356: Cientistas estão a tentar reverter a diabetes com edição de genes

 

CIÊNCIA/SAÚDE

8385 / Pixabay

Naquele que poderá ser um adeus às injecções de insulina, uma equipa de investigadores está a tentar reverter a diabetes através de uma nova técnica de edição de genoma baseada na CRISPR.

Na diabetes tipo 1, o pâncreas deixa completamente de produzir insulina por destruição completa das células que fabricam esta hormona. Por esta razão,  a única maneira de tratar este tipo de diabetes é administrando insulina.

Nos anos 90, testou-se um tratamento revolucionário para curar a doença. Os pacientes receberam transplantes de tecido que continha células produtoras de insulina. A ideia era que compensassem as células defeituosas dos pacientes com diabetes. O transplante funcionou, mas apenas temporariamente.

Embora que esta terapia não tenha tido o sucesso desejado, os cientistas não desistiram da ideia de tentar encontrar uma cura para a diabetes. É neste sentido que uma equipa de investigadores da Universidade de Washington em St. Louis acredita que a CRISPR pode ser a solução para reverter a doença.

O objectivo dos cientistas é corrigir as células estaminais dos pacientes diabéticos através desta tecnologia de edição de genoma. Com esta eventual alteração, as células passariam a produzir a insulina necessária. O estudo foi publicado, em Abril, na revista científica Science Translational Medicine.

Os autores do estudo explicam que a abordagem poderia eventualmente ser usada para tratar a diabetes tipo 1 e tipo 2. “Conseguimos reverter a diabetes em ratos com cerca de uma semana”, disse ao OneZero Jeffrey Millman, coautor do estudo.

Cientistas curaram a diabetes em ratos com células estaminais humanas

Recorrendo a células estaminais humanas, uma equipa de cientistas nos Estados Unidos conseguiu eliminar os efeitos da diabetes em ratos…

Os investigadores usaram células da pele de um paciente com a doença para gerar um tipo de célula estaminal que pode ser transformada em qualquer tipo de célula do corpo. Através do CRISPR, os cientistas corrigiram a mutação no gene que causa a doença. Depois, transformaram as células estaminais corrigidas em células beta pancreáticas e injectaram-nas em ratos. Apenas uma semana depois, os níveis de açúcar no sangue normalizaram e mantiveram-se estáveis nos seis meses que se seguiram.

A aplicação em humanos ainda não é garantida e, por enquanto, os especialistas estudam qual o melhor local do corpo para infundir as células beta corrigidas. Em testes clínicos anteriores, cientistas tentaram infundir as células debaixo da pele, mas os resultados não foram convincentes.

Além disso, os investigadores estimam que seriam necessárias mil milhões de células para tratar apenas um paciente. Este processo de recolha demoraria vários meses ou até mesmo um ano.

É improvável que as células estaminais editadas geneticamente pela CRISPR substituam a insulina tão cedo. No entanto, é de esperar que brevemente alguns testes em humanos comecem a ser feitos nesse sentido.

ZAP //

Por ZAP
11 Maio, 2020

 

355: Vitamina D associada a menos mortes por covid-19 (e 80% dos portugueses tem falta dela)

 

CIÊNCIA/SAÚDE

Nick Kenrick / Flickr

Um estudo publicado associa a deficiência de vitamina D a uma maior taxa de mortalidade por Covid-19, dando como exemplo países como Espanha e Itália. Portugal é um dos países analisados com os índices mais baixos desta vitamina e o médico Pedro Lôbo do Vale constata que “80% da população tem valores inferiores ao normal”.

A pesquisa publicada no jornal científico Aging Clinical and Experimental Research constatou uma associação entre os baixos níveis de vitamina D e elevados índices de mortalidade por covid-19, após a análise de dados de pacientes de 20 países europeus.

A vitamina D modula a resposta dos glóbulos brancos a infecções, prevenindo que libertem demasiadas citocinas inflamatórias, notam os investigadores. Ora, a covid-19 provoca um excesso de citocinas inflamatórias, o que, segundo alguns especialistas, é uma das principais complicações criadas pela doença.

O estudo agora publicado atribui as elevadas taxas de mortalidade em países como Espanha, Itália e Reino Unido a baixos índices de vitamina D na sua população, comparando-os com os países do Norte da Europa que têm níveis superiores desta vitamina e que foram menos atacados pela pandemia.

Os dados que reportam até 8 de Abril de 2020 colocam Portugal como o país com o pior índice de vitamina D – 30 nanomoles por litro (nmol/L) de sangue – atrás de Espanha (42.5 nmol/L), da Suíça (46 nmol/L), do Reino Unido (47.4 nmol/L), da Bélgica (49.3 nmol/L) e de Itália (50 nmol/L).

Ilie et all
Nível de vitamina D, casos de covid-19/1 milhão de habitantes e mortes causadas por covid-19/1 milhão de habitantes. Dados até 8 de Abril de 2020.

O médico Pedro Lôbo do Vale corrobora os valores relativamente ao nosso país, notando, em declarações ao Correio da Manhã (CM), que “os estudos feitos em Portugal demonstram que 80% da população tem valores inferiores ao normal“. “O normal é de 30 a 100 unidades diárias e há pessoas que têm 12, 13, 14”, aponta.

“A vitamina D é fundamental para a imunidade e as pessoas mais afectadas por esta carência são, precisamente, as pessoas de mais idade. Dos 80 para cima, mas também dos 60 até aos 80, e até mais novas. Os que estão em lares, então, não apanham sol nenhum. E têm valores baixíssimos de vitamina D”, constata ainda Pedro Lôbo do Vale.

O médico repara que se pode fomentar a produção de vitamina D pelo organismo com a exposição solar e com o consumo de peixes gordos.

“Mas é um facto de que cada vez se apanha menos sol. Os trabalhos no exterior são cada vez menos e em lazer as pessoas evitam a exposição solar directa e usam protector solar, que diminui a absorção da vitamina D”, destaca Pedro Lôbo do Vale.

O médico recomenda que se siga o exemplo dos nórdicos que “tomam óleo de fígado de bacalhau logo pela manhã”.

Vitamina D pode “cortar mortalidade em metade”

A pesquisa realizada por investigadores das Universidades Northwestern (EUA) e Anglia Ruskin (Reino Unido) e do Hospital Queen Elizabeth que integra o Serviço Nacional de Saúde britânico concluiu que os valores mais altos de vitamina D encontram-se no norte da Europa, países que também têm as mais baixas taxas de mortalidade por covid-19.

Os cientistas avançam os hábitos do consumo de óleo de fígado de bacalhau e de suplementos, bem como o facto de não evitarem apanhar sol, como as razões para os altos índices de vitamina D nos países nórdicos.

Por outro lado, “os níveis de vitamina D são severamente baixos na população idosa de Espanha, Itália e Suíça“, aponta-se no estudo. Nestes países verificam-se, por seu turno, elevadas taxas de mortalidade por covid-19.

“Tem-se demonstrado que a Vitamina D protege contra infecções respiratórias agudas e os adultos mais velhos, o grupo mais deficiente em vitamina D, são também os mais gravemente afectados pela covid-19″, atesta o investigador Lee Smith, especializado em Saúde Pública e Actividade Física da Universidade Anglia Ruskin, em declarações divulgadas num comunicado sobre o estudo.

“Encontramos um relacionamento bruto significativo entre os níveis médios de vitamina D e o número de casos de covid-19, e particularmente as taxas de mortalidade por covid-19”, salienta ainda Lee Smith.

Os pacientes com deficiência severa de vitamina D têm duas vezes mais probabilidades de sofrerem complicações graves, concluíram os cientistas que atestam que há uma “co-relação entre baixos níveis de vitamina D e sistemas imunológicos hiperactivos”.

A pesquisa salienta uma ligação directa entre os níveis de vitamina D e a chamada “tempestade de citocinas“, a resposta hiper-inflamatória do organismo que é despoletada pela reacção do sistema imunitário ao vírus.

“A tempestade de citocinas pode danificar gravemente os pulmões e levar à síndrome do desconforto respiratório agudo e à morte em pacientes. É isto que parece matar a maioria dos pacientes de covid-19, não a destruição dos pulmões pelo vírus em si”, frisa o investigador Ali Daneshkhah que esteve envolvido no estudo.

“São as complicações do fogo mal direccionado do sistema imunológico” que matam e não tanto a covid-19, como realça Daneshkhah.

Ora, “a vitamina D fortalece a imunidade inata e previne respostas imunológicas hiperactivas”, frisa a Universidade Northwestern num comunicado sobre a pesquisa.

O professor de Engenharia Biomédica na Universidade Northwestern, Vadim Backman, que também esteve envolvido no estudo, sustenta que a vitamina D “não previne que um paciente contraia o vírus, mas pode reduzir as complicações e prevenir a morte naqueles que são infectados”.

Backman acredita que pode “cortar a taxa de mortalidade em metade”.

E pode  explicar mistério da baixa mortalidade em crianças

As conclusões do estudo podem também, segundo o professor, ajudar a explicar porque é que há menor probabilidade de morrerem crianças com covid-19. É que estas ainda não desenvolveram totalmente o seu sistema imunitário adquirido.

“As crianças contam, primeiramente, como os seus sistemas imunitários inatos. Isto pode explicar porque é que a sua taxa de mortalidade é inferior”, defende Backman.

O urologista Petre Cristian Ilie, do Hospital Queen Elizabeth, que também integrou o estudo, avisa, contudo, que a investigação é condicionada pelo número de testes realizados, bem como pelas medidas tomadas por cada país para conter a epidemia. “Co-relação não significa, necessariamente, causa-efeito”, nota.

Fica também o alerta de que nem toda a gente precisa de começar a tomar suplementos de vitamina D – até porque é conveniente evitar tomar doses excessivas, o que pode acarretar efeitos secundários adversos.

Também não há números quanto à dose que será “mais benéfica para a covid-19”, como explica Backman.

“Contudo, é claro que a deficiência de vitamina D é prejudicial e pode ser abordada facilmente com a suplementação apropriada”, sublinha o investigador, concluindo que “pode ser uma chave para ajudar a proteger populações mais vulneráveis”, nomeadamente os “pacientes idosos que têm uma prevalência de deficiência de vitamina D”.

Um estudo divulgado em 2015 apurou que basta expor os braços e as pernas ao sol durante 20 minutos por dia, entre os meses de Abril e de Setembro, para obter a vitamina D necessária para um ano inteiro.

SV, ZAP //

Por SV
11 Maio, 2020

 

354: Investigadores de Coimbra exploram terapia inovadora para doença de Alzheimer

 

 

CIÊNCIA/ALZHEIMER

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) descobriu “um possível novo alvo terapêutico para a doença de Alzheimer”, que poderá representar “um passo importante para o tratamento” dessa doença neuro-degenerativa.

© Maria João Gala /Global Imagens

A investigação procurou microARNs (“pequenas sequências genéticas com um papel regulador nas células”) que fossem “possíveis alvos terapêuticos inovadores para a doença de Alzheimer, tendo filtrado o microARN-31 como alvo promissor para este tipo de estratégias”, afirma a UC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

Desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de Neuro-ciências e Biologia Celular (CNC) da UC, o estudo já foi publicado na revista científica Molecular Therapy – Nucleic Acids.

Actualmente sem terapias eficazes, a Alzheimer é “um dos maiores problemas de saúde mundial, tendo um grande impacto económico e social”, sublinha a UC.

A doença caracteriza-se pela progressiva degeneração e morte dos neurónios, especialmente na zona do hipocampo, a região do cérebro responsável pela formação e consolidação de memórias, explica a UC, referindo que se acredita que “a perda de função dos neurónios desta região estará na base da perda de memória observada na doença”.

Este trabalho de investigadores do CNC teve como objectivo principal “estudar se seria possível obter, através da modulação de um microARN específico, um efeito benéfico num modelo animal” da doença de Alzheimer”.

“Queríamos observar se aumentar os níveis do microARN-31 — já identificado em quantidades mais baixas no plasma de doentes, comparando com pessoas saudáveis da mesma idade — traria benefícios relevantes não só no que diz respeito às características histopatológicas da doença, como ao nível das alterações comportamentais características da patologia”, afirma Ana Luísa Cardoso, coordenadora do projecto.

Para avaliar os efeitos benéficos do microARN-31, os especialistas recorreram a um modelo animal de ratinho para o estudo da doença de Alzheimer, utilizando apenas fêmeas.

“Após injecção de um vírus geneticamente modificado que forçasse a expressão do microARN-31, foram avaliados marcadores da doença, como a acumulação de placas beta amilóide (aglomerados tóxicos de um peptídeo, característicos da doença) no cérebro dos animais, assim como a perda de função neuronal na zona do hipocampo”, explicita a UC.

Foram realizados também ensaios comportamentais, para aferir se o microARN-31 poderia prevenir a perda de memória associada à doença de Alzheimer.

“Uma das principais fases deste estudo focou-se no desenvolvimento de uma estratégia lentiviral, ou seja, uma ferramenta de expressão de um vírus, capaz de entregar o microARN-31 aos neurónios e passível de ser entregue no cérebro do modelo animal da doença de Alzheimer”, explica, citada pela UC, Ana Teresa Viegas, primeira autora do estudo.

“Posteriormente, quisemos avaliar a deposição de placas beta amilóide, a função neuronal e o comportamento dos animais após a injecção do microARN, e avaliar se existiam melhorias quando comparado com animais não tratados com a sequência genética”, adianta.

“Observámos que a expressão deste microARN no hipocampo dos animais levava a uma diminuição da deposição de placas beta amilóide, especialmente na zona do subículo – pequena área do hipocampo responsável pela memória de trabalho”, relata Ana Teresa Viegas.

Também se verificou, destaca a investigadora, que, “comparando com os animais não tratados, os animais que receberam o microARN-31 apresentavam menores défices neste tipo de memória, que é recrutada em tarefas simples do dia-a-dia, não implicando vários processos de aprendizagem”.

Simultaneamente, os investigadores observaram “menores níveis de ansiedade e de inflexibilidade cognitiva – características observadas nos humanos em fases iniciais da doença”, acrescenta Ana Teresa Viegas.

A opção de realizar o estudo em modelos animais fêmeas pretendeu “mostrar a relevância de se focarem alguns estudos de doenças neuro-degenerativas no sexo feminino, porque, especialmente no caso da doença de Alzheimer, esta é mais prevalecente em mulheres, e a grande maioria dos estudos são ou foram feitos em animais machos, ignorando possíveis diferenças entre sexos”, refere Ana Luísa Cardoso.

Na próxima fase do estudo, a equipa vai, designadamente, procurar compreender como a utilização deste microARN-31 poderá ser útil para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas para outras doenças neuro-degenerativas.

O estudo contou ainda com a participação de Vítor Carmona, Elisabete Ferreiro, Joana Guedes, Pedro Cunha, Ana Maria Cardoso, Luís Pereira de Almeida, Catarina Resende de Oliveira e João Peça – também investigadores do CNC – e com a colaboração de João Pedro de Magalhães, investigador da Universidade de Liverpool, Reino Unido.

O projecto foi financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Bial e programa de acções Marie Curie.

Diário de Notícias

Lusa

353: Descoberto anticorpo capaz de bloquear o novo coronavírus no corpo humano

 

SAÚDE/CORONAVÍRUS

Cientistas descobriram que previne que a SARS infecte células humanas e que pode fazer o mesmo com a Covid-19.

O estudo foi publicado na “Nature”.

Uma equipa de cientistas da Universidade de Utrecht, do Erasmus Medical Centre e da empresa Harbor BioMed (HBM), na Holanda, descobriu um anticorpo que previne a infecção do novo coronavírus nas células humanas, noticia a “Sky News”. O novo dado pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos para a Covid-19 — e até mesmo ter um papel na sua prevenção.

A investigação teve como ponto de partida os anticorpos utilizados na prevenção da síndrome respiratória aguda grave (SARS), que bloqueiam a infecção nas células humanas. Um dos anticorpos provou poder fazer exactamente o mesmo face ao novo coronavírus (SARS-CoV-2), de acordo com o estudo publicado esta segunda-feira, 4 de maio, na revista científica de renome “Nature”.

Estes resultados podem significar um primeiro passo no desenvolvimento de um anticorpo “totalmente humano” para tratar ou prevenir a Covid-19, que já infectou mais de 3,5 milhões de pessoas em todo o mundo.

“O anticorpo estudado neste trabalho é ‘totalmente humano’, permitindo que o processo seja mais rápido e diminuindo os possíveis efeitos secundários [de um tratamento convencional]”, explicou Berend-Jan Bosch, um dos médicos responsáveis pelo estudo, à mesma publicação.

Este tipo de anticorpos difere dos convencionais usados em terapias, que são normalmente desenvolvidos noutras espécies, antes de serem ‘humanizados’ e possíveis de transferir para humanos. O anticorpo em questão foi desenvolvido utilizando tecnologia transgénica num rato que foi geneticamente modificado para conter genes humanos com o objectivo de desenvolver anticorpos humanos sem ser necessário testar em pessoas.

O anticorpo neutralizante “tem potencial para alterar o curso da infecção no infectado, ajudar a eliminar o vírus, ou a proteger um indivíduo não infectado que esteja exposto ao vírus”, acrescentou Bosch.

NiT New in Town
04/05/2020 às 16:45
texto
Sofia Robert

 

352: Tecnologia ajuda pacientes de Alzheimer a recuperar a memória

 

SAÚDE/ALZHEIMER

Vielight
Neuro RX Gamma

Uma nova tecnologia semelhante a uns headphones pode ajudar a reverter os sintomas da doença de Alzheimer. O dispositivo aponta luz directamente para as regiões responsáveis pela memória no cérebro.

Uma empresa canadiana criou uma tecnologia que se pode revelar bastante útil para pacientes com a doença de Alzheimer, já que pode ser capaz de restaurar a memória das pessoas. Os cientistas responsáveis pela inovação acreditam que o brilho da luz directamente nas áreas do cérebro danificadas pela doença pode reverter o Alzheimer.

O dispositivo, chamado Neuro RX Gamma, assemelha-se a uns headphones e aponta luzes LED para o cérebro através do nariz e do crânio. Segundo o Tech Explorist, a tecnologia é adequada a um uso doméstico, não é invasiva e foca-se na região do cérebro responsável pela memória.

A luz infravermelha é enviada através de quatro díodos posicionados sobre o couro cabeludo e um posicionado dentro da narina. Os cientistas sugerem que a luz melhora as mitocôndrias que fornecem energia às células e estimula o cérebro a activar células imunes que combatem doenças e tentam livrar-se delas.

O Neuro RX Gamma aprimorou as habilidades de escrita e leitura, recuperou a memória, melhorou o sono, ansiedade e stress, reduziu o mau humor e aumentou o desenvolvimento cognitivo.

Além disso, em experiências iniciais, a inovação mostrou reverter os sintomas de Alzheimer, livrar-se de proteínas tóxicas acumulados no cérebro e melhorar as células responsáveis pela memória. Caso isto se confirme nos ensaios clínicos, esta será a primeira tecnologia capaz de reverter a doença.

ZAP //

Por ZAP
26 Abril, 2020


 

351: Uso frequente de desinfectante de mãos pode aumentar a resistência antimicrobiana

 

 

SAÚDE/CORONAVÍRUS

agenciasenado / Flickr

Melhores práticas de higiene pessoal são fundamentais para evitar a disseminação do novo coronavírus. No entanto, o uso excessivo de desinfectante para as mãos pode trazer consequências.

Desde o início da pandemia de coronavírus, cientistas e governos têm aconselhado as pessoas sobre as melhores práticas de higiene para se protegerem. Esse conselho levou a um aumento significativo na venda e no uso de produtos de limpeza e desinfectantes para as mãos. Infelizmente, estas instruções raramente vêm com conselhos sobre como usá-los com responsabilidade ou sobre as consequências do uso indevido.

Mas, tal como no uso indevido de antibióticos, o uso excessivo de produtos de limpeza e desinfectantes para as mãos pode levar à resistência anti-microbiana das bactérias.

Há uma preocupação de que o uso repentino e excessivo destes produtos durante a pandemia possa levar a um aumento no número de espécies bacterianas resistentes que encontramos. Isto colocaria uma pressão maior nos nossos sistemas de saúde já em dificuldades, potencialmente levando a mais mortes. Além disso, o problema pode continuar muito depois de a pandemia actual terminar.

Anti-microbianos são importantes para a nossa saúde, já que nos ajudam a combater infecções. No entanto, alguns organismos podem mudar ou sofrer mutações após serem expostos a um anti-microbiano. Isto torna-os capazes de suportar os medicamentos projectados para matá-los.

Os processos que levam à resistência anti-microbiana são muitos e variados. Uma via é através da mutação. Algumas mutações ocorrem após o ADN da bactéria ter sido danificado. Isto pode acontecer naturalmente durante a replicação celular ou após a exposição a produtos químicos tóxicos, que danificam o ADN da célula. Outra via é se a bactéria adquire genes resistentes de outra bactéria.

Geralmente (e correctamente) associamos a resistência anti-microbiana ao uso indevido de medicamentos, como antibióticos. Isto pode aumentar a probabilidade das cepas de bactérias mais resistentes numa população sobreviverem e multiplicarem-se.

Mas as bactérias também podem adquirir resistência após o uso inadequado ou excessivo de certos produtos químicos, incluindo agentes de limpeza. Diluir agentes desinfectantes ou usá-los de forma intermitente e ineficiente pode oferecer uma vantagem de sobrevivência para as cepas mais resistentes. Em última análise, isto leva a uma maior resistência.

Os “especialistas” da Internet e das redes sociais oferecem conselhos sobre como fazer desinfectantes caseiros para as mãos que, segundo eles, podem matar o vírus. Para a maioria destes produtos, não há evidências de que sejam eficazes. Também não há consideração sobre possíveis efeitos adversos do seu uso.

Por ZAP
21 Abril, 2020

 

 

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