grupo de pessoas com doenças específicas, profissionais de saúde do SNS e para os bombeiros.

Diário de Notícias
Lusa
27 Setembro 2021 — 07:46

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1111: As pessoas que comem mais gordura láctea têm menor risco de doença cardíaca

SAÚDE PÚBLICA/ALIMENTAÇÃO/LACTICÍNIOS

(CC0/PD) AlexKlen / Pixabay

As pessoas que fazem uma dieta com maior teor de gordura láctea têm um menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, revela um novo estudo.

Uma equipa internacional de cientistas estudou o consumo de gordura láctea de 4.150 pessoas de 60 anos, na Suécia — país com um dos mais altos níveis mundiais de produção e consumo de lacticínios.

A análise foi feita através da medição dos níveis sanguíneos de um determinado ácido gordo que se encontra principalmente nos alimentos lácteos.

Os voluntários foram seguidos durante uma média de 16 anos para que os investigadores soubessem quantos tiveram ataques cardíacos, AVC ou outros eventos circulatórios graves, e quantas pessoas morreram.

A equipa teve também em conta outros factores de risco de doenças cardiovasculares — como a idade, o rendimento, estilo de vida, hábitos alimentares e outras doenças — e descobriu que os indivíduos com níveis elevados de ácido gordo (indicativo de um elevado consumo de gorduras lácteas) tinham menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Os investigadores combinaram então estes resultados com os de 17 outros estudos de diferentes países, que envolveram quase 43 mil pessoas dos Estados Unidos, da Dinamarca e do Reino Unido.

“Embora os resultados possam ser parcialmente influenciados por outros factores que não a gordura láctea, o nosso estudo não sugere qualquer dano provocado pela gordura láctea”, disse Matti Marklund, investigador sénior do George Institute for Global Health em Sidney, na Austrália, e co-autor sénior do artigo, citado pela CNN.

“Descobrimos que quem tinha os níveis mais elevados [de ácido gordo] apresentava, de facto, o menor risco de DCV (doença cardiovascular). Estas relações são altamente interessantes, mas precisamos de mais estudos para compreender melhor o impacto total na saúde das gorduras lácteas e dos alimentos lácteos”, continuou.

Kathy Trieu, autora principal e investigadora do George Institute for Global Health, disse ainda que o consumo de alguns alimentos lácteos, especialmente produtos fermentados, já tinha sido associado a benefícios para o coração.

“Existem cada vez mais provas de que o impacto na saúde dos alimentos lácteos pode ser mais dependendo do tipo — queijo, iogurte, leite e manteiga — do que do teor de gordura, o que tem levantado dúvidas sobre se evitar as gorduras lácteas em geral é benéfico para a saúde cardiovascular”, acrescentou.

“O nosso estudo sugere que reduzir a gordura láctea ou evitar completamente os lacticínios pode não ser a melhor escolha para a saúde do coração”, afirmou ainda.

“É importante lembrar que embora os alimentos lácteos possam ser ricos em gordura saturada, são também ricos em muitos outros nutrientes e podem fazer parte de uma dieta saudável”, disse Trieu.

O estudo foi publicado, esta semana, na revista PLOS Medicine.

ZAP //

Por ZAP
26 Setembro, 2021

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1110: Em 2018, cientistas de Wuhan terão planeado infectar morcegos com coronavírus

SAÚDE PÚBLICA/CHINA/CORONAVÍRUS/PANDEMIA

Arend Kuester / Flickr

Em 2018, um grupo de cientistas da cidade chinesa de Wuhan, onde foi registado o primeiro caso de covid-19, estaria a planear infectar, com coronavírus modificados, morcegos que vivem em cavernas.

Os cientistas terão pedido 14 milhões de dólares para realizar um projecto cerca de 18 meses antes do anúncio oficial do surto da covid-19, noticia o jornal The Telegraph, que cita vários documentos.

De acordo com o jornal, os cientistas de Wuhan estariam a planear implementar os coronavírus modificados transmitidos pelo ar em habitats de morcegos na China, para que estes criassem imunidade e fosse possível protegê-los de doenças que podem ser transmitidas aos humanos.

Os investigadores queriam, indicam os documentos, introduzir através da pele dos animais “nano partículas que contêm novas proteínas S quiméricas” de coronavírus em cavernas da província chinesa de Yunnan. Além disso, os cientistas queriam criar vírus quiméricos geneticamente modificados para infectar mais facilmente os humanos.

Embora os especialistas quisessem realizar eventos educativos para informar a população do seu trabalho, foi-lhes recusado o financiamento solicitado com o argumento de que a experiência “poderia pôr em perigo os residentes locais”, refere o site.

Anteriormente, a China negou várias vezes a teoria do surgimento da covid-19 no laboratório de Wuhan.

Em Março, a Organização Mundial da Saúde publicou a versão completa do relatório elaborado pela equipa internacional, que refere que a versão de vazamento do vírus do laboratório chinês é “pouco provável”.

A OMS sugere que o vírus SARS-CoV-2 que o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos para humanos através de outro animal.

ZAP //

Por ZAP
26 Setembro, 2021

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