Dez 23
2016

952: Megaestrutura alien? Qual é o mistério da estrela com brilho inexplicável?

IPAC/NASA

Novas teorias afastam hipótese de ‘megaestrutura alien’

Uma equipa de cientistas da universidade do Illinois, nos Estados Unidos, acredita ter encontrado uma explicação para as intrigantes flutuações do brilho da estrela KIC 8462852, que tinham originado a teoria de que existia uma megaestrutura extraterrestre a obscurecer o astro. Os investigadores sugerem que a variação pode ter causas internas e não externas.

Estas variações foram detectadas pelo telescópio Kepler, que tem como missão encontrar novos planetas, procurando por diferenças na luz das estrelas.

Quando um planeta passa à frente de uma estrela, a luz diminui, normalmente entre um a dois por cento, mas o que aconteceu com a KIC 8462852 foi bem diferente: a luz desta estrela chegou a enfraquecer 20%, o que lançou a discussão sobre que tipo de objeto (e de que tamanho) passou à frente deste astro.

“Nunca vimos nada como esta estrela. Foi muito estranho. Pensámos que seriam dados errados ou movimento da nave, mas confirmámos que estava tudo correto”, salientou na altura Tabetha Boyajian, da Universidade de Yale.

Os dados foram revelados há mais de um ano e desde então os cientistas procuram respostas, tendo havido até uma campanha de ‘crowdfunding’ para financiar o estudo desta estrela.

O Instituto SETI (a sigla inglesa para Search for Extraterrestrial Intelligence) levantou a hipótese desta estrela ser a casa de uma civilização avançada que construiu uma “esfera de Dyson”, uma estrutura que estaria a tapar a luz da estrela.

Agora, uma equipa de cientistas da universidade do Illinois oferece uma forma completamente diferente de olhar para o enigma da “estrela de Tabby”, o outro nome da KIC 8462852, em homenagem a Tabetha Boyajian. Os investigadores defendem que o ritmo e padrão das variações sugerem que são intrínsecas à própria estrela.

A estrela está localizada na constelação de Cisne, a 1,276 anos-luz da Terra e os dados mostram que existem eventos em que a luz desta estrela chega a enfraquecer 20% e outras flutuações mais pequenas.

“Há alguns sinais de ocultação, ou de enfraquecimento por influência de um corpo independente. O mais importante é a periodicidade. No caso da estrela de Tabby, os grandes e pequenos eventos não são periódicos – não ocorrem em intervalos regulares – e este é um dos principais mistérios”, diz Richard Weaver.

Assim a equipa analisou os dados do ponto de vista estatístico e encontrou um padrão matemático consistente com o “modelo de avalanche”, que pode indicar que a estrela está a passar por uma fase de transição. Ou seja, pode ser apenas uma estrela que é intensamente activa de forma que ainda não é bem compreendida.

Diário de Notícias
23 DE DEZEMBRO DE 2016 | 16:53
DN

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