Out 03
2011

38: >Novo buraco do ozono surge no Ártico

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Redução da camada de ozono no Ártico em 2011 foi tão acentuada que se pode falar pela primeira vez de um buraco do ozono semelhante ao que surge anualmente na Antártida.
Um estudo liderado por cientistas da NASA, publicado ontem na revista “Nature” , avança que a redução da camada de ozono na região do Ártico atingiu níveis sem precedentes, consequência de um período de baixas temperaturas mais prolongado do que o habitual a norte do planeta.
A diminuição da camada de ozono no Ártico foi significativa ao ponto de, pela primeira vez desde que há registos, se falar de um “buraco do ozono” como aquele que se forma anualmente sobre a região da Antártida.
O prolongamento das temperaturas frias no Ártico de dezembro a abril (cerca de um mês a mais do que o habitual) e a sua incidência numa área mais vasta terão sido as causas da abertura na camada de ozono nesta região.
A observação levada a cabo pelos cientistas da NASA, no Ártico, demonstra que a partir dos 20 quilómetros acima do solo perdeu-se cerca de 80% da camada de ozono.
Buraco do ozono é fenómeno anual
A camada de ozono, localizada entre os 15 e os 35 quilómetros acima da superfície da Terra, protege-nos contra os raios ultravioleta, prejudiciais à saúde.
O buraco nesta camada de proteção foi primeiramente detetado na Antártida, em 1985, tratando-se de um fenómeno que ocorre durante uma determinada época do ano, geralmente entre setembro e dezembro.
Apesar da maioria dos gases que prejudicam a camada de ozono serem emitidos no hemisfério norte, o buraco começou por surgir na Antártida devido às suas temperaturas mais frias.
As baixas temperaturas contribuem para a formação de nuvens polares estratosféricas que levam à libertação de cloro e bromo, elementos que contribuem para a redução da camada de ozono.
Quando as temperaturas começam a subir a camada de ozono recupera, mas demoraria cerca de meio século para esta se reconstruir e atingir o mesmo ponto em que se encontrava antes da época industrial.
Ana C. Oliveira (www.expresso.pt), com BBC
17:37 Segunda feira, 3 de outubro de 2011
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