Jul 21
2016

896: Velhinho Hubble detecta atmosfera de exoplanetas a 40 anos-luz

Telescópio espacial Hubble (lançado em 1990) | AP Photo/NASA ASTRONAUTICA TELESCOPIO

Telescópio espacial Hubble (lançado em 1990)
| AP Photo/NASA ASTRONÁUTICA TELESCÓPIO

Astros são rochosos, como a Terra, mas a sua atmosfera (ainda grandemente desconhecida) ameaça a promessa de habitabilidade

Pela primeira vez, o telescópio espacial Hubble – lançado em 1990 e em breve substituído pelo gigante James Webb – permitiu observar as atmosferas de dois exoplanetas com dimensões semelhantes à da Terra. Fazem parte deu conjunto de três planetas que orbitam uma estrela a 40 anos-luz de distância.

O planeta mais distante, o Trappist-1d, permanece um completo mistério, mas o conhecimento do Trappist-1b e o Trappist-1c, os astros mais próximos do telescópio, cresce progressivamente com a ajuda do velhinho aparelho.

À medida que passavam entre o seu sol e a Terra, o Hubble foi capaz de confirmar a natureza rochosa destes planetas agora considerados possivelmente propícios ao acolhimento de algumas formas de vida. As investigações feitas às suas atmosferas sugerem que são ambas densas e potencialmente similares às da Terra, Vénus ou Marte.

“Saber que estes planetas não são ‘mini gigantes de gás’ é uma boa notícia, uma vez que, se o fossem, seriam inabitáveis, segundo os nossos critérios”, explica Julien de Wit, investigador no Massachusetts Institute of Technology.

Os dois exoplanetas estudados pelo Hubble orbitam uma estrela ultra fria e de luz fraca e, embora se movimentem a pouca distância da estrela do seu sistema, podem ter climas capazes de serem suportados por certas formas de vida. O tipo exacto de atmosfera que os envolve é, contudo, ainda desconhecido.

Alguns cientistas sugerem, no entanto, que é provável estes astros sejam mais semelhantes a Vénus do que à Terra, deixando, ainda assim, uma nota de entusiasmo: é o primeiro “planeta com tais características e temperaturas extremamente elevadas” que foi alguma vez explorado, sublinha Lisa Kaltenegger da Universidade de Cornell.

O estudo da combinação precisa de gases e vapores que os rodeiam será vital à investigação do planeta, já que as atmosferas têm papéis centrais na determinação das suas temperaturas. Se o manto atmosférico, por exemplo, for dominado por vapor de água – o que é possível – a receptibilidade de formas de vida ficará determinantemente ameaçada.

Os cientistas esperam agora que o James Webb Space Telescope, a ser lançado já em 2018, consiga desvendar estes mistérios e facilite a exploração de tantos outros planetas afastados até agora desconhecidos, relata a National Geopgraphic.

Diário de Notícias
21 DE JULHO DE 2016
19:59
DN

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