804: Da esperança ao dramatismo: Marcelo e governo a duas vozes

SAÚDE/COVID-19/CONSIDERAÇÕES

Quem quiser ficar preocupado, ouve o Governo: o momento é “crítico”, “grave” e “complexo” – os casos vão “continuar a aumentar”. Mas quem, ao invés, preferir não o ficar, ouve o Presidente da República: “Os números continuam a oferecer razões para haver esperança”

As mensagens do Governo de António Costa e do Presidente da República sobre a pandemia continuam conflituantes
© Gerardo Santos / Global Imagens

O Presidente da República e o Governo continuam a falar a duas vozes sobre a evolução da pandemia covid-19 em Portugal. O Governo dramatiza, Marcelo Rebelo de Sousa desdramatiza. O contraste foi esta quinta-feira notório entre, por um lado, as palavras da ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, ao apresentar as conclusões de mais uma reunião do Conselho de Ministros; e, por outro, as palavras do Chefe do Estado, comentando essas conclusões.

A ministra sublinhou, por exemplo, que Portugal se encontra, neste momento, “claramente na zona vermelha” da matriz de risco, pelo que não será possível avançar para a nova fase de desconfinamento que se deveria iniciar dia 28 (e que implicaria, por exemplo, o regresso dos restaurantes aos respectivos horários pré pandemia). O país “tem níveis de incidência preocupantes e não tem condições de avançar”, explicou. E, além disso, “a expectativa que temos é que nas próximas semanas os casos continuem a aumentar”.

Carregando nos adjectivos, Mariana Vieira da Silva afirmou que se vive agora “um momento crítico da evolução da pandemia” em Portugal, pelo que se impõe “reafirmar a necessidade de procurarmos cumprir as regras, ser cautelosos, usar a máscara [e] evitar ajuntamentos”.

A situação – enfatizou – “é mais grave” e “estamos numa luta contra o tempo entre a vacinação e a progressão da doença e isso faz com que seja necessário pedir a todos um esforço suplementar neste momento”.

Segundo explicou, há ainda 720 mil pessoas com mais de 60 anos que neste momento ainda não têm a vacinação completa e há estudos que provam que a efectividade das vacinas em relação à variante Delta têm uma boa resposta na vacinação completa, mas não com a primeira dose.

Portugal registou, na última semana, um aumento de 34 por cento de novos casos de infecção e o número de doentes com covid-19 em cuidados intensivos subiu 26 por cento, adiantou a ministra. ​​​​​​

Portanto, sendo embora evidente que, no que toca à pressão sobre o SNS, o país ainda está “longe” das linhas vermelhas definidas pelo Governo, a verdade é que “temos uma situação que é complexa e que exige a atenção de todos”.

“O país não é só Lisboa”

Ora enquanto o Governo falava em situação “mais grave” e “complexa” e em “momento crítico” com níveis de incidência “preocupantes”, o Presidente da República, reagindo às conclusões do Conselho de Ministros, usava palavras como “esperança”, desaconselhando “alarmismos generalizados”.

“Olhando para o país há um caminho que está a ser feito, esse caminho tem autos e baixos pontuais, mas apesar de tudo também os números continuam a oferecer razões para a esperança. Temos aqui uma situação em que é preciso estar atento em alguns concelhos mas em termos globais não há razão para alarmismos generalizados”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, falando com jornalistas em Guimarães, à margem das comemorações da Batalha de S. Mamede.

Apesar do recuo anunciado no desconfinamento para algumas zonas do país, Marcelo Rebelo de Sousa reforçou a mensagem de optimismo que havia dado no discurso durante a cerimónia na qual recebeu a Medalha de Honra da Cidade de Guimarães. “Eu fiz um discurso de esperança, de confiança, porque é aquilo que eu penso. É o que eu penso, que neste processo há momentos de paragem pontuais, apesar de tudo o pais não é só Lisboa, nem é só o concelho de Lisboa. Nem são só os 22 concelhos mais afectados, o país é mais amplo”, afirmou.

28 concelhos em teletrabalho

Quando às medidas anunciadas pelo Governo, considerou que há uma “procura de equilíbrio”. Ou seja, o Executivo procurou “chamar a atenção, fazer um alerta mas não alarmar”, enfim, “não alarmar nem radicalizar em termos restritivos” e foi “essa a ideia de equilíbrio da parte do Governo”. “Diria que são medidas já esperadas, só num concelho, especificamente em Lisboa, não em concelhos vizinhos, e por outro lado são restritivas mas menos restritivas do que já foram e, por outro lado, abrindo aporta à flexibilidade para os que têm vacinação.”

O Conselho de Ministros analisou o mapa pandémico do país (ver mapa ao lado) e determinou os concelhos que recuperam, o que ficam em alerta (podendo recuar na próxima semana, sendo um dos concelhos o Porto), os que ficam sujeito às medidas para as zonas de risco elevado e os que passam a situação de risco muito elevado (confirmando-se Lisboa).

Ao mesmo tempo, decidiu também que no próximo fim de semana (das 15.30 de sexta às 6.00 da manhã de segunda) será renova a proibição de entradas e saídas da Área Metropolitana de Lisboa (cujos concelhos são Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Vila Franca de Xira, Lisboa, Cascais, Sintra, Sesimbra e Alcochete). Contudo, neste aspecto há uma novidade: quem tiver certificado digital de vacinação ou teste negativo (que não seja auto teste) pode entrar ou sair da AML.

As medidas implicam que em 28 concelhos do continente – os que estão num nível de risco elevado ou muito elevado (ver mapa) – o teletrabalho será obrigatório.

A legislação em vigor estipula que o teletrabalho é obrigatório “independentemente do vínculo laboral, sempre que as funções em causa o permitam e o trabalhador disponha de condições para as exercer, sem necessidade de acordo escrito entre o empregador e o trabalhador”, mas aplicado apenas a organizações “com estabelecimento nas áreas territoriais definidas pelo governo mediante resolução do Conselho de Ministros”. O regime de organização do trabalho prevê que cabe ao empregador justificar casos em que não seja possível adoptar o teletrabalho, e que o trabalhador pode contestar a decisão junto da Autoridade para as Condições do Trabalho num prazo de três dias úteis.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques (DN) e Paulo Ribeiro Pinto (Dinheiro Vivo)
24 Junho 2021 — 22:57

 

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803: Certificado digital vai permitir livre circulação em todo o país

SAÚDE/CERTIFICADO DIGITAL

O primeiro-ministro, António Costa

O Certificado digital Covid-19 da União Europeia vai também servir de “passaporte” em todo o país para cidadãos em determinadas situações, prevê o decreto-lei que o governo vai apresentar esta quinta-feira.

Segundo apurou o jornal Público, o Conselho de Ministros vai decidir esta quinta-feira que o certificado digital covid-19 da União Europeia servirá também como passaporte dentro do país, em áreas que tenham sido sujeitas a maiores restrições.

A apresentação deste certificado permite a livre circulação do seu titular pelo território nacional, independentemente da vigência de normas de prevenção, contenção, mitigação e tratamento da pandemia da doença covid-19 em matéria de circulação“, lê-se no decreto-lei a que o jornal teve acesso.

Já na tarde desta quinta-feira, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, anunciou que o Governo aprovou o decreto-lei que executa na ordem jurídica portuguesa e regulamenta o certificado digital covid-19.

O Governo também aprovou hoje um decreto-lei que executa na nossa ordem jurídica e regulamenta o certificado digital covid-19 da União Europeia”, anunciou a governante, em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros.

O documento “dispensa a apresentação do comprovativo da realização de testes nos casos em que ela seja exigida para assistir ou participar em eventos de natureza cultural, desportiva, corporativa ou familiar, designadamente casamentos e baptizados”, acrescenta o decreto-lei do executivo de António Costa.

O certificado covid-19 da UE vai permitir, a partir de 1 de Julho, aos cidadãos comunitários já vacinados, recuperados de uma infecção ou testados, viajar sem restrições dentro da União Europeia.

A iniciativa, concebida para para facilitar a circulação entre países da UE, cria uma “oportunidade de viajar em liberdade e em segurança“, salientou o primeiro-ministro no dia 14, na cerimónia de apresentação do certificado, que contou com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Em Portugal, os primeiros certificados digitais covid-19 para cidadãos nacionais começaram a ser emitidos a semana passada pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde. São gratuitos, em formato digital e podem ser consultados no portal do SNS 24, na aplicação móvel do SNS ou enviados por email ao titular.

O documento é solicitado no portal do SNS24, estando disponíveis três opções: certificado de Vacinação, que comprova que o cidadão já tomou pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19; Testagem, para o caso de não ter sido vacinado, mas ter testado negativo à covid-19; Recuperação, que comprova que o cidadão em causa esteve infectado, mas que recuperou da doença.

ZAP //

Por ZAP
24 Junho, 2021

 

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802: Como ficam Albufeira, Sesimbra e Lisboa, os três concelhos mais graves

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO/CERCA

“Não existem condições para prosseguir plano de desconfinamento previsto”, disse esta 5.ª feira a ministra da Presidência. Restrições a Lisboa VT renovadas. 25 concelhos também andam para trás mas não recuam tanto como a capital.

24 jun 15:55

Circulação na AML: Auto-testes não servem para entrar ou sair

Os testes caseiros não servem para as deslocações para fora das áreas com circulação restrita.

Segundo a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, que apresentava as conclusões de mais uma reunião do Conselho de Ministros, os testes (com resultado negativo) aceites para poder entrar ou sair da AML (Área Metropolitana de Lisboa) serão apenas os os PCR (com mínimo de 72 horas) e os antigénio (mínimo de 48 horas).

Os “auto-testes não têm um resultado laboratorial”, argumentou a ministra.

Os concelhos da AML são: Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Vila Franca de Xira, Lisboa, Cascais, Sintra, Sesimbra e Alcochete.

24 jun 15:48

Governo pessimista: “Expectativa que temos é que nas próximas semanas os casos continuem a aumentar”

A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, admitiu, ao apresentar as conclusões de mais uma reunião do Conselho de Ministros, que a situação pandémica vai continuar, nacionalmente, a piorar.

“A expectativa que temos é que nas próximas semanas os casos continuem a aumentar”, disse, afirmando que “as medidas levam tempo” a surtir efeito.

A ministra falou ainda numa “corrida contra o tempo” entre o avanço na vacinação e o avanço na pandemia.

24 jun 15:40

Como ficam os outros 25 concelhos que recuam no confinamento?

O Governo determinou que há 25 concelhos onde se recua no nível de desconfinamento – embora para um nível inferior ao de Lisboa, Albufeira e Sesimbra.

Esses concelhos são:

Alcochete, Almada, Amadora, Arruda dos Vinhos, Barreiro, Braga, Cascais, Grândola, Lagos, Loulé, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odemira, Odivelas, Oeiras, Palmela, Sardoal, Seixal, Setúbal, Sines, Sintra, Sobral de Monte Agraço e Vila Franca de Xira.

E as medidas são:

• Teletrabalho obrigatório quando as actividades o permitam;
• Restaurantes, cafés e pastelarias podem funcionar até às 22h30 (no interior, com um máximo de 6 pessoas por grupo; em esplanada, 10 pessoas por grupo);
• Espectáculos culturais até às 22h30;
• Casamentos e baptizados com 50 % da lotação;
• Comércio a retalho alimentar e não alimentar até às 21h00;
• Permissão de prática de todas as modalidades desportivas, sem público;
• Permissão de prática de actividade física ao ar livre e em ginásios;
• Eventos em exterior com diminuição de lotação, a definir pela Direcção -Geral da Saúde (DGS);
• Lojas de Cidadão com atendimento presencial por marcação.

24 jun 15:33

Como vão ficar Lisboa, Albufeira e Sesimbra?

Eis as medidas de confinamento previstas para os três concelhos onde a situação é mais grave (onde aliás Sesimbra já se encontra):

• Teletrabalho obrigatório quando as actividades o permitam;
• Restaurantes, cafés e pastelarias podem funcionar até às 22h30 durante a semana e até às 15h30 ao fim de semana e feriados (no interior, com um máximo de 4 pessoas por grupo; em esplanada, 6 pessoas por grupo);
• Espectáculos culturais até às 22h30;
• Casamentos e baptizados com 25 % da lotação;
• Comércio a retalho alimentar até às 21h00 durante a semana e até às 19h00 ao fim de semana e feriados;
• Comércio a retalho não alimentar até às 21h00 durante a semana e até às 15h30 ao fim de semana e feriados;
• Permissão de prática de modalidades desportivas de médio risco, sem público;
• Permissão de prática de actividade física ao ar livre até seis pessoas e ginásios sem aulas de grupo;
• Eventos em exterior com diminuição de lotação, a definir pela DGS;
• Lojas de Cidadão com atendimento presencial por marcação.

24 jun 15:28

Ministra recusa comentar declarações de Ferro Rodrigues

“Nunca comento declarações de outros órgãos de soberania”, disse no briefing do Conselho de Ministros a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

A ministra escusava-se assim a comentar as declarações do presidente da AR, Ferro Rodrigues, ontem, que fez apelo a uma deslocação “massiva” de portugueses a Sevilha para ver o próximo jogo da selecção no Euro 2020.

24 jun 15:21

Outros 25 concelhos também andam para trás mas não recuam tanto como Lisboa

O Governo anuncia ainda 25 concelhos com níveis de risco epidémicos elevados, que voltam a ter limites horários, com um “recuo significativo”.

São eles Alcochete, Almada, Amadora, Arruda dos Vinhos, Barreiro, Braga, Cascais, Grândola, Lagos, Loulé, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odemira, Odivelas, Oeiras, Palmela, Sardoal, Seixal, Setúbal, Sines, Sintra, Sobral de Monte Agraço e Vila Franca de Xira.

24 jun 15:14

Região de Lisboa. Cerco do fim de semana renovado. Mas com teste negativo ou certificado digital pode-se entrar ou sair

O Governo vai renovar o cerco da AML mas pessoas com teste negativo ou certificado digital poderão entrar ou sair, anuncia a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, após mais uma reunião do Conselho de Ministros.

O “cerco” – que impede as pessoas de entrar ou sair nos concelhos da AML – entra em vigor às 15h30 de amanhã, terminando às 6h00 de segunda-feira.

Os concelhos da AML são: Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Vila Franca de Xira, Lisboa, Cascais, Sintra, Sesimbra e Alcochete.

24 jun 15:12

Lisboa. Confirma-se recuo. 19 concelhos em risco do mesmo para a semana

As medidas de desconfinamento vão recuar em Lisboa, confirma o Governo, através da ministra Vieira da Silva (Presidência), após mais uma reunião do Conselho de Ministros.

Nas mesmas condições estarão Albufeira e Sesimbra.

A ministra acrescenta que há 19 concelhos, maioritariamente da região de Lisboa, que na próxima semana poderão entrar no mesmo nível de confinamento.

Eles são:

Avis
Castelo de Vide
Castro Daire
Chamusca
Constância
Faro
Lagoa
Mira
Olhão
Paredes de Coura
Portimão
Porto
Rio Maior
Santarém
São Brás de Alportel
Silves
Sousel
Torres Vedras

24 jun 15:07

Governo anuncia: “Não existem condições para prosseguir plano de desconfinamento previsto”

“Não existem condições para prosseguir plano de desconfinamento previsto”, afirma a ministra Mariana Vieira da Silva. Quanto à matriz de risco, “o país está no vermelho”.

Diário de Notícias

DN
24 Junho 2021 — 10:48

 

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801: Duas mortes e 1.556 novas infecções nas últimas 24 horas

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Estão 427 pessoas com covid-19 internadas, sendo que 106 estão nos cuidados intensivos, segundo os dados mais recentes da Direcção-Geral da Saúde.

Enfermeira prepara dose da vacina contra a covid-19
© Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens

Portugal registou mais 1.556 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). No mesmo período de tempo, foram reportadas mais duas mortes devido à infecção pelo novo coronavírus, indica o relatório desta quinta-feira (24 de Junho).

O registo de casos comunicado hoje pela DGS representa um novo máximo desde 19 de Fevereiro, quando houve 1.940 infecções em 24 horas.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a que regista mais novas infecções, tendo atingido os 1.049 casos, o que representa 67,4% do total diário. A região Norte, onde foi declarado um óbito, teve 197 novos casos, o Algarve contabilizou 130, enquanto 110 foram registados na região Centro. Alentejo teve 42 novas infecções, Açores 20 e a Madeira totalizou oito.

Nos hospitais portugueses, estão agora 427 doentes com covid-19 (menos 10 que ontem), dos quais 106 em unidades de cuidados intensivos (mais seis).

Portugal tem ainda mais 1.251 contactos em vigilância, totalizando 44.670, enquanto foram dadas como recuperadas da doença mais 869 pessoas.

Há 29.697 casos activos da infecção por SARS-CoV-2 (mais 685), indica ainda a DGS no dia em que se realiza a reunião do Conselho de Ministros. O Governo analisa a evolução da pandemia e possíveis recuos no plano de desconfinamento, nomeadamente na região de Lisboa, onde a variante Delta, associada à Índia, representa cerca de 70% dos novos contágios.

UEFA diz ser impossível associar final à evolução epidémica em Portugal

A UEFA considerou, entretanto, ser impossível detectar-se a evolução epidémica em Portugal se deveu à final da Liga dos Campeões de futebol, no Porto, pois decorreu na mesma altura da permissão de entrada a turistas britânicos.

Em conferência de imprensa, na sede do organismo que regula o futebol europeu, acerca das medidas de mitigação da pandemia de covid-19 implementadas durante o Euro2020, o director médico do evento, Zoran Bahtijarevic, entendeu que “é muito fácil apontar o dedo à final” entre os ingleses do Chelsea e do Manchester City, no Porto.

“Na mesma semana, Portugal começou a abrir [as fronteiras] para turistas britânicos. É muito fácil apontar o dedo à final, mas, pelo meu conhecimento, todos os fãs que viajaram desde o Reino Unido fizeram teste PCR e só entraram no estádio com isso. Não sei quantos casos estão directamente relacionados, pois muita coisa aconteceu ao mesmo tempo e é impossível saber a que se deve”, afirmou.

Também esta quinta-feira ficou a saber-se que 19 reclusos do Estabelecimento Prisional de Sintra testaram positivo à covid-19. Embora estejam assintomáticos, foram encaminhados para o Hospital Prisional de São João de Deus, segundo a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

Em comunicado, a DGRSP explica que a detecção destes casos positivos surgiu depois de terem sido testados os 280 reclusos da ala B do estabelecimento prisional, como consequência do registo de três que tinham testado positivo.

Espanha aprova fim do uso obrigatório do uso da máscara no exterior

E enquanto os números da pandemia em Portugal apresentam uma evolução negativa, o Governo espanhol decidiu hoje que as máscaras deixam de ser de utilização obrigatória no exterior a partir deste sábado, 26 de Junho, desde que a distância de segurança de um metro e meio seja respeitada.

O Conselho de Ministros espanhol flexibilizou assim as regras que há mais de um ano obrigavam, em qualquer circunstância e espaço, a utilização de máscara.

“As nossas ruas, os nossos rostos, vão começar a recuperar a sua aparência normal nos próximos dias”, disse na semana passada o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, quando a medida foi anunciada.

Em todo o mundo, a pandemia de covid-19 é responsável por quase 3,9 milhões de mortes, desde que foram detectados os primeiros casos de infecção em Dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan, indica o balanço desta quinta-feira da AFP.

Os EUA são o país mais afectado com 602.837 mortes, sendo que o Brasil surge logo a seguir com 507.109.

Diário de Notícias
DN
24 Junho 2021 — 14:07

 

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Desconfinamento “congelado” no fim do mês. Lisboa vai recuar dois meses

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO/AML

Governo analisa desconfinamento. Restaurantes em Lisboa voltam a ter de fechar depois de almoço aos fins de semana. Cerco da Área Metropolitana da capital renovado.

Esplanadas em Lisboa vão voltar a fechar às 15.30 nos fins de semana
© Orlando Almeida/Global Imagens

O Governo deverá esta quinta-feira confirmar a decisão de fazer o desconfinamento retroceder no concelho de Lisboa, devido à elevada incidência pandémica, que aliás, aparentemente, ainda continua em fase de crescimento. O anúncio dos termos concretos da decisão ocorrerá depois de mais uma reunião do Conselho de Ministros.

Lisboa vai recuar para os níveis de confinamento que vigoraram a partir de 19 de Abril (e até 3 de Maio). Deverão ser adoptadas as regras que actualmente vigoram apenas num concelho: Sesimbra. O sector mais atingido será, como habitualmente, o da restauração. Actualmente os restaurantes, em Lisboa, podem estar abertos, todos os dias da semana, até às 22.30. Doravante, esse horário estará limitado aos dias úteis; aos fins de semana, os restaurantes só poderão fechar até às 15h30.

As restantes regras serão: casamentos e baptizados com 25 % da lotação (actualmente é 50%); comércio a retalho alimentar aberto até às 21.00 durante a semana e até às 1900 ao fim de semana e feriados; comércio a retalho não alimentar até às 21.00 durante a semana e até às 15.30 ao fim de semana e feriados; fim da presença do público em actividades desportivas; lojas do cidadão só com atendimento presencial por marcação. O teletrabalho continuará – como já é – obrigatório.

Ontem o presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina, admitiu que “o cenário mais provável” é o concelho recuar nas medidas de desconfinamento. “O Governo vai avaliar a situação amanhã [hoje, quinta-feira], se aplicar o critério que tem seguido e verificando-se aquilo que tem sido a evolução dos indicadores, vai ser esse o cenário mais provável”, afirmou o autarca, falando com jornalistas numa visita ao novo centro de vacinação no pavilhão 3 do Estádio Universitário de Lisboa.

Segundo Medina, se for aplicado o actual quadro da matriz de risco, a decisão na capital “vai ter algumas implicações relativamente a horários de funcionamento, a mais relevante é a restrição do horário da restauração às 15.30 de sábado e o não funcionamento durante o resto do fim de semana”.

A ministra da Saúde admitiu a mesma coisa, em declarações aos jornalistas à margem da apresentação do Relatório de Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS).

“Os números neste momento levam a sugerir que a situação de Lisboa ainda não esteja ultrapassada”, o que leva a que “as medidas específicas tenham de se manter, como se mantiveram em outros pontos do país quando estavam em situação de risco especial” na evolução epidemiológica, disse Marta Temido.

“Temos de estar conscientes de que estamos a lidar com um fenómeno cuja evolução ainda se reveste de muitas incertezas. Não é possível garantir que o futuro seja desta ou daquela maneira, o que podemos garantir é que tudo faremos para que isso não seja necessário, mas conhecemos a nossa realidade. Os números continuam a aumentar, ainda não estamos num momento em que estejamos a vê-los decrescer e, portanto, temos de estar atentos”, prosseguiu.

Cerco da AML mantém-se

O Conselho de Ministros deverá também renovar, pela primeira vez, o cerco da Área Metropolitana de Lisboa (AML) instaurado pela primeira vez no fim de semana passado. Os números pandémicos não permitem proceder doutro modo.

Assim, voltará a ser proibido sair ou entrar na AML das 15.30 de amanhã (sexta-feira, 25 de Junho) até às 6.00 da manhã de segunda-feira 28 de Junho. Será no entanto permitido circular dentro da região em causa. A AML inclui, na margem norte do Tejo, os concelhos de Lisboa, Amadora, Loures, Odivelas, Oeiras, Cascais, Sintra e Vila Franca de Xira. E, na margem sul, os de Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Setúbal, Sesimbra e Alcochete.

Outra decisão do Conselho de Ministros deverá ser a de, nacionalmente – ou eventualmente com variações regionais – fazer congelar o processo de desconfinamento, não permitindo que avance para a fase pós 28 de Junho. Essa fase previa horários pré pandemia para todo o comércio (começando pela restauração). E o regresso do público aos espectáculos desportivos profissionais, bem como a normalização das lotações máximas nos transportes públicos (mais uma vez para os valores pré pandémicos). A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, disse na semana passada que esse deveria ser o rumo – e não há nenhuma indicação de que esteja a preparar-se nova inversão, avançando o desconfinamento como previsto.

Marcelo elogia Merkel

Na terça-feira, a chanceler alemã Ângela Merkel, criticou a UE por ter sido impossível adoptar “um comportamento uniforme entre os Estados-membros em termos de restrições de viagem” e, nesse contexto, criticou Portugal por ter recebido turistas britânicos sem restrições – ao contrário do que fez o seu país e a França, por exemplo. “Temos agora uma situação em Portugal, que talvez pudesse ter sido evitada”, afirmou.

Ontem o Presidente da República comentou estas palavras – que irritaram o Governo português – falando na “gratidão” que lhe é devida “por aquilo que fez pela Europa”. E acrescentou: “O que disse a chanceler Ângela Merkel corresponde a um problema europeu, isto é, na Europa cada país decidiu unilateralmente”.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
24 Junho 2021 — 01:19

 

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799: EUA com casos de inflamações cardíacas em jovens pós-vacinação Pfizer e Moderna

 

SAÚDE/COVID-19/REACÇÕES

24 jun 07:27
Por Susete Henriques

EUA com casos de inflamações cardíacas em jovens pós-vacinação Pfizer e Moderna

A ocorrência de inflamações no coração em adolescentes e jovens adultos poderá estar associada às vacinas da Pfizer e da Moderna contra o SARS-CoV-2, anunciou o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

De acordo com a informação divulgada por este organismo, há registo de inflamações no coração, ainda que raras, em adolescentes e jovens adultos que receberam os fármacos desenvolvidos pela Pfizer (em parceria com a BioNTech) e pela Moderna, duas vacinas centralizadas no método RNA (Ácido Ribonucleico).

Investigadores convocados pelo CDC revisitaram estas ocorrências de miocardite e pericardite, ou seja, inflamações do músculo cardíaco ou da membrana do coração.

“Os casos são raros e a grande maioria [das ocorrências de inflamações no coração] foi solucionada com descanso e atenção”, disse a diretora do CDC, Rochelle Walensky.

Lusa

Diário de Notícias

 

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