243: Cérebro humano pode operar em 11 dimensões

 

Neuro-cientistas aproveitaram um ramo clássico da matemática de uma forma totalmente nova para avaliar a estrutura do cérebro. E através da topologia algébrica descobriram que o principal órgão do sistema nervoso está cheio de estruturas geométricas multi-dimensionais e pode operar em até onze dimensões.

Estamos acostumados a ver o mundo por uma perspectiva tridimensional, o que pode parecer estranho ou difícil de conceber. Porém, os resultados do estudo, publicado na Frontiers of Computational Neuroscience, podem ser um próximo passo importante na compreensão dos tecidos do cérebro humano – a estrutura mais complexa que conhecemos.

Este novo modelo de cérebro foi produzido por uma equipa de investigadores do projeto Blue Brain, uma iniciativa da pesquisa suíça dedicada a elaborar uma reconstrução do cérebro humano via supercomputador.

A equipa utilizou topologia algébrica, um ramo da matemática aplicado no sentido de descrever as propriedades de objetos e espaços, independentemente de como mudam de forma.

A equipa descobriu que os grupos de neurónios se conectam em “panelinhas”, ou seja, em grupos afins, e que o número de neurónios numa mesma “panelinha” determinaria o seu tamanho como um objeto geométrico de alta dimensão.

Encontramos um mundo que nunca tínhamos imaginado. Existem dezenas de milhões destes objetos, mesmo numa pequena mancha do cérebro, através de sete dimensões. Em algumas redes, até encontramos estruturas com até onze dimensões”, disse o líder da pesquisa, Henry Markram, neurocientista do Instituto EPFL, na Suíça.

Estima-se que os cérebros humanos contenham um impressionante total de 86 mil milhões de neurónios, com conexões múltiplas entre cada célula e emaranhadas por todas as direções possíveis. Estes formam, desse modo, a vasta rede celular que, de alguma forma, faz com que as pessoas sejam capazes de pensar e de desenvolver a consciência.

Diante de uma quantidade tão imensa de conexões para serem analisadas, não é de admirar que ainda não seja possível compreender, de forma minuciosa, como opera a rede neural do cérebro. Porém, a nova estrutura matemática construída pela equipa conduz-nos alguns passos mais à frente para, um dia, desenvolver um modelo de cérebro digital.

Procedimento

Para realizar os testes matemáticos, a equipa usou um modelo detalhado de neocórtex publicado pelo projeto Blue Rain, em 2015. O neocórtex é considerado a parte mais recentemente desenvolvida dos nossos cérebros no processo evolutivo e envolve-se em algumas das nossas funções mais complexas, como a cognição e a percepção sensorial.

Depois de desenvolver a linha teórica matemática e de testá-la nos seus estímulos virtuais, os cientistas também confirmaram os resultados em tecidos cerebrais reais de cobaias.

De acordo com o estudo, a topologia algébrica fornece ferramentas matemáticas para identificar detalhes da rede neural, tanto numa visão aproximada ao nível dos neurónios individuais quanto numa escala maior, na estrutura cerebral como um todo.

Ao conectar esses dois pontos de vista, os investigadores podiam distinguir as estruturas geométricas de alta dimensão no cérebro, formadas por coleções de neurónios hermeticamente conectados (cliques) e por espaços vazios (cavidades) entre eles.

“Encontramos um número extraordinariamente alto e uma ampla variedade de cliques e cavidades ordenadas de alta dimensão, que jamais foram vistas antes em redes neurais, nem biológicas ou artificiais”, escreveram os pesquisadores no estudo.

“A topologia algébrica é como um telescópio e um microscópio ao mesmo tempo. É possível ampliar as redes para encontrar estruturas ocultas – as árvores na floresta – e ver os espaços vazios e as clareiras, tudo ao mesmo tempo”, diz uma das cientistas, Kathryn Hess, da EPFL.

Essas clareiras, ou cavidades, parecem ser criticamente importantes para a função cerebral. Quando os cientistas deram um estímulo ao tecido do cérebro virtual, perceberam que os neurónios estavam a reagir de maneira altamente organizada.

“É como se o cérebro reagisse a um estímulo ao construir e depois destruir uma torre de blocos multidimensionais, começando com hastes (unidimensionais), pranchas (bidimensionais), cubos (tridimensionais) e, enfim, geometrias mais complexas com 4D, 5D, etc.”, diz um dos cientistas, o matemático Ran Levi, da Universidade Aberdeen, na Escócia.

“A progressão das atividades através do cérebro assemelha-se a um castelo de areia multidimensional, que se materializa fora da areia e, depois, se desintegra”, acrescenta Levi.

Estas descobertas fornecem uma nova imagem tentadora de como o cérebro processa as informações, mas os investigadores pontuaram algo que ainda não está claro: o que faz os cliques e as cavidades formarem-se das suas maneiras altamente específicas.

Será necessário mais trabalho e mais pesquisas para determinar como a complexidade dessas formas geométricas multidimensionais formadas pelos nossos neurónios se correlacionam com a complexidade das diversas tarefas cognitivas.

Mas, definitivamente, esta não será a última vez que teremos notícias de novos insights que a topologia algébrica nos pode fornecer sobre o cérebro – o mais misterioso de entre os órgãos humanos.

ZAP // HypeScience

Por HS
17 Junho, 2017

 

242: Aspirina aumenta risco de hemorragia acima dos 75 anos

 

Estudo publicado na revista Lancet avaliou risco em doentes daquela faixa etária que tomam aquele medicamento diariamente para prevenir acidentes cardiovasculares

A toma diária de aspirina aumenta o risco de hemorragias no estômago em pessoas com mais de 75 anos, concluiu um estudo que foi realizado por médicos e investigadores ingleses, da Universidade de Oxford, e que é noticiado pela BBC News.

No estudo, que foi publicado na revista Lancet, os autores sugerem que aquele risco acrescido de hemorragia, verificado naquela faixa etária mais idosa, pode ser prevenida com a associação de medicamentos protetores do estômago, mas alertam que quaisquer decisões só podem ser tomadas pelos médicos, que os doentes devem consultar em caso de dúvida.

A toma diária de aspirina é muitas vezes prescrita pelos médicos depois de um doente ter tido um ACV ou um ataque cardíaco, porque isso ajuda a prevenir novos episódios do foro cardiovascular. Os autores do estudo sublinham, de resto, que as vantagens dessa medida superam largamente os riscos.

Anteriores estudos tinham determinado que abaixo dos 75 anos, o risco de hemorragia estomacal associado à toma diária de aspirina é muito baixo, mas para a faixa etária acima dos 75 anos esse risco ainda não tinha sido avaliado. E com o aumento da idade dos doentes com problemas cardiovasculares, a equipa liderada por Peter Rothwell, da Universidade de Oxford, considerou que era importante fazer esse estudo.

A conclusão mostra que aquele risco aumenta com a idade e aponta a necessidade de associação medicamentosa para solucionar o problema, o que, sublinha a equipa, só pode ser avaliado e decidido pelo médico.

Diário de Notícias
14 DE JUNHO DE 2017 | 10:40
DN

241: FreeStyle Libre

 

FreeStyle Libre é “Produto do Ano” na área da Saúde

• TECNOLOGIA INOVADORA ELEITA POR MAIS DE 6.000 CONSUMIDORES
• SISTEMA DE MONITORIZAÇÃO DA DIABETES QUE ELIMINA A NECESSIDADE DA PICADA DE ROTINA NO DEDO*
• EM APENAS ALGUNS SEGUNDOS, FORNECE DADOS SOBRE O NÍVEL ATUAL DA GLICOSE, VALORES ANTERIORES E TENDÊNCIA DE GLICOSE

Sabia que….

O Produto do Ano é o maior e único prémio mundial que elege os produtos que se destacam pela inovação e que conta com o voto directo dos consumidores. Criado em França em 1987, este galardão é atribuído em mais de 35 países de todo o mundo com o mesmo objectivo: guiar os consumidores até aos melhores produtos no mercado e premiar os produtores pela qualidade e inovação.

O sistema Flash de Monitorização da Glicose FreeStyle Libre, foi galardoado com o prémio de “Produto do Ano” na área da Saúde, tendo sido eleito por mais de 6.000 consumidores que o escolheram pela sua inovação tecnológica no controlo e gestão da Diabetes.

O FreeStyle Libre é uma ferramenta inédita na medição dos níveis de glicose para pessoas com diabetes, estando indicado essencialmente para pessoas com diabetes que necessitam de fazer diariamente várias picadas dos dedos* para controlar os níveis de açúcar, incluindo crianças entre os 4 e os 17 anos**.

A sua Equipa FreeStyle

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Infelizmente, minha filha é diabética há mais de 15 anos e sempre utilizou as clássicas palhetas com a inevitável picada no dedo para ver os níveis de glicose.

Numa das consultas do seu médico de endócrinas, foi-lhe testado o equipamento acima publicitado. Ao fim de 3 meses, este equipamento não produz resultados fiáveis dado que toda a leitura que se situar abaixo dos 40, apresenta no écran LO.

Ora, LO não é informação correcta, no meu entender, para quem sofre de constantes comas hipoglicémicos, alguns dos quais têm de ter a intervenção do INEM para injectarem glucose na veia e quando pedem quais os valores, não vou indicar que são LO (baixo)…

Mas existem leituras de 43 e 47 que também acusam LO no equipamento o que demonstra que, embora seja um equipamento digital, as leituras variam e não oferecem a confiabilidade que um doente desta natureza necessita.

Em sentido oposto, lê pelo menos até 423 mas ao fazer o teste simultâneo com o equipamento clássico de palhetas, este valor situa-se nos 368. Ora, nesta última situação, a dose de insulina a injectar tem de ser em conformidade com os valores recebidos, o que comprova que as leituras não são confiáveis.

Alertado o médico para esta discrepância de valores entre o equipamento digital e o clássico, foi-me dito que “Quanto aos desvios acho que estão dentro do esperado (o libre ~15% em relação ao laboratório e as tiras <10% tudo somado até 20%)”.

Fica aqui o aviso a quem pretenda utilizar este equipamento – e não estou a dizer para não o fazerem -, mas penso que custando cada sensor a quantia de € 65,85 (portes incluídos) para uma utilização de apenas 14 dias por cada sensor, só para quem tiver um bom orçamento familiar, não esquecendo as discrepâncias entre as leituras dos dois tipos de leitores.

240: Doze super-bactérias ameaçam a humanidade

 

Laboratório [Foto: Reuters]

Organização Mundial da Saúde publica lista e insta o mundo a criar novos medicamentos para combater agentes patogénicos que resistem aos antibióticos e que ameaçam levar a uma explosão de doenças incuráveis

A Organização Mundial da Saúde (OMS) instou esta segunda-feira o mundo a criar novos medicamentos para combater 12 super-bactérias que resistem aos antibióticos e que ameaçam levar a uma explosão de doenças incuráveis.

Os agentes patogénicos “prioritários”, de acordo com a lista da OMS, incluem germes que causam infecções mortais na corrente sanguínea, nos pulmões, cérebro ou aparelho urinário, e que não respondem a uma cada vez maior lista de medicamentos.

A resistência aos antibióticos está a crescer e estamos a ficar sem opções de tratamento”, afirmou Marie-Paule Kieny, directora-geral-adjunta da OMS e que publicou a lista, no topo da qual aparecem as ‘Acinetobacter baumannii’, um grupo de bactérias que provoca patologias diversas, que vão desde a pneumonia até infecções em feridas.

A responsável alertou que se funcionar apenas a lei do mercado os novos antibióticos não serão desenvolvidos a tempo, pelo que é necessário que os governos criem políticas para aumentar o financiamento público e privado na investigação de novos medicamentos.

A OMS já tinha advertido que se nada for feito numa era pós-antibiótico as infecções comuns ou pequenos ferimentos podem transformar-se em assassinos, considerando, em comunicado, que as bactérias podem desenvolver resistência aos fármacos quando as pessoas tomam doses incorrectas de antibióticos, e que estirpes resistentes podem ser contraídas directamente de animais, da água, do ar ou de outras pessoas.

Os germes da lista da OMS, que é dividida em três categorias e que inclui entre as bactérias mais preocupantes a “salmonella” e a “Staphylococcus aureus“, foram escolhidos com base na gravidade das infecções que causam, na facilidade com que se propagam, no número de fármacos em uso e nos novos antibióticos que estão a ser estudados.

Uma das prioridades são super-bactérias resistentes a antibióticos que estão muitas vezes em hospitais, clínicas e entre pacientes que dependem de ventiladores e cateteres.

Na lista estão também bactérias resistentes aos medicamentos e que causam doenças “mais comuns” como gonorreia ou intoxicação alimentar induzida por salmonela.

A lista será discutida com especialistas em saúde do grupo dos G20 (maiores economias mundiais), esta semana em Berlim.

TVI24
2017-02-27 18:49 / AR/PD

238: Sabe que pode escolher o seu médico de família?

 

Espaço do Consumidor

Há direitos e deveres. Saiba quais.

Ilustração: Freepik

Os direitos e deveres dos doentes estão consagrados na lei nº 15/2014, de 21 de Março. Tome nota dos mais importantes, para que possa intervir nas decisões sobre a sua saúde.

Direitos

  • Escolher serviços e profissionais, tendo em conta os recursos e as regras de organização. Pode escolher, por exemplo, o médico de família, entre os que tiverem vagas na sua lista de doentes. Pode ainda optar pelo centro de saúde perto do local de trabalho em vez da área de residência – a inscrição fica sujeita a aceitação, dependendo dos recursos.
  • Aceitar ou recusar os tratamentos propostos.
  • Aceder aos meios de tratamento adequados.
  • O paciente tem o direito a ser informado sobre o seu estado de saúde, sobre as alternativas possíveis de tratamento e a evolução provável do seu estado.
  • A informação deve ser prestada sempre de forma clara e acessível.
  • Crianças e jovens com idade até aos 18 anos, internadas em estabelecimentos de saúde, têm direito ao acompanhamento permanente do pai e da mãe ou de pessoa que os substitua.
  • O acompanhamento da mulher grávida durante o parto é um direito, independentemente do período do dia ou da noite em que ocorra o trabalho de parto.
  • Reclamar, caso seja mal tratado.
  • Ao sigilo dos dados e da informação relativa ao seu estado de saúde.
  • A receber assistência religiosa.

Deveres

  • Respeitar os direitos dos outros doentes.
  • Observar as regras de organização e funcionamento dos serviços.
  • Pagar a parte que lhe cabe quando recebe cuidados.
  • Colaborar com os profissionais de saúde.

No sábado, assinala-se o Dia Mundial do Doente.

Rádio Renascença
08 Fev, 2017
Fátima Casanova

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