668: Mais 13 internados e mais seis pessoas em cuidados intensivos

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O boletim epidemiológico da DGS indica que morreram mais três pessoas nas últimas 24 horas.

Este Domingo decorre o segundo dia de vacinação de professores e pessoal não docente
© Leonardo Negrão / Global Imagens

Portugal registou 441 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, indica a Direcção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico deste domingo (18 de Abril) refere também que morreram mais três pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus.

O boletim diário mostra que o número de internados aumentou para 428 (mais 13 doentes face ao dia anterior), dos quais 109 estão em unidades de cuidados intensivos (mais seis).

A região do norte, à semelhança dos últimos dias, tem sido a que apresenta mais novos casos da doença, com 193 pessoas registadas com covid-19, mas sem óbitos. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com 109 novas infecções e dois mortos; a região centro com mais 46 casos e um morto. O Algarve também tem mais 38 novos casos de infecção, mas não regista qualquer morte, tal como o Alentejo, apenas com mais cinco novos casos de covid-19.

Os Açores tem agora mais 33 novos casos e a Madeira 17, mas ambas regiões autónomas não registaram óbitos.

O boletim da DGS revela que há 25.387 casos activos, mais 43 nas últimas 24 horas e mais 74 contactos em vigilância , num universo de 20.712 pessoas. Há igualmente mais 395 recuperados da doença.

Na sexta-feira, foi divulgado que o índice de transmissibilidade, denominado R(t), desceu para 1,05 a nível nacional (antes estava a 1,06) e para 1,04 se só tivermos em conta o território continental (a última actualização era de 1,05).

Também desceu a incidência da infecção pelo SARS-CoV-2. A nível nacional situa-se nos 71,6 casos por 100 mil habitantes (antes era de 72,4) e no continente é de 68,0 (antes era de 69,0).

Estes são os dois indicadores que servem de base para a matriz de risco definida pelo Governo, sendo que Portugal mantém-se muito próximo da zona amarela.

EUA com mais 708 mortos

Entretanto, os Estados Unidos registaram 708 mortes e 56.663 infectados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Desde o início da pandemia, o país acumulou 566.875 óbitos e 31.625.873 casos da doença. Os EUA são o país com mais mortes devido ao novo coronavírus e também com mais casos de infecção.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, previu que o país registe no total mais de 600 mil mortos devido à covid-19. O Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde da Universidade de Washington, em cujos modelos de projecção da evolução da pandemia a Casa Branca se baseia com frequência, previu cerca de 610 mil mortes até 1 de Julho.

Índia teme colapso

A Índia também registou este domingo um novo recorde diário de infecções e de mortes, com 261.500 novos casos e 1.501 óbitos, e os estados mais afectados alertam para a pressão do sistema de saúde que poderá entrar em colapso.

Este país asiático vive uma segunda vaga de covid-19 e contabiliza 14,7 milhões de infecções desde o início da pandemia, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde.

A Índia é o segundo país mais afectado pelo vírus, em termos absolutos, atrás dos estados Unidos da América (com 32 milhões), tendo superado esta semana, pela primeira vez, a barreira dos 200.000 contágios e continua a registar um vertiginoso aumento de casos sem que a curva dê sinais de diminuição.

Diário de Notícias
18 Abril 2021 — 14:34

 

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Gouveia e Melo: Não ser vacinado é ser “um em 600 portugueses” que morreu em 2020

 

 

SAÚDE/COVID-19/TASK FORCE

O coordenador da ‘task force’ do plano de vacinação afirmou este sábado que recusar ser vacinado contra a covid-19 é fazer parte do “totoloto” de “um em 600 portugueses” que em 2020 morreu com a doença.

Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, coordenador do plano de vacinação
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

“Não ser vacinado significa ser um em 600 portugueses que no ano passado morreu, se a pessoa quer estar nesse totoloto acho que não é uma boa solução”, afirmou o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo aos jornalistas, no final de uma visita ao centro de vacinação de Gondomar, no distrito do Porto.

Sobre os receios das pessoas em serem vacinadas com a vacina “a ou b”, porque causam “este e aquele problema”, Henrique Gouveia e Melo frisou que acontece “um caso em um milhão”, “muito diferente de um caso em 600”.

As pessoas têm de perceber de que lado querem estar, avisou, acrescentando que não vacinar não significa estar “numa bolha isolada e conseguir fugir ao problema”.

O coordenador da ‘task force’ reforçou que é “muito mais perigoso” não ter a vacina do que ter a vacina.

“Não me parece que seja uma boa decisão [não tomar a vacina], a decisão é individual, cada um tem liberdade para decidir, mas não tomar a vacina é, na minha modesta opinião, um erro e constitui um perigo para a pessoa e para a sociedade”, vincou.

Mais de três milhões de mortes causadas pela covid-19 foram registadas no mundo desde Dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado hoje pela agência de notícias AFP a partir de dados fornecidos pelas autoridades de saúde.

Após um ligeiro abrandamento em Março, o número de mortes diárias está a aumentar novamente no mundo, com uma média de mais de 12.000 óbitos diários na semana passada, aproximando-se das 14.500 mortes diárias registadas no final de Janeiro, no auge da pandemia.

Em Portugal, morreram 16.937 pessoas dos 829.911 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Diário de Notícias
Lusa
17 Abril 2021 — 13:15

– Em finais de 1967, fui vacinado com tudo o que o Exército exigia para quem fosse para a guerra do Ultramar. Isso não obstou que tivesse contraído o paludismo – e foi uma das vacinas que tomei – dias antes de regressar à Metrópole por fim de comissão. Desde essa data até ao ano passado (52 anos), altura em que tomei a vacina anti-gripe (que nunca tinha tomado), não fui vacinado contra o que quer que fosse. Isto não é ser negacionista, apenas nunca gostei que inoculassem no meu sistema, vírus para combater outros vírus. Não tive qualquer reacção depois da vacina anti-gripe das que me foram ditas pela enfermeira que me assistiu. Ainda bem. Mas também nunca li ou ouvi dizer que essa vacina tinha morto pessoas ou causado efeitos secundários perigosos. E esta anti-COVID-19 ou SARS-CoV-2 já causou mortes e outros problemas secundários, em escala reduzida é certo, mas causou! Gostaria que o sr. Vice-Almirante que comanda a task force me garantisse que se eu tomar esta vacina, seja ela de que marca for, não estarei entre os mortos que ela causa ou com graves efeitos secundários. É que os sistemas imunitários de cada pessoa são diferentes e o que a umas passa ao lado, a outras causa perturbações mais ou menos graves. Por isso e até garantia em contrário, não desejo pertencer à escala “um em um milhão” e ficar na escala “um em 600”. Não tenho medo de morrer, eu que enfrentei a morte diariamente no mato, aliás estou na linha descendente da Vida com os meus 75 anos, mas enquanto puder, tenho de cuidar de uma filha que a qualquer hora do dia ou da noite, entra em estado de coma e precisa que a socorram.

 

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666: Mais cinco mortes e mais 649 novos casos de covid-19 em Portugal

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O boletim epidemiológico da DGS indica que há menos 14 pessoas internadas, apesar de estarem mais duas em unidades de cuidados intensivos.

A segunda fase de vacinação dos professores e pessoal não docente começou este sábado
© Leonardo Negrão / Global Imagens

Portugal registou 649 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, indica a Direcção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico deste sábado (17 de Abril) refere também que morreram mais cinco pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus.

O boletim diário mostra que o número de internados desceu para 415 (menos 14 doentes face ao dia anterior), dos quais 103 estão em unidades de cuidados intensivos (mais dois).

A região que agora apresenta maior número de novos casos é a do norte, com mais 258, embora não haja mortos a registar. A de Lisboa e Vale do Tejo teve novos 198 casos notificados e três óbitos e só a região do Algarve com 47 novos casos de covid-19 também regista um morto. A região centro tem mais 52 novas infecções e nenhum morto, tal como a do Alentejo, com 43 novos casos e nenhum óbito.

Nos Açores há mais 33 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas e um morto, e na região autónoma da Madeira mais 18 novas infecções registadas, mas sem qualquer óbito.

Dos casos activos, que atingem 25.344 pessoas, há menos 23 do que na sexta-feira. Mas os contactos em vigilância subiram para mais 698 pessoas, num total de 20.638. Há neste momento 788.274 pessoas recuperadas da doença, mais 667 do que ontem.

Esta sexta-feira, foi divulgado que o índice de transmissibilidade, denominado R(t), desceu para 1,05 a nível nacional (antes estava a 1,06) e para 1,04 se só tivermos em conta o território continental (a última actualização era de 1,05).

Também desceu a incidência da infecção pelo SARS-CoV-2. A nível nacional situa-se nos 71,6 casos por 100 mil habitantes (antes era de 72,4) e no continente é de 68,0 (antes era de 69,0).

Estes são os dois indicadores que servem de base para a matriz de risco definida pelo Governo, sendo que Portugal mantém-se muito próximo da zona amarela.

Vacinação dos professores

Este sábado também foi o dia do início da vacinação de quase 170 mil professores e funcionários das escolas que vão receber a primeira dose da vacina contra a covid-19 até domingo, depois de o processo ter sido adiado uma semana devido a novas restrições.

De acordo com a ‘task-force’ responsável pelo plano, até à manhã de sexta-feira já tinham sido enviados mais de 187 mil SMS para o agendamento da vacinação, que irá decorrer entre hoje e domingo, envolvendo quase todos os profissionais do ensino não superior.

No início da semana passada, os mesmos professores e funcionários começaram a receber a convocatória para o “grande exercício” de vacinação contra a covid-19, como lhe chamou o ministro da Educação, que estava previsto para o passado fim de semana.

Os planos foram, no entanto, adiados pela decisão da Direcção-Geral da Saúde (DGS) de recomendar a administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 em pessoas acima dos 60 anos de idade. As novas restrições na utilização da vacina inicialmente destinada aos profissionais do ensino obrigou, então, a atrasar uma semana o processo de inoculação.

Três milhões de mortos no mundo

Soube-se também que o mundo atingiu mais de três milhões de mortes causadas pela covid-19 desde Dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado hoje pela agência de notícias AFP a partir de dados fornecidos pelas autoridades de saúde.

Após um ligeiro abrandamento em Março, o número de mortes diárias está a aumentar novamente no mundo, com uma média de mais de 12.000 óbitos diários na semana passada.

A pandemia está “num ponto crítico”, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) na segunda-feira, entre países como Israel, que está a conseguir conter novos contágios graças a uma intensa campanha de vacinação, e outros como a Índia, que está a enfrentar recordes de contaminações e mortes.

Diário de Notícias
17 Abril 2021 — 14:39

 

 

 

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665: Um quarto da população portuguesa tem imunidade à covid-19

 

 

SAÚDE/IMUNIDADE/COVID-19

Manuel Fernando Araújo / Lusa

O Painel Serológico Longitudinal Covid-19 estima em 27% a taxa de imunidade à covid-19 para a população em Portugal. Até Março, 13% da população teria sido infectada

Um estudo hoje divulgado estima que 13% da população portuguesa teria em Março anticorpos contra o coronavírus da covid-19 após a infecção natural, uma percentagem que sobe para 17% quando incluídas as pessoas vacinadas.

O estudo, designado Painel Serológico Longitudinal Covid-19, analisou a presença de anticorpos para o SARS-CoV-2 em colheitas de sangue feitas entre 1 e 17 de Março, em Portugal continental e ilhas, com uma amostra representativa da população portuguesa.

A amostra é constituída por 2.172 pessoas de várias idades e regiões, incluindo 156 que foram vacinadas maioritariamente até ao fim de Fevereiro e 264 que tinham revelado anticorpos contra o novo coronavírus num estudo serológico anterior, de Setembro e Outubro de 2020, conduzido pela mesma equipa.

Em declarações à Lusa, o coordenador de ambos os estudos, Bruno Silva-Santos, investigador e vice-director do Instituto de Medicina Molecular (IMM) João Lobo Antunes, em Lisboa, disse que os dados indicam que “a vacinação é a única via em tempo útil para se atingir a imunidade de grupo”, essencial para um regresso à normalidade.

“Sem a vacinação, é um processo demasiado lento”, frisou o imunologista, assinalando que apenas 13% da população terá atingido a imunidade por “via natural” passado um ano sobre a pandemia e após dois confinamentos generalizados no país, um primeiro entre Março e Abril de 2020 e um segundo entre Janeiro e o início de Abril de 2021.

Confirmando os prazos apontados pelo Governo, Bruno Silva-Santos admitiu que, se o plano nacional de vacinação decorrer sem mais perturbações, reunindo “doses disponíveis” e uma “adesão normal das pessoas”, a imunidade de grupo poderá ser alcançada em Portugal em Setembro, com 75% da população protegida contra a covid-19.

Citando estatísticas oficiais de 02 de Abril sobre o número de pessoas infectadas e vacinadas com pelo menos uma dose, o estudo estima em 27% a taxa de imunidade à covid-19 para a população em Portugal.

Neste contexto, o investigador do IMM reiterou a importância da vacinação, sublinhando que a imunidade contra o novo coronavírus, adquirida pela presença de anticorpos neutralizantes no sangue, aumentou 10% “num mês de vacinação”, e num quadro de “escassez de vacinas”.

Bruno Silva-Santos realçou, em contrapartida, que, de acordo com as estimativas calculadas com base na amostra do Painel Serológico Longitudinal, essa imunidade foi alcançada “ao fim de quase um ano inteiro sem vacinação” por apenas 13% da população.

“Isto refuta a tese anterior de que a imunidade de grupo poderia ser atingida por via natural. A chave é a vacinação”, vincou.

Tendo como ponto de partida a estimativa da população portuguesa, os resultados obtidos no estudo “permitem estimar em cerca de 1 milhão e 750 mil” pessoas “a população residente que teria anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2 nos primeiros dias de Março”, sendo que “cerca de 400 mil terão adquirido os anticorpos através da vacina e 1 milhão e 350 mil por infecção natural”.

Segundo o imunologista do IMM, o novo estudo sugere que “a circulação de anticorpos” específicos para o SARS-CoV-2 se mantém de “forma robusta” até um ano nas pessoas que estiveram infectadas, sendo expectável que uma vacina confira protecção por igual período de tempo, ou até mais (se se considerar que os níveis de anticorpos nas pessoas vacinadas são mais elevados).

“Os anticorpos são a primeira grande barreira contra a infecção ao neutralizarem o vírus nas células”, sublinhou Bruno Silva-Santos, assinalando que a segunda dose de uma vacina “maximiza a resposta imunitária”.

Entre os 264 participantes que revelaram anticorpos contra o SARS-CoV-2 (após a infecção) no estudo serológico anterior, de Setembro, 94% “não perderam esses anticorpos” passados seis meses, de acordo com o novo estudo, adiantou o imunologista.

“Os níveis têm valores muito semelhantes aos verificados há seis meses”, acentua o novo estudo, acrescentando que, nas pessoas vacinadas, o nível de anticorpos detectados “é elevado”, com “os valores observados” a serem comparáveis aos “que se observam no pico da infecção natural por SARS-CoV-2”.

O Painel Serológico Longitudinal Covid-19 apresenta-se como um “retrato da segunda e terceira vagas da covid-19” em Portugal através da “proporção da população que, mediante avaliação serológica, desenvolveu anticorpos específicos contra o vírus SARS-CoV-2”.

“Dado que a produção de anticorpos aumenta a partir do momento da infecção e podem ser necessárias duas semanas para os detectar numa amostra de sangue através de um teste serológico, os resultados referem-se a pessoas que terão sido infectadas (ou vacinadas) até meados de Fevereiro de 2021″, ressalva o documento que descreve os resultados.

O estudo resulta de uma parceria entre o Instituto de Medicina Molecular, que coordena o trabalho científico, a Sociedade Francisco Manuel dos Santos e o grupo Jerónimo Martins, que financia.

A amostra foi “seleccionada aleatoriamente” para haver “uma distribuição análoga à do país” em termos de densidade populacional, grupo etário, sexo, agregado familiar e nível de escolaridade, sendo que a percentagem de participantes vacinados (7%) “está em linha com a percentagem nacional de vacinação no início do estudo”.

Cada participante do painel respondeu a um inquérito epidemiológico, que incluiu perguntas demográficas, profissionais, sobre o agregado familiar, saúde geral, exposição potencial ao SARS-CoV-2, sintomas e possível doença. As recolhas de sangue foram feitas em 314 postos de colheita, de norte a sul de Portugal continental, Madeira e Açores.

Para a caracterização da amostra, desenhada em colaboração com a Pordata, base de dados gerida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, foram considerados três grupos etários (menos de 18 anos, entre os 18 e os 54 anos e 55 ou mais anos) e a densidade populacional da região de residência (baixa ou média e elevada).

De acordo com o estudo, 15% dos menores de 18 anos terão desenvolvido naturalmente anticorpos contra o SARS-CoV-2, contra 14% dos adultos entre os 18 e os 54 anos e 11% dos maiores de 55 anos. Nas duas últimas faixas etárias, a percentagem sobe, respectivamente, para 21% e 14% tendo em conta também as pessoas vacinadas.

A percentagem estimada da população imune (só através da infecção natural ou incluída a vacinação) é proporcional à densidade populacional, sendo ligeiramente maior (entre 14% e 18%) em áreas de densidade alta (mais de 500 habitantes por quilómetro quadrado).

Nas regiões de baixa ou média densidade populacional (menos de 60 a 500 habitantes por quilómetro quadrado), a percentagem varia entre 12% e 17%.

ZAP ZAP // Lusa

Por ZAP
16 Abril, 2021

 

 

 

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664: Mais quatro mortes e 553 casos. R(t) e incidência descem

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Há mais 596 pessoas que recuperaram da covid-19, segundo os dados da DGS.

Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos
© Artur Machado / Global Imagens

Portugal registou 553 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, indica a Direcção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico desta sexta-feira (16 de Abril) refere também que morreram mais quatro pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus.

O índice de transmissibilidade, denominado R(t), desde para 1,05 a nível nacional (antes estava a 1,06) e para 1,04 se só tivermos em conta o território continental (a última actualização era de 1,05).

Também desce a incidência da infecção pelo SARS-CoV-2. A nível nacional situa-se nos 71,6 casos por 100 mil habitantes (antes era de 72,4) e no continente é de 68,0 (antes era de 69,0).

© DGS

O boletim diário mostra que o número de internados subiu para 429 (mais seis doentes face ao dia anterior), dos quais 101 estão em unidades de cuidados intensivos (menos oito).

No total, desde o início da pandemia (em Março de 2020), Portugal confirmou 829.911 casos de infecção pelo novo coronavírus, 16.937 óbitos e 787.607 recuperados da doença, dos quais 596 foram reportados nas últimas 24 horas.

Desta forma, o número de casos activos da doença recuou para 25.367 (menos 47 do que ontem).

Das quatro mortes reportadas no relatório desta sexta-feira, duas ocorreram na região Norte, uma em Lisboa e Vale do Tejo e outra no Centro.

O Norte é hoje a região que regista o maior número de novas infecções, com 228 notificações em 24 horas. Verificam-se mais 182 casos em Lisboa e Vale do Tejo, 32 na região Centro, 25 no Alentejo e 23 no Algarve.

Nos Açores, a autoridade de saúde reporta mais 38 infecções enquanto na Madeira foram diagnosticados 25 novos casos de covid-19.

© DGS

A DGS anunciou hoje que “procedeu a uma rectificação da incidência cumulativa de covid-19 a 14 dias por 100 000 habitantes” em relação a Beja, para o período de 31 de Março a 13 de Abril de 2021. Com esta correcção, o concelho vai avançar para a terceira fase de desconfinamento, ao contrário do que foi indicado ontem pelo Governo.

A incidência cumulativa do município é, afinal, de “107 casos por 100 000 habitantes”, abaixo do limite dos 120 casos por 100 000 habitantes, informou a DGS.

Nas medidas anunciadas na quinta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, Beja estava incluída nos concelhos que não vão passar à fase seguinte do desconfinamento que se inicia na segunda-feira (19 de Abril), por terem “duas avaliações sucessivas em situação de risco”.

Com a saída de Beja do grupo, não prosseguem para a nova fase seis concelhos, mantendo as restrições actualmente em vigor. São eles Alandroal, Albufeira, Carregal do Sal, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela.

Já os municípios de Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior vão regressar na segunda-feira às regras que vigoravam no continente português no início do processo de desconfinamento em curso, iniciado em 15 de Março.

Covid-19 responsável por 70,8% do excesso de mortalidade no primeiro ano de pandemia

Também nesta sexta-feira foram divulgados os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes à mortalidade.

Os números indicam que entre Março de 2020 e Fevereiro de 2021 morreram 134 278 pessoas em Portugal, mais 23 089 do que a média para o mesmo período entre 2015 e 2019.

Do total de mortes, 16 351 (12,2%) foram atribuídas à covid-19, o que representa 70,8% do excesso de mortalidade para o primeiro ano da pandemia que começou com o novo coronavírus detectado em 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

Nos dados referentes à transição de Março para Abril deste ano, o INE nota que o número mortes continua a estar abaixo da média anual para o mesmo período calculada a partir dos números de 2015 a 2019.

Estudo estima 17% da população portuguesa com anticorpos em Março após infecção e vacinação

Foram também conhecidos hoje os resultados do estudo, designado Painel Serológico Longitudinal Covid-19, que analisou a presença de anticorpos para o SARS-CoV-2 em colheitas de sangue feitas entre 1 e 17 de março, em Portugal continental e ilhas, com uma amostra representativa da população portuguesa.

O estudo estima que 13% da população portuguesa teria em Março anticorpos contra o coronavírus da covid-19 após a infecção natural, uma percentagem que sobe para 17% quando incluídas as pessoas vacinadas.

Bruno Silva-Santos, investigador e vice-director do Instituto de Medicina Molecular (IMM) João Lobo Antunes, em Lisboa, disse à Lusa que os dados indicam que “a vacinação é a única via em tempo útil para se atingir a imunidade de grupo”, essencial para um regresso à normalidade.

A nível mundial, a infecção pelo SARS-CoV-2 é responsável por mais de 2,98 milhões de mortes, de acordo com o balanço desta sexta-feira da AFP, com base em fontes oficiais.

Mais de 139.008.120 casos de novas infecções foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia, indica a agência de notícias.

Diário de Notícias
DN
16 Abril 2021 — 14:03

 

 

 

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663: Lisboa e Vale do Tejo sem mortes por covid-19 pela primeira vez desde Agosto

 

 

SAÚDE/ESTATÍSTICAS/COVID-19

Número de internados regista uma nova diminuição. Há agora 423 doentes hospitalizados, dos quais 109 estão em unidades de cuidados intensivos, indica o boletim epidemiológico da DGS.

Profissional de saúde prepara dose da vacina contra a covid-19
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indica que Portugal registou, nas últimas 24 horas, 501 novos casos de covid-19. O relatório desta quinta-feira (15 de Abril) dá também conta de mais duas mortes devido à infecção por SARS-CoV-2.

Há agora 423 doentes internados (menos 24 pessoas face ao dia anterior), dos quais 109 em unidades de cuidados intensivos (menos sete).

Nas últimas 24 horas foram reportados mais 542 casos de pessoas que recuperaram da doença, num total de 787.011.

Desde o início da pandemia, Portugal confirmou 829.358 diagnósticos de covid-19 e registou 16.933 óbitos. O país tem, actualmente, 25.414 casos activos da infecção pelo novo coronavírus (menos 43 do que ontem).

A DGS indica que as duas mortes reportadas nas últimas 24 horas ocorreram no Norte, que notificou mais 156 casos de covid-19.

Lisboa e Vale do Tejo não regista óbitos, o que acontece pela primeira vez desde 30 de Agosto de 2020, dia em que foram reportados na região 121 casos, num total nacional de 320 novas infecções, tendo sido registada em Portugal uma morte por covid-19.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é, no entanto, a que regista o maior número de novas infecções (188), indica o relatório diário da autoridade de saúde.

Verificam-se mais 73 diagnósticos de covid-19 na região Centro, 21 no Alentejo e 32 no Algarve. Os Açores registam 16 novos casos e na Madeira foram reportados 15 novas infecções.

© DGS

O boletim diário da DGS indica também que há mais 642 pessoas que estão em vigilância pelas autoridades de saúde, elevando para 19 046 o número total.

Os indicadores que fazem parte da matriz de risco foram actualizados na quarta-feira. Assim sendo o índice de transmissibilidade, o chamado R(t), está a 1,06 a nível nacional e a 1,05 no território continental. Já a incidência da infecção por SARS-CoV-2 situa-se nos 72,4 casos por 100 mil habitantes a nível nacional e 69,0 infectados por 100 mil habitantes se só tivermos em conta o Continente.

Nesta quinta-feira, Portugal fica a saber se o plano de desconfinamento avança como está previsto pelo Governo. O Executivo liderado por António Costa define, em Conselho de Ministros, as medidas a adotar para a terceira fase do desconfinamento, que começa na próxima segunda-feira (19 de abril).

Marcelo pede “mais um esforço” aos portugueses

No debate parlamentar sobre a prorrogação do estado de emergência, na quarta-feira, o ministro da Administração Interna deixou antever que poderá haver um tratamento diferenciado para os concelhos com um maior índice de transmissibilidade nas medidas a adoptar no Conselho de Ministros desta quinta-feira.

“Com base em toda a informação científica disponível até ao último momento, o Governo não deixará de adoptar um justo equilíbrio entre a vontade e necessidade de desconfinamento e a absoluta determinação de medidas restritivas ou de eventual pausa e suspensão no processo de reabertura onde tal seja necessário”, disse Eduardo Cabrita.

Depois da aprovação do 15ª estado de emergência, no âmbito da pandemia, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu “mais um esforço” aos portugueses. “Hoje quero sobretudo pedir-vos ainda mais um esforço, para tornar impossível o termos de voltar atrás, para que o estado de emergência caminhe para o fim, para que o desconfinamento possa prosseguir sempre com a segurança de que o calendário das restrições e os confinamentos locais, se necessários, garantam um verão e um outono diferentes.”

As medidas previstas a partir de segunda-feira

Na próxima segunda-feira está previsto, por exemplo, o regresso das aulas presenciais no ensino secundário e no superior, reabertura de todas as lojas e centros comerciais, bem como de cinemas, teatros, auditórios e salas de espectáculos.

Deverão também reabrir os restaurantes, cafés e pastelarias, embora com um máximo de quatro pessoas nas mesas no seu interior ou seis, por mesa, em esplanadas. Estarão abertos até às 22:00 durante a semana ou 13:00 ao fim de semana e feriados.

As Lojas do Cidadão deverão abrir com atendimento presencial por marcação, regressam as modalidades desportivas de médio risco e a actividade física ao ar livre até seis pessoas e os ginásios sem aulas de grupo.

O plano prevê ainda a realização de eventos exteriores com diminuição de lotação e casamentos e baptizados com 25% da respectiva capacidade de acolhimento.

Bruxelas pede ao regulador europeu para rever dados da vacina da AstraZeneca

Enquanto Portugal aguarda para saber se o desconfinamento vai avançar como estava previsto, a presidente da Comissão Europeia garantiu que “as vacinas vão continuar a ganhar ritmo, uma vez que as entregas estão a acelerar na União Europeia”.

Uma mensagem que Ursula von der Leyen transmitiu para assinalar o momento em que foi imunizada com a primeira dose da vacina contra a covid-19.

Depois de termos passado as 100 milhões de vacinas [administradas] na UE, estou muito satisfeita por ter recebido hoje a minha primeira dose contra a covid-19″, escreveu Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social Twitter, sem especificar qual o fármaco administrado.

“Quanto mais depressa vacinarmos, mais depressa poderemos controlar a pandemia”, acrescentou a líder do executivo comunitário.

A Comissão Europeia fez também saber esta quinta-feira que pediu à Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) para rever os dados sobre a vacina da AstraZeneca, para garantir uma “abordagem coerente e unificada” na União Europeia relativamente ao fármaco.

Diário de Notícias
DN
15 Abril 2021 — 14:11

 

 

 

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